David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Quando a bondade não tem vez

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Grupo planeja roubar U$ 2 milhões dos cofres de um hipódromo (Foto: Reprodução)

Lançado em 1956, The Killing, conhecido no Brasil como O Grande Golpe, é um filme noir do cineasta estadunidense Stanley Kubrick. A obra multifacetada apresenta um universo de vilania onde a benevolência não tem vez.

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O submisso George e a traiçoeira Sherry (Foto: Reprodução)

A história começa destacando o mau-caráter Johnny Clay (Sterling Hayden), um ex-detento ambicioso que planeja roubar U$ 2 milhões dos cofres de um hipódromo enquanto o público e os funcionários se distraem com a corrida de cavalos.

Clay forma uma equipe de homens infelizes e desprezíveis, interpretados por Ted de Corsia, Elisha Cook Jr., Timothy Carey, Kola Kwariani e Joe Sawyer, que mantêm algum tipo de vínculo com o local do roubo. Cada personagem representa uma peça-chave para o êxito do crime. Há um policial corrupto, um caixa do hipódromo, um atirador de elite, um lutador e um barman.

Em meio a tantas articulações para o tão sonhado roubo, surge um imprevisto, a chegada da gananciosa, infiel e traiçoeira Sherry (Marie Windsor), mulher do submisso George Peatty (Elisha Cook). A participação da persuasiva Sherry é o fermento da inimizade entre os integrantes do bando. Com apoio de um amante, ela planeja ficar com toda a grana.

The Killing se popularizou como um dos filmes de suspense policial mais respeitados pela crítica mundial. No clássico, Kubrick cria um mundo acinzentado, onde o dinheiro está acima de tudo, e com ele traz à superfície um escopo de devassidão, imoralidade, corrupção, luxúria e cinismo. Vale lembrar que no decorrer da trama o cineasta deixa transparecer as influências do cinema europeu.

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