David Arioch – Jornalismo Cultural

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украинцев: uma neve vermelha no deserto siberiano

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Grupo de ucranianos viveu um episódio de terror no deserto siberiano (Foto: Reprodução)

Em 1941, os ucranianos Mikhail e Karen Kudha Ludovitch, à época com 89 anos, estavam dormindo em uma casa de repouso em Leningrado, no noroeste russo, quando foram acordados durante a madrugada por cinco soldados soviéticos. O casal foi colocado junto de mais 49 pessoas dentro de um velho caminhão usado no transporte de animais. O destino era a Sibéria. Morreram por inanição e hipotermia depois de serem abandonados a centenas de quilômetros de Omsk, no deserto siberiano.

Dos passageiros, apenas cinco foram encontrados vivos, segundo Mykola Dramenko, um sobrevivente ucraniano de ascendência cossaca que fugiu para a Espanha. O ato foi “justificado” como represália às manifestações separatistas. O neto de Mikhail e Karen, Nikolai Ludovitch, após saber do incidente por intermédio de uma rádio clandestina, localizou Dramenko. O sobrevivente revelou que só não morreu porque decidiram praticar antropofagia. A preferência era por cadáveres que exalavam odor mais tênue. Muitas milícias ligadas ao governo soviético eram contratadas para promover limpeza étnica, incluindo desde crianças a idosos, de acordo com Mykola.

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