David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

De mãe para filho

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É interessante como uma carta sempre diz mais do que um e-mail ou mensagem por mídia social

Eu e Má

Eu e minha mãe (Foto: Guimarães Junior!

No dia 28 de setembro de 2015, data do meu aniversário, recebi uma carta da minha mãe, escrita com tinta azul marinho num papel branco fino, quase transparente como sua intenção. É interessante como uma carta sempre diz mais do que um e-mail, do que uma mensagem por mídia social. Talvez o motivo seja o fato de que o próprio papel já chega até a mão embutido de um significado específico.

O formato elevado e relevado das letras parecem mais carregados de intenção e emoção, até mesmo independente da construção e combinação das palavras. Não sou um saudosista, mas há coisas e hábitos que merecem ser preservados. Como minha mãe é aquela com quem tenho o privilégio de ter o relacionamento mais longo da minha vida, faço questão de compartilhar o conteúdo que interpreto como um presente para a vida toda, mas principalmente para os momentos de dúvida. Que mais pais sejam diáfanos com os filhos como minha mãe.

“David, cada semana que passa você me surpreende mais com seu dom de pensar a vida. Você é um pensador. Tem uma capacidade rara de sabedoria e de sensibilidade em enxergar o que as outras pessoas não veem. Sei que tem um gosto muito apurado por histórias. É um apaixonado pelas letras e pela escuta. A leitura é o alimento da sua alma e tenho muito orgulho de você, do ser humano que é, algo raro hoje em dia, em um mundo onde as pessoas se preocupam apenas com si mesmas. Você é alguém que está sempre preocupado com os menos favorecidos. Abre mão de muitas coisas pelos outros. Faz o possível e o impossível para ajudar de algum modo. Sei que só não faz mais por falta de incentivo e sei também que por isso fica chateado às vezes. Só que nunca esqueça que as histórias que você escreve são as suas próprias lições de incentivo. Você é um vencedor. É incrível ver como você faz tantas coisas sozinho, sem ajuda de ninguém. Sou sua fã número 1. Te desejo toda a felicidade do mundo. Que Deus te proteja e te ilumine sempre.”

Te amo.

Sua mãe.

Written by David Arioch

October 4th, 2015 at 7:24 pm

2 Responses to 'De mãe para filho'

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  1. Depois que quase todas as fontes de sentimentos genuínos foram poluídas, a amor das mães (e dos pais também) ficou sendo um referencial dos sentimentos mais elevados que foram apagados pela ventania dos interesses imediatistas do materialismo vigente. Por isso, mães são os anjos que podemos ver. Linda carta! Belo o gesto de publicá-la! Luminoso o sentimento que o texto irradia…

    antoniopnet

    4 Oct 15 at 8:21 pm

  2. Muito obrigado, Antonio Neto! Abraço!

    David Arioch

    4 Oct 15 at 8:40 pm

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