David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Consumo’ tag

Uma breve reflexão de Natal

without comments

Te convido a refletir sobre o consumo de alimentos de origem animal no Natal.

 





Sobre o consumo de produtos de origem animal

without comments

Uma das fotos que prova porque o consumo de produtos de origem animal não vale a pena

— Me diga algumas palavras que remetem ao consumo de produtos de origem animal e outras que remetem à recusa a esse consumo.

— Ao consumo, bom, eu poderia dizer apenas antropocentrismo e especismo, mas quando se trata de tal hábito penso em condicionamento, propaganda, comodismo, paladar, desinformação, negação e conformismo. Podem parecer palavras duras, mas essas citações são justificáveis e passíveis de fácil argumentação. Já a recusa a esse consumo, associo positivamente à moral, ética, justiça, empatia, compaixão, consciência, responsabilidade, meio ambiente e saúde.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

August 20th, 2017 at 11:25 pm

Um mundo com mais de sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente mais de 70 bilhões de animais para consumo

without comments

Assim como nós, outros animais também têm direito à vida (Foto: Jo-Anne McArthur)

Um mundo com mais de sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente mais de 70 bilhões de animais para consumo. Isso é sinistro tratando-se de exploração animal. E há pessoas que dizem que vegetarianos e veganos comem a comida que deveria ser destinada aos animais. Usemos um pouco a lógica. Levando em conta esses dados da FAO e da WAP, está bem claro que mesmo que o mundo todo fosse vegano não teríamos a menor condição de chegar nem perto da quantidade de alimentos consumidos pelos animais. Basta pensarmos na mera proporcionalidade. E não estou falando de impacto ambiental nem de sustentabilidade, mas sim de uma simples obviedade, que embora real nos pareça kafkiano.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

July 19th, 2017 at 1:44 am

Platão e a crítica ao consumo de carne

without comments

O filósofo grego qualificava a carne como um luxo capaz de levar os seres humanos à decadência

Como Sócrates, Platão idealizava uma cidade onde as pessoas não se alimentassem da matança de animais (Arte: Reprodução)

Não é possível afirmar que o filósofo grego Platão tenha sido vegetariano ou mesmo protovegetariano, já que não há registros fidedignos de seus hábitos alimentares. Porém, em sua obra “A República”, escrita no século 4 a.C., há indícios de que o discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles reconhecia a importância de um estilo de vida natural. A exemplo de Sócrates, Platão idealizava uma cidade onde as pessoas não se alimentassem da matança de animais, o que alguns pesquisadores interpretaram mais tarde como uma reação ao fato de que à época o consumo de carne já estava muito vinculado ao status dos cidadãos.

Embora também dissesse que tudo existia para o benefício humano, o filósofo grego que era adepto da frugalidade via a abstenção do consumo de carne como um caminho contrário aos excessos e à guerra. De acordo com o pesquisador Nathan Morgan, autor de “The Hidden History of Greco-Roman Vegetarianism”, Platão qualificava a carne como um luxo capaz de levar os seres humanos à decadência. “Ele foi influenciado por conceitos pitagorianos, mas não foi tão longe quanto Pitágoras. Não é clara a forma como ele se alimentava”, pondera Morgan.

Por outro lado, aquele que é considerado por muitos como pioneiro da filosofia ocidental enfatizava a importância da razão, mesmo que isso significasse sacrificar a sensação ou a percepção. Por isso, há quem diga que Platão pode ter contribuído negativamente para o entendimento que Aristóteles teria mais tarde sobre o valor da vida animal não humana; já que a concepção e o enaltecimento de razão enquanto logos naturalmente excluíam seres não humanos.

Contudo, em “A República”, sua obra mais famosa, e inspirada nos diálogos de Sócrates, Platão escreveu que em uma sociedade ideal as pessoas prepararão farinha de cevada e de frumento, cozinharão esta e amassarão aquela. Colocarão seus estupendos bolos e os seus pães em ramos ou folhas frescas e, deitadas em camas de folhagem, feitas de teixo e de murta. “Regalar-se-ão com seus filhos, bebendo vinho, com a cabeça coroada de flores, e cantando louvores aos deuses; passarão assim agradavelmente a vida juntos e regularão o número de filhos pelos seus recursos, para evitar os incômodos da pobreza e os temores da guerra”, registrou na página 76 de “A República”.

E continuou – citando um diálogo de Sócrates com Glauco: “Eles terão sal, azeitonas, queijo, cebolas e esses legumes cozidos que se costumam preparar no campo. Como sobremesa, terão figos, ervilhas e favas; assarão na brasa bagas de murta e bolotas, que comerão, bebendo moderadamente. Assim, passando a vida em paz e com saúde, morrerão velhos, como é natural, e legarão aos filhos uma vida semelhante a deles.”

Na obra, Platão deixa subentendido que um estilo de vida baseado em excessos mina a justiça e potencializa a injustiça. Valendo-se do discurso de Sócrates, ele discorre que a verdadeira cidade deve ser sã – moderada e voltada para a simplicidade. Não pode ser tomada pelo arrebatamento da excitação, do consumo desenfreado. “Parece que muitos não se satisfarão com esse padrão de vida simples e com esse regime: terão leitos, mesas, móveis de toda a espécie, pratos requintados, essências aromáticas, perfumes para queimar, cortesãs, variadas iguanas, e tudo isto em grande quantidade. Portanto, já não podemos considerar apenas necessárias as coisas a que nos referimos no começo: moradias, vestuários e calçados; teremos de levar em conta a pintura e a arte de bordar, procurar ouro, marfim e materiais preciosos de todas as qualidades. Não é isso?”, questiona.

Fundador da primeira instituição de ensino superior do Ocidente, Platão deixou como legado outras obras que ficaram conhecidas como os “diálogos da maturidade”: Fédon, Fedro, Banquete, Menexêno, Eutidemo e Crátilo. Nascido em Atenas em 427 ou 428 a.C, o filósofo grego faleceu em 347 ou 348 a.C.

“Os homens afirmam que é bom cometer a injustiça e mau sofrê-la, mas que há mais mal em sofrê-la do que bem em cometê-la. Por isso, quando mutuamente a cometem e a sofrem e experimentam as duas situações, os que não podem evitar um nem escolher o outro julgam útil entender-se para não voltarem a cometer nem a sofrer a injustiça. Daí se originaram as leis e as convenções e considerou-se legítimo e justo o que prescrevia a lei. E esta a origem e a essência da justiça: situa-se entre o maior bem — cometer impunemente a injustiça — e o maior mal — sofrê-la quando se é incapaz de vingança”, escreveu Platão nas páginas 55 e 56 de “A República”.

Referências

Platão. A República. Nova Fronteira (2014).

https://ivu.org/history/greece_rome/plato.html

The Hidden History of Greco-Roman Vegetarianism


Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

May 31st, 2017 at 9:28 pm

Taiwan aprova lei que proíbe o consumo de carne de cães e gatos

without comments

Taiwan é o primeiro país da Ásia a proibir o consumo de carne de cães e gatos (Foto: Sputnik News)

Taiwan é o primeiro país asiático a banir completamente o consumo de carne de cães e gatos. A nova legislação aprovada na última terça-feira é resultado de uma série de protestos contra o abusos de animais. Quem for flagrado desrespeitando a lei, terá de pagar uma multa equivalente a quase 25 mil reais.

A legisladora Wang Yu-min chamou a atenção para a importância da decisão, declarando que é uma porta que se abre para leis cada vez mais justas em relação ao bem-estar animal. De acordo com o Daily Mail, Yu-min disse que autoridades taiwanesas já estavam proibindo o consumo de carne de cães e gatos em algumas regiões. No entanto, ainda eram ações pontuais, o que exigiu uma iniciativa nacional.

Outro ponto positivo da nova legislação é que quem for flagrado abusando de cães e gatos pode pegar até dois anos de prisão e ter de pagar uma multa equivalente a mais de 203 mil reais. Criminosos reincidentes podem ter a pena estendida para cinco anos e a multa aumentada para mais de 500 mil reais. A lei também proíbe que animais encoleirados sejam obrigados a correr para acompanhar veículos em movimento.

O projeto de lei foi sugerido após a divulgação de uma série de vídeos de abusos de animais em Taiwan, incluindo um vídeo em que três soldados aparecem batendo em um cão abandonado e o estrangulando até a morte. O crime gerou comoção em Taiwan, onde ativistas dos direitos animais realizaram vários protestos de grande repercussão.

Embora Hong Kong e China também tenham proibido a matança de cães e gatos com a finalidade de coibir o comércio de carne desses animais, as leis são falhas porque não criminalizam o consumo, que é o ponto mais importante da questão.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

April 13th, 2017 at 6:37 pm

Há sempre mais motivos para não comer carne

without comments

Há sempre mais motivos para não comer carne do que para comê-la, e isso por si só já é mais que suficiente. Quem come carne e não abre mão, diz que é importante fonte de proteína, que é gostosa e que faz bem. Ou seja, são argumentos que, independente da veracidade, se voltam para a individualidade.

Já os argumentos para não comer carne hoje em dia são: não temos direito de matar para beneficiar nosso paladar e não precisamos de carne para sobreviver. Há profissionais que também argumentam que o consumo de carne não é saudável nem sustentável.

O consumo de carne é um dos maiores responsáveis pelo aquecimento global e pela destruição do meio ambiente. Quais argumentos se voltam menos para a individualidade e mais para os benefícios coletivos?

Drnovšek: “Comemos carne porque infelizmente fomos criados dessa forma”

without comments

Slovenija,Brdo pri Kranju,26.04.2007,Predsednik drzave je na dvorcu Brdo sprejel ciprskega predsednika Tasosa Papadopulosa.Foto:Matej Druznik/DELO

“Me tornei vegetariano há anos e depois aderi ao veganismo (Foto: Matej Druznik/Delo)

“Comemos carne porque infelizmente fomos criados dessa forma. Mas me tornei vegetariano há anos e depois aderi ao veganismo. Temos grande quantidade de opções, alimentos vegetais bem variados que são o suficiente para nossas necessidades. Dei esse passo seguindo um forte sentimento pessoal. Algumas pessoas acreditam que a alimentação vegana é limitada ou sem graça, e claro que isso não é verdade. Ela pode ser bem diversificada.”

Janez Drnovšek, ex-presidente da Eslovênia em entrevista à Revista Liberation of Animals, edição de janeiro de 2006, editada pela Sociedade pela Libertação e Direitos Animais da Eslovênia. Drnovšek é apontado como o principal responsável pelo progresso da Eslovênia a partir de 1992, após o fim da Iugoslávia.

Graças ao seu trabalho, o país entrou para a lista de nações com maiores índices de desenvolvimento humano do mundo. Além de projetos bem-sucedidos de reconstrução econômica, Janez Drnovšek fundou o Movimento para Justiça e Desenvolvimento Social da Eslovênia. Com uma proposta de fortalecer a consciência humanitária, englobando também a defesa dos direitos animais, ele obteve grande aprovação por parte dos eslovenos.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

December 27th, 2016 at 12:56 pm