David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘exploração’ tag

A realidade de um animal tirado de seu habitat para ser explorado comercialmente

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Nenhum animal sente prazer em ser explorado pela humanidade. Pense nisso (Foto: We Animals/Jo-Anne McArthur)

Foto do projeto We Animals, da fotógrafa e ativista canadense Jo-Anne McArthur mostra claramente a a realidade de um animal tirado de seu habitat, assim como muitos outros, para ser explorado comercialmente, o que significa que o seu destino já foi traçado. Ou seja, objetificação seguida de morte. Nenhum animal sente prazer em ser explorado pela humanidade. Pense nisso.

Written by David Arioch

December 10th, 2017 at 12:13 pm

Companhias suspeitas de financiarem a semi-escravidão em países subdesenvolvidos

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Companhias que, de acordo com a organização Human Rights Watch, não fornecem informações claras sobre a origem de seus produtos, levantando suspeitas sobre o financiamento de sweatshops, ou seja, locais onde pessoas trabalham em más condições e por longas jornadas, em um regime de semi-escravidão. Das 72 companhias contatadas pela HRW, apenas 17 assinaram um documento se comprometendo em fornecer todas as informações sobre seus fornecedores a partir de dezembro deste ano.

Por enquanto, esta é a lista de companhias na mira da coalizão formada pela Clean Clothes Campaign, Human Rights Watch, IndustriALL Global Union, International Corporate Accountability Roundtable, International Labor Rights Forum, International Trade Union Confederation, Maquila Solidarity Network, UNI Global Union e Worker Rights Consortium:

Abercrombie & Fitch, Adidas, ALDI North, American Eagle Outfitters, Arcadia Group, Armani, Asics, ASOS, Benetton, BestSeller, C&A, Canadian Tire, Carrefour, Carter’s, Clarks, Coles, Columbia Sportswear, Cotton On Group, Debenhams, Decathlon, Desigual, Dick’s Sporting Goods, Disney, Esprit, Fast Retalling, Foot Locker, Forever 21, G-Star Raw, Gap, H&M Group, Hanesbrands, Hudson’s Bay Company, Hugo Boss, Inditex, John Lewis, KiK, Kmart Australia, Levi Strauss, LIDL, Lindex, Loblaw, Mango, Marks and Spencer (M&S), Matalan, Mizuno, Morrison’s, Mountain Equipment Co-op (MEC), New Balance, New Look, Next, Nike, Patagonia, Pentland Brands, Primark, Puma, PVH Corporation, Raph Lauren Corporation, Rip Curl, River Island, Sainsbury’s, Shop Direct, Sports Direct, Target Australia, Target USA, Tchibo, Tesco, The Childen’s Place, Under Amour, Urban Outfitters, VF Corporation e Walmart, Woolworths.

 





Grandes companhias ajudam a financiar a exploração do trabalho infantil

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Grandes companhias que têm ajudado a financiar a exploração do trabalho infantil em países subdesenvolvidos:

Nestlé, H&M, Phillip Morris, Walmart, Victoria’s Secret, Gap, Apple, Nike, Zara, Urban Outfitters, Aldo, Primark, Disney, Forever 21, Hershey, Mars, ADM, Godiva, Kraft Foods, Cadbury, Fowler’s Chocolate, Starbucks, Aeropostale, La Senza e Toys R.

De acordo com informações da International Labour Organization (ILO), 152 milhões de crianças trabalham em regime de semiescravidão no mundo todo. Desse total, 72,1 milhões de crianças são exploradas na África, 62,1 milhões na Ásia, 10,7 milhões nas Américas, 1,2 milhão no Oriente Médio e 5,5 milhões na Europa e na Ásia Central.





Sobre testes com animais na indústria tabagista

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Foto: Occupy for Animals

Algumas pessoas ficaram chocadas com o meu artigo sobre o cigarro ser testado em animais. Achei isso intrigante. Afinal, estamos falando de um produto com 5.315 toxinas. Se usam animais até em testes de papel higiênico e alimentos, é claro que tratando-se de cigarro não é possível esperar o melhor para os animais quando eles são usados em testes da indústria tabagista. Também é importante ponderar que há animais que têm uma grande facilidade de desenvolver dependência química em estado de subjugação, como é o caso dos macacos.

 





Written by David Arioch

September 25th, 2017 at 1:23 am

O arrependimento do frei

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Foto: Ordem do Carmo

Um fato jamais esquecido por Frei Estanislau foi uma caça a um grupo de macacos que comiam todo o milho da plantação de um colono local nos anos 1950. “Acertei um dos animais e ele caiu ferido aos meus pés. Gritava igualzinho a uma criança e ainda estendia as mãozinhas ensanguentadas, pedindo ajuda. Foi terrível! Nunca mais atiro em macaco, mesmo que roubem todo o milho”, desabafou o frei quando retornou para casa. Na foto, Frei Estanislau é o segundo da esquerda à direita.





Written by David Arioch

September 16th, 2017 at 10:04 pm

Eu exploro, tu exploras, ele explora, nós exploramos

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Viver é um paradoxo, existir e resistir para não cair em contradição o tempo todo. É não explorar explorando, como um eterno espetáculo que denuncia a exploração, mas é financiado por quem a edifica e a avulta. Tartufismo, mendacidade, jacobice. Vivo imerso nessas palavras que não reconheço.

Eu exploro, tu exploras, ele explora, nós exploramos. É isso. É alentador não cair em armadilhas por alguns instantes. Minutos, talvez horas do dia em que não me torno refém de incongruências, degenerescências legitimadas. Amanhã vai ser diferente. Ou não. Farisaísmo. Arataca. Estratagema.

Não sou tão ruim. Não. Sou muito bom. Fecho os olhos. Me entorpeço com a minha ablepsia, inculpabilidade, condescendência, torpor. Sou ineludivelmente bom. Compro sorrindo o que alguém chorou produzindo. Não sei se quero reconhecer que morreu para ser transformado num algo ausente de i-den-ti-da-de.

Dissociado da verdade. É bonito. Não, é lindo. Mais lindo ainda se acredito que nasceu como produto final, sem gênese. Não tenho do que me queixar se enxergo apenas o que anseio vislumbrar. É só mais um dia, da bonomia à hipocrisia.

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Written by David Arioch

September 14th, 2017 at 12:37 am

Será que vale a pena explorar as abelhas?

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É inevitável que abelhas morram no processo de produção de mel nas fazendas apícolas

Será que vale a pena explorar as abelhas? Creio que não. Abelhas em fazendas apícolas são condicionadas a trabalharem fora do seu ritmo natural, logo isso reduz a expectativa de vida delas, assim como acontece com qualquer outro animal explorado por seres humanos.

Além disso, mortes nesse processo são inevitáveis. Considere também o fato de que mel não é uma necessidade básica humana. Vivemos muito bem sem consumi-lo. Acredito que todo mundo já ouviu alguém dizer algo como: “Que lindo como as abelhas produzem mel para nós!”

Não, as abelhas nunca produziram mel para consumo humano. O mel produzido por elas é processado por suas enzimas digestivas e então armazenados em favos para servir como alimento para elas durante o inverno. É assim que elas produzem mel, ou seja, para elas mesmas.

Logo, se consumimos mel, estamos basicamente furtando ou roubando o alimento desses insetos. Abelhas também são animais que merecem viver livremente. Claro, elas contribuem ao realizarem naturalmente um processo de polinização que favorece o desenvolvimento de tantos vegetais que consumimos. Porém, isso não significa que elas existem para nos servir.

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Written by David Arioch

August 16th, 2017 at 1:56 pm

Não sou a favor de nenhum tipo de exploração

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Acredito que o veganismo é um bom caminho para quem não quer tomar parte na exploração animal

Não endosso nenhum tipo de exploração. Mesmo tutelando animais comumente explorados pela indústria, jamais me alimentaria de qualquer coisa de origem animal. Também não usaria nada proveniente de seus corpos. Alguém pode me perguntar, isso não seria exagero? Não, porque se eu tratasse um animal bem e me apropriasse de algo dele, mesmo que não o violentasse, isso significaria que existe uma relação de conveniência. E eu sinceramente acredito no veganismo justamente porque não sou a favor disso.

Também significaria que está ok em consumir ou usar o que veio dele. Sendo assim, estou mandando uma mensagem para outras pessoas de que está tudo bem se eles fizerem o mesmo. E o problema surge por um motivo bem simples. Essas falsas necessidades só poderiam ser atendidas em níveis industriais em um mundo com uma população de mais de 7,2 bilhões de pessoas.

Além disso, não me considero especial. Então não acho que tenho o direito de fazer isso, mesmo que algum animal jogue algo diante dos meus pés. Até porque isso não significa que ele está dizendo pra eu consumir coisa alguma. Então, mesmo eu na minha casa, por exemplo, tosquiando a “minha ovelha” além do necessário para o bem-estar dela, comendo o ovo da “minha galinha” ou bebendo o leite da “minha vaca”, eu estaria dizendo ao mundo:

“Olha, se eu posso fazer isso, vocês também podem.” E assim teríamos uma cadeia industrial que explora animais à exaustão, que é exatamente a nossa realidade atual. Então, sim, sou radical por não me alimentar ou usar nada que venha de animais. Não faço concessões.

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Written by David Arioch

August 14th, 2017 at 1:12 am

Animais também são feridos na extração de lã

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Não há nada de mais em usar roupas de lã, certo?

Não há nada de mais em usar roupas de lã, certo? Afinal, o que pode acontecer, já que os animais são simplesmente tosados. Pois é, o problema é que no processo de extração de lã não é tão simples evitar que os animais sejam feridos nesse processo. Sendo assim, a compra de produtos de lã financia essa realidade não muito auspiciosa para os animais. Além disso, não são raros os casos em que depois de terem a pele completamente removida, eles são vendidos para os matadouros, dependendo do valor agregado à carne. Ou seja, um comércio incentiva o outro, e a vida desses animais chega ao fim por causa de uma porção de lã e carne.

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Written by David Arioch

August 12th, 2017 at 8:51 pm

Se a sua pele é importante para você, por que a de um animal não seria para ele?

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Se a sua pele é importante para você, por que a de um animal não seria para ele?

Written by David Arioch

August 12th, 2017 at 8:46 pm