David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Saúde’ Category

“A ideia de que somos caçadores-coletores é verdadeira, somos caçadores-coletores, mas a maior parte do tempo sempre fomos coletores”

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McDougall: “Todas as grandes e bem-sucedidas populações da história da humanidade recebiam sua grande massa calórica do amido”

Todas as grandes e bem-sucedidas populações da história da humanidade recebiam sua grande massa calórica do amido: arroz, milho, batata e outros amidos; pães e assim por diante. Particularmente, quando se vive próximo à Linha do equador, ao se locomover para o norte e para o sul em latitude, você acaba comendo mais alimentos de origem animal. E se for bem ao norte, por exemplo na região dos esquimós inuits, você verá que eles se alimentam como carnívoros, porque é isso que está disponível para eles.

Mas esta é uma pequena população de pessoas que vivem nos extremos do meio ambiente. São a exceção, não a regra. A ideia de que somos caçadores-coletores é verdadeira, somos caçadores-coletores, mas a maior parte do tempo sempre fomos coletores. Um dos problemas tem a ver com sexismo. Tem a ver com o fato de que os coletores eram mulheres, avós e crianças. Os caçadores eram os homens, e eles ficavam com a glória. As pessoas que realmente proviam o grande volume de calorias necessárias à sobrevivência, ao longo de toda a história humana de que temos conhecimento, foram e são mulheres, crianças e avós.”

John McDougall, médico especialista em nutrição e autor do livro “The Starch Solution”, no documentário “Food Choices”, de Michal Siewierski.





Written by David Arioch

July 25, 2017 at 6:06 pm

Um relato sobre a importância da boa alimentação

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Um sistema imunológico afetado não vai se recuperar sozinho com deficiência na ingestão de macro e micronutrientes

Desde a minha adolescência, nas poucas vezes em que adoeci, sempre me alimentei normalmente. Nunca deixei de comer bem, porque sei que um sistema imunológico afetado não vai se recuperar sozinho com deficiência na ingestão de macro e micronutrientes.

Me lembro que a última vez que adoeci foi há três anos, quando contraí dengue. Mesmo com dengue, continuei trabalhando e me exercitando. Quantas pessoas você conhece que têm força e disposição para praticar musculação mesmo com dengue? Pode parecer estranho pra muita gente, mas isso foi bom pra mim.

E por que acho que isso não me trouxe nenhuma consequência negativa? Não apenas porque sempre tive uma boa capacidade de recuperação, mas porque dificilmente deixo de me alimentar adequadamente. Mesmo sem fome, não deixo de ingerir o que preciso. Não tenho dúvida de que qualquer recuperação é mais rápida quando uma pessoa não tem uma alimentação deficiente.

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Written by David Arioch

July 24, 2017 at 4:14 pm

Acredito que o câncer surgiu a partir do momento que nos afastamos da nossa natureza

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Arte: Elena Gitelson

Acredito que o câncer surgiu a partir do momento que nos afastamos da nossa natureza. Meu pai faleceu em decorrência dessa doença quando eu era criança. Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito para ele fazer uma terapia nutricional, não simplesmente os tradicionais tratamentos agressivos.

Não demonizo os tratamentos modernos de câncer, só acredito que não são tão eficazes sem o reencontro do ser humano com a sua própria natureza. Na realidade, creio que todas as doenças surgiram a partir do momento que nos afastamos de nossa natureza, inclusive aquelas apontadas como resultado de predisposição genética. Afinal, uma doença não se desenvolve facilmente em um ambiente verdadeiramente saudável.

 

 





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July 24, 2017 at 2:48 pm

Sobre a indústria do tratamento de câncer

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Para entender um pouco mais sobre isso, assista ao documentário “Food Matters”, disponível na Netflix

Sejamos honestos, se o câncer desaparecesse amanhã, milhões de pessoas ficariam desempregadas, teriam que receber um novo tipo de treinamento. A indústria do tratamento de câncer movimenta 200 bilhões de dólares por ano [só nos Estados Unidos], e ela seria desmontada se a verdade a respeito do que realmente precisamos fazer viesse à tona. Na maioria dos países é ilegal o tratamento de pacientes com câncer com terapia nutricional.

Fonte: Food Matters, lançado em 2008.

 





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July 24, 2017 at 2:42 pm

A estranha cultura de se referir à velhice como algo terrível

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Arte: Karl Horeis

Acredito que envelhecer não é ruim quando a pessoa se preocupa com a própria saúde. Temos uma estranha cultura de se referir à velhice como se fosse algo medonho, terrível. Inclusive há sempre uma associação com pessoas usando bengalas, cadeiras de rodas, muletas. Ou que não são capazes de cuidarem de si mesmas. Os comerciais estão aí para provar isso, e nos inundar com essa ideia equivocada.

Sempre ouço, inclusive na rua, pessoas falando: “Quero ver se você vai cuidar de mim quando eu envelhecer.” Isto porque estamos há muito imersos em uma cultura em que velhice é sinônimo de decrepitude. Mas a decrepitude só surge se deixarmos que ela floresça.

Se o ser humano realmente se amar e valorizar a vida como deve ser, ele pode evitar todos esses clichês e estereótipos que envolvem a terceira idade. Acho que já passamos do tempo de acreditar que a velhice é um inevitável período de dependência excessiva, da incapacidade de exercer até mesmo as tarefas mais simples do cotidiano.

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July 23, 2017 at 11:44 pm

O médico que não prescrevia remédios

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Ele me ajudou com a minha rinite alérgica sugerindo mudança nos hábitos alimentares

Na minha infância, me consultei com um otorrinolaringologista que não acreditava muito na indústria farmacêutica. Todo o trabalho dele era voltado para a nutrição. As pessoas o achavam esquisito porque em vez da sua clínica ser um ambiente branco, como a maioria das clínicas, era colorida. E havia plantas por todos os lados.

Na porta do seu consultório tinha uma frase de Hipócrates: “Que o seu alimento seja o seu remédio, e que o seu remédio seja o seu alimento.” Me recordo que muita gente falava mal dele. Eu era criança, então não entendia o motivo disso, mas o achava incrível.

Soube que ele teve bastante contato com a medicina oriental e estudava mais sobre a medicina antiga do que a contemporânea. Ele nem mesmo usava roupa branca. O chamavam de louco, charlatão, mas foi ele que me ensinou a lidar com a minha rinite alérgica quando eu era criança, depois de passar por cinco médicos da área.

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Written by David Arioch

July 23, 2017 at 9:11 pm

“Recebemos uma comida tóxica e deficiente em nutrientes”

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“Quando o solo é deficiente, as plantas também são deficientes e fracas”

O tão falado fertilizante é feito de três principais minerais – nitrogênio, fósforo e potássio. Isso é bom. Mas o problema é que o solo necessita de aproximadamente 52 minerais diferentes. Então onde está o cálcio, o magnésio, o manganês, o zinco, o ferro e todas as outras coisas que não mencionei? Estão faltando. Quando o solo é deficiente, as plantas também são deficientes e fracas, e elas perdem os seus defensivos. E as pragas surgem e as atacam.

Charlotte Gerson: “Quando o solo é deficiente, as plantas também são deficientes e fracas”E o fungo e outras doenças surgem e as atacam também. Então os agricultores vão chorando até as companhias químicas e dizem: “Nossas plantas estão morrendo, e elas não crescem e temos pragas.” E claro que as companhias químicas ficam incrivelmente felizes em vender pesticidas, fungicidas e estimulantes químicos de crescimento para eles, além de outras coisas.Então o que estamos recebendo quando comemos? Recebemos uma comida tóxica e deficiente em nutrientes, porque com todos esses pesticidas e químicos, a comida não é verdadeiramente saudável. Ela é deficiente. Então, nos alimentando dessa forma, não podemos evitar que sejamos deficientes em nutrientes.

Charlotte Gerson, de 95 anos, em “Food Matters”, de 2008. Ela é defensora da alimentação orgânica e fundadora do Gerson Institute, fundado em San Diego, na Califórnia, instituição que aplica a Terapia de Gerson, um tratamento de combate ao câncer baseado em uma dieta orgânica e vegetariana.

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Written by David Arioch

July 23, 2017 at 9:00 pm

106 mil pessoas morrem anualmente em decorrência dos efeitos colaterais dos remédios nos EUA

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Food Matters é um documentário que discute a importância da boa alimentação

O The Journal of the American Medical Association publicou dados que indicam que aproximadamente 106 mil pessoas morrem anualmente nos Estados Unidos em decorrência do consumo de drogas farmacêuticas. São drogas que são prescritas por médicos, não são resultados de erros médicos. E esses efeitos colaterais são normalmente esperados, e essas pessoas tomam esses medicamentos exatamente como indicado. Não são casos de overdose ou engano.

Então, se 106 mil pessoas morrem em decorrência de esperados efeitos colaterais dessas drogas apenas nos Estados Unidos, e apenas em um ano, em 23 anos isso representaria uma quantidade enorme de pessoas mortas. Estamos falando de milhões [2.438 milhões] de pessoas mortas por causa de drogas farmacêuticas. E em 23 anos, alegadamente, apenas dez pessoas morreram em consequência do consumo de suplementos de vitaminas. Claramente, temos problemas muito mais sérios em relação à prescrição nutricional. Como Roger Williams disse uma vez, o inventor do ácido pantotênico, em caso de dúvida, use a nutrição primeiro, não remédios.

A indústria farmacêutica está nesse negócio não para fazer drogas farmacêuticas; está nesse negócio para fazer dinheiro. O que acho totalmente razoável, já que há grandes corporações internacionais, e elas têm um dever com seus acionistas; e isso é o que corporações fazem, elas fazem dinheiro. Vivemos em uma sociedade capitalista e não acho que isso seja ruim. Acho que o capitalismo tem grandes vantagens, e acho que é preciso ponderar sobre os dois lados. O problema é a forma como a indústria farmacêutica é regulada. Por um lado, acredito que temos bons reguladores, mas por outro lado péssimos reguladores.

A indústria farmacêutica paga aos reguladores que deveriam inspecionar as drogas, paga os pesquisadores acadêmicos que deveriam realizar pesquisas com essas drogas, e frequentemente remunera os profissionais que vão realizar testes com essas drogas. Eles também colocam publicidade nos jornais de medicina, e muitos dos jornais de medicina recebem dinheiro da indústria farmacêutica.

Se checarmos a literatura médica dos últimos 65, 75 anos, há milhares de provas de que grandes quantidades de bons nutrientes curam doenças. Você não tem como ter acesso a muitos desses artigos, porque eles dizem que a United States Library of Medicine se recusa a indexá-los. Isso não é interessante? Então isso significa que há jornais lá fora que estão em uma espécie de lista negra por dizerem a verdade.

Tudo que foi publicado no Jornal de Medicina Ortomolecular, do qual sou editor-assistente, ao longo de 41 anos, e isso significa centenas de artigos, nada disso foi indexado pela United States Library of Medicine, que se autointitula a maior biblioteca de medicina da Terra. Então, o que parece puramente científico e acadêmico, como jornais, publicações, e toda essa edificação da ciência, atualmente foi transformado em uma extensão do departamento de marketing da indústria farmacêutica.

Depoimentos

Dan Rogers, médico especialista em medicina integrativa.

Ian Brighthope, professor de medicina nutricional.

Phillip Day, jornalista investigativo.

Jerome Burne, jornalista com especialização em saúde e medicina.

Andrew W. Saul, doutor em nutrição terapêutica e editor-assistente do Jornal de Medicina Ortomolecular dos Estados Unidos.

Fonte: Food Matters, de James Colquhoun e Carlo Ledesma, lançado em 2008.

 

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Written by David Arioch

July 23, 2017 at 8:57 pm

Não trate seu corpo como um cesto de lixo

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Foto: Fred Meyer

Há tantas pessoas que confiam tanto na indústria alimentícia que a vida toda consomem muitos ingredientes que não sabem o que são e quais efeitos têm sobre o organismo. Tratar nosso corpo dessa forma é como tratá-lo como um cesto de lixo; deixando-o à mercê da nossa própria displicência. Ao fazer isso de forma inconsequente, além do mal inconsciente que causamos, seguimos por um caminho em que talvez um dia já não tenhamos controle do nosso corpo, de nós mesmos. E se isso acontecer, a única coisa que poderemos fazer é amaldiçoar “a nossa própria sorte”.





Written by David Arioch

May 25, 2017 at 12:09 pm

Quantas vezes comi no McDonald’s na minha vida?

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Consigo contar nos dedos das duas mãos quantas vezes entrei em algum estabelecimento das grandes redes de fast food (Foto: Reprodução)

Quantas vezes comi no McDonald’s na minha vida? Nenhuma. Consigo contar nos dedos das duas mãos quantas vezes entrei em algum estabelecimento das grandes redes de fast food. Claro que isso é algo pessoal, mas me recordo que quando eu era bem mais jovem sempre encontrava pessoas tentando fazer com que eu me sentisse alienado por isso.





Written by David Arioch

May 21, 2017 at 4:30 pm