David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

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Falando sobre veganismo no programa rural Som Campeiro

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Hoje de manhã, participei do programa rural Som Campeiro, da Rádio Cultura FM 93,7 apresentado por João Marques, e que sempre conta com a participação do comentarista Celso Avelar. João (à direita) é criador de gado e Celso (ao meu lado) trabalhou durante dez anos em frigorífico. Experiência muito legal, de respeito e troca de impressões e ideias.

 

Written by David Arioch

March 17th, 2019 at 6:16 pm

Sobre ser contra o veganismo

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Divulgação do meu livro Vegaromba no site da ANDA

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Oito anos de David Arioch – Jornalismo Cultural

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Desde 2009, produzo e edito de forma independente todo o material do blog

Em menor ou maior proporção, me guiei por um universo realmente diverso

Em março de 2009, completei três anos de exercício profissional como jornalista, depois de trabalhar desde 2006 produzindo principalmente matérias especiais sobre histórias e personagens do Noroeste do Paraná. Afeiçoado a escrever sobre fatos históricos e figuras pitorescas, dentre outros assuntos, decidi modestamente criar um blog para compartilhar o meu trabalho, e sem qualquer pretensão. À época, comecei a transformar em textos algumas entrevistas que não tiveram espaço nos meus tempos de foca na mídia impressa.

Meu primeiro texto, intitulado “De Bamberg a Paranavaí”, conta a história do Frei Bonaventura, um alemão que foi enfermeiro do Exército Alemão na Segunda Guerra Mundial. Ele se tornou padre, perdeu quase toda a família na guerra, e veio ao Brasil trazendo a cunhada e os sobrinhos. Frei Bona, como era mais conhecido, dizia, com um sorriso cândido e olhar profundo “que não errou em escolher um país que tem tudo para estar entre os melhores do mundo.” Ele fundou um seminário que ofereceu boa educação para centenas de crianças e adolescentes ao longo de décadas.

Desde então, publiquei matérias e outros tipos de texto sobre assuntos que me agradavam e me motivavam como jornalista e curioso da oralidade. Ouvir pessoas foi o que mais fiz durante muito tempo, e ainda faço sempre que posso. Transformei relatos, anseios, aspirações, sonhos e ideias em quase 1,2 mil textos publicados.

Alguns trabalhos exigiram semanas de dedicação, enquanto outros, muito, muito menos. Desde o início, sempre trabalhei com seriedade, mas não me preocupava nem pensava em repercussão. Fazia isso apenas pelo prazer de ler o resultado final, e ter a certeza de que a história de algo ou alguém já não seria mais esquecida, mesmo que meu trabalho não fosse mágico como eu gostaria.

Matérias, reportagens, artigos, aforismos, opiniões, reflexões, críticas, contos e crônicas. Em menor ou maior proporção, me guiei por um universo realmente diverso. Publiquei pouco conteúdo factual, do cotidiano, e que no dia seguinte seria visto como matéria antiga ou texto velho. Me distanciando um pouco do jornalismo, passei por alguns ambientes onde a realidade vai à ficção e a ficção à realidade.

Nunca tive hora para produzir, ou melhor, para parar de produzir. Se uma ideia surgia, já anotava em um pedaço de papel ou apenas a memorizava, ansiando por transformá-la em algo, mesmo quando a cidade silenciava. Escrever por satisfação, não por obrigação, tem dessas coisas. Ainda sou assim.

Sempre dei prioridade ao que pode transparecer atemporal, porque acho que isso tem tudo a ver com uma proposta variegada de jornalismo cultural, embora possa ir além. Também divulguei a realidade dos marginalizados, o aspecto íntimo e humano de personagens anônimos, ignorados e relegados ao esquecimento. Algumas publicações cresceram e se tornaram modestos documentários.

Também me lancei como personagem em minhas histórias – crônicas e contos que remetem à minha infância, adolescência e início da fase adulta, principalmente. Ademais, assumi a forma de humanos, animais e até mesmo da chuva caudalosa. Alguns de meus trabalhos geraram bastante controvérsia, consequência natural de um processo.

A verdade é que nunca me dei bem com barreiras. Escrevo sobre aquilo que me agrada, e meu blog deixa isso às claras. O mais importante é eu estar em sintonia com o que estou produzindo. Atualmente escrevo bastante sobre vegetarianismo, veganismo e direitos animais, porque são assuntos que me interessam muito. Também me sinto motivado pelo feedback dos leitores, que normalmente compreendem e respeitam minha produção.

Além disso, estou sempre aberto a críticas e disposto a aceitar sugestões de pauta, desde que estejam dentro do que tenho me proposto a fazer. Depois de oito anos, decidi abrir espaço para que os leitores possam contribuir com o meu trabalho no meu blog independente David Arioch – Jornalismo Cultural.

Por isso, disponibilizei um botão de doação ao final de cada publicação para que os leitores contribuam, se acharem que vale a pena, me incentivando a prosseguir nessa caminhada. Muito obrigado, e que venham mais anos de blogosfera…

Saiba Mais

Atuo profissionalmente como jornalista desde março de 2006.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

March 26th, 2017 at 6:07 pm

Eu e Roberto Persil

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Foto: Centro de Educação Infantil Santa Terezinha do Menino Jesus

Persil e eu no Centro de Educação Infantil Santa Terezinha do Menino Jesus em Paranavaí (Foto: Divulgação)

Me enviaram esta foto ontem. Parece que estou com cara de louco, mas na realidade é só a expressão de quem está admirando as esculturas do amigo Roberto Persil (ao meu lado), um dos maiores nomes das artes plásticas do Paraná. No mesmo dia, ele foi homenageado por crianças de um a cinco anos que fizeram desenhos e pinturas referenciando suas obras. O evento ocorreu no Centro de Educação Infantil Santa Terezinha do Menino Jesus

Written by David Arioch

December 2nd, 2016 at 11:52 pm

Um dos momentos únicos do Femup

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Altair Cirilo, Eder Rodrigues, Gislaine Pinheiro e eu (Acervo: Eder Rodrigues)

18 de novembro – Um dos momentos únicos do Femup, o festival de música, poesia e contos mais antigo do Brasil, que já passou dos 50 anos.

Mais uma vez, tive o privilégio de reencontrar e conhecer artistas de todas as regiões do Brasil.

Na foto, depois de mediar um bate-papo literário com os autores, eu (à direita) com a atriz e declamadora Gislaine Pinheiro e com os escritores Eder Rodrigues e Altair Cirilo. Ou seja, eu e três feras que fazem da cultura uma bandeira de luta.

Pré-lançamento do meu livro “Areia Branca – Histórias de Paranavaí”

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Pré-lançamento começa às 20h na Unidade Central do Sesc de Paranavaí (Imagem: Reprodução)

Hoje, às 20h, começa o pré-lançamento do meu livro “Areia Branca – Histórias de Paranavaí” na Unidade Central do Sesc. Atualmente o livro está em fase de diagramação. Como sou chato e tenho algumas pendências para resolver, vai levar um tempinho ainda pra ele ser lançado. Tenho muitas histórias legais e surpreendentes para contar. Apareçam por lá e fiquem à vontade para me fazer perguntas. É tudo de graça.

“A obra reúne em ordem cronológica dezenas de histórias sobre a colonização e formação de Paranavaí. A partir de fatos intrigantes e insólitos, envolvendo personagens lendários e anônimos, a obra conduz o leitor à imersão em um universo onde a realidade parece inspirada pela ficção.”

Written by David Arioch

September 12th, 2016 at 3:34 pm

Musculação, uma forma de terapia

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A musculação pra mim sempre foi uma forma de terapia

Recentemente fui ao ortopedista levar o resultado do meu exame de ressonância magnética. E o resultado, para a minha alegria, foi que posso continuar praticando musculação, já que minha hérnia de disco não piorou. Ou seja, não me impede de me exercitar. Perto de completar dez anos de musculação, foi como um presente. Muitas pessoas abandonam a musculação quando descobrem uma hérnia de disco.

Eu fiz o contrário, comecei a treinar justamente quando recebi o diagnóstico de um ortopedista que há mais de dez anos me disse que eu não poderia praticar musculação. Sim, contrariei suas recomendações porque eu não via sentido nisso, já que a musculação promove justamente o fortalecimento muscular. Sua sugestão me pareceu contraditória demais.

Apesar de saber que ainda hoje, e infelizmente, muitas pessoas qualificam a musculação como uma atividade meramente narcisista, superficial ou fútil, isso não condiz com a realidade. E eu sou a prova disso. Musculação, além dos benefícios que todo mundo conhece, foi a melhor forma de terapia que encontrei até hoje. Passo a maior parte do dia lendo e escrevendo, e isso gera um grande desgaste mental.

Então a musculação entrou na minha vida como uma atividade divertida e prazerosa que me ajuda a relaxar. Sem dúvida, ao longo dos anos tive os mais diferentes objetivos na academia, mas desde sempre o mais importante para mim é a sensação de bem-estar ao levantar pesos. Hoje, mais do que nunca, posso dizer que o resto é apenas consequência.

Written by David Arioch

July 2nd, 2016 at 6:39 pm

A tempestade de fuligem

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Ela era artista e obra, uma autora travessa que aprendeu a se guiar pelo vento

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Escura e minúscula parecia livre para fazer o que quisesse no seu mundo corrente (Foto: Reprodução)

Foi num dia de clima ameno que cheguei em casa no final da tarde e encontrei a garagem e as roupas no varal cobertas de fuligem da queimada de cana-de-açúcar. A forma como se moviam pelo espaço me dava a impressão de que eu estava diante dos vestígios de uma tempestade caliginosa, flexuosa e suja.

A fuligem serpentava pelo ar de forma zombeteira. Quando eu tentava tocá-la, ela desviava com agilidade e se fixava em alguma coisa que ingênuo eu me esforçava para proteger. Havia sujeira por todos os lados. Sem constrição, a fuligem grafitava tudo que pelo caminho encontrava.

Ela era artista e obra, uma autora travessa que aprendeu a se guiar pelo vento. Podia ser tocada em sua minúcia, mas nunca possuída, porque depois que nascia a mais ninguém ela pertencia. Escura e minúscula parecia livre para fazer o que quisesse no seu mundo corrente.

Meu carro branco e asseado ficou encarvoado quando a conheceu. Sem condições de se mover, testemunhou o vento especioso transportando tanta fuligem que até o sol desapareceu atrás das sombras massificadas de imundície. O brilho da lataria sumiu, embaciado pela soberania malemolente da falsa plumbagina.

Esfreguei o dedo no capô e notei uma mixórdia de cinzas e grafite de baixa qualidade que se desvaneceu sob o meu indicador direito. Para minha surpresa ainda preservava o aroma de cana-de-açúcar crestada. Repousando no seco, ela se arrastava como alguém que engatinhava. E agarrada ao úmido ou molhado, a fuligem se dissolvia, criando desenhos nem sempre incompreensíveis ou vazios em sentido.

No centro de uma camiseta branca que brandia sobre o varal, vi o adunco formato de uma mão diminuta e estriada. Tinha até unhas carcomidas, e algumas eram mais encardidas que as outras. Cheguei a crer que a fuligem possuía sua própria memória, uma lembrança perene do momento em que se desprendeu da cana-de-açúcar para sumir na imensidão do céu e da aragem outonal.

Talvez fosse a mais depreciativa das Fênix, já que ela renascia das cinzas e quase como cinzas, sem o direito de transformar-se em algo belo, bom e frutuoso que as pessoas pudessem gostar de assistir ou aspirar. Rebento do palhiço de cana, nasceu feinha e sem motivação existencial.

Gestada no borralho, a fuligem percorria dezenas de quilômetros até chegar ao seu destino – residências da área urbana, inclusive de pessoas que nem sabiam que ela existia. Aquela era sua sina, a curta vida de quem despontou casmurrada pela queimada. Não a culpo pela indisciplina. Deve ser horrível acordar sentindo algo quente te obrigando a partir.

Mergulhei dentro da minha mente e assisti seu primeiro voo, tímido e lânguido. Soprada para longe, obedeceu sem questionar a ordem natural das coisas. Apesar de tudo, sentiu o frescor remanescente do verde que se extinguia a dezenas de metros de distância do solo. A fuligem se esforçou para chorar, vendo-se tão turva e uniforme quanto insignificante. Se contorceu no ar, mas de nada adiantou. Relegada a uma existência estéril, era mais seca que a mais contumaz das estiagens.

Encolerizada por não ter direito a nada, e ciente de que não duraria mais do que horas e, com muita sorte, alguns dias, se insurgiu contra o seu fado. Fez um acordo com o vento, prometendo reverenciá-lo como um deus se ele a ajudasse a ir o mais longe possível em sua zaragata. Ele concordou.

Depois de se transformar em tempestade, a aragem a arrastou. Com sua força nímia e sobranceira, condensou toda a fuligem do canavial, criando uma pequena e turva réplica da lua. Num percurso de dezenas de quilômetros, a esfera se desfez e seus fragmentos seguiram pelas mais diferentes direções – atravessando pastos, lavouras, vilas, distritos e cidades da região de Paranavaí.

Naquele dia, a fuligem invadiu a Rua John Kennedy, cruzou o céu da minha casa e deixou centenas de vestígios indesejáveis, acompanhados de um som cicioso que imitava o tinir dos facões. O aroma de cana-de-açúcar ainda persistia. E por um descuido, enquanto eu decidia o que fazer, a fuligem entrou no meu nariz e eu a inalei. Mais tarde senti uma queimação no peito. Tive a impressão de que algo insólito estava vivo dentro de mim e se movendo.

Fui ao médico no dia seguinte e na mesma semana fiz alguns exames. Ele me mostrou que havia uma mancha estranha que se distendia sobre um dos meus pulmões. Não nego que senti um misto de preocupação, raiva e tristeza. “Tenho quase certeza de que são vestígios de monóxido de nitrogênio, dióxido de nitrogênio, dióxido de carbono e amônia. Precisamos cuidar disso, porque senão rapidamente pode virar asma, câncer de pulmão ou até peniano”, alertou o pneumologista.

“Senti a morte despedaçar-se de encontro à minha cabeça, como se um bólide houvesse caído do espaço e fosse escolher justamente o meu crânio para campo de pouso”, escreveu Campos de Carvalho em “A Lua vem da Ásia”. Na segunda e na terceira bateria de exames, realizadas no mês seguinte, não havia mais nada em meus pulmões. Então me recordei que 15 dias antes um prolongado espirro me proporcionou uma ímpar sensação de alívio. E o que saiu do meu nariz não era claro como a água, mas turvo como o vácuo da inexistência.

Chegando em casa, deitei na cama e percebi através da janela que do outro lado repousava uma nova mancha de fuligem na parede – parecia uma sarça ardente. Caí no sono, pensando apenas em outra passagem de Campos de Carvalho. “À noite a lua vem da Ásia, mas pode não vir, o que demonstra que nem tudo neste mundo é perfeito.”

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O amigo generoso e o exame de HIV

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Um ano depois, durante um bate-papo, meu amigo me confidenciou o motivo da generosidade

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Pediu que eu passasse no seu escritório no final da tarde para buscar uma doação de R$ 200 (Foto: Reprodução)

No ano passado, um amigo me ligou e pediu que eu passasse no seu escritório no final da tarde para buscar uma doação de R$ 200. “Olha, sei que você está sempre ajudando alguém na periferia de Paranavaí, então pegue esse dinheiro e faça alguma boa ação”, disse. Fiquei feliz com a contribuição porque na mesma semana conheci um casal passando um grande sufoco.

Recém-desempregado, o homem me confidenciou que não tinha a mínima ideia de como fariam para comprar comida naquele mês. Admito que me surpreendi com o gesto desse amigo, de quem não conhecia ainda tal qualidade altruísta. Ademais, não é sempre que as pessoas se dispõem a fazer doações sem que ninguém peça nada.

Um ano depois, durante um bate-papo, meu amigo me confidenciou o motivo da generosidade. Um dia antes da doação, ele foi até um laboratório para buscar o resultado de um exame de HIV. Quando chegou a sua vez de ser atendido, uma moça pediu que ele aguardasse um instante.

Rapidamente ela entrou em uma sala e logo retornou com semblante enleado e suspeitoso. Nisso a tensão do meu amigo foi crescendo e crescendo. “Preciso voltar lá dentro de novo. Por favor, senhor, aguarde mais um minuto. A situação não é brincadeira”, declarou enquanto preocupada o observava.

Se passaram dois, três, quatro e cinco minutos, e nada da moça retornar. Nesse ínterim, meu amigo já estava arrancando os fios da barba com uma das mãos e sentindo o mais desagradável dos comichões. Em pouco tempo sua tez ficou lívida e ele não conseguiu evitar de transpirar. Com a mão úmida e escorregadia, tirou o celular do bolso. E por um reflexo inimaginável o aparelho não espatifou no chão. Tremendo e se atrapalhando entre as teclas que pareciam alfabeto rúnico, digitou uma mensagem para a irmã, pedindo que ela orasse fervorosamente por ele.

“Pelamor de Deus! Tô no momento mais difícil da minha vida, minha irmã! Reúna todo mundo aí e se ajoelhem! Chame até os vizinhos! Se ajoelhem com muita vontade! Orem por mim com todas as forças! Não quero morrer!”, teclou, tentando não desfalecer na frente dos estranhos.

Pela sua cabeça passou um turbilhão de pensamentos. Imaginou até o próprio velório num dia frio e chuvoso em que ninguém compareceria porque iriam preferir cobertor e chocolate quente no conforto de casa. “Infiéis! Infiéis!”, gritava de dentro do túmulo ao receber as últimas pás de terra arremessadas por um coveiro corcunda recém-saído de um filme do Ed Wood.

“E assim morrerei, no mais repentino e ligeiro dos esquecimentos”, deduziu no seu drama copioso. “Não! Pera aí, Deus! Por favor! Assim não! Juro que se eu escapar dessa vou dar todo o dinheiro que tenho na minha carteira pra ajudar algum necessitado. Juro em nome de tudo! Juro agora!”, esbravejou no cerne da própria consciência.

De repente, foi interrompido pela atendente e voltou a si. Quando a moça estendeu a mão para entregar-lhe o resultado, meu amigo viu no rosto dela a confusa fisionomia dantes se dissipando, se transformando em expressão de bonomia. Nem parecia a mesma pessoa. “Desculpe pela demora. Não é nada não. É que hoje ficamos com duas funcionárias a menos e o serviço acumulou. Tá tudo certo! O senhor já pode ir. Tenha um excelente dia”, comentou com voz doce e um sorriso esfuziante.