David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Música’ tag

A morte de Chuck Mosley

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Chuck Mosley faleceu no último dia 9 de novembro

Fiquei sabendo agora que o Chuck Mosley faleceu. Triste. Embora eu curta muito o vocal do Mike Patton, Mosley fez história com o Faith No More também. Cantei muito “We Care a Lot” na minha adolescência nos anos 1990. Música que deu origem ao disco homônimo dos caras em 1985.

Written by David Arioch

November 12th, 2017 at 11:34 pm

O vegetarianismo na vida de Attila Csihar

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Csihar: ” “Fiquei terrivelmente apavorado. Foi algo como: “Porra, não sei se quero fazer parte disso”

O vocalista e compositor húngaro Attila Csihar, que se tornou famoso como vocalista da banda de black metal Mayhem, não cansa de surpreender quem não o conhece. Levando em conta o seu perfil performático, sombrio e chocante durante suas apresentações, as pessoas rendidas aos clichês dificilmente imaginam que ele seja vegetariano. Sim, Attila Csihar se tornou vegetariano nos anos 1990.

Em entrevista à Revolver Magazine, ele contou que ficou enojado quando encontrou cabeças e pedaços de suínos no palco em seu primeiro show com o Mayhem. “Fiquei terrivelmente apavorado. Foi algo como: “Porra, não sei se quero fazer parte disso”, relatou.

Csihar explicou mais tarde que com o tempo entendeu que as carcaças de animais sobre o palco refletem a sociedade, a gula humana e a sua relação com os animais, o que pode parecer horrível ou reprovável para muita gente, mas para ele isso apenas reforça um fato cotidiano.

Embora estejamos imersos em uma sociedade acostumada a se alimentar de animais, a maioria rejeita a possibilidade de ter que confrontar uma realidade mais próxima de um matadouro do que de um açougue, onde os pedaços são fatiados e embalados de forma a despersonalizar o que a morte de animais realmente representa.

Segundo o vocalista húngaro, todo mundo que come [muita] carne torna-se mais e mais gordo, e se transforma fisicamente em um animal semelhante ao que matou –  um porco, por exemplo.

Antes de tocar no Mayhem, com quem gravou três álbuns entre os anos de 1994 e 2014, Attila Csihar fez parte da banda de black metal Tormentor, fundada em 1984, e que gravou o primeiro álbum “Anno Domini” em 1988. Ele ingressou na banda norueguesa em 1994, após a morte do fundador e guitarrista Oystein Aarseth, mais conhecido como Euronymous, assassinado em 10 de agosto de 1993.

Além do seu projeto Plasma Pool e da sua carreira solo, Csihar também teve passagens por bandas como Aborym, Limbonic Art, Korog, Anaal Nathrakg, Keep of Kalessin, Emperor, Sear Bliss, Sunn O))), Astarte, Ulver, Taake, Burial Chamber Trio e Grave Temple, entre outras. Ele também é conhecido por suas máscaras peculiares, como as criadas pelo egípcio Nader Sadek, que já assinou a direção de efeitos visuais dos shows do Mayhem e de seus projetos.

Saiba Mais

Attila Csihar nasceu em Budapeste, na Hungria, em 29 de março de 1971.

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Written by David Arioch

July 31st, 2017 at 9:36 pm

Livro de poesia, música e HQ em defesa dos direitos animais vai ser lançado no sábado

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Livro “Os Animais Declamam e Cantam” vai ser vendido por R$ 35

Coordenado pelo jornalista Maurício Kanno, o livro “Os Animais Declamam e Cantam” vai ser lançado no sábado às 15h30 no Lar Vegetariano Vegan, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. A obra reúne colaborações literárias e visuais de artistas do Brasil, Peru, Chile, Equador, Colômbia, Argentina, Alemanha e Espanha.

“É um livro que reúne 87 poemas e músicas de 47 autores. O trabalho de compilação, ordenação, estímulo à produção e revisão crítica começou em 2013”, conta Maurício Kanno que coordenou outra antologia literária coletiva publicada em julho de 2016, reunindo 36 contos de 21 autores.

Os subcapítulos dos poemas brasileiros em “Os Animais Declamam e Cantam” foram intitulados como Irmãos Terráqueos, Humanos, Liberdade e Escravidão, e Festa, Dor e Humanos de Esperança. “E Ar, Terra e Água, no caso da poesia hispano-americana”, informa.

As músicas em defesa dos animais incluem rock, pop, samba, rap, paródias de Carnaval e de Natal, além de outros tipos de paródia. “Tivemos a contribuição de 10 artistas gráficos com 16 ilustrações e uma história em quadrinhos poética de sete páginas”, diz Kanno.

“Os Animais Declamam e Cantam” vai ser vendido por R$ 35. Quem não puder participar do evento, pode entrar em contato pelo e-mail mauricio.kanno@gmail.com para checar a disponibilidade de exemplares do livro. “Durante o lançamento, teremos declamações e apresentações das músicas que integram o livro. Além disso, o público e os autores podem debater sobre as obras publicadas”, enfatiza.

Localização

O Lar Vegetariano Vegan fica na Rua Clélia, 278, em Perdizes – a três pontos de ônibus a partir da estação de metrô da Barra Funda. Depois é só descer no ponto do Sesc Pompeia, já que o restaurante fica na mesma rua do Sesc. Chegando ao endereço, suba para o andar superior.

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Bola Sete, um vegetariano que deixou seu nome na história do jazz

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Carlos Santana considera Bola Sete um dos maiores guitarristas de todos os tempos (Foto: Reprodução)

O compositor, violonista e guitarrista carioca Bola Sete, que foi aluno do maestro Milton Santos, fez muito sucesso tocando jazz nos Estados Unidos e no México nas décadas de 1960 e 1970. De origem pobre, mas com uma herança musical muito forte, descobriu a aptidão para a música ainda na infância, quando começou a tocar cavaquinho e violão.

No Estados Unidos, Bola Sete foi um grande parceiro de Dizzy Gillespie e Vince Guaraldi, com quem lançou em 1963 o disco “Vince Guaraldi, Bola Sete and Friends”. Guaraldi foi o autor da trilha sonora do desenho animado “Peanuts”, que traz personagens como Charlie Brown e Snoopy. Em 1967, Bola Sete deixou o Vince Guaraldi Trio para criar o seu próprio trio, que trazia na formação os brasileiros Sebastião Neto e Paulinho, contrabaixista e baterista.

Quando o grupo decidiu se separar, Bola Sete já era um homem de meia-idade com sobrepeso e alguns problemas de saúde. Então ele viu que seria necessário dar uma guinada em sua vida. Parou de tocar e começou a meditar, praticando regularmente o hatha yoga. Primeiro, ele abandonou o consumo de carne e mais tarde se tornou vegetariano.

“Isso não apenas permitiu que ele perdesse mais de 22 quilos, mas também que ele conseguisse controlar a sua asma agravada por anos inalando fumaça nos clubes onde tocava. O novo estilo de vida garantiu que ele produzisse a música mais incrível de sua carreira”, afirmou o pesquisador Gerald E. Brennan.

Embora Bola Sete tenha seu nome quase sempre relacionado ao jazz, estudiosos de sua música como Brennan o consideram o pai da música new age. Isto porque as composições do brasileiro se tornaram muito espiritualizadas, destoando do jazz tradicional; algo que ficou mais claro depois que ele se tornou vegetariano.

Em 1970, quando excursionou pelo México com Stan Getz e outros artistas do jazz, Bola Sete se tornou extremamente popular, o que o motivou a lançar em 1971 o álbum “Shebaba”. “Bola Sete é tão significativo quanto Jimi Hendrix e Segovia, no sentido de ter sabedoria, conhecimento, alma e paixão”, escreveu o célebre guitarrista mexicano Carlos Santana. Nos Estados Unidos, há mais artistas que consideram Bola Sete um dos maiores guitarristas de todos os tempos, e não somente do jazz.

Saiba Mais

Djalma de Andrade, mais conhecido como Bola Sete, nasceu em 16 de julho de 1923 no Rio de Janeiro, e faleceu nos Estados Unidos em Greenbrae, na Califórnia, em 14 de fevereiro de 1987.

Entre os anos de 1958 e 1985, Bola Sete gravou 14 discos.

Referências

Http://www.bolasete.com/index.php

http://www.musicianguide.com/biographies/1608002433/Bola-Sete.html

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Matt Skiba: “Foi uma reação instintiva não querer carne [de animais] em meu corpo”

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Skiba é fundador da banda de punk rock Alkaline Trio, além de guitarrista e vocalista da banda Blink 182

““Imaginei-me comendo meu gato e, de repente, não pareceu tão bom para mim” (Foto: Reprodução)

Fundador da banda de punk rock Alkaline Trio, além de guitarrista e vocalista da banda Blink 182 desde 2016, Matt Skiba se tornou vegetariano aos 19 anos, assim que deixou a casa dos pais. Um dia, ele estava comendo um pedaço de carne e notou os olhos do seu companheiro felino em sua direção.

“Imaginei-me comendo meu gato e, de repente, não pareceu tão bom para mim. Foi uma reação instintiva não querer carne [de animais] em meu corpo. Isso é parte de quem sou. Foi uma decisão pessoal e natural”, informou em entrevista concedida a Liz Miller, do Veg News, e publicada em 22 de fevereiro de 2010.

Skiba não teve trabalho em levar muitos amigos para o vegetarianismo. Na realidade, ele não precisou dizer nada para convencê-los a não consumir mais alimentos de origem animal. Sua tática sempre foi levá-los para comer em restaurantes vegetarianos e veganos, mostrando que opções que não custem a exploração animal não faltam.

“Se eu não tivesse dito a eles que o sanduíche de ‘frango’ que eles estavam comendo era na realidade vegetariano, eles nunca saberiam, e tinha o gosto mais fresco e melhor do que o de qualquer frango. Há muita comida de boa qualidade lá fora e isso fala por si mesmo”, exemplificou o guitarrista e vocalista.

Matt Skiba acredita que a maioria das pessoas amam os animais, e que não é porque elas comem carne que elas são más ou desgostam deles. Para o músico, o problema é a ausência do reconhecimento de uma conexão entre as coisas, de reconhecer as implicações da exploração animal. “Acho que ignorância é uma bênção para muitas pessoas”, declarou.

Ele também disse que muita gente come comida vegetariana sem saber, sem vê-las como comida vegetariana; e que isso é a maior prova de que o vegetarianismo e o veganismo não estão realmente distantes de ninguém.

“Perdi o gosto pela carne. Não como carne há 17 anos. Lembro que olhei para o meu gato e pensei: ‘Cara, não posso comê-lo. Que diferença faria se fosse um gato pequeno ou uma vaca?’ E ocorreu-me que tudo está conectado e que eu não poderia mais contribuir com isso [a exploração animal]”, enfatizou em entrevista ao Cool Try, da Austrália.

Saiba Mais

Matt Skiba nasceu em McHenry, Illinois, em 24 de fevereiro de 1976. Ele fundou o Alkaline Trio em 1996.

Entre os anos de 1998 e 2013, Skiba lançou os álbuns “Goddamnit”, “Maybe I’ll Catch Fire”, “From Here to Infirmary”, “Good Morning”, “Crimson”, “Agony & Irony”, “This Addiction” e “My Shame Is True” com o Alkaline Trio.

Com o Blink 182, ele gravou o álbum “California” em 2016.

Referências

http://vegnews.com/articles/page.do?pageId=1716&catId=5

http://cooltry.com.au/interview-matt-skiba-alkaline-trio-matt-skiba-and-the-skerets/

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Johnny Marr: “Desde que escrevemos ‘Meat Is Murder’, nunca mais comi carne”

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“Eu não poderia ser hipócrita. Para ser honesto, não foi realmente um sacrifício [ficar sem comer carne]”

Johnny Marr: “Não teria sido certo para mim tocar essa música sem ser vegetariano”

Um dos fundadores da icônica banda britânica de rock The Smiths, Johnny Marr até hoje é citado como um dos mais importantes guitarristas dos anos 1980. Ao lado de Morrissey, ele gravou o álbum “Meat Is Murder”, que se tornou um símbolo para vegetarianos e veganos do mundo todo. Enquanto Morrissey assinava as letras das músicas, Marr se responsabilizava pela harmonia. A parceria durou cinco anos, e juntos gravaram quatro discos.

Em entrevista a John Hind, do The Guardian, publicada em 20 de novembro de 2016, Johnny Marr contou que desde que ele e Morrissey escreveram “Meat Is Murder”, ele nunca mais comeu carne. “Eu não poderia ser hipócrita. Para ser honesto, não foi realmente um sacrifício [ficar sem comer carne], disse em referência ao álbum lançado em 1985.

A faixa título, que crítica o consumo de carne, e ainda traz o apelo de uma pequena gravação de vacas mugindo em um matadouro, mudou a vida de muita gente. Enquanto Morrissey canta: “Morte sem razão é assassinato”, a guitarra de Johnny Marr chora ao fundo. Sem dúvida, “Meat Is Murder” é uma das composições mais intensas e perturbadoras escritas pelo The Smiths em sua curta e produtiva carreira.

Prova da força da música é que até hoje os fãs se aproximam de Johnny Marr para dizer que “Meat Is Murder” mudou completamente seus hábitos alimentares, e mais – suas vidas. Ele se orgulha de encontrar pessoas dizendo que se tornaram vegetarianas ou veganas por causa da composição, de acordo com informações publicadas no Clash Music em 27 de julho de 2010.

“Não teria sido certo para mim tocar essa música sem ser vegetariano. A coisa engraçada é que até então a minha única interação com os animais tinha sido algo como: “Espero que este cão não me morda”. […] Mas quando parei de comer animais, comecei a sentir mais empatia por eles”, declarou em entrevista publicada por Louise Wallis em 6 de agosto de 2011.

Johnny Marr se tornou vegano em 2005, quando se mudou para Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Sobre essa decisão, ele justificou que gosta da ideia do progresso, de ser progressista.Portland tem uma atitude muito liberal e moderna, e alguns dos meus amigos lá já eram veganos. Estou feliz por ter entrado nessa. É muito mais fácil ser vegano nos Estados Unidos do que na Europa; há mais variedade cultural e, portanto, mais escolhas”, argumentou.

Questionado sobre o processo de composição de “Meat Is Murder”, Marr relatou que Morrissey deu o título e a letra da música e ele entrou com o sentimento. “Apareci com a melodia, que interpretei como sugestiva, contudo inquietante, e a banda captou isso em uma tarde de inverno em Liverpool. A senti intensa, mas estranhamente bela quando a criamos. Adoro essa faixa”, admitiu a Louise Wallis.

“Desistir dessas coisas [alimentos de origem animal] não significa sacrifício ou miséria para mim. Vejo isso como o oposto, é interessante. […] Todas essas coisas me tornaram mais focado e energizado. Toda a minha família é vegetariana. Angie [esposa] era vegetariana quando nos conhecemos. Eu tinha 15 anos, e ela 14. Era bem informada. Eu provavelmente teria me tornado vegetariano mesmo sem a música, suponho”, destacou.

Saiba Mais

Johnny Marr nasceu em Manchester, na Inglaterra, em 31 de outubro de 1963.

Ele gosta de comer salada com tofu, comida tailandesa, mediterrânea e mexicana, além de massas e muito espinafre.

Referências

https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2016/nov/20/life-on-a-plate-johnny-marr-the-smiths

http://www.clashmusic.com/news/johnny-marr-talks-vegetarianism

Johnny Marr interview

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Lindsay Schoolcraft: “Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias”

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“Ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo”

Lindsay se tornou vegana em 2012 (Foto: Divulgação)

Vocalista e tecladista da banda inglesa de metal extremo Cradle of Filth, Lindsay Schoolcraft se tornou vegana em 2012. O que a fez refletir profundamente sobre a realidade da produção e do consumo de alimentos de origem animal foi o documentário “Food, Inc”, lançado em 2008 por Robert Kenner.

“Depois que assisti ‘Food, Inc’, me senti desconfortável com os produtos de origem animal. Na mesma época, comecei a aprender o que significava esse estilo de vida [veganismo]. Imediatamente, me livrei de tudo que eu possuía que era feito de animais, o que se resumia a um cinto de couro, produtos de beleza e produtos domésticos testados em animais. Me tornei vegana entre o Natal e o Ano Novo de 2012. Eu não gostaria de viver de outra maneira, e gostaria de ter feito isso mais cedo”, disse Lindsay em entrevista publicada pela Headbangers Lifestyle em 23 de fevereiro de 2016.

A vocalista canadense sempre gostou de animais, mas admite que a indústria tem a seu favor recursos que dissimulam a realidade no que diz respeito ao sofrimento e à exploração animal, o que faz com que as pessoas não “liguem os pontos”. “Para mim, ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo. É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações”, declarou à Liselotte ‘Lilo’ Hegt, do Headbangers Lifestyle.

Ela acredita que o veganismo tem se tornando mais comum e conquistado mais reconhecido no mundo do metal, o que a deixa mais confortável. “Quando me juntei ao Cradle of Filth, pensei que seria difícil, mas quanto mais shows fazemos, mais encontro refeições veganas disponíveis nos festivais, e geralmente quando saio em turnê sempre encontro outra pessoa vegetariana viajando com a gente”, relatou.

Por outro lado, é inevitável que haja oposição, mas Lindsay acredita que isso acontece em qualquer lugar. Quando alguém a confronta e tenta apontar alguma contradição no veganismo, por exemplo, alegando que não é uma filosofia de vida que faz a diferença no mundo, a cantora argumenta que, independente das pessoas aceitarem ou não, um fato é que o consumismo está cercado pela crueldade animal. “E eu escolho não me envolver com isso”, declarou em entrevista ao Logical Harmony em 2015.

Lindsay, que faz questão de pesquisar e conhecer o sistema de produção das próprias roupas, inclusive as usadas nos shows com o Cradle of Filth, destacou que quando alguém faz piada sobre o fato dela não se alimentar de animais, ela explica todo o processo até a carne e outros produtos de origem animal chegarem ao prato das pessoas.

“É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações” (Foto: Divulgação)

“Posso ser desagradável sobre isso de forma sarcástica [se eu for provocada]. Mas nunca tentarei forçar minha opinião porque acredito que você tem ou não tem compaixão. Não gosto de ser ignorante. Tudo que uso, coloco em meu corpo, gosto de saber onde veio. Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias. Se você estiver interessado, vou dizer tudo o que sei”, garantiu em entrevista a Levi Seth Buckley, do Sticks For Stones, em publicação de 9 de julho de 2015.

Lindsay contou que ficou muito feliz quando soube que suas duas cantoras favoritas – Ellie Goulding e Sia, são veganas. “Quando você conhece outro vegano é como conhecer um bom amigo pela primeira vez”, comentou com Tashina Combs, do Logical Harmony. Entre as cidades em que esteve e que hoje considera duas das melhores para os veganos, ela cita Glasgow, na Escócia, e Montreal, no Canadá.

“É tão fácil ser vegano nessas cidades. Amo comida asiática. Os vegetais e as especiarias são muito bem combinados”, revelou ao Local Harmony. Ao Headbanger Lifestyle, a vocalista e tecladista do Cradle of Filth também frisou que faz o possível para sensibilizar as pessoas sobre a importância dos santuários para animais que seriam mortos pela indústria alimentícia.

“Eles merecem nosso amor e respeito tanto quanto os animais de estimação. Faço o meu melhor para ajudar instituições de caridade que defendem os direitos animais. Eu gostaria de me envolver mais com esses tipos de campanha”, garantiu.

Saiba Mais

Lindsay Schoolcraft nasceu em Ontário, no Canadá, em 26 de fevereiro de 1986.

De 2007 a 2014, ela foi vocalista da banda Mary and the Black Lamb.

Lindsay tornou-se vocalista e tecladista da banda Cradle of Filth em 2013.

Em 2015, participou da gravação do disco “Hamer of the Witches”, do Cradle of Filth.

Referências

http://www.headbangerslifestyle.com/face-body/276/beauty-and-lifestyle-profile-with-lindsay-schoolcraft-keyboardist-and-female-vocalist-of-cradle-of-filth

http://www.sticksforstones.net/single-post/2015/07/09/Interview-Lindsay-Schoolcraft-CRADLE-OF-FILTH

An Exclusive Interview with Lindsay Schoolcraft from Cradle Of Filth

 

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While She Sleeps: “Tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes”

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“Quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”

Aaran McKenzie: “Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais” (Foto: Divulgação)

Formada em 2006, a banda inglesa de metalcore While She Sleeps traz na formação o baixista Aaran McKenzie, o guitarrista Sean Long, o vocalista Lawrence “Loz” Taylor, o guitarrista Mat Welsh e o baterista Adam “Sav” Savage. Em 2012, a banda foi eleita a melhor revelação britânica pela revista Kerrang!, após o lançamento do álbum “This is the Six”. Além de ter se tornado popular principalmente entre os jovens que gostam da fusão do heavy metal com o hardcore, outro fato que chama a atenção é que o While She Sleeps é uma banda vegana.

“Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais. A maioria de nós na banda foi vegetariano por 4 a 23 anos. Por isso, tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes. Então, quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, e as fazendas industriais, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”, disse Aaran McKenzie em entrevista ao Vegan Blatt.

Em vídeo gravado para a Organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) e publicado no YouTube em 3 de dezembro de 2015, Aaran e Sean relataram que sempre odiaram a crueldade contra os animais, e citaram o documentário “Earthlings” como referência para quem quiser conhecer a realidade da exploração animal. “Eu disse, ok, é isso, chega!”, declarou o baixista e membro-fundador do While She Sleeps depois de assistir ao documentário.

“Estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta” (Foto: Divulgação)

Ao Vegan Blatt, Aaran contou que o estilo de vida dos integrantes é uma forma de deixar claro que eles não são tolerantes com as atrocidades do mundo, e que esse posicionamento é algo que endossa a mensagem que a banda quer passar para as pessoas. “Não especificamos isso em um sentido literal, mas, como um todo, estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta”, informou McKenzie.

Os integrantes do While She Sleeps preferem não confrontar as pessoas. O caminho escolhido por eles é o de servir como inspiração simplesmente vivendo o veganismo ou falando sobre o assunto quando vier à tona naturalmente. “Um dia, alguém veio até mim e disse: ‘Se Deus não quisesse que comêssemos os animais, então por que ele não os fez sem carne?’ Eu não tenho nada a dizer a pessoas como essa”, afirmou.

Saiba Mais

O While She Sleeps foi fundado em Sheffield, na Inglaterra.

Entre os anos de 2012 e 2017,  eles lançaram os álbuns “This is the Six”, “Brainwashed” e “You Are We”.

Referências

https://www.veganblatt.com/while-she-sleeps-vegane-metalcore-band

http://www.peta.org.uk/blog/while-she-sleeps/

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George Harrison: “A coisa que me repeliu em relação a comer carne foi a ideia de matar animais”

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“A carne é uma das piores coisas que qualquer um pode comer”

George Harrison parou de consumir carne em 1965 (Foto: Reprodução)

Conhecido como “O Beatle Calado”, o britânico George Harrison, que fez história com os Beatles de 1960 a 1970, foi o primeiro dos Garotos de Liverpool a aderir ao vegetarianismo. Em 1965, depois de ler um livro que ganhou de um amigo, e que fala sobre a desumana indústria do abate de bezerros, Harrison decidiu começar banindo o consumo de qualquer tipo de carne da sua alimentação.

O que é inclusive uma grande revelação, levando em conta que muita gente achava e ainda acha que ele optou por não se alimentar de animais basicamente por um viés religioso, por ter se encontrado no hinduísmo. Essas informações estão na autobiografia “Wonderful Tonight”, de Pattie Boyd, lançada em 2008. Pattie, que também era vegetariana, foi casada com o guitarrista dos Beatles de 1966 a 1977.

Harrison se tornou tão contrário ao consumo de animais que, em hipótese alguma, permitia que alguém entrasse em sua casa com qualquer tipo de carne. Em entrevista a David Wigg, do Apple Offices, de Londres, em 8 de outubro de 1969, ele foi questionado sobre isso. “A carne é uma das piores coisas que qualquer um pode comer”, declarou e acrescentou que o vegetarianismo não era uma fase, mas sim algo em que ele realmente acreditava.

No Livro “The Beatles Anthology”, lançado em 2000, há citações em que George Harrison também fala da importância que o livro “The Complete Illustrated Book of Yoga”, de Swami Vishnu Devananda, publicado em 1959, teve em sua vida. Porém, ele deixa claro que o vegetarianismo surgiu em sua vida antes do hinduísmo. “Li seu livro depois que me tornei vegetariano. A coisa que me repeliu em relação a comer carne foi a ideia de matar animais”, revelou.

Harrison também comentou que todas as doenças humanas vêm de uma dieta não natural, o que segundo ele, inclui o consumo de alimentos de origem animal. De acordo com o artigo “Beatle George Harrison’s Formula for Spiritual Health”, de Joshua M. Greene, Harrison era vegetariano porque sentia que era contraditório honrar a vida em muitas formas e ainda contribuir com o abate de animais.

O vegetarianismo de Harrison era tanto moral quanto espiritual (Foto: Reprodução)

“Seu prato favorito era Dahl, uma sopa de lentilha que, quando misturada com arroz, forma uma proteína perfeita e um substituto ideal da carne”, escreveu. O vegetarianismo de Harrison era tanto moral quanto espiritual. E para além de uma vida de excessos se tratando do consumo de drogas como cocaína e LSD, ele também buscava ser uma pessoa realmente saudável, embora tivesse dificuldade em abandonar principalmente o álcool e o cigarro.

E foi a inclinação de George Harrison pelo vegetarianismo que o levou ao hinduísmo e mais tarde permitiu que ele estreitasse sua relação com músicos indianos como Ravi Shankar, e gurus como Maharishi Mahesh, fundador da meditação transcendental. Sendo assim, há quem atribua a Harrison o estreitamento das relações musicais entre Ocidente e Oriente, já que a partir daí muitos artistas se interessaram em fazer parceria com músicos indianos, popularizando o uso de sitar no Ocidente.

George Harrison, que teve uma carreira solo exemplar, com o lançamento de 12 álbuns entre os anos de 1968 e 2002, também é considerado o responsável pela popularização do Movimento Hare Krishna no Ocidente. Ao longo de sua vida, ele foi um dos grandes colaboradores da International Society for Krishna Consciousness, conforme informações da edição de 30 de novembro de 2002 do Daily Telegraph.

Saiba Mais

George Harrison nasceu em Liverpool em 25 de fevereiro de 1943 e faleceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, em decorrência de câncer de pulmão em 29 de novembro de 2001. Em 2002, o seu filho Dhani, lançou o último álbum de George Harrison – “Brainwashed”.

O seu álbum “Wonderwall Music”, que faz parte da trilha sonora do filme “Wonderwall”, inspirou a banda Oasis a compor uma música homônima que se tornou um de seus maiores sucessos.

Referências

http://www.yogachicago.com/jan06/harrison.shtml

http://www.neatorama.com/2011/11/29/a-few-things-you-might-not-know-about-george-harrison/

http://www.beatlesinterviews.org/db1969.1008.beatles.html

http://surrealist.org/prayforpeace/harrison.html

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Otep: “Progredimos como sociedade e não precisamos comer carne para sobreviver”

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“Esse animal é um ser senciente, eles entendem, têm consciência, não são um pacote de Doritos”

Otep: “Minha mudança na dieta foi um protesto pessoal contra a crueldade da indústria da carne” (Foto: Divulgação)

Otep Shamaya, vocalista da banda de metal alternativo Otep, que lançou sete álbuns entre os anos de 2002 e 2016, é conhecida por suas opiniões firmes e forte engajamento social. Em 2008, em entrevista para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), ela falou sobre sua transição para o vegetarianismo. “Minha mudança na dieta foi um protesto pessoal contra a crueldade da indústria da carne”, disse.

Em 13 de novembro de 2011, em entrevista publicada pelo Along Your Path, ela contou que não perdeu o interesse pelo gosto da carne, mas o preço a se pagar pelo consumo de alimentos de origem animal é muito caro. “Essas corporações gigantes torturam esses animais antes deles serem mortos para que se tornem o alimento que comemos, digerimos e excretamos uma hora depois – me parece sem sentido”, argumentou.

Ela relatou que não se sente confortável dando sequer um dólar para que indústrias que produzem produtos de origem animal cresçam enquanto animais assustados são subjugados, condicionados a levarem uma vida que pode significar privação, sofrimento e morte. “Esse animal é um ser senciente, eles entendem, têm consciência, não são um pacote de Doritos; é a realidade deles. […] Progredimos como sociedade e não precisamos comer carne para sobreviver”, criticou.

“Essas corporações gigantes torturam esses animais antes deles serem mortos para que se tornem o alimento que comemos” (Foto: Divulgação)

Em 15 de abril de 2016, o Otep lançou o álbum “Generation Doom”, baseado em 12 composições, e que tem entre os destaques a música “Zero” que foi lançada como single. A letra começa com a frase: “I don’t give a fuck”, ou seja, “Eu não dou a mínima”, que faz uma referência ao fato dela não se importar com críticas em relação à sua defesa do meio ambiente e dos animais.

“Conheço muita gente que fica na defensiva quando você fala sobre essas coisas abertamente. Sou uma vegana por uma questão moral. Isso é engraçado porque recebo mais mensagens de ódio por ser uma vegana do que por ser uma lésbica, então os tempos certamente mudaram”, declarou ao Song Facts em 6 de abril de 2015.

Em um trecho de “Zero”, Otep Shamaya grita: “Você me quer para salvar o seu mundo, enquanto seus pulmões ficam pretos, e os oceanos fervem, e você alimenta e cria este reino de merda.”  Ela também fala que enquanto o mundo está morrendo há pessoas reclamando sobre o que não podem comprar com dinheiro que não têm. “Então você vai vender sua alma para estar na última moda”, canta.

Em entrevista publicada no First Order Historians em 13 de novembro de 2015, Shamaya frisou que ela considera a mudança climática como a questão mais importante da humanidade na atualidade, ponderando que se no futuro não houver nenhum lugar habitável na Terra, não haverá espaço para discutir qualquer outra questão. A vocalista afirmou que devemos reconhecer o impacto esmagador que causamos ao nosso planeta e nos afastarmos dos combustíveis fósseis e de empresas destrutivas que lentamente nos envenenam.

““O simples ato de remover a carne da sua dieta não só salva vidas de animais, mas também vidas humanas” (Foto: Divulgação)

“Sei que algumas pessoas ainda lutam contra isso porque [a mudança climática] não está acontecendo apenas de uma vez ou o tempo todo, mas isso não significa que não esteja acontecendo. Há um velho adágio que diz que se você deixar cair uma rã em um pote de água fervente, ela pula imediatamente, mas se você aquecer lentamente a água, a rã permanecerá paralisada e ferverá até a morte. Você pode adivinhar em qual pote estamos?”, questionou.

Shamaya defende que uma dieta vegetariana ajudaria muito a retardar as mudanças climáticas. Segundo ela, teríamos água mais limpa, ar mais limpo, mais comida em regiões atingidas pela fome e menos fazendas industriais degradando o solo e os rios.

“O simples ato de remover a carne da sua dieta não só salva vidas de animais, mas também vidas humanas. Peço a todos que vejam os documentários ‘Cowspiracy’, ‘Racing Extinction’ e ‘Earthlings’. Você não verá o mundo do mesmo jeito, eu prometo”, garantiu em entrevista ao First Order Historians. A vocalista do Otep admitiu em entrevista ao Sonic Cathedral em 2 de maio de 2016, que gostaria de ver o fim da agricultura animal, justificando que isso significaria viver em um mundo mais justo e igualitário.

Saiba Mais

Em 2014, Otep Shamaya foi uma das cinco artistas que fez a dublagem das criaturas do filme “Hobbit: Battle of the Five Armies”, de Peter Jackson.

Referências

Interview – Otep Shamaya

http://www.soniccathedral.com/webzine/index.php?option=com_content&task=view&id=1309

http://www.songfacts.com/blog/interviews/otep_shamaya/

10 Questions with Otep Shamaya

 

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