David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Quando a baleia Moby Dick chegou a Paranavaí

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Baleia foi encontrada às margens da praia de Guaratuba em 1952 (Acervo: Gelta Adalir Amorim)

Moby Dick encontrada às margens da praia de Guaratuba em 1952 (Acervo: Gelta Adalir Amorim)

O artista plástico Antonio de Menezes Barbosa se lembra como se fosse hoje quando em 1955 a baleia Moby Dick chegou a Paranavaí, no Noroeste do Paraná, em uma exposição itinerante. O nome foi uma homenagem à grande baleia branca do clássico romance do estadunidense Herman Melville.

No tempo em que uma viagem de 70 quilômetros até Paranavaí, no seio da mata nativa noroestina, levava um dia, a população se surpreendeu ao ver uma baleia de mais de oito metros de comprimento. O animal foi colocado em exibição em um terreno baldio próximo à antiga Casas Buri, na Rua Getúlio Vargas.

“Um homem gritava o tempo todo: ‘Venham! Venham! Venham! Venham ver a grande baleia Moby Dick!”, lembra Antonio de Menezes. O preço para entrar no local e vê-la de perto, com direito a ouvir uma história fantasiosa, era de cinco cruzeiros.

A baleia embalsamada atraiu centenas de crianças, adolescentes e adultos, tanto que o organizador decidiu manter a exposição na cidade por mais de uma semana. “Era impressionante! Não se falava em outra coisa naqueles dias. Não esqueço da cena de um homem que de tempo em tempo aplicava uma injeção com um tipo de óleo na Moby Dick. Era uma injeção enorme”, garante.

Segundo Barbosa, a experiência teve grande impacto na sua infância e na de muitos outros curiosos. Naquele ano, a baleia que excursionou pelo Paraná foi trazida de Guaratuba, na região metropolitana de Curitiba, onde foi encontrada morta às margens da praia.

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