David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Alimentação’ tag

Por que é importante que veganos sejam saudáveis

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Quando uma pessoa é vegana e não se importa em ser saudável, assim que ela for diagnosticada com algum problema de saúde as pessoas dirão que isso aconteceu porque ela é vegana. Não sou a favor de radicalismos na alimentação, nunca fui, mas sou totalmente a favor das pessoas se cuidarem. Afinal, se um vegano estiver doente, como ele terá condições de lutar por algo?

Um dos meus objetivos é exatamente esse. Mostrar que não existe nada de errado em ser vegano, muito pelo contrário, e que isso só traz coisas boas para a nossa vida e para a vida de outros seres vivos. Com saúde, tenho muito mais condições de fazer algo pelos outros. Gosto da ideia de que a minha aparência seja um reflexo saudável daquilo em que acredito. Sou da opinião de que não posso contribuir com o meu definhamento precoce, porque isso significaria me distanciar de lutar por tudo aquilo em que acredito.





Written by David Arioch

October 12th, 2017 at 11:46 pm

“Não rola ser vegano. Você deve ter tempo de sobra pra cozinhar essas coisas”

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Vegetais, legumes e frutas são obviamente mais baratos do que carne

— Não rola ser vegano. Você deve ter tempo de sobra pra cozinhar essas coisas.

— Cozinho mais no domingo. As receitas que publico normalmente são feitas no final de semana. Caso eu tenha pouco tempo no sábado ou no domingo, acordo mais cedo ou então cozinho à noite quando chego em casa.

— Ah, deve ser caro fazer esses hambúrgueres vegetais e esses bolinhos.

— Não é. Uso mais feijões e ervilhas frescas como fonte de proteína para esses hambúrgueres. Pago menos de R$ 5 no quilo do feijão e R$ 6 no quilo de ervilhas frescas. Os demais ingredientes, os temperos, por exemplo, dá pra plantar inclusive em casa, até mesmo dentro de garrafas ou vasos, caso não tenha espaço. E sobre os bolinhos, o que mais uso é aveia, cacau em pó e pasta de amendoim integral. É possível encontrar aveia por R$ 5 o quilo, cacau em pó por menos de R$ 2 cada 100 gramas. A pasta de amendoim pode ser feita em casa (sai em torno de R$ 8 o quilo) ou caso não tenha como fazer, é possível encontrar o quilo por menos de R$ 15, e dura um bom tempo.

— Vegetais, frutas e legumes não são tão baratos.

— São bem mais baratos do que carne, e obviamente mais saudáveis, pode ter certeza. Além disso, você pode procurar por promoções. Entre em contato com pessoas da sua cidade que já se alimentam dessa forma e peça dicas. Pessoas dispostas a ajudar não faltam.

— Tofu é muito caro.

— Faça em casa que sai barato. É possível fazer um quilo de tofu com menos de R$ 10.

— Leite vegetal é caro.

— Leite vegetal é mais barato que leite de vaca. Experimente fazer em um final de semana.

— Ah, mas não tenho tempo pra me exercitar, ir pra academia.

— Durante mais de três anos, acordei às 5h para ir à academia. Depois não pude mais ir de manhã e mudei para o horário da noite. O dia tem 24 horas, você não tem uma hora ou 30 minutos para se exercitar diariamente?

— Não tenho grana pra comprar suplemento proteico vegano. É muito caro.

— Suplemento proteico só é necessário em casos específicos, quando uma pessoa não supre as necessidades diárias a partir da alimentação. Em qualquer outro caso, é desnecessário. Além disso, existe proteína vegana bulk, a granel, que é mais acessível. Vamos parar de arrumar desculpas.

 





Written by David Arioch

October 5th, 2017 at 8:20 pm

Uma breve reflexão sobre a alimentação

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Arte: Etsy

Essa é minha opinião, e cada um pode ter a sua. Quando alguém reproduz o discurso de um profissional em relação à alimentação (e aqui falo de um discurso reproduzido exaustivamente), a primeira coisa que gosto de saber é se a pessoa vive na prática o que diz. Se ela não vive, não consigo evitar de ficar desconfiado. Vejo pessoas reproduzindo discursos de profissionais (ou não – e alguns deles inclusive são vistos como “gurus”), demonizando muitos alimentos, e logo penso: “Se isso é verdade, e essa pessoa se alimenta tão perfeitamente bem, como defende em seu discurso, por que ela não aparenta ser realmente saudável?”





Written by David Arioch

September 12th, 2017 at 1:59 am

Posted in Reflexões

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O veganismo não reconhece nada de origem animal como alimento

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Arte: Vegan Future Now

O veganismo não reconhece nada de origem animal como alimento. Achar um absurdo, ou aceitar ou não, não muda o fato de que o veganismo desde sempre preconizou isso. Ademais, ninguém é obrigado a ser vegano. É uma questão de consciência. Se tiver dúvidas, sugiro que se aprofunde na literatura vegana, ou no mínimo respeite isso.





Written by David Arioch

August 29th, 2017 at 1:26 am

Laticínios, coca-cola e o poder da indústria

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A indústria conseguiu transformar tanto o leite quanto a coca-cola em uma suposta “necessidade”

Você percebe como a indústria tem poder sobre as definições dietéticas de uma sociedade quando encontra mais recomendações ao consumo de leite do que de água. Isso me fez lembrar de um episódio em que perguntei a uma mulher porque ela quase não consumia água, e ela me disse que não precisava porque a água que ela bebia já fazia parte da composição da coca-cola. Sabe como se chama isso? Uma propaganda bem-sucedida capaz de desencadear uma dependência. Imagino como os executivos da Coca-Cola não ficariam extasiados ao ouvirem alguém dizer isso.

Uma coisa que pouca gente se dá conta, quero dizer a não ser que você seja vegetariano, vegano ou tenha sido diagnosticado como intolerante à lactose, é que laticínios estão muito além de produtos óbvios como leite, iogurte, bolos, chocolates e outros doces. Se você começar a ler os rótulos dos produtos nos mercados, você vai se surpreender com a quantidade de produtos que você consome que contêm laticínios. Muitas vezes, até quem diz que não consome leite ou não gosta de leite está consumindo laticínios sem se dar conta. Faça esse teste. Quando for ao mercado, leia os rótulos de tudo que você compra. Leite está muito além do que você pensa.

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Written by David Arioch

August 19th, 2017 at 12:33 am

Seres humanos não precisam de leite de outros animais

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Seres humanos não dependem do leite de outros animais para sobreviver

Leite é um alimento produzido por mamíferos para alimentar seus bebês. Realmente seres humanos dependem do leite, mas somente até o momento em que seu sistema digestivo se adapte a uma alimentação sólida. Nesse período, não é necessário mais do que o leite materno. Depois que passam a se alimentar de sólidos, os animais não têm necessidade de consumir leite. Porém, como esse consumo há muito tempo se tornou um hábito, e muitas vezes mais associado ao paladar do que à saúde, muitas pessoas não veem motivo para parar.

Quando você não consome leite, muitas pessoas estranham e perguntam quais são suas fontes de cálcio, vitamina D, riboflavina e outros nutrientes. Isso é um problema cultural, porque vivemos imersos em uma realidade onde o consumo de laticínios foi tão bem divulgado como essencial pela indústria que é difícil para tanta gente assimilar o fato de que não precisamos de leite para obter esses nutrientes.

Saiba que há muitas opções mais saudáveis para se obter o cálcio, por exemplo. Entre elas estão aveia, feijão-branco, brócolis, laranja, couve, gergelim, linhaça, lentilha, agrião, espinafre, batata-doce, amêndoas, alface, agrião, salsa, beterraba e mamão, além de outras frutas, oleaginosas, sementes e grãos.

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Written by David Arioch

August 19th, 2017 at 12:25 am

Muitos dizem que a vida é pra curtir…

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Fonte da arte: Grupo Escolar

Alimentação também é uma forma de condicionamento social. É uma pena que muita gente ignore a influência ou o peso que isso tem em sua vida e na vida daqueles que afeta ou sobre quem exerce influência.

Muitos dizem que a vida é para curtir, que não importam os excessos na alimentação, ou até mesmo os vícios (como se isso fosse sinônimo de curtir). Mas é uma opinião que sempre muda quando uma pessoa contrai uma doença grave. Acredite, essa opinião de hoje pode mudar amanhã, e talvez seja tarde demais.

Se você não cuidar de você mesmo, dificilmente os outros poderão fazer melhor por você depois. Ninguém está imune a uma doença, mas não vejo motivo para aproximá-la. Também não digo para ninguém levar uma vida franciscana, porém acredito que a ponderação é uma via salutar.

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Written by David Arioch

August 19th, 2017 at 12:21 am

“Fat, Sick & Nearly Dead”, um documentário em que vidas são transformadas pela alimentação vegetariana

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Documentário mostra homens perdendo dezenas de quilos se alimentando de frutas e vegetais (Arte: Reprodução)

Se você tem dificuldade de perder peso ou algum problema sério de saúde, recomendo que assista “Fat, Sick & Nearly Dead”, do australiano Joe Cross, na Netflix. O documentário conta a história de homens obesos que perderam dezenas de quilos simplesmente fazendo refeições líquidas à base de vegetais e frutas. São transformações incríveis e acompanhadas por profissionais da área de saúde. Eles conseguiram se livrar não apenas de graves doenças, mas também de todos os medicamentos que consumiram por anos e anos. Vale a pena. É uma baita lição.





Written by David Arioch

July 30th, 2017 at 8:13 pm

Um médico demonizar a alimentação vegetariana é um atestado de pedantismo e desinformação

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Um médico para falar mal da nutrição vegetariana deve pelo menos estudar a respeito

Um médico demonizar a alimentação vegetariana, alegando que não podemos ser saudáveis sem o consumo de proteína animal, é um atestado de pedantismo e desinformação. Ademais, um médico para falar mal da nutrição vegetariana deve pelo menos estudar a respeito. Mas a verdade é que se ele estudasse, provavelmente não falaria mal.

Vegetarianos existem desde sempre, e vão continuar nascendo, se desenvolvendo, criando filhos, etc. Se a alimentação sem ingredientes de origem animal não fosse boa, teríamos notícias frequentes de morte de vegetarianos e veganos, mas sabemos que não é bem isso o que acontece. Basta comparar quantas pessoas morrem em decorrência de doenças relacionadas ao consumo de proteína animal e quantas morrem em decorrência de doenças relacionadas ao consumo de proteína vegetal. A lógica é simples.

 

 

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Written by David Arioch

July 28th, 2017 at 8:47 pm

Algumas verdades sobre o óleo de peixe e a indústria do ômega-3

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Segundo especialistas, suplementação de ômega-3 a partir do óleo de peixe não faz a menor diferença para a saúde

Muitas dessas dietas de modinha se tornam uma indústria. Há muito dinheiro a se ganhar fazendo produtos que atendam a essas dietas. Estou convencida de que é o caso do ômega-3. Bem, é o seguinte: há dois ácidos graxos essenciais – ômega-3 e ômega-6. Todo o resto, seu corpo sintetiza. Os meios essenciais devem vir da comida. Então encontramos ácidos graxos ômega-3 em peixes, nozes, sementes de linhaça alguns tipos de soja; e encontramos ácidos graxos ômega-6 em animais da terra, frango, porco, carne vermelha e em óleos vegetais poli-insaturados.

Você pode ver qual é o nosso problema. Comemos muitos ácidos graxos ômega-6. Na verdade, a proporção de ácidos graxos ômega-3 e 6 eram entre um para um e um para quatro. Sabe qual é hoje? Entre 1 para 25 e 1 para 30. Isso levou as pessoas a dizerem: “Minha nossa! Isso está muito errado! O ômega-6 está aqui em cima e o ômega-3 lá embaixo. Talvez devêssemos tomar cápsulas de ômega-3 de óleo de peixe e encorajar o consumo de peixe. Assim voltaremos àquela proporção a que estávamos acostumados enquanto população. Bem, não há provas de que isso funcione. Neste trecho em específico se fala do ômega-3 proveniente do óleo de peixe, mas no geral se defende diminuir a ingestão do ômega-6 em vez de suplementar ômega-3. É porque pelo menos nos Estados Unidos o ômega-3 se tornou praticamente sinônimo de óleo de peixe. Na verdade, em qualquer lugar, pouco se fala de ômega-3 de outra origem.

Na verdade, uma grande metanálise que verificou 89 estudos mostrou que não faz a menor diferença para a saúde. Mas, além disso, não seria melhor reduzir a quantidade de ômega-6 da dieta? Pare de comer todos esses animais e pare de consumir tanto óleo que a proporção voltará ao normal. Não vamos complementar com ômega-3. Vamos abaixar o ômega-6 e terminaremos onde precisamos estar. Não há dinheiro envolvido na redução do consumo de ômega-6. Mas há muito dinheiro nas vendas de cápsulas de ômega-3 para as pessoas, e para fazê-las comerem peixe.

Temos boas evidências agora de que quanto maior o consumo de ômega-3, maior o risco de diabetes do tipo 2. Há provas de que o índice de câncer aumenta também [além disso, há o fato de muitas espécies de peixe estarem contaminadas com mercúrio]. O ômega-3 faz exatamente o oposto do que as pessoas acham.

Antes havia dados sugerindo que poderia ser benéfico, mas agora a preponderância de provas é de que óleo de peixe é inútil. Há uma indústria bilionária que basicamente vende às pessoas óleo de peixe e lucra com isso.

Pamela Popper, doutora em nutrição e fundadora do Fórum Wellness.

T. Colin Campbell, bioquímico e doutor em nutrição que estudou as implicações do consumo de alimentos de origem animal por 20 anos. Em 2005, o seu trabalho foi transformado no livro “The China Study”.

Michael Greger, médico especialista em nutrição e fundador da NutritionFacts.org

Excertos de depoimentos do documentário “Food Choices”, de Michal Siewierski.

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