David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Música’ Category

Raimundos elogia a banda Retaliação durante o 16º Motofest

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Banda de thrash/groove metal foi fundada em Paranavaí em 2015 (Foto: Divulgação)

No último sábado, durante o show dos Raimundos no 16º Paranavaí Motofest, evento que reuniu milhares de pessoas no Parque de Exposições Arthur da Costa e Silva, o vocalista e guitarrista Digão, da banda Raimundos, aproveitou a oportunidade para parabenizar a banda de thrash/groove metal Retaliação, de Paranavaí.

“Quero mandar um salve para essa banda muito massa que tocou Pantera hoje à tarde. Eu tava lá, mermão. Essa banda é massa, viu? Banda Retaliação. Muito boa essa banda, metal de verdade feito com alma, brother! Parabéns, irmão! Estamos juntos! ”

Fundada em 2015, a Banda Retaliação, que se destacou no Motofest deste ano, tem recebido inúmeros convites para tocar em inúmeras cidades do Sul e do Sudeste do Brasil. Atualmente, o grupo é formado pelo vocalista Thiago Santana, baixista Roger Yuzo Noguti, guitarrista Marcelo Ganzer, guitarrista Guimarães Junior e baterista Roney Verdério.

As principais influências do Retaliação são bandas como Pantera, Kreator, Slayer, Sepultura e Lamb of God, além de clássicos do NYHC, ou seja, o hardcore que surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, nos anos 1980. Como cada integrante tem diferentes influências, isso tem ajudado a banda a moldar o seu próprio estilo, seja por meio de músicas autorais ou fazendo releituras de clássicos de grandes nomes do metal. Quem quiser entrar em contato com a banda, pode ligar para (44) 99885-0318.

 

Written by David Arioch

September 12th, 2017 at 2:08 pm

O vegetarianismo na vida de Attila Csihar

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Csihar: ” “Fiquei terrivelmente apavorado. Foi algo como: “Porra, não sei se quero fazer parte disso”

O vocalista e compositor húngaro Attila Csihar, que se tornou famoso como vocalista da banda de black metal Mayhem, não cansa de surpreender quem não o conhece. Levando em conta o seu perfil performático, sombrio e chocante durante suas apresentações, as pessoas rendidas aos clichês dificilmente imaginam que ele seja vegetariano. Sim, Attila Csihar se tornou vegetariano nos anos 1990.

Em entrevista à Revolver Magazine, ele contou que ficou enojado quando encontrou cabeças e pedaços de suínos no palco em seu primeiro show com o Mayhem. “Fiquei terrivelmente apavorado. Foi algo como: “Porra, não sei se quero fazer parte disso”, relatou.

Csihar explicou mais tarde que com o tempo entendeu que as carcaças de animais sobre o palco refletem a sociedade, a gula humana e a sua relação com os animais, o que pode parecer horrível ou reprovável para muita gente, mas para ele isso apenas reforça um fato cotidiano.

Embora estejamos imersos em uma sociedade acostumada a se alimentar de animais, a maioria rejeita a possibilidade de ter que confrontar uma realidade mais próxima de um matadouro do que de um açougue, onde os pedaços são fatiados e embalados de forma a despersonalizar o que a morte de animais realmente representa.

Segundo o vocalista húngaro, todo mundo que come [muita] carne torna-se mais e mais gordo, e se transforma fisicamente em um animal semelhante ao que matou –  um porco, por exemplo.

Antes de tocar no Mayhem, com quem gravou três álbuns entre os anos de 1994 e 2014, Attila Csihar fez parte da banda de black metal Tormentor, fundada em 1984, e que gravou o primeiro álbum “Anno Domini” em 1988. Ele ingressou na banda norueguesa em 1994, após a morte do fundador e guitarrista Oystein Aarseth, mais conhecido como Euronymous, assassinado em 10 de agosto de 1993.

Além do seu projeto Plasma Pool e da sua carreira solo, Csihar também teve passagens por bandas como Aborym, Limbonic Art, Korog, Anaal Nathrakg, Keep of Kalessin, Emperor, Sear Bliss, Sunn O))), Astarte, Ulver, Taake, Burial Chamber Trio e Grave Temple, entre outras. Ele também é conhecido por suas máscaras peculiares, como as criadas pelo egípcio Nader Sadek, que já assinou a direção de efeitos visuais dos shows do Mayhem e de seus projetos.

Saiba Mais

Attila Csihar nasceu em Budapeste, na Hungria, em 29 de março de 1971.

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Written by David Arioch

July 31st, 2017 at 9:36 pm

A morte e a ajuda de Chester Bennington

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Chester Bennington, encontrado morto hoje

Em muitos vídeos da banda Linkin Park no YouTube tem dezenas, talvez centenas ou milhares, de comentários de pessoas que sofriam ou sofrem de depressão e encontraram alento nas músicas do vocalista e compositor Chester Bennington, encontrado morto hoje, após cometer suicídio por enforcamento.

Inclusive pessoas que disseram ter desistido da ideia de cometer suicídio enquanto ouviam Linkin Park. Música é uma coisa extremamente poderosa. Há pessoas que confortam tanta gente em proporção inimaginável, o que não significa que sejam inatingíveis ou que não sejam frágeis.

Written by David Arioch

July 21st, 2017 at 2:09 am

Ouvindo Rammstein desde 1999

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Em 1999, a banda infelizmente não foi muito bem recebida no Brasil (Foto: Reprodução)

Curto muito a banda alemã Rammstein. Conheci em 1999 quando eu era molecote e estava em Cuiabá. Como eu já curtia metal industrial, contagiado pelo Ministry, de Al Jourgensen, foi alegria à primeira vista. Por outro lado, me recordo que naquela época era difícil encontrar quem não desprezasse a banda. Prova disso foi a primeira apresentação que eles fizeram no Brasil naquele ano, abrindo o show do Kiss. Jogaram inclusive objetos no palco e chamaram os caras de “palhaços”. Como se ser palhaço pudesse ser uma ofensa; além de uma baita contradição, já que o Kiss era a atração principal.

Muitas bandas que ouvi na adolescência e inclusive na fase adulta ficaram pelo caminho. Quero dizer, parei de ouvir muita coisa, mas Rammstein continua sendo uma banda que considero inesquecível, mesmo que haja períodos em que eu não a escute. Controversa, boas letras (consequência natural de músicos com bom nível cultural em geral – uma coisa que reconheço que não é tão comum na música) e bons clipes. Acho que tudo isso se soma para eu ter a banda em grande estima.





Written by David Arioch

June 4th, 2017 at 9:50 pm

Bola Sete, um vegetariano que deixou seu nome na história do jazz

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Carlos Santana considera Bola Sete um dos maiores guitarristas de todos os tempos (Foto: Reprodução)

O compositor, violonista e guitarrista carioca Bola Sete, que foi aluno do maestro Milton Santos, fez muito sucesso tocando jazz nos Estados Unidos e no México nas décadas de 1960 e 1970. De origem pobre, mas com uma herança musical muito forte, descobriu a aptidão para a música ainda na infância, quando começou a tocar cavaquinho e violão.

No Estados Unidos, Bola Sete foi um grande parceiro de Dizzy Gillespie e Vince Guaraldi, com quem lançou em 1963 o disco “Vince Guaraldi, Bola Sete and Friends”. Guaraldi foi o autor da trilha sonora do desenho animado “Peanuts”, que traz personagens como Charlie Brown e Snoopy. Em 1967, Bola Sete deixou o Vince Guaraldi Trio para criar o seu próprio trio, que trazia na formação os brasileiros Sebastião Neto e Paulinho, contrabaixista e baterista.

Quando o grupo decidiu se separar, Bola Sete já era um homem de meia-idade com sobrepeso e alguns problemas de saúde. Então ele viu que seria necessário dar uma guinada em sua vida. Parou de tocar e começou a meditar, praticando regularmente o hatha yoga. Primeiro, ele abandonou o consumo de carne e mais tarde se tornou vegetariano.

“Isso não apenas permitiu que ele perdesse mais de 22 quilos, mas também que ele conseguisse controlar a sua asma agravada por anos inalando fumaça nos clubes onde tocava. O novo estilo de vida garantiu que ele produzisse a música mais incrível de sua carreira”, afirmou o pesquisador Gerald E. Brennan.

Embora Bola Sete tenha seu nome quase sempre relacionado ao jazz, estudiosos de sua música como Brennan o consideram o pai da música new age. Isto porque as composições do brasileiro se tornaram muito espiritualizadas, destoando do jazz tradicional; algo que ficou mais claro depois que ele se tornou vegetariano.

Em 1970, quando excursionou pelo México com Stan Getz e outros artistas do jazz, Bola Sete se tornou extremamente popular, o que o motivou a lançar em 1971 o álbum “Shebaba”. “Bola Sete é tão significativo quanto Jimi Hendrix e Segovia, no sentido de ter sabedoria, conhecimento, alma e paixão”, escreveu o célebre guitarrista mexicano Carlos Santana. Nos Estados Unidos, há mais artistas que consideram Bola Sete um dos maiores guitarristas de todos os tempos, e não somente do jazz.

Saiba Mais

Djalma de Andrade, mais conhecido como Bola Sete, nasceu em 16 de julho de 1923 no Rio de Janeiro, e faleceu nos Estados Unidos em Greenbrae, na Califórnia, em 14 de fevereiro de 1987.

Entre os anos de 1958 e 1985, Bola Sete gravou 14 discos.

Referências

Http://www.bolasete.com/index.php

http://www.musicianguide.com/biographies/1608002433/Bola-Sete.html

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Matt Skiba: “Foi uma reação instintiva não querer carne [de animais] em meu corpo”

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Skiba é fundador da banda de punk rock Alkaline Trio, além de guitarrista e vocalista da banda Blink 182

““Imaginei-me comendo meu gato e, de repente, não pareceu tão bom para mim” (Foto: Reprodução)

Fundador da banda de punk rock Alkaline Trio, além de guitarrista e vocalista da banda Blink 182 desde 2016, Matt Skiba se tornou vegetariano aos 19 anos, assim que deixou a casa dos pais. Um dia, ele estava comendo um pedaço de carne e notou os olhos do seu companheiro felino em sua direção.

“Imaginei-me comendo meu gato e, de repente, não pareceu tão bom para mim. Foi uma reação instintiva não querer carne [de animais] em meu corpo. Isso é parte de quem sou. Foi uma decisão pessoal e natural”, informou em entrevista concedida a Liz Miller, do Veg News, e publicada em 22 de fevereiro de 2010.

Skiba não teve trabalho em levar muitos amigos para o vegetarianismo. Na realidade, ele não precisou dizer nada para convencê-los a não consumir mais alimentos de origem animal. Sua tática sempre foi levá-los para comer em restaurantes vegetarianos e veganos, mostrando que opções que não custem a exploração animal não faltam.

“Se eu não tivesse dito a eles que o sanduíche de ‘frango’ que eles estavam comendo era na realidade vegetariano, eles nunca saberiam, e tinha o gosto mais fresco e melhor do que o de qualquer frango. Há muita comida de boa qualidade lá fora e isso fala por si mesmo”, exemplificou o guitarrista e vocalista.

Matt Skiba acredita que a maioria das pessoas amam os animais, e que não é porque elas comem carne que elas são más ou desgostam deles. Para o músico, o problema é a ausência do reconhecimento de uma conexão entre as coisas, de reconhecer as implicações da exploração animal. “Acho que ignorância é uma bênção para muitas pessoas”, declarou.

Ele também disse que muita gente come comida vegetariana sem saber, sem vê-las como comida vegetariana; e que isso é a maior prova de que o vegetarianismo e o veganismo não estão realmente distantes de ninguém.

“Perdi o gosto pela carne. Não como carne há 17 anos. Lembro que olhei para o meu gato e pensei: ‘Cara, não posso comê-lo. Que diferença faria se fosse um gato pequeno ou uma vaca?’ E ocorreu-me que tudo está conectado e que eu não poderia mais contribuir com isso [a exploração animal]”, enfatizou em entrevista ao Cool Try, da Austrália.

Saiba Mais

Matt Skiba nasceu em McHenry, Illinois, em 24 de fevereiro de 1976. Ele fundou o Alkaline Trio em 1996.

Entre os anos de 1998 e 2013, Skiba lançou os álbuns “Goddamnit”, “Maybe I’ll Catch Fire”, “From Here to Infirmary”, “Good Morning”, “Crimson”, “Agony & Irony”, “This Addiction” e “My Shame Is True” com o Alkaline Trio.

Com o Blink 182, ele gravou o álbum “California” em 2016.

Referências

http://vegnews.com/articles/page.do?pageId=1716&catId=5

http://cooltry.com.au/interview-matt-skiba-alkaline-trio-matt-skiba-and-the-skerets/

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Johnny Marr: “Desde que escrevemos ‘Meat Is Murder’, nunca mais comi carne”

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“Eu não poderia ser hipócrita. Para ser honesto, não foi realmente um sacrifício [ficar sem comer carne]”

Johnny Marr: “Não teria sido certo para mim tocar essa música sem ser vegetariano”

Um dos fundadores da icônica banda britânica de rock The Smiths, Johnny Marr até hoje é citado como um dos mais importantes guitarristas dos anos 1980. Ao lado de Morrissey, ele gravou o álbum “Meat Is Murder”, que se tornou um símbolo para vegetarianos e veganos do mundo todo. Enquanto Morrissey assinava as letras das músicas, Marr se responsabilizava pela harmonia. A parceria durou cinco anos, e juntos gravaram quatro discos.

Em entrevista a John Hind, do The Guardian, publicada em 20 de novembro de 2016, Johnny Marr contou que desde que ele e Morrissey escreveram “Meat Is Murder”, ele nunca mais comeu carne. “Eu não poderia ser hipócrita. Para ser honesto, não foi realmente um sacrifício [ficar sem comer carne], disse em referência ao álbum lançado em 1985.

A faixa título, que crítica o consumo de carne, e ainda traz o apelo de uma pequena gravação de vacas mugindo em um matadouro, mudou a vida de muita gente. Enquanto Morrissey canta: “Morte sem razão é assassinato”, a guitarra de Johnny Marr chora ao fundo. Sem dúvida, “Meat Is Murder” é uma das composições mais intensas e perturbadoras escritas pelo The Smiths em sua curta e produtiva carreira.

Prova da força da música é que até hoje os fãs se aproximam de Johnny Marr para dizer que “Meat Is Murder” mudou completamente seus hábitos alimentares, e mais – suas vidas. Ele se orgulha de encontrar pessoas dizendo que se tornaram vegetarianas ou veganas por causa da composição, de acordo com informações publicadas no Clash Music em 27 de julho de 2010.

“Não teria sido certo para mim tocar essa música sem ser vegetariano. A coisa engraçada é que até então a minha única interação com os animais tinha sido algo como: “Espero que este cão não me morda”. […] Mas quando parei de comer animais, comecei a sentir mais empatia por eles”, declarou em entrevista publicada por Louise Wallis em 6 de agosto de 2011.

Johnny Marr se tornou vegano em 2005, quando se mudou para Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Sobre essa decisão, ele justificou que gosta da ideia do progresso, de ser progressista.Portland tem uma atitude muito liberal e moderna, e alguns dos meus amigos lá já eram veganos. Estou feliz por ter entrado nessa. É muito mais fácil ser vegano nos Estados Unidos do que na Europa; há mais variedade cultural e, portanto, mais escolhas”, argumentou.

Questionado sobre o processo de composição de “Meat Is Murder”, Marr relatou que Morrissey deu o título e a letra da música e ele entrou com o sentimento. “Apareci com a melodia, que interpretei como sugestiva, contudo inquietante, e a banda captou isso em uma tarde de inverno em Liverpool. A senti intensa, mas estranhamente bela quando a criamos. Adoro essa faixa”, admitiu a Louise Wallis.

“Desistir dessas coisas [alimentos de origem animal] não significa sacrifício ou miséria para mim. Vejo isso como o oposto, é interessante. […] Todas essas coisas me tornaram mais focado e energizado. Toda a minha família é vegetariana. Angie [esposa] era vegetariana quando nos conhecemos. Eu tinha 15 anos, e ela 14. Era bem informada. Eu provavelmente teria me tornado vegetariano mesmo sem a música, suponho”, destacou.

Saiba Mais

Johnny Marr nasceu em Manchester, na Inglaterra, em 31 de outubro de 1963.

Ele gosta de comer salada com tofu, comida tailandesa, mediterrânea e mexicana, além de massas e muito espinafre.

Referências

https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2016/nov/20/life-on-a-plate-johnny-marr-the-smiths

http://www.clashmusic.com/news/johnny-marr-talks-vegetarianism

Johnny Marr interview

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Lindsay Schoolcraft: “Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias”

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“Ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo”

Lindsay se tornou vegana em 2012 (Foto: Divulgação)

Vocalista e tecladista da banda inglesa de metal extremo Cradle of Filth, Lindsay Schoolcraft se tornou vegana em 2012. O que a fez refletir profundamente sobre a realidade da produção e do consumo de alimentos de origem animal foi o documentário “Food, Inc”, lançado em 2008 por Robert Kenner.

“Depois que assisti ‘Food, Inc’, me senti desconfortável com os produtos de origem animal. Na mesma época, comecei a aprender o que significava esse estilo de vida [veganismo]. Imediatamente, me livrei de tudo que eu possuía que era feito de animais, o que se resumia a um cinto de couro, produtos de beleza e produtos domésticos testados em animais. Me tornei vegana entre o Natal e o Ano Novo de 2012. Eu não gostaria de viver de outra maneira, e gostaria de ter feito isso mais cedo”, disse Lindsay em entrevista publicada pela Headbangers Lifestyle em 23 de fevereiro de 2016.

A vocalista canadense sempre gostou de animais, mas admite que a indústria tem a seu favor recursos que dissimulam a realidade no que diz respeito ao sofrimento e à exploração animal, o que faz com que as pessoas não “liguem os pontos”. “Para mim, ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo. É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações”, declarou à Liselotte ‘Lilo’ Hegt, do Headbangers Lifestyle.

Ela acredita que o veganismo tem se tornando mais comum e conquistado mais reconhecido no mundo do metal, o que a deixa mais confortável. “Quando me juntei ao Cradle of Filth, pensei que seria difícil, mas quanto mais shows fazemos, mais encontro refeições veganas disponíveis nos festivais, e geralmente quando saio em turnê sempre encontro outra pessoa vegetariana viajando com a gente”, relatou.

Por outro lado, é inevitável que haja oposição, mas Lindsay acredita que isso acontece em qualquer lugar. Quando alguém a confronta e tenta apontar alguma contradição no veganismo, por exemplo, alegando que não é uma filosofia de vida que faz a diferença no mundo, a cantora argumenta que, independente das pessoas aceitarem ou não, um fato é que o consumismo está cercado pela crueldade animal. “E eu escolho não me envolver com isso”, declarou em entrevista ao Logical Harmony em 2015.

Lindsay, que faz questão de pesquisar e conhecer o sistema de produção das próprias roupas, inclusive as usadas nos shows com o Cradle of Filth, destacou que quando alguém faz piada sobre o fato dela não se alimentar de animais, ela explica todo o processo até a carne e outros produtos de origem animal chegarem ao prato das pessoas.

“É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações” (Foto: Divulgação)

“Posso ser desagradável sobre isso de forma sarcástica [se eu for provocada]. Mas nunca tentarei forçar minha opinião porque acredito que você tem ou não tem compaixão. Não gosto de ser ignorante. Tudo que uso, coloco em meu corpo, gosto de saber onde veio. Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias. Se você estiver interessado, vou dizer tudo o que sei”, garantiu em entrevista a Levi Seth Buckley, do Sticks For Stones, em publicação de 9 de julho de 2015.

Lindsay contou que ficou muito feliz quando soube que suas duas cantoras favoritas – Ellie Goulding e Sia, são veganas. “Quando você conhece outro vegano é como conhecer um bom amigo pela primeira vez”, comentou com Tashina Combs, do Logical Harmony. Entre as cidades em que esteve e que hoje considera duas das melhores para os veganos, ela cita Glasgow, na Escócia, e Montreal, no Canadá.

“É tão fácil ser vegano nessas cidades. Amo comida asiática. Os vegetais e as especiarias são muito bem combinados”, revelou ao Local Harmony. Ao Headbanger Lifestyle, a vocalista e tecladista do Cradle of Filth também frisou que faz o possível para sensibilizar as pessoas sobre a importância dos santuários para animais que seriam mortos pela indústria alimentícia.

“Eles merecem nosso amor e respeito tanto quanto os animais de estimação. Faço o meu melhor para ajudar instituições de caridade que defendem os direitos animais. Eu gostaria de me envolver mais com esses tipos de campanha”, garantiu.

Saiba Mais

Lindsay Schoolcraft nasceu em Ontário, no Canadá, em 26 de fevereiro de 1986.

De 2007 a 2014, ela foi vocalista da banda Mary and the Black Lamb.

Lindsay tornou-se vocalista e tecladista da banda Cradle of Filth em 2013.

Em 2015, participou da gravação do disco “Hamer of the Witches”, do Cradle of Filth.

Referências

http://www.headbangerslifestyle.com/face-body/276/beauty-and-lifestyle-profile-with-lindsay-schoolcraft-keyboardist-and-female-vocalist-of-cradle-of-filth

http://www.sticksforstones.net/single-post/2015/07/09/Interview-Lindsay-Schoolcraft-CRADLE-OF-FILTH

An Exclusive Interview with Lindsay Schoolcraft from Cradle Of Filth

 

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Converge: “Uma dieta vegetariana é a resposta lógica ao mundo em que vivo”

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Bannon: “Me senti confortável o suficiente para tomar a decisão de parar [de me alimentar de animais]”

“Me eduquei sobre esse assunto e me obriguei a ler mais a respeito” (Foto: Divulgação)

Expoente do metalcore, a banda estadunidense Converge foi formada em 1990 pelo vocalista Jacob Bannon e pelo guitarrista Kurt Ballou, que entre os anos de 1994 e 2012 lançaram oito álbuns. Bannon é vegetariano e Ballou é vegano e, coincidência ou não, o metalcore, influenciado por eles, é um dos estilos musicais em que mais cresce a quantidade de músicos vegetarianos e veganos.

Em entrevista concedida à Hilary Pollack e publicada pelo Veg News em 6 de junho de 2013, Bannon contou que a adoção do vegetarianismo por questões morais ocorreu naturalmente, e a influência veio principalmente do punk rock. “Me eduquei sobre esse assunto e me obriguei a ler mais a respeito. Ao longo dos anos, descobri que uma dieta vegetariana funciona para mim, embora eu ainda esteja explorando as implicações morais e éticas disso”, disse.

O vocalista do Converge se tornou vegetariano aos 13 anos, e relatou que não teve nenhum problema na transição. Nem sentiu-se inseguro sobre isso. “Me senti confortável o suficiente para tomar a decisão de parar [de me alimentar de animais], e simplesmente fiz isso”, relatou em entrevista à organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), publicada em 9 de abril de 2005.

Para Jacob Bannon, não é difícil considerar o mundo um lugar muito estranho se refletirmos sobre o fato de que a tecnologia deu origem a populações “avançadas” que constroem fazendas industriais e outros mecanismos não naturais de “coleta” e consumo de alimentos. “Esses são os dilemas morais e éticos que me levam à dieta de hoje. Uma dieta vegetariana é a resposta lógica ao mundo em que vivo”, afirmou ao Veg News.

O vocalista, que considera a corrida de galgos umas das formas mais abusivas de exploração animal, defendeu em entrevista à Peta que o melhor jeito de fazer com que as pessoas reflitam sobre a exploração animal é por meio de um trabalho educacional. “Educação é a chave. Sempre foi e sempre será. Há tanta informação lá fora. […] Alguém só precisa encontrar o ponto de partida para movê-los e guiá-los por um caminho que faça a diferença”, ponderou.

Questionado pelo Veg News se há uma ligação entre vegetarianismo, veganismo e o movimento punk rock, Bannon explicou que nesse cenário há um elemento de consciência social e ética. “O movimento dos direitos animais é algo que se encaixa bem nesse cenário”, declarou e acrescentou que há muitas pessoas envolvidas com o punk rock que estão sempre abertas a outras formas de pensar.

“Educação é a chave. Sempre foi e sempre será. Há tanta informação lá fora” (Foto: Divulgação)

À Peta, ele argumentou que a comunidade do punk rock é como um fórum aberto, onde ativismo e conscientização sempre fizeram parte das conversas envolvendo músicos e público. “É uma das coisas mais bonitas que essa comunidade tem a oferecer”, frisou.

Jacob Bannon admitiu que quando era mais jovem muitas vezes se envolveu em discussões e confrontos sobre vegetarianismo e veganismo, mas chegou a um ponto em que optou por seguir outro caminho.

“Neste momento da minha vida, não sinto necessidade de discutir sobre isso o tempo todo porque estou realmente confortável com minha decisão. É simplesmente uma parte de mim agora. Nunca vou forçar ninguém a nada, mas se houver uma curiosidade em relação ao que eu acredito e pratico, vou deixar alguém saber que há questões lá fora que as pessoas devem conhecer”, revelou.

Indagado sobre o que podemos fazer para melhorar a vida dos animais, ele sugeriu: “Se importe, mostre compaixão, tenha coração.”

Formação

Jacob Bannon – Vocalista e letrista

Kurt Ballou – Guitarrista e vocalista

Nate Newton – Baixista e vocalista

Ben Koller – Baterista

Saiba Mais

Jacob Bannon nasceu em 15 de outubro de 1976 em Boston, Massachusetts.

Kurt Ballou é vegano e os demais integrantes são vegetarianos.

Referências

http://vegnews.com/articles/page.do?pageId=5833&catId=7

https://web.archive.org/web/20050409051729/http://www.peta2.com/OUTTHERE/o-converge.asp

 

 
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While She Sleeps: “Tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes”

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“Quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”

Aaran McKenzie: “Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais” (Foto: Divulgação)

Formada em 2006, a banda inglesa de metalcore While She Sleeps traz na formação o baixista Aaran McKenzie, o guitarrista Sean Long, o vocalista Lawrence “Loz” Taylor, o guitarrista Mat Welsh e o baterista Adam “Sav” Savage. Em 2012, a banda foi eleita a melhor revelação britânica pela revista Kerrang!, após o lançamento do álbum “This is the Six”. Além de ter se tornado popular principalmente entre os jovens que gostam da fusão do heavy metal com o hardcore, outro fato que chama a atenção é que o While She Sleeps é uma banda vegana.

“Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais. A maioria de nós na banda foi vegetariano por 4 a 23 anos. Por isso, tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes. Então, quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, e as fazendas industriais, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”, disse Aaran McKenzie em entrevista ao Vegan Blatt.

Em vídeo gravado para a Organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) e publicado no YouTube em 3 de dezembro de 2015, Aaran e Sean relataram que sempre odiaram a crueldade contra os animais, e citaram o documentário “Earthlings” como referência para quem quiser conhecer a realidade da exploração animal. “Eu disse, ok, é isso, chega!”, declarou o baixista e membro-fundador do While She Sleeps depois de assistir ao documentário.

“Estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta” (Foto: Divulgação)

Ao Vegan Blatt, Aaran contou que o estilo de vida dos integrantes é uma forma de deixar claro que eles não são tolerantes com as atrocidades do mundo, e que esse posicionamento é algo que endossa a mensagem que a banda quer passar para as pessoas. “Não especificamos isso em um sentido literal, mas, como um todo, estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta”, informou McKenzie.

Os integrantes do While She Sleeps preferem não confrontar as pessoas. O caminho escolhido por eles é o de servir como inspiração simplesmente vivendo o veganismo ou falando sobre o assunto quando vier à tona naturalmente. “Um dia, alguém veio até mim e disse: ‘Se Deus não quisesse que comêssemos os animais, então por que ele não os fez sem carne?’ Eu não tenho nada a dizer a pessoas como essa”, afirmou.

Saiba Mais

O While She Sleeps foi fundado em Sheffield, na Inglaterra.

Entre os anos de 2012 e 2017,  eles lançaram os álbuns “This is the Six”, “Brainwashed” e “You Are We”.

Referências

https://www.veganblatt.com/while-she-sleeps-vegane-metalcore-band

http://www.peta.org.uk/blog/while-she-sleeps/

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