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Ser tímido

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Kafka, por exemplo, era tímido, e sua força literária tinha relação com a sua timidez (Foto: Reprodução)

Não vejo como ser tímido pode ser tão ruim. Muito do que faço na minha vida tem justamente a timidez como motriz. As pessoas subestimam a timidez quando a relacionam apenas aos aspectos negativos da vida em sociedade. Pessoas tímidas naturalmente ouvem mais e observam mais. Também refletem muito.

Kafka, por exemplo, era tímido, e sua força literária tinha relação com a sua timidez. Hermann Hesse, William Faulkner, Edgar Allan Poe, Marcel Proust, Emily Dickinson, Emily Brontë, George Bernard Shaw, Hunter Thompson e Nathaniel Hawthorne também eram tímidos. São nomes que hoje ocupam posição de destaque na literatura mundial. Logo ser tímido não é uma forma de fracasso.

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O impressionismo de Dale Johnson

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Foto de Johnson parece saída de um cenário de de Poe

O Guarda Noturno, de Dale Johnson, foto baseada no impressionismo francês que parece inspirada em um dos cenários de Edgar Allan Poe. Para conhecer um pouco mais do trabalho do fotógrafo estadunidense, acesse: dalejohnsonphotographs.com

 

Written by David Arioch

February 4th, 2016 at 9:37 pm

Quando a ficção de Poe se tornou realidade

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O bote do Mignonette colocado em exposição anos depois (Foto: Reprodução)

Há uma curiosidade pouco conhecida sobre o livro ficcional “A Narrativa de Arthur Gordon Pym de Nantucket”, do grande Edgar Allan Poe, escrito em 1838. A história é baseada em quatro sobreviventes de um naufrágio que sem comida decidem matar e comer o aprendiz de marinheiro Richard Parker.

A ficção se tornou realidade em 1884, quando um barco de nome Mignonette naufragou com quatro pessoas em Southampton, na Inglaterra. Navegando por dias e sem comida, os três tripulantes decidiram comer o grumete que mais tarde foi identificado como Richard Parker.

Sobre H.P. Lovecraft

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Lovecraft faleceu com apenas 46 anos (Foto: Reprodução)

O escritor estadunidense H.P. Lovecraft é uma das minhas principais referências da literatura do horror, assim como Edgar Allan Poe. Sem dúvida, o gênero deve muito a ele. O próprio cinema de terror não seria o que é hoje se não fosse pela criatividade de Lovecraft, o Mestre Cthulhu reverenciado até mesmo por uma infinidade de bandas espalhadas pelo mundo.

H.P. é um autor que faz parte de todas as fases da minha vida: infância, pré-adolescência, adolescência e fase adulta. Sem Lovecraft, não teríamos uma infinidade de obras literárias, filmes e músicas que fazem referência ao intrigante Necronomicon, O Livro dos Mortos, além de outras criações fantásticas. O preciosismo e realismo de suas obras, embora fantasiosas, há quase 90 anos estimulam pessoas de todas as partes a procurarem o Necronomicon de Abdul Alhazred, escrito em 730 d.C, de acordo com o conto “The Hound”. É uma pena que H.P. Lovecraft tenha morrido com apenas 46 anos.