David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Não comemoro mortes, independente de quem seja

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Arte: Goya

Não comemoro mortes, independente de quem seja. Mas entendo que há pessoas que a buscam incessantemente, ou que provocam reações que podem levá-las a amargar um fim impensado, que não desejavam. Ou seja, consequências da vida que levavam. Sendo assim, se causo um grande mal a alguém, não posso descartar que em algum momento alguém pode cobrar pelo mal que causei.


Written by David Arioch

May 24, 2017 at 1:38 am

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Sobre a série “O Atirador”

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Ryan Phillippe é o protagonista da série (Foto: Reprodução)

Comecei a assistir a série “O Atirador”, da Netflix, e pensei em parar quando vi o cara mirando a arma para um lobo, antevendo a morte do animal – clichê comum em séries e filmes. De repente, ele atira só para assustá-lo e usa outra arma para disparar um tranquilizante. Ele fez isso para livrar o lobo de uma armadilha colocada por caçadores. Depois, dois caçadores se aproximam, o ameaçam, fazem uma piada sobre caça e ele atira tranquilizantes nos dois. Ganhou meu respeito até o momento.

Claro que o uso de animais em obras audiovisuais sempre levanta questões envolvendo maus tratos, já que os animais não estão lá por espontânea vontade, mas creio que em meio a tantos filmes e séries que naturalizam a caça, é interessante ver uma abordagem que vá na contramão disso.





Written by David Arioch

May 24, 2017 at 1:30 am

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Oi…posso te fazer uma pergunta?

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Pedi só uma garrafa de água, caminhei até uma cadeira e sentei diante de uma mesa (Arte: Tom Brown)

Em outra cidade, o único local onde tive tempo de parar e checar se tinha algo que eu pudesse comer foi em uma lanchonete de um posto de combustíveis. Quando a atendente me mostrou todas as opções, expliquei que não como nada com nenhum tipo de carne, laticínios e ovos.

Então pedi só uma garrafa de água, caminhei até uma cadeira e sentei diante de uma mesa, testemunhando através de uma parede de vidro um pedaço de natureza ainda intocado. Três caras acompanhados de uma moça me observavam em uma mesa de canto.

Enquanto eu bebia tranquilamente, notei que a atendente continuava olhando para mim. Quando percebeu que percebi, ela ficou um pouco acanhada e disfarçou passando uma flanela sobre o balcão. Cerca de dois minutos depois, ela se aproximou:

— Oi…posso te fazer uma pergunta?
— Sim…
— Como você consegue ser desse tamanho sem comer carne, leite e ovos?
— Deve ser a natureza me agradecendo por não me alimentar de seus filhos.

Ela riu, eu sorri; nos despedimos.

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É possível criticar sendo gentil, não sendo rude nem ofensivo

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Arte: Matthew Stutely

Uma coisa intrigante quando você escreve muito é que se você comete um ou alguns erros tolos em um texto, já aparece gente te atacando. Por outro lado, os muitos textos que você escreve corretamente essas mesmas pessoas não dizem nada a respeito.

Quero dizer, pessoas que só estão aguardando você cometer um erro para tentar desqualificar o seu trabalho. Ou pessoas que nunca dispensarão um elogio a você, mas que aparecerão de vez em raramente te condenando. Para criticar, não é preciso desqualificar o trabalho de ninguém. É possível criticar sendo gentil, não sendo rude nem ofensivo.





Written by David Arioch

May 22, 2017 at 3:34 pm

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Vale a pena trabalhar com algo que gere algum mal a alguém?

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Thinking Man, de Linda Apple

Eu me sentiria muito mal se a minha fonte de renda fosse proveniente de prejudicar vidas. Sempre penso nisso. Até que ponto o que fazemos prejudica alguém? Vale a pena trabalhar com algo que gere algum mal a alguém, sejam vidas humanas ou não? Me sinto privilegiado por trabalhar com algo que pelo menos diretamente não significa prejuízo a ninguém.





Written by David Arioch

May 21, 2017 at 8:47 pm

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A vida é muito curta para esconder sentimentos

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“Gostaria de ter demonstrado mais o que sentia, demonstrado mais meus sentimentos” (Foto: Reprodução)

A vida é muito curta para esconder sentimentos. Fiz um trabalho registrando memórias de idosos durante alguns anos. O propósito era outro, mas aproveitei para registrar algumas informações sobre a natureza humana.

Ao final da entrevista, eu sempre perguntava se eles se arrependiam de alguma coisa ou se gostariam de ter feito outras. Mesmo aqueles que não se conheciam convergiam para um mesmo desabafo: “Gostaria de ter demonstrado mais o que sentia, demonstrado mais meus sentimentos.”

Reprimir emoções e sentimentos adoece o ser humano, não tenho dúvida disso. Morre-se um pouco a cada dia quando se nega a si mesmo o direito a existir, porque sentir e exteriorizar é existir.

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Written by David Arioch

May 21, 2017 at 7:31 pm

“Vidas que valem menos, vidas que valem mais”

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. Toda existência que tem um preço é vítima da insolência e da displicência que suscita a violência (Foto: Reprodução)

Se julgo que uma vida que pertence a alguém que nunca prejudicou ninguém vale pouco, naturalmente abro um precedente para que amanhã ou depois eu comece a desvalorizar outras vidas. E mais além, acabo por, diretamente ou indiretamente, incentivar os outros a fazerem o mesmo. Vidas que valem menos, vidas que valem mais, não importa a espécie. Toda existência que tem um preço é vítima da insolência e da displicência que suscita a violência.





Written by David Arioch

May 21, 2017 at 7:25 pm

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Assista “Terráqueos” no YouTube

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Vale a pena assistir o documentário “Terráqueos” para entender um pouquinho a realidade da exploração animal em todas as áreas. Você pode não virar vegetariano nem vegano, mas ao final terá outra percepção em relação à exploração animal. Se possível, dedique um tempinho.

 

 

 

Quantas vezes comi no McDonald’s na minha vida?

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Consigo contar nos dedos das duas mãos quantas vezes entrei em algum estabelecimento das grandes redes de fast food (Foto: Reprodução)

Quantas vezes comi no McDonald’s na minha vida? Nenhuma. Consigo contar nos dedos das duas mãos quantas vezes entrei em algum estabelecimento das grandes redes de fast food. Claro que isso é algo pessoal, mas me recordo que quando eu era bem mais jovem sempre encontrava pessoas tentando fazer com que eu me sentisse alienado por isso.





Written by David Arioch

May 21, 2017 at 4:30 pm

Cartas que recebi de estudantes sobre a exploração animal

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Foto: David Arioch

Na foto, algumas das cartas que recebi de mais de 20 estudantes da área rural de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo. Fui escolhido como ativista para me corresponder com eles sobre a realidade da exploração animal. Ainda não li todas, mas já me surpreendi com a sensibilidade e inocência deles. É uma honra participar desse projeto a convite do professor e escritor Antonio Neto. No decorrer da semana vou produzir e publicar um texto sobre isso em meu blog.