David Arioch – Jornalismo Cultural

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O confinamento de animais e o surgimento de doenças

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São doenças que só existem porque há um mercado consumidor de produtos de origem animal

Botulismo, enterotoxemia, dermatomicose, laminite, intoxicação por ureia, timpanismo, cisticercose, dermatite, pododermatite, clostridiose, acidose (aumento do ácido lático no rûmen), pneumonia, poliencefalomalácia, peste suína, doença de Aujesky, rinite atrófica, brucelose, doença de Glässer, doença do edema, enteropatia proliferativa, doença de Newcastle, salmonela, laringotraqueíte infecciosa, coriza infecciosa, bronquite infecciosa e gripe aviária, entre outras doenças respiratórias e metabólicas/digestivas.

Você sabe o que essas doenças têm em comum? Surgiram e aumentaram na modernidade, quando começamos a confinar animais para atender a alta demanda do consumo de carne, ovos e laticínios. Ou seja, são doenças que só existem porque há um mercado consumidor de produtos de origem animal que obriga os animais a viverem em situação de vulnerabilidade e alta exposição ao surgimento de doenças.

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Animais são feridos na extração de lã

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Não há nada de mais em usar roupas de lã, não é mesmo?

Não há nada de mais em usar roupas de lã, não é mesmo? Afinal, o que pode acontecer, já que os animais são simplesmente tosados. Pois é, acontece que no processo de extração de pele muitos animais são feridos. A compra de produtos de lã é o que estimula a privação e sofrimento desses animais no processo de extração de pele.

Além disso, há muitos casos em que depois de terem a pele completamente removida, eles são vendidos para os matadouros, dependendo do valor agregado à carne. Ou seja, um comércio incentiva o outro, e a vida desses animais chega ao fim por causa de uma porção de lã e carne.

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Written by David Arioch

August 12, 2017 at 8:51 pm

Se você fuma, repense sua escolha, porque isso também causa um grande mal aos outros animais

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Animais usados nos testes de toxicidade dos cigarros

Se você fuma, repense sua escolha, porque isso também causa um grande mal aos outros animais, e não apenas a você. Em testes de toxicidade, as vítimas são obrigadas a inalar fumaça por até seis horas consecutivas e diariamente ao longo de três anos.

Como muitos animais tentam fugir desse tipo de prática, os ratos, por exemplo, são confinados em pequenos tubos e latas por onde a fumaça é bombeada. Durante muito tempo, animais como cachorros e macacos tiveram seus pescoços perfurados para que um tubo fosse penetrado e a fumaça forçada diretamente até seus pulmões.

Outra prática comum dos laboratórios que realizam testes em animais para a indútria do tabaco é a aplicação de alcatrão na pele nua dos camundongos, assim provocando pequenos tumores. Até mesmo macacas grávidas já passaram por testes de toxicidade de cigarros.

Nesses casos, um fluxo contínuo de nicotina foi mantido nos últimos quatro meses de gravidez para “estudar” que tipo de efeito a substância tem sobre seus bebês. Ao final dessas experiências, os filhotes eram mortos e dissecados para determinar os efeitos da exposição à nicotina.

Referência

Smoking Experiments on Animals

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Para ser vegano, não é preciso amar os animais, basta respeitá-los

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Arte: Alok Appadurai

Um amigo — Cara, eu até acho legal quem é vegano, mas a verdade é que não amo animais. Para ser honesto, nem gosto muito de animais. O negócio é eles lá e eu aqui. Como isso poderia funcionar? Não vejo como.

Eu — Não há problema nenhum nisso. Você não precisa gostar de animais, tutelar animais, resgatar animais ou algo do tipo. Basicamente, você não precisa querer conviver com animais. Claro, muitos veganos fazem isso, mas não é uma regra ou algo do tipo. Para ser vegano, você precisa apenas ter a consciência de que os animais não humanos merecem viver, não morrer.

Para ser mais preciso, não merecem ser explorados. Então o seu papel como vegano seria esse, se empenhar em não contribuir com a exploração animal.  A questão é você entender, reconhecer isso e colocar em prática. O amor pelos animais realmente é uma coisa nobre e bonita, mas a consciência sobre justiça nesse contexto é imprescindível, logo mais importante. Isto porque ela tem forte apelo junto ao discernimento moral e ético em uma sociedade construída sobre valores equivocados que levaram ao antropocentrismo e consequentemente ao especismo.

Independente de alguém se reconhecer ou não como superior a outras formas de vida, o que é preciso entender em relação a isso é que não interessa qual animal é mais inteligente, qual é mais amável ou qual é mais sensível. O entendimento que se deve ter é de que o direito à vida deve ser assegurado e que não cabe a nós decidirmos quais animais devem viver ou morrer levando em conta nossas pretensas necessidades ou preferências. Eles são conscientes, sencientes e merecem viver à sua maneira.

Nossa interferência deve ocorrer apenas quando eles precisam de nós, sem subjugação. Se esforçar para não impactar negativamente na vida dos animais é uma forma de aperfeiçoamento civilizatório, porque se você é capaz de respeitar honestamente a vida de um animal que não é capaz de falar, isso te conduz a respeitar mais a vida em geral. Gostar ou amar animais é uma questão de pessoalidade. Você pode desenvolver isso ou não, e sem que isso prejudique ninguém. Por outro lado, é a falta de entendimento de que os seres vivos não existem para nos servir que tem perpetuado práticas desnecessárias que anualmente custam a vida de bilhões de animais.

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Written by David Arioch

August 10, 2017 at 8:11 pm

Será que os animais que matamos são capazes de nos ver como demônios?

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Um dos muitos animais subjugados pela crueldade humana

Será que os animais que matamos são capazes de nos ver como demônios no instante final? Não sei, porque até nisso existe uma certa nobreza por parte dos animais não humanos mais comumente explorados.
Nobreza? E qual seria a nobreza? O fato de que é possível que os animais reduzidos a alimentos e produtos nem saibam o que são demônios.

Não duvido que sejamos os únicos seres vivos capazes de ver, idealizar ou conceituar demônios. Os outros não são como nós, e principalmente aqueles que morrem subjugados pela malícia e pelo desconhecimento da própria força aliada à inocência, talvez morram nos observando e quem sabe apenas se perguntando:

“Por que não posso viver? Por que terminei assim?” Ou não. Quem sabe, desvanecem simplesmente sem saber quem são e quem somos. Morrem confusos, como é natural da vida curta que finda.

 

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Written by David Arioch

August 9, 2017 at 9:00 pm

Sobre a realidade dos animais usados como cobaias

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” Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada”

Há experiências com animais que fazem parte da categoria comportamento e aprendizado. Nesse caso, animais usados como cobaias são submetidos a isolamento social, alimentar, desidratação severa e privação de sono que podem durar dias, semanas, meses ou anos. As pesquisas com animais que visam avaliar o comportamento e o aprendizado não humano normalmente são baseadas na abertura do crânio do animal ainda consciente e na instalação de elétrodos no cérebro.

Nesse ínterim, o cérebro da vítima é manipulado como um brinquedo. Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada; e ele é obrigado a encontrar alguma saída em um labirinto, por exemplo, mesmo incapaz de reagir naturalmente. Também é mantido sobre plataformas por dias, mas como sempre há água embaixo, o animal evita dormir com medo de cair e morrer afogado. Somente depois de muitos episódios de vivissecção que culminam em traumas extremos, ele entra em estado vegetativo. Como já não responde satisfatoriamente aos estudos, é descartado como lixo.

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Documentário denuncia as mazelas da indústria de ração animal

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Documentário está disponível na Netflix

Caso queiram conhecer as mazelas do mercado mundial de ração animal, dominado por cinco grandes conglomerados: Mars, Nestlé, Procter & Gamble, Hills e Big Heart Pet Brands, recomendo que assistam “Pet Fooled”, de Kohl Harrington, disponível na Netfix. O documentário lançado em 2016 mostra como esse mercado funciona sob conveniência e pode não estar tão preocupado com o bem-estar animal.

 

 





Written by David Arioch

August 4, 2017 at 1:47 pm

250 mil animais foram assassinados no Festival Gadhimai em 2014

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Foto: Humane Society International

Em 2014, 250 mil animais foram assassinados ao longo dos dois dias de duração do Festival Gadhimai em Bariyarpur, no Nepal, de acordo com o jornal britânico Daily Mail e a Humane Society International. Muitas mortes foram inclusive provocadas por hindus de etnia madeshi. Felizmente, o festival foi proibido no país em 2015, embora isso não impeça que o sacrifício de animais seja realizado fora do festival. Não sou supersticioso, mas o Nepal é um dos países da Ásia mais atingidos por terremotos e outros tipos de tragédias de proporções inimagináveis? Difícil aspirar a paz quando semeamos tantas mortes, e acredito que isso vale para todos os tipos de morte de animais relacionadas a algum tipo de exploração.

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Written by David Arioch

August 3, 2017 at 4:51 pm

Mesmo que não existisse aquecimento global, que direito teríamos de destruir outras espécies e o seu habitat?

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Explorar, destruir e matar simplesmente para o nosso próprio benefício. Onde existe coerência nisso? (Imagem: Nasa)

Uma pessoa pode não acreditar em aquecimento global, mas está aí um fato interessante divulgado pela FAO e pela One Green Planet, e jamais contestado por qualquer órgão ou pela indústria alimentícia – 70% das plantações do mundo são destinadas para alimentar animais de criação que serão comidos por seres humanos. Não pense em aquecimento global, mas somente no absurdo da situação. Isso deveria ser aceitável?

Mesmo que não existisse aquecimento global, que direito teríamos de destruir outras espécies e o seu habitat? Vamos supor que nossa interferência no meio ambiente não resultasse em grande impacto para a vida humana, ainda assim isso seria justo? Explorar, destruir e matar simplesmente para o nosso próprio benefício. Onde existe coerência nisso?

Os outros animais também têm o direito de viver. Falar das consequências para a humanidade é sempre uma forma de apelar ao que nos toca, nos atinge, mas não deveria ser assim, porque isso sempre nos coloca em uma posição de protagonismo. As pessoas deveriam entender que outras vidas e outros espaços existem, e que deveriam ser intocados independente de qualquer coisa, e não simplesmente porque isso também nos afeta.

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Written by David Arioch

July 28, 2017 at 8:51 pm

Um mundo com sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente 70 bilhões de animais para consumo

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Assim como nós, outros animais também têm direito à vida (Foto: Jo-Anne McArthur)

Um mundo com sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente 70 bilhões de animais para consumo. Isso é sinistro tratando-se de exploração animal. E há pessoas que dizem que vegetarianos e veganos comem a comida que deveria ser destinada aos animais. Usemos um pouco a lógica. Levando em conta esses dados da FAO e da WAP, está bem claro que mesmo que o mundo todo fosse vegano não teríamos a menor condição de chegar nem perto da quantidade de alimentos consumidos pelos animais. Basta pensarmos na mera proporcionalidade. E não estou falando de impacto ambiental nem de sustentabilidade, mas sim de uma simples obviedade, que embora real nos pareça kafkiano.

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Written by David Arioch

July 19, 2017 at 1:44 am