David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Sobre o sofrimento de camundongos e macacos em experiências laboratoriais

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Camundongos e macacos são condicionados a uma vida de privação e sofrimento

Camundongos são os animais mais usados em experiências laboratoriais, e estão excluídos da maioria das leis de proteção animal. Em laboratórios por todo o mundo, milhões desses animais sociáveis, espertos e inteligentes são abusados em testes toxicológicos, em experiências que envolvem queimaduras e condicionamento psicológico e emocional.

Os camundongos estão no mesmo nível de senciência de cães e gatos. Além disso, são capazes de arriscarem suas vidas para salvarem seus companheiros. Outra informação pouco conhecida e realmente relevante é que muitos animais usados em vivissecção e outros testes são capturados em selvas, ou seja, afastados de suas famílias ainda bebês e enviados para viverem em confinamento até o momento em que são encaminhados para os laboratórios. Exemplo dessa realidade são os macacos.

Há casos em que eles são condicionados a se reproduzirem o máximo possível, assim mantendo um constante fornecimento de bebês para os laboratórios. As Filipinas lideram a exportação mundial de macacos com essa finalidade. Porém, se isso é um grande investimento nas Filipinas, isso significa que esse mercado só existe porque há pessoas dispostas a pagar por esses animais. Porém, nenhum laboratório pagaria por eles se não houvesse um mercado consumidor dos produtos testados nesses seres vivos.

Para se ter uma ideia de como essa vida nos laboratórios é terrível para os macacos, já foram registrados casos na Ásia em que esses animais foram mantidos confinados em gaiolas com seus companheiros mortos. Além disso, quando os macacos enlouquecem em decorrência da privação prolongada, há situações extremas em que eles chegam a se matar ou matam seus companheiros.

Resumindo, se usamos produtos testados em animais, estamos financiando esse mercado que tira animais de seu habitat, de suas famílias, e os condiciona a se reproduzirem e a viverem em privação. Ou seja, a sofrerem o máximo possível até morrerem.

Surpreendente também é considerarmos que estamos em 2017 e já foi comprovado que esses testes são ineficazes, principalmente porque a composição biológica desses animais difere substancialmente da nossa. Não é preciso ser nenhum cientista para perceber isso. Sendo assim, experiências com animais são pouco eficazes quando se trata de avanços no que diz respeito à saúde humana e à medicina. Além disso, há alternativas que dispensam o uso de animais vivos.

Referência

http://www.petaasia.com/news/five-things-about-animal-testing/

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