Alcance da direita bolsonarista nas redes sociais não é orgânico
Muita gente quer que você acredite que o alcance da direita bolsonarista nas redes sociais é orgânico. Mas isso está longe da verdade. A direita bolsonarista tem alcance porque ela é economicamente neoliberal. Portanto, enquanto a esquerda depende mais de base organizada, voluntários, mobilização, ficando em desvantagem estrutural, a direita é financiada pelo agronegócio, mercado financeiro, empresariado, igrejas. Ou seja, ela tem verba para comprar alcance.
Ela depende da narrativa de fazer parecer que tudo nasce do apoio popular, e não de muito dinheiro envolvido. Eles criam um “eco” de popularidade que apela a uma falsa ideia de consenso. Isso funciona porque as pessoas passam a acreditar nisso.
E também explica por que a Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp) pode ser muito favorável à direita bolsonarista. Claro que não é por alinhamento ideológico, mas porque ela tem muito dinheiro para gastar nessas plataformas; e porque a Meta é, hoje, o grande espaço que permite anúncios políticos no Brasil.
Além disso, a direita bolsonarista é contra a regulamentação das redes, preferindo que continue sendo “terra de ninguém”, para que possam continuar disseminando fake news. Já a esquerda defende a regulamentação, compreendendo o perigo da “terra de ninguém”, algo que desagrada a Meta.
Para citar um exemplo, o tal do Nikolas Ferreira gastou em um ano, por meio de sua empresa Destra Cursos, R$ 750 mil em impulsionamento nas plataformas da Meta. Ele nunca explicou a origem do dinheiro, mesmo que financiado pela Destra. Lembre-se que o salário bruto de um deputado (R$ 46 mil) é incompatível com esse gasto. Logo, não existe nada orgânico, e sim um ecossistema financeiro por trás disso.
Portanto, ao ser preferencialmente financiada pelo neoliberalismo, a direita bolsonarista tem mais poder econômico que a esquerda – e agrada mais as big techs. Assim, as redes sociais como “terra de ninguém” colocam o econômico como determinante do que chegará ou não às pessoas, porque o critério maior de diferença é o dinheiro. E o dinheiro ilusiona a ideia de que a maioria concorda com essa direita, criando um eco artificial que reflete sua política de desonestidade.
Flávio Bolsonaro é péssimo para o meio ambiente
É muita desonestidade criar uma falsa ideia de que em relação ao meio ambiente tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula estão no mesmo patamar. A família Bolsonaro sempre foi vocal contra o rigor nas políticas ambientais e sempre atuou em defesa do autolicenciamento ambiental e do enfraquecimento das fiscalizações, inclusive envolvendo desmatamento.
Bolsonaro não apenas prometeu como desmontou o Ministério do Meio Ambiente. Quem não lembra Ricardo Salles falando sobre “deixar a boiada passar”? E Flávio quer ser presidente para dar continuidade ao mesmo tipo de governo. Tudo em relação ao meio ambiente em seu programa é vago. Também não há metas específicas de redução de emissões de carbono. Na verdade, sequer há um reconhecimento no plano de governo de que a crise climática é real.
Quem vota nessa família nunca pode dizer algo como “eu não sabia”. Sobre o meio ambiente, eles não estão enganando ninguém. Estão deixando claro tudo que vão fazer. A prioridade é a fragilização ambiental para favorecer a bancada ruralista e o empresariado que apoia sua campanha.
Fico surpreso em ver como as pessoas ignoram, inclusive alguns veganos que votam em Flávio Bolsonaro, que ele ter a bancada ruralista ao seu lado é uma sinalização clara de que se trata do pior candidato possível para o meio ambiente. Claro que a bancada ruralista odeia Lula, porque seu governo não é permissivo como o governo de Flávio, que imita o pai, seria.
Não há maior indicativo de piores políticas ambientais do que ter a Frente Parlamentar da Agropecuária ao seu lado. Isso dispensa até pesquisas, porque a FPA existe também para fazer lobby para fragilizar a fiscalização ambiental, desmatar mais para a agropecuária – é o lucro, e para poucos, acima de tudo, e ao custo de um impacto que atingirá cada vez mais a população.
Vale lembrar que durante o governo Bolsonaro o desmatamento na Amazônia atingiu a maior taxa desde 1988 – 45.586 km² derrubados só na Amazônia entre 2019 e 2022. Lula, mesmo com falhas, colocou freios no impacto da bancada ruralista no meio ambiente. O desmatamento na Amazônia teve queda de 51% em comparação ao último ano do governo Bolsonaro, segundo dados consolidados de monitoramento ambiental do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Meta tem interesse na vitória de Flávio Bolsonaro
Uma explicação plausível para publicações pró-Lula estarem sendo prejudicadas nas plataformas da Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp), que alega “apenas problemas técnicos” (mas problemas técnicos que atingem apenas conteúdo pró-Lula? Isso não faz sentido), é que a Meta tem interesse na vitória de Flávio Bolsonaro.
Lula defende a regulamentação das redes sociais por meio do PL 2630/2020, visando acabar com a lógica da “terra de ninguém” ao responsabilizar plataformas para combater fake news e discursos de ódio, além de exigir transparência de algoritmos. A Meta não quer isso, se ela ganha muito dinheiro com isso.
Ela não quer ser responsabilizada por conteúdo ilegal que circula em suas plataformas. Não quer correr o risco de receber multas realmente pesadas por não remover fake news, discurso de ódio, conteúdo antidemocrático. Também pode ser obrigada a abrir seus algoritmos, revelando como decide o que as pessoas veem; além de ter de garantir tratamento igualitário entre candidatos, o que limitaria sua capacidade de favorecer um lado.
Outro ponto é que a Meta está mais alinhada a Trump desde que ele assumiu o governo pela segunda vez. Zuckerberg, além de acabar com políticas de inclusão e diversidade, e com o programa de checagem de fatos, nomeou republicanos da base MAGA para o seu comitê, e ainda doou um milhão de dólares na posse de Trump.
Enfim, Trump ficaria feliz em ver que a Meta está agindo para favorecer o candidato que ele quer que vença no Brasil. E isso não seria novidade. É só lembrar do que houve no Brasil em 2018. A Meta já demonstrou que não é neutra desde o caso da Cambridge Analytica (quando Bolsonaro foi eleito) até as “falhas técnicas” que atingem apenas um lado.
Não adianta reclamar dos temporais no Paraná e votar em Flávio Bolsonaro
O Paraná está enfrentando uma situação extremamente preocupante. Estamos lidando com temporais severos e destrutivos, e com uma recorrência inédita – temporais que duram dias ou que se repetem com intervalos de poucos dias.
Mas o que mais chama atenção é que em vez de refletir sobre isso, a maioria do eleitorado paranaense prefere continuar apostando em um candidato a presidente (Flávio Bolsonaro) que é negacionista climático, que diz que se resolve problemas ambientais com “saneamento básico”.
As pessoas estão subestimando o impacto nocivo de seu voto, achando que está tudo bem em tratar a crise climática dessa forma. Continuem assim. Comprem esse discurso que vai contra a ciência. Ou acham que um candidato negacionista vai investir em políticas ambientais que realmente levem a sério as consequências disso?
Jair Bolsonaro, o pai de Flávio, quase zerou os investimentos federais dedicados à questão climática quando foi presidente – um corte de 93%. E a previsão é de que esses temporais vão piorar no Paraná.
Sinceramente, sinto pelas pessoas que levam isso a sério e que entendem a gravidade da situação. E por isso, também não votam em negacionistas. Enfim, podem se preparar para mais desinvestimentos e cortes em políticas ambientais. Quando a coisa piorar, lembrem-se da fala de “saneamento básico” de Flávio Bolsonaro.
E o plano de governo dele confirma o que o discurso já anunciava. São 76 páginas que não mencionam “aquecimento global” ou “mudança climática”, mas que trazem medidas que desmontam a capacidade do Brasil de enfrentar a crise:
Licenciamento automático para grandes obras, hidrelétricas, mineração e indústria (sem estudo de impacto ambiental); extinção de sobreposições entre Ibama, Funai e ICMBio (na prática, isso significa esvaziamento dos órgãos de fiscalização e proteção); liberação do fracking para exploração de gás (técnica que contamina água e solo); e trava de 20 anos para regras ambientais, impedindo que qualquer governo futuro aperte a fiscalização.
Flávio, com seu programa de governo ultraliberal, está sinalizando que tudo será permitido, sem freios e contrapesos partindo do Executivo, não importando as consequências ambientais.
Quem vota em Flávio Bolsonaro não se importa com a democracia
Chocante em relação aos votos que Flávio Bolsonaro recebeu é que as pessoas que votaram nele não se importam realmente com a democracia. São pessoas que relativizam e banalizam o sentido de democracia. É como se lutassem para não haver democracia. Afinal, todo mundo sabe da tentativa de golpe, e Bolsonaro está preso por isso. Ainda assim, muitas pessoas continuam apoiando essa família, que não aceitou a derrota nas urnas em 2022.
E se estou falando da família Bolsonaro, estou falando de quem nega a ditadura militar brasileira, que rejeita chamá-la de ditadura, mesmo que tenha sido uma imposição; que tenham deposto Jango por meio da força, do autoritarismo. A ditadura não permitia o Congresso funcionar sem se submeter ao seu controle, tanto que deputados foram perseguidos e tiveram seus mandatos cassados por ordem da própria presidência. E mais tarde, o Congresso foi arbitrariamente fechado.
Flávio Bolsonaro não defende hoje alterar a Constituição por acaso. A família Bolsonaro não aceita o sistema de “freios e contrapesos” que é inerente às democracias. São inimigos da democracia. Se espelham em figuras autoritárias que também não aceitavam antagonismos. E não me surpreenderia saber que muitos de seus eleitores concordam com isso, porque acredito sim que muitas pessoas que votam neles não se importam com democracia – que acham que não deve haver oposição, assim como Mussolini e Hitler acreditavam.
A direita bolsonarista representa tudo que é antidemocrático. É uma política da antissolidariedade – diferenças são vistas como ameaças que devem ser extirpadas; e direitos só devem existir para quem pensa como eu. É a política do individualismo vestida de falso coletivismo. É uma união do individualismo.
Não existe, após a redemocratização no Brasil, nada mais autoritário do que o bolsonarismo. E quem apoia isso é quem tem em si uma centelha que, em algum aspecto, ecoa sim um sentimento antidemocrático. Não por acaso, todas as obras sérias que abordam o bolsonarismo revelam como o seu combustível é o ressentimento, e o ressentimento é o sentimento da “exponenciação do eu”, não importando o impacto nocivo que isso tem para os outros.
E o triplex?
A única coisa que encontraram para tentar ligar Lula diretamente à corrupção até hoje foi a história do triplex. No fim, o triplex não tinha relação com o desvio na Petrobrás. Inclusive a Lava Jato foi descredibilizada porque Moro fez um malabarismo para associar uma coisa sem relação com outra, e ainda sequer conseguiu provar que o Triplex era de Lula. Mas a pergunta que fica é por que os eleitores de Flávio Bolsonaro não fazem o cálculo de quantos triplex dá pra comprar com o dinheiro dos 51 imóveis que a família adquiriu com dinheiro vivo?
E desde quando salário de político permite ser milionário? Mesmo o teto do funcionalismo público não permite ninguém ser rico sem envolvimento com corrupção. Permite sim ter uma vida confortável, mas nada além disso. Não permite acumular muitos bens, riquezas, etc. Irônico também é como o eleitor de Flávio Bolsonaro ignora as rachadinhas. Ou seja, ele nomeava pessoas que sequer trabalhavam no gabinete, mas compareciam para garantir o repasse do salário para Flávio.
Outro ponto é que fico imaginando como um filme como “Dark Horse”, com produção tão medíocre, e claramente de baixo orçamento, conforme análise não somente de especialistas em cinema no Brasil, mas também internacionais, possa ter custado tão caro. Até hoje, Flávio não explicou onde o dinheiro foi parar nem apresentou em detalhes como os R$ 61 milhões enviados por Vorcaro foram gastos. Ademais, será que dá pra comprar quantos Triplex com esse dinheiro? Vale lembrar que à época o triplex ao qual tentaram vincular Lula à corrupção foi avaliado em R$ 1,5 milhão.
O antipetismo hoje ainda funciona como identidade autossuficiente. Não precisa de provas, não precisa de lógica. Basta odiar o PT. E quando você apresenta os 51 imóveis, as rachadinhas, a clara relação com Vorcaro, e que Flávio negou até provas virem à tona, a resposta é sempre a mesma: “e o triplex?”. Só que “o triplex” foi anulado por suspeição do juiz e prescrito. Moro agiu de forma parcial e, ainda assim, não conseguiu comprovar nada. E os 51 imóveis, as rachadinhas e a relação dos Bolsonaro com Vorcaro estão vivos, documentados e em investigação.
Família Bolsonaro recebe muito dinheiro público
Lula e Alckmin defendem o fim do fundo eleitoral e do fundo partidário, que vêm do dinheiro do povo, assim como o estabelecimento de mandatos para ministros do judiciário e o fim dos supersalários. Já Flávio Bolsonaro, além de defender alterações na Constituição que remetem ao que houve com a imposição da ditadura militar no Brasil em 1964, resultando em privação de direitos e cerceamento, votou quatro vezes a favor do fundo eleitoral que destina R$ 4,9 bilhões a partidos.
Só o PL recebeu R$ 881,6 milhões do fundo eleitoral em 2026, o triplo do montante de 2022. Ou seja, é o partido que abocanhou a maior parcela (17,7%) entre todos os partidos. E quem paga a conta é o povo. Além desse dinheiro, e de já receber apoio financeiro privado, Flávio Bolsonaro lançou simultaneamente uma campanha de financiamento coletivo (“vaquinha”) em julho de 2026.
E considerando apenas as campanhas de Flávio, Carlos e Jair Renan, filhos de Bolsonaro, além da esposa Michelle, o montante confirmado de dinheiro público recebido somente pela família Bolsonaro na eleição deste ano é de R$ 52,7 milhões, sendo que a maior fatia é de Flávio. O valor não inclui os salários que o partido pagou mensalmente a Jair, Michelle e Carlos (cerca de R$ 120 mil por mês e totalizando R$ 3,196 milhões desde 2023) – que vem do dinheiro do povo.
Ou seja, a família Bolsonaro, além de receber uma grana gorda do fundo eleitoral, vive também de salários mensais pagos pelo partido com dinheiro público do fundo partidário, e já atacaram muitas vezes recursos destinados a programas sociais. Enfim, a hipocrisia é que vivem do dinheiro público enquanto falam em “antissistema” e engrossam ainda mais seus ganhos com “vaquinhas”. Ademais, a “vaquinha” não é alternativa ao fundo público, é acessório narrativo para mascarar a dependência do dinheiro que dizem combater
Augusto Cury apoiar Flávio Bolsonaro deveria surpreender alguém?
Augusto Cury apoiar Flávio Bolsonaro deveria surpreender alguém? O cara é autor de autoajuda, defende que os problemas não são estruturais e sim individuais. Ou seja, uma questão de vontade e mentalidade.
Ele é a personificação da negação de que devemos mudar estruturas e sim atribuir falhas e problemas a uma questão individual. “Se você não venceu, a culpa é sua. Falta mentalidade, falta foco, falta disciplina, falta ‘gestão da emoção’.” O mundo é apresentado como um terreno neutro onde cada um colhe o que planta.
Nessa lógica distorcida e falsa, não há estruturas, não há desigualdade, não há privilégio. Há apenas indivíduos e suas escolhas. A literatura de autoajuda, assim como a posterior cultura coach, vieram para validar o neoliberalismo, que é o que a direita bolsonarista abraçou desde sempre para ter poder econômico também para fazer sua guerra cultural e falsear narrativas.
É no neoliberalismo que Cury e o bolsonarismo se encontram – porque os dois são dependentes dele e não querem deixar de alimentá-lo e promovê-lo, porque eles não apenas prosperam, como só podem existir a partir dele. Afinal, se as pessoas tiverem mais consciência social, questionarem mais as desigualdades e entenderem como tudo isso envolve olhar para os problemas estruturais, e não isoladamente para os indivíduos, nem Cury nem os Bolsonaro prosperam.
A autoajuda e o bolsonarismo compartilham o solo da individualização dos problemas estruturais, da responsabilização do indivíduo pela própria situação; e no caso, do bolsonarismo, que é um emaranhado de contradições, também da invenção do inimigo, de um bode expiatório – de colocar oprimido contra oprimido; mas sem que um deles se veja como oprimido porque reivindica também, e até sem perceber, o lugar de oprimir.
Flávio Bolsonaro teve esmagadora maioria de votos em cidade de SC com má fama associada ao neonazismo
Timbó (SC), uma das cidades onde Flávio Bolsonaro teve proporcionalmente mais votos (76,5%), possui registros históricos e ocorrências policiais recentes relacionados ao neonazismo. Estudos históricos também apontam que a primeira seção oficial do Partido Nazista no Brasil foi fundada na região de Timbó, em 1928, chegando a contar com centenas de membros filiados nas décadas de 1920 e 1930.
Em setembro de 2021, a Polícia Civil de Santa Catarina encontrou uma fábrica clandestina de símbolos nazistas em Timbó. O local funcionava em dois contêineres e produzia bustos de Adolf Hitler, bandeiras, insígnias, canecas e peças com a suástica. Na mesma operação policial de 2021, foi localizado um bar na cidade decorado com imagens e forte simbologia ligada ao regime nazista e ao supremacismo.
As investigações da Justiça de SC apontaram que os objetos produzidos na cidade abasteciam um site de comércio eletrônico focado em militaria e materiais de extrema direita. Esses episódios colocaram o município de forma recorrente nos relatórios de monitoramento de células extremistas e neonazistas no Sul do Brasil realizado por forças de segurança e pesquisadores.
É preciso parar de eleger quem legisla para os mais ricos
Lula e Haddad têm falado a cada ano sobre o esforço para tributar os ricos. Daí o governo envia para o Congresso uma pauta que só pode avançar passando pelo Congresso. O ponto é que as pessoas elegem exatamente para o Legislativo uma maioria que atua em favor da elite econômica porque é dela que recebe financiamento, apoio e privilégios. E por isso, jamais atuará contra os interesses dela. Então o governo fica de mãos atadas, e não consegue desonerar impostos sobre as classes baixas e médias.
Daí os políticos que antagonizam o governo fazem o jogo da falsidade, tão comum a eles. Culpam o governo por algo que eles mesmos fazem de tudo para impedir que avance. E desta vez elegeram um Congresso muito pior em matéria de trabalhismo e economia. Não por acaso, os ricos pagam menos da metade de impostos que a classe média, e a diferença é ainda maior em relação às classes mais baixas. Continuem votando na direita e no neoliberalismo.
E o mais bizarro é que, enquanto isso, muita gente está ignorando projetos reais de transformação (políticas que melhorariam a vida da população) para se engajar em pautas de costumes fabricadas para distorcer o debate. E não percebem o quanto isso é conveniente para ofuscar os assuntos que deveriam ser a verdadeira prioridade: salário digno, alimentação de qualidade, saúde, moradia, educação, etc. A guerra cultural da direita não é um acidente. É uma cortina de fumaça. E quem lucra com ela é quem não quer que a população olhe para o andar de cima.









