David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for December, 2015

A perspectiva nipônica sobre a Segunda Guerra Mundial

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Um dos melhores filmes de animação que já assisti (Imagem: Reprodução)

Hotaku no Haka, um dos melhores filmes de animação que já assisti (Imagem: Reprodução)

Recomendação – Hotaru no Haka, do cineasta japonês Isao Takahata, que no Brasil ganhou o nome de “Túmulo dos Vagalumes”, é um dos melhores filmes de animação que já assisti. É de uma beleza e sensibilidade que só quem assiste é capaz de compreender. Lançado em 1988, embora não pareça, retrata a perspectiva nipônica sobre a Segunda Guerra Mundial. Basicamente, mostra dois irmãos, ainda crianças, que perdem os pais durante a guerra e são obrigados a fazer de tudo para sobreviver.

O ponto mais conflitante da obra, que ora se aprofunda na inocência infantil, ora na degradação adulta, é a miséria humana e o embrutecimento social que privilegia o individualismo. Crianças que perdiam os pais na Segunda Grande Guerra eram privadas não apenas de alimentos, mas de existir, pelo simples fato de que à época pairava uma linha de pensamento: não divida igualitariamente a comida com um estranho, amigo, vizinho ou até parente se isso significa diminuir a sua perspectiva de vida ou a dos seus.

Não interessava se isso significava mais mortes. É cru, realista e profundo, pois desnuda a falsa ideia de que o único inimigo em tempos de guerra é aquele que ameaça a sua nação – ilusão. Hotaru no Haka é uma lição de vida. Quem assistir não vai se arrepender.

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December 31st, 2015 at 12:03 pm

Eu e três corujinhas

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A corujinha ficou me observando enquanto eu passava (José Reynaldo da Fonseca)

A corujinha ficou me observando enquanto eu passava (Foto: José Reynaldo da Fonseca)

Há cerca de dois meses, caminhando pela Rua Chozo Kamitami, no Jardim Progresso, em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, perto da casa onde passei anos da minha infância, não pude deixar de notar uma cena que se repetiu muitas vezes quando eu tinha menos de dez anos de idade. Uma corujinha-buraqueira ou caburé-do-campo, como preferir, ficou me observando enquanto eu passava. Então interrompi minha caminhada e prestei atenção nela, sem fazer movimentos bruscos.

Em seguida, outra corujinha se aproximou. E após 20 ou 30 segundos, uma terceira. As três, a menos de 20 centímetros de distância entre elas, repetiam os mesmos movimentos com a cabecinha amolgada. Me aproximei mais e nenhuma delas se afastou. Não houve fuga ou hostilidade. Ainda hoje quando passo pelo mesmo lugar no mesmo horário, elas estão lá, cada vez mais acostumadas com a minha presença.

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December 31st, 2015 at 11:58 am

Tudo que sei é baseado em verdades parciais e fragmentos

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Tenho certeza de pouco ou quase nada (Arte: Linarie Art)

Tenho certeza de pouco ou quase nada (Arte: Linarie Art)

Tudo que sei é baseado em verdades parciais e fragmentos que se acumulam, se aglutinam, se contrapõem, se aproximam e se distanciam, num sempiterno exercício em que o raciocínio interage com a sensibilidade. Tenho certeza de pouco ou quase nada.

Na realidade, minhas dúvidas se multiplicam todos os dias. Nada ecoa mais pela minha mente do que as incertezas. Quem se vê sábio, pouco se abre para o conhecimento na sua forma mais livre. Hoje a vida me ensina isso muito mais do que na adolescência ou princípio da fase adulta.

Reconheço minha fragilidade e até a vejo como uma suposta qualidade porque sei que é exatamente a insegurança com relação ao conhecimento que leva o ser humano a ser mais ponderado e menos pernóstico. Por isso que sempre que alguém tem algo a dizer, mesmo que seja um analfabeto, já que sabedoria independe de educação formal, prefiro me calar do que falar.

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December 31st, 2015 at 11:54 am

Spap está doando cães e gatos

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Moradores da Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (Foto: David Arioch)

Moradores da Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (Foto: David Arioch)

A Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (Spap) está doando cães e gatos na sua sede, no Jardim São Jorge. O horário de atendimento da Spap é de segunda a sábado das 8h às 17h. Para mais informações, ligue para (44) 3422-9209. Só uma observação: adote um animal somente se tiver interesse em se responsabilizar completamente por ele.

Curiosidade

De acordo com a Spap, Paranavaí tem de 70 a 80 mil animais domésticos, logo é importante pensar bem na importância de se castrar o seu animal.

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December 31st, 2015 at 11:49 am

A recuperação de Pitty

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Pitty se recupera e não corre mais riscos (Foto: David Arioch)

Pitty se recupera e não corre mais riscos (Foto: David Arioch)

Há pouco tempo, fui até a Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (Spap), no Noroeste do Paraná, onde conheci a tranquila gatinha Pitty. Há três meses, ela foi encontrada na rua com um grande tumor na cabeça. Prestes a ser sacrificada, alguém decidiu evitar o pior avisando a Spap. Contrariando todas as previsões, Pitty passou por uma cirurgia para remoção do tumor e hoje vive saudável na sede da entidade. Esse é apenas um exemplo de muitos outros de recuperação de animais pela equipe da Sociedade Protetora dos Animais.

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December 31st, 2015 at 11:41 am

Por que não dar brinquedos “mais comuns” para as crianças?

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Minha sobrinha fez três anos esses dias e desde que ela nasceu nunca dei nenhum brinquedo que tentasse moldar de forma limitante a personalidade dela. Sempre preferi dar algo educativo ou que a estimulasse a reconhecer a própria liberdade desde cedo. Ao longo desse período algumas pessoas vieram me perguntar porque eu não dava brinquedos “mais comuns”. A minha resposta foi a seguinte:

“Analisando hoje, como você se sentiria se ainda criança alguém te desse presentes que te condicionasse no futuro a fazer algo ou ser algo? Quando você dá um brinquedo, por exemplo, não é apenas um brinquedo. Para uma criança isso vem embutido de um sentido que nós que damos ao objeto e consequentemente ela vai absorver isso através da nossa influência. Pra mim é como se você afunilasse o mundo dela. O ser humano tem a possibilidade de uma consciência livre quando nasce, mas essa qualidade muitas vezes se perde com o tempo, quando mostramos através de pequenos atos ou condicionamentos que na realidade a liberdade dela vai só até onde queremos que ela vá, assim a impedindo de ser algo mais do que ela poderia ser.”

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December 31st, 2015 at 11:37 am

Hugo e Matheus

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Os dois novos alunos da Oficina do Tio Lú (Foto: David Arioch)

Os dois novos alunos da Oficina do Tio Lú (Foto: David Arioch)

Os irmãos Hugo e Matheus, um tem sete anos e o outro tem dez, são os novos alunos da Oficina do Tio Lú, na Vila Alta. Moradores do Jardim São Jorge, eles percorrem quilômetros de distância para aprender artesanato em madeira. “Em mais de dez anos de oficina, é o primeiro caso de pais que trazem os filhos nas minhas aulas. Isso me anima muito porque quase sempre as crianças chegam aqui sozinhas ou por iniciativa minha”, conta Tio Lú.

Para conhecer o trabalho do Tio Lú, acesse: https://davidarioch.com/2014/02/22/oficina-do-tio-lu/

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December 31st, 2015 at 11:35 am

Um caso de amor ao artesanato

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Há quase 60 anos, Leonor Delgado encontrou no artesanato uma grande fonte de prazer

Leonor Delgado já produziu milhares de peças (Foto: David Arioch)

Leonor Delgado já produziu milhares de peças (Foto: David Arioch)

A professora Leonor Patuci Delgado tem uma relação de amor com o artesanato que se aproxima dos 60 anos. Tudo começou na infância, quando descobriu o prazer de trabalhar com crochê, tricô e, mais tarde, biscuit e decoupage.

A artesã Leonor Delgado já produziu milhares de peças. São principalmente obras de porcelana fria e decoupage que estão espalhadas pelo Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Estados Unidos. “Já fui professora e comerciante, mas hoje me dedico 100% a esse trabalho”, afirma Leonor enquanto sorri e aponta centenas de obras bem dispostas em um grande expositor.

O perfeccionismo de Leonor está embutido em cada uma das peças, independente do tamanho e dos materiais usados. “O biscuit é o que mais gosto de fazer, mesmo que demore mais. É algo que me acalma e me dá muito prazer”, garante a artesã que encara a atividade não apenas como um costume diário, mas um fazer artístico que a cada dia dá novo fôlego a sua vida.

De acordo com Leonor, pioneira do biscuit em Paranavaí, todo artista deve ter um estilo próprio, mas a máxima é sempre a busca pela perfeição, algo que pode até mesmo partir do uso das cores que devem estar sempre vinculadas ao tema. “Gosto de produzir obras relacionadas ao universo infantil. Por isso, adoro criar bonecas, portas de maternidade, porta-fraldas, abajures, lixeiras, potes, saboneteiras e quadros”, acrescenta.

Artesã se dedica ao universo infantil (Foto: David Arioch)

Artesã se dedica ao universo infantil (Foto: David Arioch)

Os trabalhos mais demorados da artista são os quadros com biscuit em alto relevo, porque exigem um bom tempo para a criação dos personagens. “Tenho de fazer a cabecinha, pintar os olhinhos, enfim, tudo é feito aos poucos”, conta. O interesse pelo artesanato surgiu quando Leonor ainda era uma garotinha que se divertia criando bonequinhas com bucha vegetal, caminhõezinhos com latas de óleo e vaquinhas com maxixe.

“Aos 10 anos, aprendi macramé [técnica de dar nós em cordas ou cordões], crochê, tricô e bordado a máquina. Foi algo natural porque todo mundo na minha família tem alguma relação com o artesanato”, declara a artista que também faz fusão de decoupage com biscuit.

Os trabalhos mais demorados são os quadros com biscuit em alto relevo (Foto: David Arioch

Os trabalhos mais demorados são os quadros com biscuit em alto relevo (Foto: David Arioch

Com a experiência adquirida ao longo de décadas, a artesã Leonor Delgado decidiu dar aulas. “Ensino biscuit e decoupage para turmas pequenas, com no máximo cinco pessoas. A faixa etária é bem diversificada, desde alunas de nove anos até 60”, reitera. Para se ter boas noções de porcelana fria, por exemplo, é preciso dedicação de quatro a cinco meses. As despesas com o curso variam.

“Mas nem tudo precisa ser comprado. Podemos usar qualquer coisa que tenha uma boa forma geométrica, como tampinhas, tubos de PVC, toalhinhas de plástico, pedaços de tapete de carro, latas e frascos de vidro”, exemplifica. Se tratando de biscuit, há uma infinidade de objetos que em vez de irem para o lixo podem ser transformados em belas peças de apreciação, sejam funcionais ou decorativas.

Saiba mais

Tudo que é produzido pela artesã Leonor Patuci Delgado é feito sob encomenda. Os pedidos mais comuns são voltados para nascimentos de bebês, aniversários, casamentos e batismos.

Serviço

Interessados podem entrar em contato com a artesã ligando para (44) 3423-2777 ou (44) 9104-1502.

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December 31st, 2015 at 10:22 am

Olha o abacaxi…

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Jessé Piedade tenta se reerguer através do trabalho informal (Foto: David Arioch)

Jessé Piedade tenta se reerguer através do trabalho informal (Foto: David Arioch)

Encontrei há pouco o meu camarada Jessé Piedade vendendo abacaxi e laranja na Avenida Parigot de Souza (perto do Paulinho Gás), em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Legal ver como o cara leva jeito para o comércio informal.

Jessé é alcoólatra e está tentando se reerguer, se dedicando ao trabalho para se livrar do vício e ter um futuro mais digno. Quem quiser ajudá-lo, passe lá e compre quatro ou cinco abacaxis por R$ 10 ou um saco de laranja pelo mesmo preço.

“Não me importo de trabalhar até a noite se isso me garantir a venda do último abacaxi e do último saco de laranja”, diz sorrindo.

Para conhecer a história de Jessé Piedade, leia:

https://davidarioch.com/2015/11/23/jesse-um-homem-motivado-pela-simplicidade

Written by David Arioch

December 30th, 2015 at 7:00 pm

Zaguinha, o Rei das Embaixadinhas

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Manoel da Silva renasceu aos 44 anos, quando trocou a picareta por uma bola de futebol

 Nos Estados Unidos, Zaguinha faz embaixadinhas com uma esfera incomum (Foto: Arquivo Pessoal)

Nos Estados Unidos, Zaguinha faz embaixadinhas com uma esfera incomum (Foto: Arquivo Pessoal)

Em 1999, o esportista Manoel da Silva, conhecido como Zaguinha, ganhou o título de Rei das Embaixadinhas ao participar de um programa televisivo em que desafiava os telespectadores – venceu todos. Desde então o reconhecimento lhe garante sobreviver daquilo que melhor sabe fazer.

O carismático Zaguinha ganhou visibilidade pela primeira vez em 1999, quando foi protagonista do Programa Esporte Espetacular, da Rede Globo. “Eu estava fazendo embaixadas em Tupã, interior de São Paulo, e um repórter me ligou. Perguntou se eu tinha interesse em participar do programa. Aceitei na hora”, conta.

Convidado para desafiar praticantes de embaixadinhas de todo o Brasil, o atleta não precisou se esforçar demais para faturar o título de rei. “Venci os oito melhores, selecionados pelo programa. Tive que fazer embaixadinhas até na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Mas valeu a pena e muito. Foi depois dessa aparição que consegui patrocínio de uma grande empresa de artigos esportivos”, declara Zaguinha que participou do Esporte Espetacular por 14 domingos consecutivos.

O talento e a dedicação do atleta trouxeram oportunidades inesperadas, como conhecer mais de 20 estados brasileiros e, também, viajar de avião pela primeira vez. Zaguinha é reconhecido internacionalmente, tanto que foi tema de uma reportagem da rede de televisão estadunidense Cable News Network (CNN). “Isso foi em 2000. Me levaram para fazer um trabalho de oito dias em escolinhas de futebol. Até participei de uma feira de esportes em Nova York”, reitera o atleta que se apresentou na Argentina e no Paraguai durante a Copa América de 1999.

O maior orgulho de Zaguinha são as inúmeras façanhas, entre as quais embaixadinhas com bola de futebol americano e abacaxi. “Já fiz 550 com uma bolinha de dois milímetros. Faço com qualquer tipo de esfera, desde que o peso não ultrapasse dois quilos e meio”, enfatiza. Quando participou do Programa do Jô, lhe deram um sabonete molhado. O atleta admite que foi difícil manter o equilíbrio, contudo não passou vergonha; fez cinco embaixadinhas.

O esportista sempre fica feliz ao ser desafiado, mas a satisfação surge apenas no fim, quando o resultado é positivo. “Já fiz muitas embaixadas atravessando a Avenida Paulista, subindo as escadas de uma igreja em Aparecida e, também, sobre o parapeito de um prédio de 15 andares. Nesse desafio tive medo porque não gosto de lugares altos”, revela.

Zaguinha em desafio no Estádio do Pacaembu (Foto: Arquivo Pessoal)

Zaguinha em desafio no Estádio do Pacaembu (Foto: Arquivo Pessoal)

Zaguinha diz que se sente realizado por levar diversão e informação a tantas pessoas. “Minhas apresentações duram em média 30 minutos, só que sempre dedico algum tempo para falar sobre educação e drogas”, pondera.

Atleta teve vida difícil no Noroeste do Paraná

Manoel da Silva, conhecido como Zaguinha, nasceu em Murici, no interior de Alagoas, e se mudou para Loanda, no Noroeste do Paraná, quanto tinha nove anos. “Como saí do nordeste muito novo, me considero tanto nordestino quanto paranaense”, afirma o esportista que teve uma vida muito difícil.

Na década de 1960, o jovem Manoel começou a trabalhar na área rural derrubando árvores para o plantio de amendoim, algodão e mamona. “Sinto saudade das coisas boas, mas foi um tempo de muitas dificuldades”, frisa Zaguinha que se distrai mirando o horizonte. De repente, começa a lacrimejar ao se recordar da esposa falecida em 1981.

Em Loanda, depois de reunir um bom dinheiro, o atleta abriu um bar, onde impressionava os fregueses fazendo embaixadinhas com bolas de sinuca. Com o tempo o negócio deixou de ser lucrativo e Manoel decidiu participar de um concurso público municipal.

“Passei e ganhei uma picareta, uma chibanca [machadinho], uma enxada e uma pá. Meu trabalho era fazer valetas para esgoto. Ganhava um salário mínimo, ou seja, trabalhava demais e recebia pouco”, avalia Zaguinha. Logo que encerrava o expediente, Manoel da Silva ia pra casa treinar.

O apreço pelas embaixadinhas surgiu na infância, quando o esportista e seus cinco irmãos brincavam com bolinhas de meia. “Era comum também matarem porco e a gente tirar a bexiga do animal pra enchê-la com ar. Era a nossa bola, a maior alegria da minha infância”, relata Zaguinha que na década de 1990 decidiu transformar o sonho em realidade ao se mudar para São Paulo.

Estadunidense impulsionou a carreira do esportista

Em São Paulo, Zaguinha adotou o Viaduto do Chá como local de treino porque sabia que a área era bastante frequentada pela mídia. Com a intenção de atrair a atenção para si, sempre fazia embaixadinhas quando via uma máquina fotográfica ou filmadora. “Estava sempre próximo da imprensa, mas sem exageros”, assegura.

Zaguinha passou três anos fazendo shows na rua. Tudo mudou em 1999, aos 47 anos, quando um empresário estadunidense que assistiu a uma apresentação de Zaguinha pela TV a cabo acreditou no trabalho do esportista. “Gostou do que viu no Esporte Espetacular. Quando veio pra cá buscar produtos esportivos de uma grande empresa ele sugeriu que me contratassem. Naquele mesmo mês, comecei a receber para fazer embaixadas”, reitera sorrindo.

Na rua, o atleta sempre é reconhecido pelo traje – uma camisa da seleção brasileira e uma bola que ele carrega dentro de uma pequena rede pendurada no braço. “Onde me vê, o pessoal já sabe quem eu sou e pede pra fazer embaixadinhas”, comemora o atleta.

Saiba mais

Zaguinha já fez mais de 80 mil embaixadinhas em oito horas.

Zaguinha nasceu no dia 1º de março de 1952.