David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Paranavaí’ Category

O arrependimento do frei

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Foto: Ordem do Carmo

Um fato jamais esquecido por Frei Estanislau foi uma caça a um grupo de macacos que comiam todo o milho da plantação de um colono local nos anos 1950. “Acertei um dos animais e ele caiu ferido aos meus pés. Gritava igualzinho a uma criança e ainda estendia as mãozinhas ensanguentadas, pedindo ajuda. Foi terrível! Nunca mais atiro em macaco, mesmo que roubem todo o milho”, desabafou o frei quando retornou para casa. Na foto, Frei Estanislau é o segundo da esquerda à direita.





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September 16th, 2017 at 10:04 pm

Raimundos elogia a banda Retaliação durante o 16º Motofest

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Banda de thrash/groove metal foi fundada em Paranavaí em 2015 (Foto: Divulgação)

No último sábado, durante o show dos Raimundos no 16º Paranavaí Motofest, evento que reuniu milhares de pessoas no Parque de Exposições Arthur da Costa e Silva, o vocalista e guitarrista Digão, da banda Raimundos, aproveitou a oportunidade para parabenizar a banda de thrash/groove metal Retaliação, de Paranavaí.

“Quero mandar um salve para essa banda muito massa que tocou Pantera hoje à tarde. Eu tava lá, mermão. Essa banda é massa, viu? Banda Retaliação. Muito boa essa banda, metal de verdade feito com alma, brother! Parabéns, irmão! Estamos juntos! ”

Fundada em 2015, a Banda Retaliação, que se destacou no Motofest deste ano, tem recebido inúmeros convites para tocar em inúmeras cidades do Sul e do Sudeste do Brasil. Atualmente, o grupo é formado pelo vocalista Thiago Santana, baixista Roger Yuzo Noguti, guitarrista Marcelo Ganzer, guitarrista Guimarães Junior e baterista Roney Verdério.

As principais influências do Retaliação são bandas como Pantera, Kreator, Slayer, Sepultura e Lamb of God, além de clássicos do NYHC, ou seja, o hardcore que surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, nos anos 1980. Como cada integrante tem diferentes influências, isso tem ajudado a banda a moldar o seu próprio estilo, seja por meio de músicas autorais ou fazendo releituras de clássicos de grandes nomes do metal. Quem quiser entrar em contato com a banda, pode ligar para (44) 99885-0318.

 

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September 12th, 2017 at 2:08 pm

Um bate-papo com a escritora Etel Frota

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Foto: Amauri Martineli

Ontem, tive o privilégio de mediar um bate-papo com a escritora Etel Frota, considerada uma das maiores letristas do Brasil. O evento realizado na Biblioteca Municipal Júlia Wanderley fez parte do Mês da Literatura, realizado pela Secretaria Estadual de Cultura do Paraná. No final de julho, Etel lançou o seu primeiro romance na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

O livro intitulado “O Herói Provisório” conta, misturando realidade e ficção, a história do Incidente de Paranaguá, quando o capitão Joaquim Ferreira Barboza, um herói transformado em bode expiatório, comandou em 1º de julho de 1850 o ataque a um cruzador inglês que perseguia navios brasileiros na Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel.

Entre pesquisa e publicação, a obra levou 14 anos para ser concluída. Etel chegou a ter contato com descendentes do capitão. Ainda assim, fez questão de dizer que, como não se trata de um trabalho biográfico, ela prefere que os leitores o encarem como uma ficção inspirada por fatos históricos. “Que a memória de Joaquim Ferreira Barboza possa me absolver”, declarou.

Etel Frota, que despertou o interesse pela literatura aos seis anos quando ganhou o primeiro livro de seu pai, também falou sobre o seu livro de poesia “O Artigo Oitavo”, publicado em 2002, inspirado na obra do icônico poeta Thiago de Mello, autor do clássico “Estatutos do Homem”, que elogiou o trabalho da escritora e contribuiu declamando no CD anexo ao livro.

O romance de Etel Frota vai ser lançado hoje na Livraria da Vila, no Pátio Batel, em Curitiba. O livro já pode ser reservado no site http://www.etelfrota.com.br/o-heroi-provisorio/

 

 

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Um presente do médico veterinário Ailton Salvador e do ex-deputado federal Alencar Furtado

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No livro, Alencar Furtado narra suas memórias (Fotos: David Arioch)

Ontem, ganhei um livro de presente do médico veterinário e grande profissional Ailton Salvador e do ex-deputado federal José Alencar Furtado, que hoje reside em Brasília. Atualmente com 92 anos, Alencar Furtado teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por ter denunciado as torturas praticadas no período da Ditadura Militar.

No livro “Um Pouco de Muitos – Memorizando”,  ele, que também foi pai do ex-deputado federal Heitor Alencar Furtado, falecido em 22 de outubro de 1982, narra as suas memórias. Fiquei honrado em ser presenteado por pessoas de grande caráter.

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August 16th, 2017 at 2:09 pm

Quatro horas ministrando palestra sobre a história de Paranavaí

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Foto: Unipar

Hoje de manhã, ministrei uma palestra de quatro horas sobre a história de Paranavaí para professores de história e geografia. Falei um pouco da colonização e formação de Paranavaí. Depois enveredei pela história de importantes personagens locais e regionais, além de abordar a história e a realidade de bairros da periferia, como a Vila Alta.

Estou sem voz, mas a experiência foi muito boa. Boa interação e todo mundo prestando atenção; ninguém bocejando ou dormindo. Foi mais uma experiência gratificante. Sem dúvida, uma das melhores partes de uma palestra é quando as pessoas conversam com você ao final, elogiam o seu trabalho e pedem para tirar foto contigo. É um bom indicativo.





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July 3rd, 2017 at 8:38 pm

A lição de Dona Maria

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Dona Maria cuidando de seus companheiros animais (Fotos: David Arioch)

Em março de 2014, comecei a produzir um documentário sobre a realidade da periferia. Durante as filmagens, conheci a Dona Maria, uma senhora que trabalhava recolhendo materiais recicláveis.

Em uma manhã, testemunhei o estado lastimável de sua casinha, atingida por uma forte enxurrada. Ela me contou que perdeu quase tudo. Apesar da situação extremamente difícil, a sua maior preocupação era com os animais com quem ela convivia. 

No interior do casebre, sobre uma pequena cama, estava uma cadelinha, a quem ela tratava como se fosse uma filha. Dias antes, a cachorrinha tinha passado mal e ela percorreu quilômetros a pé, até encontrar um médico veterinário.

No casebre, moravam também outros dois cães que gostavam de ficar perto da única porta, como se fossem responsáveis pela segurança do lar. Em cima de um colchão, me deparei com o que mais me chamou a atenção – três pratinhos com ração.

Dona Maria não ganhava nem o suficiente para a subsistência, chegando até a passar fome, e dois dias antes quase perdeu a casinha construída com as próprias mãos. Apesar de tudo, ela afirmou que o mais importante era cuidar de seus três companheiros animais.

 

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June 15th, 2017 at 3:03 pm

Minhas histórias sobre Paranavaí e seus personagens

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Acervo: Fundação Cultural de Paranavaí

Compartilho histórias sobre Paranavaí e seus personagens porque pesquisei e escrevi sobre isso ao longo de dez anos. Assim que entrei na verdadeira fase adulta, e influenciado pelo regionalismo literário e pelo jornalismo literário que teve e tem grande peso na minha vida, fui levado por esse caminho. Inclusive sou grato por ter conquistado alguns prêmios em decorrência disso, embora eu nunca tenha gostado de competição.

Desde criança, sou muito curioso. E sempre estranhava quando eu perguntava o nome de uma via, alguém respondia, mas não sabia dizer quem era aquela pessoa que foi homenageada com nome de rua. Mas acredito que a minha curiosidade em relação ao passado, tempos longínquos em que nem mesmo meus pais tinham nascido, começou com minhas visitas ao cemitério na infância.

Eu passava horas percorrendo túmulos, lápides e gavetas lendo datas e tentando imaginar como era o mundo daquelas pessoas. Também fui influenciado pelos contadores de histórias da minha família, como meu falecido avô. Bem distante de coisas como bairrismo, ufanismo ou coisa do tipo, sou apenas alguém que reconhece que todo lugar, independente de tamanho, tem muitas histórias; mas narrá-las de algum modo vai depender sempre da boa vontade humana.

Gosto da oralidade como fonte de escrita, porque posso ter contato com muitas bibliotecas em forma de gente. E claro, antes que elas partam e levem consigo todas as páginas que foram seus olhos, suas experiências, suas vidas. Afinal, sempre que um caixão se fecha, livros são enterrados.

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June 14th, 2017 at 1:15 am

Hoje é aniversário do Tio Lu

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Tio Lu usa a arte como meio de afastar crianças e adolescentes das ruas, das drogas e do crime (Foto: David Arioch)

Hoje é aniversário do Tio Lu, da Oficina do Tio Lu. Fui até a Vila Alta dar um abraço nele e conversar um pouco. Ele está muito feliz de chegar aos 87 anos com pique para trabalhar e para ajudar a garotada do bairro. Tio Lu, que foi tema do meu documentário “Oficina do Tio Lú“, usa a arte como meio de afastar crianças e adolescentes das ruas, das drogas e do crime.

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June 2nd, 2017 at 12:33 am

Idoso precisa de ajuda para tratamento de doença infecciosa aguda

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Seu Juvenal sofre em decorrência de erisipela, uma doença que causa inchaço extremo nos pés e nas pernas (Foto: David Arioch)

O aposentado Juvenal Ferreira, que sobrevive com apenas um salário mínimo, e há muito tempo deixou de andar em decorrência de graves problemas de saúde, passa o dia em uma cadeira de rodas. Morador da Vila Alta, na periferia de Paranavaí, ele sofre em decorrência de uma doença infecciosa aguda chamada erisipela, que provoca extremo inchaço nos pés e nas pernas.

“Tenho outros problemas de saúde, mas esse é o pior. Tem dia que não consigo dormir, porque a dor é muito grande. O medicamento não é oferecido pelo SUS, então a gente tem que comprar na farmácia. Já estou endividado e não tenho mais condições de continuar comprando os remédios; e são caros pra gente. Não é fácil, meu filho”, explica.

Seu Juvenal conta com o apoio da esposa, Dona Neide, que é quem se responsabiliza por todas as suas necessidades diárias, já que ele não consegue andar. Os únicos medicamentos usados pelo aposentado até hoje e que deram bons resultados foram as pomadas SAF-Gel, um gel hidratante com alginato de cálcio e sódio, e Quadrilon – indicado para dermatoses causadas por infecção bacteriana ou fúngica.

“Gasto dois tubos de cada por mês. E quando falta, a minha situação piora”, garante Seu Juvenal. A pomada SAF-Gel custa de R$ 50 a R$ 60, e a pomada Quadrilon pode variar de R$ 22 a R$ 35. O sonho de Juvenal Ferreira, que quase teve as pernas amputadas por causa da doença, é voltar a andar ou pelo menos ficar em pé sem a ajuda de ninguém. Para mais informações, ligue para (44) 98837-5322.

Saiba Mais

O endereço do Seu Juvenal é Rua das Ameixas, Nº 19, Quadra 15, Lote 18, na Vila Alta.

 

Written by David Arioch

June 1st, 2017 at 1:38 pm

Tocando em frente com Fernando Bana

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” Temos casos de mãe e filho que fazem aula juntos, assim um vai incentivando o outro”

Fernando Bana com alguns dos alunos do projeto Tocando em Frente (Foto: Divulgação)

Em 2008, o músico Fernando Bana criou o projeto Tocando em Frente Arte-Musicalização, e desde então tem ministrado aulas em Paranavaí, principalmente de violão. O diferencial no trabalho de Bana é o uso da música como instrumento de inclusão social. Prova disso são os mais de 50 violões que ele adquiriu ao longo dos anos para beneficiar crianças e adolescentes de baixa renda.

A primeira oficina do projeto Tocando em Frente foi na Vila City, e depois no Jardim Morumbi e na Chácara Jaraguá, bairros da periferia. Hoje, Bana é professor de violão no Sumaré e na Biblioteca Cidadã Boulivar Penha, no Conjunto Tania Mara, onde dá aulas desde 2010.

“O projeto surgiu em 2003, mas acabei indo para a Europa e o retomei mais tarde. Tem gente tocando comigo desde a primeira oficina em 2008. Um exemplo é o Anderson Ribeiro que ainda é meu aluno. Ele tem ouvido absoluto e baixa visão – apenas 20%. Mesmo assim, se destacou e se tornou professor da oficina de violão do Jardim São Jorge”, conta Bana, acrescentando que a proposta para ele ministrar aulas em mais bairros de Paranavaí partiu do ex-presidente da Fundação Cultural, Paulo Cesar de Oliveira, que assumiu um compromisso de descentralizar as atividades da FC, levando arte para os bairros mais afastados do centro.

Atualmente, Fernando Bana ministra aulas de violão no Núcleo de Cultura do Sumaré, na Biblioteca Cidadã Boulivar Penha e no Núcleo de Cultura do Conjunto Tania Mara. “São cinco vagas em cada horário, e os alunos precisam ter apenas sete anos ou mais”, explica e acrescenta que também dá aulas de violão na Escola Municipal de Música Luzia Guina Machado.

Bana relata que mais de mil alunos já passaram pelo projeto Tocando em Frente ao longo de nove anos. “Nesse período, fizemos inclusive rifas e conseguimos doações, tanto de empresas quanto de pessoas, para a aquisição e doação de mais de 50 violões. Foi uma grande revolução cultural, até porque o violão é um instrumento popular, e sempre bem procurado por estudantes de música”, informa.

Outra informação legal é que também há adultos, inclusive idosos participando das oficinas no Conjunto Tania Mara e no Jardim São Jorge, onde Bana repassou a coordenação da oficina para o seu aluno Anderson Ribeiro. “É muito bacana dar aula nos bairros, ver a evolução desse pessoal. Temos casos de mãe e filho que fazem aula juntos, assim um vai incentivando o outro. No geral, a frequência é muito boa”, revela.

Atualmente, o Tocando em Frente, coordenado por Fernando Bana, está finalizando a gravação de um disco infantil que conta com a participação de 60 alunos que participam das aulas do projeto. “Estamos gravando canções populares de domínio público. Serão sete faixas. Vamos gravar também uma música regionalista do Grupo Gralha Azul e do Ariel, um de nossos alunos. Vamos terminar as gravações até o final do primeiro semestre, e com a participação de crianças a idosos”, adianta.

Um pouquinho de história    

O envolvimento de Fernando Bana com a música começou aos sete anos, quando ele ingressou no Grupo Escoteiro Guy de Larigaudie. À época, ele teve o primeiro contato com a flauta-doce. “Com 12 anos, eu e meus irmãos, que já eram músicos, montamos uma banda de rock e não paramos mais de tocar. Eu era o contra-baixista”, diz.

Mais tarde, ciente de que tocar violão poderia ser mais vantajoso em sua trajetória como músico, Bana, que foi baixista da formação original da banda Nômades, decidiu priorizar o violão. “Me profissionalizei com 18, 19 anos. Depois, com 23, 24 anos, conheci a música de João Gilberto e Tom Jobim, entre outros nomes da MPB. Então tive um entendimento musical mais abrangente, e fui por outro caminho”, enfatiza.

Além de se apresentar muitas vezes em barzinhos na noite paranaense, Fernando Bana tocou no Circo Voador e na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, com a banda Elemento Principal, que combina rock, reggae, rap e MPB. “Estamos juntos desde 2013. Éramos uma banda de estúdio, que se reunia somente para compor e gravar, mas a coisa foi mudando”, destaca.

Além de contra-baixista do Elemento Principal, sempre que a agenda permite, Bana toca com o músico Marquinhos Diet, amigo de longa data. Também já viajou como percussionista pelo Brasil afora com o artista popular Sergio Torrente e tem uma parceria com o palestrante Fabiano Brum, para quem toca contra-baixo sempre que necessário. “Trabalhei em banda de baile e estou na estrada há 15 anos”, declara o artista que já gravou com vários compositores e participou de festivais como Farpa, Femup e Fepam, chegando a ser premiado.

Fernando Bana, que sempre gostou de dar aulas na periferia, também já foi professor de música do Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente de Paranavaí (Cecap), classificando a experiência como uma das mais gratificantes de sua vida. Hoje, em meio a uma rotina atribulada, a prioridade do músico é o projeto Tocando em Frente que faz a diferença na vida de jovens a idosos.

Serviço

Caso queira saber se há vagas disponíveis nas oficinas de violão do professor Fernando Bana, ligue para (44) 3902-1128 ou (44) 3902-1090.

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Written by David Arioch

May 25th, 2017 at 11:46 pm