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Jornalismo Cultural

A partida de Lemmy Kilmister

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Lemmy marcou demais a minha adolescência e início da fase adulta (Foto: Reprodução)

Lemmy marcou demais a minha adolescência e início da fase adulta (Foto: Reprodução)

É uma pena que o Lemmy Kilmister tenha falecido hoje, aos 70 anos, em decorrência de um câncer no cérebro recém-descoberto. Fiquei realmente chateado. O cara marcou demais a minha adolescência e início da fase adulta. Lembro quando conheci Motörhead em uma locadora de CDs perto da casa da minha tia na década de 1990. À época, eu tinha 14 anos e me surpreendi ao ver três caras na capa com os rostos ocultos no deserto, usando um traje que misturava estilos – uma fusão de cowboy e motoqueiro.

Aquilo parecia badass e gostei tanto que insisti para que o dono da locadora me vendesse aquele CD intitulado Ace of Spades. Depois de tanta perturbação, ele concordou. Saí todo feliz daquela locadora, desesperado para colocar aquele CD prateado num CD player. Conforme a bolachinha girava, eu tentava memorizar os nomes das músicas – começando com Ace of Spades e terminando com a versão ao vivo de Motörhead. Fiquei tão hipnotizado pelo álbum que até no aniversário da minha prima convenci a minha tia a deixar eu e meus amigos ouvi-lo um pouco durante a comemoração.

Foi divertido, inesquecível e histórico, ainda mais levando em conta que tudo isso aconteceu quando ainda não existia mp3 (tínhamos apenas Midi e Wave, mas faltavam bons compressores). Meus amigos ficaram tão animados que pediram que eu tirasse cópias para eles em fita K7. Basicamente esta é a minha história com uma das maiores lendas do rock e do heavy metal.

Written by David Arioch

December 29th, 2015 at 1:26 am

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