David Arioch – Jornalismo Cultural

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Você sabia que quando foram abertos os primeiros zoológicos, os tratadores tinham de proteger os animais dos ataques dos espectadores?

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Elizabeth Costello: “Os espectadores sentiam que os animais estavam ali para serem insultados e humilhados”

Você sabia que quando foram abertos os primeiros zoológicos, os tratadores tinham de proteger os animais dos ataques dos espectadores? Os espectadores sentiam que os animais estavam ali para serem insultados e humilhados, como prisioneiros em uma marcha triunfal. Já promovemos uma guerra contra os animais, que chamamos de caça, embora, na verdade, guerra e caça sejam a mesma coisa (Aristóteles percebeu isso claramente).

Essa guerra foi travada ao longo de milhões de anos. Só a vencemos definitivamente faz algumas centenas de anos, quando inventamos as armas de fogo. Só quando a vitória foi absoluta é que pudemos nos permitir cultivar a compaixão. Mas a nossa compaixão é muito rarefeita.

Por baixo dela existe uma atitude mais primitiva. O prisioneiro de guerra não pertence à nossa tribo. Podemos fazer o que quisermos com ele. Podemos sacrificá-lo aos nossos deuses. Podemos cortar seu pescoço, arrancar seu coração, atirá-lo ao fogo. Não existe lei quando se fala de prisioneiros de guerra.

Páginas 118-119 de “Elizabeth Costello”, de J.M. Coetzee, publicado em 2003.

“Estar vivo é ser uma alma viva. Um animal – e somos todos animais – é uma alma inserida num corpo”

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“A sensação – uma sensação pesadamente afetiva – de ser um corpo com membros que têm uma extensão no espaço, de se estar vivo no mundo”

Estar vivo é ser uma alma viva. Um animal – e somos todos animais – é uma alma inserida num corpo. Foi precisamente isso que Descartes enxergou e, por razões pessoais, escolheu negar. O animal vive, disse Descartes, da mesma forma que a máquina vive. O animal não é nada além do mecanismo que o constitui. Se tem uma alma, a tem da mesma maneira que a máquina dispõe de uma bateria, para lhe fornecer a faísca que a faz funcionar. Mas o animal é uma alma inserida num corpo, e a qualidade de seu ser não é a alegria.

Cogito ergo sum é também uma famosa frase sua. É uma fórmula que sempre me incomodou. Pressupõe que um ser vivo que não faz o que ele chama de pensar é, de alguma forma, um ser de segunda classe. Ao ato de pensar, à cogitação, oponho a plenitude, a corporalidade, a sensação de ser – não uma consciência de si mesmo como uma espécie de fantasmagórica máquina raciocinante pensando pensamentos, mas ao contrário, a sensação – uma sensação pesadamente afetiva – de ser um corpo com membros que têm uma extensão no espaço, de se estar vivo no mundo. Essa plenitude contrasta em tudo com o estado fundamental de Descartes, que traz em si uma sensação de vazio: a sensação de uma ervilha chacoalhando dentro de uma vagem.

Páginas 89-90 de “Elizabeth Costello”, de J.M. Coetzee, publicado em 2003.

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November 17th, 2017 at 10:26 am

“Há quanto tempo os carneiros não morrem de velhice?”

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Versão da Companhia das Letras relançada no Brasil em 2016

Os dois carneirinhos passam o dia amarrados ao lado do estábulo em um pedaço de chão nu. Seus balidos, constantes e monótonos, começaram a incomodá-lo. Ele vai até Petrus, que está consertando a bicicleta, de rodas para o ar. “Esses carneiros”, diz, “não acha que podiam ficar amarrados em algum lugar onde possam pastar?”

“São para a festa”, Petrus diz. “Sábado vou matar os dois para a festa. Você e Lucy vêm também.” Ele limpa as mãos.

“Estou convidando você e Lucy para a festa.”

“Sábado?”

“É, vou dar uma festa no sábado. Festa grande.”

“Obrigado. Mas mesmo sendo para a festa, não acha que os carneiros podiam pastar?”

Uma hora depois, os carneiros ainda estão amarrados, ainda balindo dolorosamente. Petrus não está em parte alguma. Exasperado, ele desamarra os bichos e prende ao lado da represa, onde a relva é abundante.

Os carneiros bebem moderadamente, depois começam a pastar tranquilamente. São de raça persa, de cara preta, parecidos um com o outro no tamanho, nas cores, até nos movimentos. Gêmeos, com toda certeza, destinados desde o nascimento à faca do açougueiro. Bom, nada de mais nisso. Há quanto tempo os carneiros não morrem de velhice?

Carneiros não são donos de si mesmos, donos da própria vida. Existem para ser usados, até a última gota, a carne comida, os ossos moídos e dados às galinhas. Não sobra nada, a não ser talvez a vesícula biliar, que ninguém come. Descartes devia ter pensado nisso. A alma, suspensa na bile escura, amarga, escondida.

Páginas 141 e 142 de “Desonra”, de J.M. Coetzee, publicado em 1999.

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November 11th, 2017 at 8:09 pm

Contato com Ivan Pavlov fez Sergei Esenin abandonar o consumo de carne

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Sergei Esenin foi um dos poetas russos mais influenciados por Tolstói. Mas foi o seu contato com o fisiologista Ivan Pavlov que fez com que ele abdicasse do consumo de todos os tipos de carne, além do tabaco. Em carta ao amigo Grigory Panfilov, ele informou também que deixou de consumir açúcar. Em diversos poemas, Esenin revela o seu amor e compaixão por cães velhos, vacas e cavalos.

Written by David Arioch

November 8th, 2017 at 2:26 pm

Nikolai Leskov e o vegetarianismo

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Nikolai Leskov se tornou vegetariano sob influência de Tolstói. Mais tarde, publicou duas histórias com personagens vegetarianos – “Фигура (персонаж)” ou “A Figura” e “Polunoshchniki” ou “As Parteiras”.
“A Figura”, publicada pela primeira vez na revista Труд (Trud) em 1889, se tornou a primeira história da literatura russa protagonizada por um vegetariano.

O personagem principal é um homem que vive em Kurenyovka, no subúrbio de Kiev, e leva uma vida simples, cultivando o seu jardim e os seus vegetais comercializados em Podol, no Bazar de Zhitnem.Ele vive com a jovem Nastya Khoshlushka e sua filha de três anos. Nenhum deles se alimenta de nada que “tenha uma consciência de vida”. Em carta a Tolstói, Leskov relevou que a história do personagem vegetariano foi inspirada em uma figura histórica ucraniana.





Written by David Arioch

November 8th, 2017 at 2:21 pm

Na minha infância

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Pintura: Alexandros Christofolis

Na minha infância, um dia a professora chamou a minha mãe para denunciar que eu tinha colado em uma prova. Então fomos para a orientação. Chegando lá, a professora com toda a certeza que lhe cabe, começou:

— O David colou na minha prova. Dei uma folha para ele responder sobre um livro que leu e ele pediu mais cinco folhas para escrever sobre o livro “O Escaravelho do Diabo”, da Coleção Vagalume. Ele chegou a citar páginas inteiras do livro.
— Isso não significa nada — respondeu minha mãe.
— Como não? Ele tem nove anos. Nunca conseguiria fazer algo assim sem colar.
— Confio no meu filho e acho que ele pode provar que a senhora está errada.
— Como? Então prove!

Narrei mais de dez páginas do livro e a professora ficou me olhando com expressão estrambótica.

— Posso narrar ele inteiro se a senhora se quiser. São 128 páginas.

A orientadora então interrompeu a narrativa. A professora se desculpou comigo e com minha mãe. Mas, pelo seu olhar que ainda rememoro, continuou achando estranho o que aconteceu.

Quando meu pai me colocava de castigo, eu aproveitava para ler, e o castigo logo não era mais castigo. Assim eu acabava decorando parcialmente ou integralmente o conteúdo dos livros. Então poderia consultá-los dentro da minha própria mente.

 

 





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October 4th, 2017 at 1:52 am

Sobre “O Som e a Fúria”, de Faulkner

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O Som e a Fúria (Companhia das Letras) – Clássico de Faulkner e divisor da literatura norte-americana. Ficou bonitão. Veremos qual versão ficou melhor. Esta ou a da Cosac & Naify. Interessante como a construção em torno da decadência de uma família pode marcar o fim e o limiar de tantas coisas; das incertezas à obscuridade e à falsídia. Assim penso também na mente que mente.

Figuras de hábitos enredadas nas próprias ruínas, incapazes de um olhar além, mas que tentam (ou não)…; e que são também o próprio som e fúria materializado em conflitos humanos, assim como a própria narrativa, naturalmente furiosa.

Como escreveu Shakespeare em “Macbeth”, os nossos ontens simplesmente iluminaram para os tolos o caminho que leva ao pó da morte, porque a vida não passa de uma sombra que caminha um pobre ator que se pavoneia e se aflige no palco. Esse caminho é trilhado pela Família Compson de Faulkner, que numa subjetiva universalização poderia ser muitas outras famílias, de outras partes do mundo.

Creio que uma das coisas mais instigantes em “The Sound and the Fury” é o fluxo de consciência, que marcaria sua trajetória como escritor. É interessante como a narrativa começa linear e torna-se avessa à linearidade. A sintaxe incompleta também ajuda a endossar os conflitos, as limitações, os costumes e as falhas dos personagens. Em síntese, um bálsamo e um terror para a mente.

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Written by David Arioch

September 26th, 2017 at 1:55 am

Críticas à exploração animal nos romances “Moby-Dick” e “As Pontes de Madison”

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Publicado em 1851, o romance “Moby-Dick; or, The Whale”, de Herman Melville, que se tornou um dos livros mais importantes da literatura dos Estados Unidos, conta a história de vingança de Ahab, o obsessivo capitão do baleeiro Pequod que, depois de ter a sua perna arrancada pela lendária baleia branca Moby-Dick, decide dedicar sua vida a persegui-la e destruí-la, ignorando o fato de que ele invadiu o habitat do animal e tentou matá-lo.

Quando escreveu a obra, Melville já havia sido influenciado pelas ideias e obras de Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson, escritores e filósofos estadunidenses que defendiam o respeito à natureza, e que, por vezes, são classificados por alguns autores como vegetarianos, embora não haja registros tão precisos sobre seus hábitos alimentares, assim como os de Melville.

A inspiração para produzir “Moby-Dick” veio de aventuras fantásticas que o escritor vivenciou a partir de 1841, quando passou 18 meses no baleeiro Acushnet, um dos mais de 700 navios baleeiros dos Estados Unidos, de um total de 900 atuando na pesca comercial naquele ano.

Embora a experiência tenha sido muito rica, Herman Melville a qualificou como extremamente infeliz, porque a vida no mar era absolutamente miserável. E ele, assim como outros marinheiros, eram tratados como escravos e tinham que se submeter a todos os tipos de ordens de “homens vulgares e brutais”.

Na página 289 de “Moby-Dick”, Ishmael, alter ego de Herman Melville, narra que não resta dúvida de que o primeiro homem que matou um boi tenha sido considerado um assassino; talvez tenha sido enforcado; e, se o tivessem levado a julgamento por causa disso, certamente teria merecido a sua sentença. E naturalmente, são os compradores e consumidores que perpetuaram tal negócio que ainda nos dias de hoje parece distante do fim.

“Num sábado à noite, vá ao mercado de carnes e veja as multidões de bípedes vivos de olhos vidrados nas longas filas de quadrúpedes mortos. Esse espetáculo não tira um dos dentes do maxilar dos canibais? Canibais? Quem não é um canibal? Garanto a você que o Juízo Final será mais tolerante com um providente Fijiano que salgou um missionário magro em sua adega para se prevenir contra a fome do que contigo, gourmand civilizado e esclarecido, que prendes os gansos no chão e te refestelas com seus fígados dilatados em teu patê de foie gras”, criticou.

Melville era um autor muito à frente do seu tempo, e a maior prova disso é que o seu romance mais famoso – “Moby-Dick; or, The Whale”, dedicado a Nathaniel Hawthorne, não obteve qualquer prestígio após o lançamento. Quando faleceu em 28 de setembro de 1891, seu livro já não era mais encontrado à venda em lugar algum.

A rejeição ao seu trabalho pode ter sido facilitada pelas críticas que fez ao comportamento dos ocidentais de seu tempo, imersos em hipocrisia, egolatria, preconceitos, superficialidades e pouco respeito à natureza. Em suma, “Moby-Dick” também é um livro que desvela a ferocidade do antropocentrismo, embora, por vezes, também transpareça, mesmo que minimamente, antropocêntrico; provavelmente por influência da época.

O escritor estadunidense William Faulkner, um dos mais importantes dos Estados Unidos do século 20, declarou que gostaria de ter escrito “Moby-Dick”. O inglês D.H. Lawrence, outro autor igualmente relevante, definiu o romance da baleia branca como um dos mais estranhos e maravilhosos livros do mundo.

“Mas Stubb, ele come a baleia à luz de seu próprio óleo, não? E isso é somar insulto à injúria, não é? Olhe para o cabo de sua faca, meu caro gourmand civilizado e esclarecido a comer um rosbife, do que é feito o cabo? – do quê, senão dos ossos do irmão do mesmo boi que você está comendo? E com o que você palita os dentes, depois de devorar aquele ganso gordo? Com uma pena da mesma ave. E com que pena o Secretário da Sociedade de Supressão de Crueldade aos Gansos escreve suas circulares? Há apenas um ou dois meses essa sociedade tomou a decisão de patrocinar somente penas de aço”, escreveu Herman Melville na página 289 de “Moby-Dick; or, The Whale”, romance publicado em 1851.

Em “The Bridges of Madison County”, ou “As Pontes de Madison”, romance contemporâneo publicado em 1992, Robert James Waller conta a história de uma mulher casada e solitária que tem um relacionamento de quatro dias com um fotógrafo da revista National Geographic em 1965. Ele viaja para registrar imagens das famosas pontes cobertas do condado.

Durante esse período, além de uma curta e intensa história de amor que vem à tona somente após a morte de Francesca, é interessante perceber como o estilo de vida do fotógrafo, que não come carne de animais, é visto com estranheza, e até mesmo como uma afronta, em um cenário onde muitos têm como principal fonte de renda a criação de animais enviados para o abate.

Nas páginas 11, 14, 24, 27, 32 e 64, o autor aborda a sintonia de Kincaid com os animais e a natureza em geral, além da curiosidade de Francesca com o seu estilo de vida incomum e intrigante se comparado aos moradores de Madison:

Ele desejou pela milésima vez em sua vida ter um cão, um golden retriever, talvez, para viagens como essa e também para ter alguma companhia em casa. Mas frequentemente ele se ausentava, passando a maior parte do tempo no exterior, e isso não seria justo com o animal. Ainda assim, ele pensou a respeito. Em poucos anos, ele estaria velho demais para o trabalho de campo. “Eu poderia ter um cão até lá”, disse ao conífero que via passar através de sua janela.

Ao contrário da população, que se alimentava de molho madeira, purê de batatas e carne vermelha, alguns, três vezes por dia, Robert Kincaid parecia não comer nada além de frutas, nozes e legumes. Rijo, ela pensou. Ele parece rijo, fisicamente.

— Só legumes estaria ótimo, para mim. Eu não como carne. Já faz anos. Nada de mais, só me sinto melhor assim. Francesca sorriu, de novo.

— Por aqui, esse ponto de vista não seria muito popular. Richard e seus amigos diriam que você está tentando destruir o sustento deles. Eu também não como muita, não sei por quê. Apenas não ligo muito. Mas toda vez que tento servir um jantar sem carne, com minha família, há uivos de rebelião. Aí acho que desisti de tentar. Será divertido fazer algo diferente, para variar um pouco.

O sol branco tinha ficado vermelho e imenso, logo acima dos campos de milho. Pela janela da cozinha, ela viu um falcão que voava nas correntes de vento do começo da noite. O noticiário das sete começava no rádio. E Francesca olhou para o outro lado da mesa amarela de fórmica, para Robert Kincaid, que tinha vindo por um caminho tão longo, até sua cozinha. Um longo caminho, atravessando mais que milhas.

— Já está um cheiro bom — disse ele, apontando o fogão.

— Está com um cheiro… tranquilo. — Ele olhou para ela.

Tranquilo? Alguma coisa pode ter cheiro tranquilo? Ela pensava na frase e se questionava. Ele estava certo. Depois das costeletas de porco, bifes e assados que fazia para a família, aquela era, sim, uma culinária tranquila. Nenhuma violência envolvida na cadeia alimentar, exceto, talvez, por arrancar os legumes da terra. O ensopado cozinhava de um modo tranquilo e tinha um cheiro tranquilo. Estava tranquilo ali na cozinha.

Algo que nunca consegui entender é como eles podem dispensar tal amor e cuidado aos animais e, em seguida, vê-los vendidos para o abate. No entanto, não me atrevo a dizer nada sobre isso. Richard e seus amigos viriam para cima de mim em um segundo. Mas há algum tipo de contradição fria e insensível nesse negócio.

 

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Jorge Luis Borges é monstro

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Jorge Luis Borges é monstro. Além de referência mundial em literatura ficcional, quase sempre é citado pelos grandes da filosofia contemporânea. Isso que é transitar belamente por distintas esferas do conhecimento e brincar com diferentes linguagens sem receio de ser (in)compreendido. Um literato que nasceu para a filosofia, mas transmutou-se em ficção. Isso deixa evidente também porque Borges não é de fácil fruição. Quando penso nesse mestre argentino, que jamais se submeteu a opressão e supressão da identidade, a primeira palavra que me vem a mente é onirismo, um onirismo cosmopolita. E de um cosmopolitismo que não pressupõe ausência.





Written by David Arioch

September 13th, 2017 at 1:17 am

A importância da realidade expressa na escrita

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Balzac e Orwell, vivendo e testemunhando a realidade marginal

Para abordar os aspectos sociais nos seus romances, principalmente nos 17 volumes de “La Comédie humaine”, Balzac vagava à noite pelas mais famigeradas ruas de Paris, hábito que manteve por anos, assim como fez Dickens em Londres. Ele também gostava de sair de madrugada porque a prisão de devedores era proibida entre o pôr e o nascer do sol, e assim ele não corria riscos.

Orwell se colocou entre os oprimidos para tentar entender como era ser um deles. Visitou minas e estaleiros, viveu com andarilhos e vagabundos, aceitou os piores trabalhos e passou fome. São experiências que deram origem ao seu livro de estreia “Down and Out in Paris and London”, de 1933, lançado no Brasil como “Na Pior em Paris e Londres”.

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Written by David Arioch

September 12th, 2017 at 1:55 am

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