David Arioch – Jornalismo Cultural

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Saiba quais são as marcas e grifes que continuam usando peles de animais

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Animais estão sendo modificados geneticamente para atender a demanda da indústria da moda

Algumas marcas e grifes que continuam usando peles de animais (proveniente das breeding farms, ou seja, fazendas onde animais silvestres são obrigados a procriarem para fornecerem matéria-prima para a indústria da moda):

Burberry, Christian Dior, Saint Laurent, Marc Jacobs, Diane von Fustenberg, Giorgio Armani, Dolce & Gabbana, Michael Kors, Gucci, Prada, Alexander McQueen, Louis Vuitton, Fendi, Tom Ford, Chanel e Karl Lagerfeld.

Alguma dessas grifes, como Michael Kors e Gucci, estão envolvidas no escândalo de criação de animais geneticamente modificados para produzirem muito mais pele em um curto período de tempo, segundo informações da ONG One Green Planet.

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Às vezes, tenho a impressão de que a ética jamais será tão importante quanto o dinheiro

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Vivemos em um mundo onde, infelizmente, às vezes tenho a impressão de que a ética jamais será tão importante quanto o dinheiro. Diariamente me surpreendo com as táticas usadas por pessoas que inclusive se despersonalizam em busca do lucro. Fecha-se os olhos para os mais diversos tipos de mazelas. Podem ganhar muita grana, não duvido, mas paga-se por isso com a própria integridade. E quando a integridade é sucateada, a essência humana é substancialmente violada e arrastada para longe.

Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 8:44 pm

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Como alguém consegue dedicar anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos?

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Acervo: Peta

É difícil entender como uma pessoa, que provavelmente tem família e convive harmoniosamente com animais de estimação, consegue dedicar anos e anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos. Há quem defenda que mais de 50% das experiências realizadas com animais não chegam a lugar algum. Ou seja, quando algo dá muito errado (e aqui volto a reafirmar um mínimo de 50%), não são publicados nem artigos sobre o assunto. Quando digo dar errado significa que não há nem mesmo registros consistentes do que aconteceu com os animais usados nessas experiências. Ou seja, nessas situações, tudo é abafado.

E aqueles estudos que são conclusivos, muitas vezes são desconsiderados quando se trata de comparativos com seres humanos. Hoje de manhã, por exemplo, eu estava lendo sobre uma experiência envolvendo indução à amnésia. Animais recebiam até 300 choques diários. Imagine você falando sobre o seu trabalho e dizendo: “Ah, sou pesquisador. Meu trabalho é dar choque em animais, privá-los de comida e água, entre outras coisas.”

Em testes realizados em animais, sejam de vivissecção ou não, o animal dificilmente é sedado ou recebe anestesia. Afinal, por que iriam fazer isso se o objetivo é exatamente avaliar a reação a dor e a capacidade ou incapacidade de superá-la? Não é à toa que as taxas de mortalidade nesses experimentos são extremamente altas.

 

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Sociopatia e psicopatia no mundo

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Há estudos afirmando que 1% da população mundial possui transtorno de personalidade antissocial. Ou seja, 70 milhões de pessoas. Será mesmo que esses dados são precisos? Se levarmos em conta os fatos do cotidiano, não é difícil inferir que nos deparamos todos os dias com os mais distintos casos de manifestações de sociopatia e psicopatia.

Sendo assim, é difícil crer que há somente 70 milhões de pessoas com tal transtorno em meio a uma população de sete bilhões. Livros como “The Sociopath Nextdoor”, lançado por Martha Stout em 2006, e “Snakes in Suits: When Psychopaths Go To Work”, de Paul Babiak, de 2007, reforçam o meu raciocínio e fazem refletir sobre a possibilidade do número de psicopatas chegar a pelo menos 10%.





Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 7:55 pm

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Trabalhe, trabalhe…

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Trabalhe, trabalhe tanto que não tenha tempo de pensar em outras coisas, a não ser em comprar coisas sobre as quais você não tem certeza da necessidade. Mas naturalmente há de comprar porque os outros também fazem isso ou querem isso.

Trabalhe, trabalhe tanto que não tenha tempo de se questionar mais do que superficialmente sobre o que existe de errado no mundo. Não tome parte nisso, afinal você não pode e não deve ter tempo para se preocupar com nada mais do que a sua própria vida e os seus. Isso seria ir contra o “curso natural das coisas”.

Trabalhe, trabalhe tanto que não tenha tempo de refletir profundamente sobre suas dúvidas, porque ter dúvidas é problemático demais, e isso seria um luxo ou um lixo, dependendo da perspectiva. Quando penso na vida comum, que poucos desejam para muitos, me recordo da minha infância brincando com os bonequinhos da Playmobil, tão facilmente manipuláveis quanto a vida de tanta gente.

 

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Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 7:50 pm

Walter Brain: “Pessoalmente, não vejo razão para conceder uma mente aos meus congêneres humanos e negá-la aos animais”

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Foto: Walter Bird (1962)

Pessoalmente, não vejo razão para conceder uma mente aos meus congêneres humanos e negá-la aos animais (…) Pelo menos, não posso negar que os interesses e atividades dos animais estão relacionados com uma consciência e uma capacidade de sentir da mesma forma que os meus, e que estes podem ser, tanto quanto sei, tão vívidos quanto os meus.

Cada partícula de evidência factual apoia o argumento de que os mamíferos vertebrados superiores experimentam as sensações dolorosas de forma pelo menos tão intensa como nós. Dizer que eles sentem menos porque são animais inferiores é absurdo: pode facilmente demonstrar-se que muitos dos seus sentidos são muito mais desenvolvidos do que os nossos – a acuidade visual em certas aves, a audição na maior parte dos animais selvagens, e o tato noutros; hoje em dia, estes animais dependem mais do que nós de uma consciência o mais alerta possível em relação a um ambiente hostil.

Com exceção da complexidade do córtex cerebral (que não se relaciona diretamente com a dor), os seus sistemas nervosos são quase idênticos aos nossos e a sua reação à dor é extraordinariamente semelhante à nossa, embora encontrando-se ausentes (tanto quanto sabemos) os matizes filosóficos e morais. O elemento emocional é por demais evidente, expressando-se sobretudo sob a forma de medo e ira.

Walter Russell Brain, 1st Baron Brain, um dos mais importantes neurologistas do século 20. Página 27 do livro “Animal Liberation”, de Peter Singer.





Animais não humanos podem sofrer mais do que nós

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Acervo: Peta

Por vezes, os animais podem sofrer mais devido à sua compreensão limitada. Se, por exemplo, fizermos prisioneiros de guerra, podemos explicar-lhes que, embora eles tenham de se sujeitar à captura, a serem revistados e a perderem a liberdade, não serão molestados de outras formas e que terão a liberdade concedida no final das hostilidades. No entanto, se capturarmos animais, não podemos explicar-lhes que não pensamos em colocar suas vidas em risco. Um animal não consegue distinguir uma tentativa de dominação e limitação de movimentos de uma tentativa de matar: tanto terror lhe causa uma como a outra.

Página 30 do livro “Animal Liberation”, de Peter Singer.





“A única coisa que distingue a criança do animal, aos olhos dos que defendem que ela tem “direito à vida”, é o fato de ser, biologicamente, um membro da espécie Homo sapiens”

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Australian philosopher Peter Singer poses for an portrait at Yale University Press office to promote his new book “The Most You Can Do”, in London, Britain, June 11, 2015 (Photo: Tristan Martin)

Suponhamos que, como tantas vezes acontece, uma criança nasce com lesões cerebrais profundas e irreversíveis. A deficiência é tão grave que a criança nunca passará de um “vegetal humano”, incapaz de falar, reconhecer outras pessoas, agir de forma autônoma ou desenvolver um qualquer sentido de autoconsciência. Os pais, apercebendo-se de que não podem esperar qualquer melhoria no estado da criança, e não podendo despender ou pedir ao Estado que despenda os milhares de dólares necessários anualmente para os cuidados adequados à criança, pedem ao médico que mate a criança de uma forma indolor.

Deverá o médico fazer o que os pais lhe pedem? Do ponto de vista legal, não deve, pois, a este respeito, a lei reflete a perspectiva da santidade da vida. A vida de cada ser humano é sagrada. No entanto, as pessoas que diriam isto a respeito da criança não colocariam objeções ao abate de animais não humanos. Como podem elas justificar os seus diferentes juízos? Os chimpanzés, os cães, os porcos e os membros adultos de muitas outras espécies ultrapassam de longe a criança com lesões cerebrais nas suas capacidades de relacionamento social, de agir independentemente, de ter autoconsciência e de todas as outras capacidades que poderiam razoavelmente considerar-se como conferindo valor à vida.

Mesmo com os cuidados mais intensivos, algumas crianças gravemente afetadas nunca conseguem atingir o nível de inteligência de um cão. Nem podemos fazer apelo ao empenhamento dos pais da criança, uma vez que eles, neste exemplo imaginário (e em alguns casos reais), não querem manter a criança viva. A única coisa que distingue a criança do animal, aos olhos dos que defendem que ela tem “direito à vida”, é o fato de ser, biologicamente, um membro da espécie Homo sapiens, ao passo que os chimpanzés, os cães e os porcos não o são. Mas utilizar esta distinção como base para conceder o direito à vida à criança e não aos outros animais é, claramente, puro especismo. É exatamente este o tipo de distinção arbitrária que o racista mais cruel e assumido utiliza para tentar justificar a discriminação racial.

Peter Singer em “Animal Liberation”, de 1975.

 





Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 6:23 pm

Harry F. Harlow e a indução de macacos ainda bebês à depressão

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Foto: Revista Time

1959 – Harry F. Harlow realizou uma série de experimentos em que induzia macacos ainda bebês à depressão. Em uma foto da revista Life, o macaquinho aparece agarrado a uma macaca de pano que ele acreditava ser sua mãe. Mais tarde, os macaquinhos foram colocados para conviverem com suas mães biológicas. No entanto, como também foram enclausuradas e privadas do convívio social desde o nascimento dos bebês, elas mais tarde não reconheceram qualquer vínculo. Uma das macacas mordeu os dedos das mãos e dos pés do seu filhote no primeiro contato. Já outra macaca esmagou o crânio do próprio bebê no chão. Essa experiência foi colocada em prática para avaliar as reações dos macacos rhesus em situação de ausência afetiva e maternal.

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Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 6:05 pm

O sofrimento dos macaquinhos no trabalho de Harry F. Harlow

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Foto: Revista Time

Há um artigo do psicólogo e professor Harry F. Harlow, mencionado por Peter Singer no livro “Animal Liberation”, de 1975, em que ele fala de experiências de isolamento social com macacos nos Estados Unidos. Eles tentaram fazer com que os animais desenvolvessem algum tipo de psicopatologia. Para tanto, enviavam animais logo após o nascimento para câmaras de aço inoxidável, sem contato com qualquer outro animal, e assim os mantinham por toda a vida.

Uma das técnicas usadas para forçar os macacos ainda bebês a desenvolverem depressão, ou até mesmo algum comportamento psicótico, se baseava em dar-lhes mães falsas de tecido. Os movimentos das falsas macacas eram baseados em ar comprimido de alta pressão. E a força do ar era tão grande que chegava a arrancar pedaços de pele dos macaquinhos. Muitos deles, apegados a ideia de ter uma mãe pela primeira vez, continuavam agarrados às bonecas mesmo diante do risco de dor e morte.

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Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 6:02 pm