David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

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Reflexões sobre política – III

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Written by David Arioch

February 6th, 2018 at 5:42 pm

Sobre pessoas e lutas

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Arte: Joshum

Muitas pessoas, seja por questão cultural ou condicional, optam por não lutar por nada que não seja relacionado a elas ou, na melhor das hipóteses, ao que elas consideram “os seus”. Logo, infelizmente, é naturalizado o ato de ver o outro, que se engaja em alguma luta ou mudança que não tenha a si mesmo como beneficiário prioritário, com estranhamento, debique ou até mesmo ojeriza. Quem sabe, uma ameaça a algo que afiançamos quando nos embriagamos na ilusão.

De fato, não me irrita a ideia de uma pessoa fazer piada de algo em que eu esteja engajado, simplesmente porque o mais importante é a motivação inerente e o entendimento que tenho do que faço. E lidar com adversidades é parte da vida, e quanto a isso não há como ser diferente dada à abstração do que envolve a existência.

Ademais, quando alguém age de forma flauteadora, sei que a essa pessoa falta simplesmente um pouco de assimilação ou percepção, e claro algum tipo de contrariedade em relação às zonas de conforto. Até porque não é novidade que a mecanicidade é sempre mais sedutora do que a tenacidade. Porém, por bem, se assim o desejarmos ou permitirmos em algum momento, isso é mutável, assim como muito do que diz respeito à construção humana.





Written by David Arioch

December 24th, 2017 at 12:24 am

1120 pessoas afirmaram que foram influenciadas pelo meu trabalho

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Arte: Study Breaks Magazine

Sempre que uma pessoa me diz que se tornou vegetariana ou vegana por influência dos meus textos eu faço questão de registrar isso. Na semana passada, uma moça bem educada me revelou que faz dois meses que não consome nada de origem animal. Ela acompanha o meu trabalho há seis meses. Contando com ela, e levando em conta meus registros, já são 1120 pessoas que disseram que as conscientizei a seguirem por esse caminho.

Não imponho nada a ninguém, simplesmente escrevo, e fico muito feliz por esses resultados, apesar de já ter cogitado parar algumas vezes. Que eu possa levar algo de bom para mais pessoas, que elas possam reconhecer que podem viver muito bem sem consumir nada de origem animal.





Written by David Arioch

September 10th, 2017 at 2:14 am

Sobre as mais diferentes formas de ativismo

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Algum tipo de ativismo consolidado no passado te beneficia hoje, não tenha dúvida

Não raramente me deparo com pessoas que são contra as mais diferentes formas de ativismo. Levando isso em conta, pergunto:

— O que você acha que você seria ou o que você acha que você teria se não fosse pelo ativismo feito por tanta gente no decorrer da história? Algum tipo de ativismo consolidado no passado te beneficia hoje, não tenha dúvida. Você pode condenar uma ou outra forma de ativismo, mas é importante entender que nem tudo é totalmente errado, nem totalmente certo. O que precisa ser definido é se esse ativismo foi ou é sincero e honesto. Se foi, ou se é, há uma intenção legitimada que leva à mudança. A evolução da humanidade, claro, há muitas falhas, mas as conquistas ao longo da história só foram possíveis por causa de ativismo. Só o ativismo promove mudanças sólidas na estrutura de uma sociedade. Então se você é contra isso, você naturalmente é contra os outros e quem sabe até contra a si mesmo.

 

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Written by David Arioch

August 9th, 2017 at 8:15 pm

Posted in Reflexões

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“Tentava acreditar que os animais realmente só existiam para nos servir”

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Arte: Hartmut Kiewert

Um camarada de longa data veio me falar que no ano passado ficou muito irritado com alguns textos que publiquei sobre vegetarianismo e veganismo, e porque faziam com que ele se sentisse mal por ter conhecimento do que realmente acontece com os animais, mas não fazer nada para não tomar parte nisso.

— Cara, não vou mentir. Ficava puto mesmo, em total negação. Achava que era muito sensacionalismo. Claro, era uma defesa minha, porque são coisas que tocam na ferida, são coisas reais, mesmo que a princípio a gente rejeite essa ideia. No fundo, você sabe, senão você não se incomodaria. Me sentia estranho por continuar fingindo que nada acontecia. Tentava acreditar que os animais realmente só existiam para nos servir. Mas depois, pensando bem, comecei a me sentir mal, até que parei de comer carne. Já perdi completamente o interesse em qualquer tipo de carne. Isso foi em janeiro e continuo firme, sem qualquer desejo por carne. Agora faz dois meses que também não como ovos nem laticínios.

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Um acumulador de versões

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Evolution, de Nancy Wait

Sou um acumulador de versões. Então é natural que eu não seja a mesma pessoa do ano passado, do mês passado, da semana passada ou até mesmo de ontem. Temos uma tendência a achar que pessoas que mudam são basicamente pessoas volúveis. Sim, podem ser, mas se for para o bem delas, seu crescimento, prefiro chamar isso de evolução.

Pessoas que escrevem, por exemplo, são pessoas curiosas, interminavelmente curiosas, eu diria. Então é natural que não passem a vida toda escrevendo sobre as mesmas coisas ou abordando sempre os mesmos assuntos. Escrever é desbravar-se primeiro para então desbravar aquilo que está diante dos seus olhos e reverberando em sua mente.

Ademais, escrita, na minha opinião, trata-se de fidelidade. Ser fiel a si mesmo, seja no campo ficcional ou não. Quem não é fiel a si mesmo dificilmente faz um bom trabalho nesse sentido.

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Written by David Arioch

April 23rd, 2017 at 8:15 pm

É importante adotar o veganismo pelos motivos certos

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Foto: We Animals/Jo-Anne McArthur

Não digo que é fácil abandonar todos os hábitos alimentares que envolvem ingredientes de origem animal, porque de fato sei que pode não ser tão simples. Mas querer mudar é o mais importante. Veganismo, por exemplo, ao contrário do que muita gente pensa, pelo menos tratando-se de alimentos, não se resume a não consumir carnes, ovos, leite e mel.

Uma vez, há muito tempo, fui ao mercado com minha mãe, e ela me mostrou uma nova barra de chocolate Hershey’s com 70% de cacau. Dei uma olhada e vi que tinha gordura anidra de leite na composição, logo não era um chocolate livre de ingredientes de origem animal. Além disso, naturalmente associei aquele chocolate à denúncia de que a Hershey compra cacau oriundo da exploração de mão de obra escrava, humana e não humana, na Costa do Marfim.

Então creio que é importante adotar o veganismo pelos motivos certos e entender o que isso representa de verdade, porque não se trata simplesmente de não comer carnes, leite e ovos, mas sim de evitar consumir qualquer produto que envolva algum tipo de exploração animal.

Acredito que o veganismo é um constante aprendizado. Por outro lado, também é surpreendente reconhecer como um novo mundo de possibilidades se abre para nós quando optamos por mudar. Acredite, algo substancial muda dentro de você.





Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:14 pm