David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Como alguém consegue dedicar anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos?

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Acervo: Peta

É difícil entender como uma pessoa, que provavelmente tem família e convive harmoniosamente com animais de estimação, consegue dedicar anos e anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos. Há quem defenda que mais de 50% das experiências realizadas com animais não chegam a lugar algum. Ou seja, quando algo dá muito errado (e aqui volto a reafirmar um mínimo de 50%), não são publicados nem artigos sobre o assunto. Quando digo dar errado significa que não há nem mesmo registros consistentes do que aconteceu com os animais usados nessas experiências. Ou seja, nessas situações, tudo é abafado.

E aqueles estudos que são conclusivos, muitas vezes são desconsiderados quando se trata de comparativos com seres humanos. Hoje de manhã, por exemplo, eu estava lendo sobre uma experiência envolvendo indução à amnésia. Animais recebiam até 300 choques diários. Imagine você falando sobre o seu trabalho e dizendo: “Ah, sou pesquisador. Meu trabalho é dar choque em animais, privá-los de comida e água, entre outras coisas.”

Em testes realizados em animais, sejam de vivissecção ou não, o animal dificilmente é sedado ou recebe anestesia. Afinal, por que iriam fazer isso se o objetivo é exatamente avaliar a reação a dor e a capacidade ou incapacidade de superá-la? Não é à toa que as taxas de mortalidade nesses experimentos são extremamente altas.

 

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