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Livro de poesia, música e HQ em defesa dos direitos animais vai ser lançado no sábado

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Livro “Os Animais Declamam e Cantam” vai ser vendido por R$ 35

Coordenado pelo jornalista Maurício Kanno, o livro “Os Animais Declamam e Cantam” vai ser lançado no sábado às 15h30 no Lar Vegetariano Vegan, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. A obra reúne colaborações literárias e visuais de artistas do Brasil, Peru, Chile, Equador, Colômbia, Argentina, Alemanha e Espanha.

“É um livro que reúne 87 poemas e músicas de 47 autores. O trabalho de compilação, ordenação, estímulo à produção e revisão crítica começou em 2013”, conta Maurício Kanno que coordenou outra antologia literária coletiva publicada em julho de 2016, reunindo 36 contos de 21 autores.

Os subcapítulos dos poemas brasileiros em “Os Animais Declamam e Cantam” foram intitulados como Irmãos Terráqueos, Humanos, Liberdade e Escravidão, e Festa, Dor e Humanos de Esperança. “E Ar, Terra e Água, no caso da poesia hispano-americana”, informa.

As músicas em defesa dos animais incluem rock, pop, samba, rap, paródias de Carnaval e de Natal, além de outros tipos de paródia. “Tivemos a contribuição de 10 artistas gráficos com 16 ilustrações e uma história em quadrinhos poética de sete páginas”, diz Kanno.

“Os Animais Declamam e Cantam” vai ser vendido por R$ 35. Quem não puder participar do evento, pode entrar em contato pelo e-mail mauricio.kanno@gmail.com para checar a disponibilidade de exemplares do livro. “Durante o lançamento, teremos declamações e apresentações das músicas que integram o livro. Além disso, o público e os autores podem debater sobre as obras publicadas”, enfatiza.

Localização

O Lar Vegetariano Vegan fica na Rua Clélia, 278, em Perdizes – a três pontos de ônibus a partir da estação de metrô da Barra Funda. Depois é só descer no ponto do Sesc Pompeia, já que o restaurante fica na mesma rua do Sesc. Chegando ao endereço, suba para o andar superior.

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Paranavaí, a flor dos cafezais

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Novo livro do poeta Paulo Marcelo é baseado em poemas sobre a colonização de Paranavaí

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Por meio da poesia, Paulo Marcelo ensina história com uma linguagem de fácil compreensão (Foto: Amauri Martineli)

Em janeiro deste ano, o escritor Paulo Marcelo Soares da Silva, radicado em Curitiba, me presenteou com o seu novo livro – “As flores dos cafezais”, recém-lançado. A obra de leitura simples e cativante é baseada em uma coleção de poemas, bem-dispostos em ordem cronológica, sobre a colonização e a evolução de Paranavaí desde os tempos da Fazenda Ivaí, que antecede a Vila Montoya, até a atualidade.

O título do livro é uma clara homenagem a Paranavaí, a quem o escritor se refere em seus poemas como flor dos cafezais, já que a cidade se desenvolveu sob o signo do café até o início dos anos 1970, quando a cafeicultura perdeu espaço para a pecuária.

Por meio da poesia, Paulo Marcelo ensina história com uma linguagem de fácil compreensão. Transmite impressões de uma Paranavaí pouco conhecida pelos mais jovens, mergulhada em impressões de um passado longevo, mas rico e bucólico, que aguça a sensibilidade de quem tem e até de quem não tem contato com a cultura regionalista.

“A realidade e o mito se confundem com o passar do tempo. Ao lado do que é real há que se preocupar também com o ilusório. Os sonhos, a magia e o folclore são peças indispensáveis na engrenagem da vida”, defende o escritor que em sonetos petrarquianos conta com paroxismo como nasceu Paranavaí.

No livro, a narrativa poética romantiza fatos da década de 1920. A partir de um soneto homônimo, Paulo Marcelo aborda com preciosismo a chegada de desbravadores, colonos e outros migrantes que se tornaram pioneiros – numa universalização alheia a nomes. O fim de Montoya, o nascimento da Fazenda Brasileira e a escolha do nome da cidade são referenciados com a rima do autor.

“Entre 1950 e 1960 a produtividade cafeeira atingiu seu ápice na região. Afirma-se que em algumas áreas chegou-se a colher 300 sacas em coco por mil pés de café”, introduz o escritor antes de poetizar as brincadeiras em torno dos cafeeiros, assim como as manhãs ensolaradas, as moças do campo, a inocência dos colonos, a alegria durante as colheitas, a fartura e as grandes geadas.

No livro, a narrativa poética romantiza fatos da década de 1920 (Foto: David Arioch)

No livro, a narrativa poética romantiza fatos da década de 1920 (Foto: David Arioch)

Na obra, alguns personagens, as festas típicas e os cinemas da cidade também são mencionados em versos curtos com digna e nostálgica simplicidade. “Paranavaí é filha dos cafezais. Nasceu numa manhã de muito sol e foi batizada numa tarde de mil cores”, garante o poeta. Em síntese, “Flores dos Cafezais” é um livro de rápida leitura e que não exige demais do leitor, a não ser vontade de peregrinar em emoções e reflexões poéticas, inspiradas em mais de 90 anos de história.

Quem é Paulo Marcelo?

Além de escritor, Paulo Marcelo é bacharel em direito e possui licenciatura em geografia. Participou e foi premiado em muitas edições do Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup). Também recebeu prêmios de menção honrosa no 15º e 19º Jogos Florais de Barreiro, Portugal, e no 1º Concurso de Romances Juvenis da Academia Paranaense de Letras.

Tem contos publicados pela Empresa Tipográfica Casa Portuguesa, de Lisboa, em Portugal, e Casa da Cultura dos Trabalhadores da Quimigal, de Barreiro, também em Portugal. Ademais, é autor de “O Lendário Capitão”, de 2012, e “Xondó e o Furto da Vassoura”, de 2013. O livro “Encantamento”, de 2015, contém ilustrações do próprio escritor e traz um conto sobre a história de um casal que se apaixonou em Paranavaí nos tempos da colonização.

Saiba Mais

Caso queiram adquirir o livro, vocês podem entrar em contato com o autor através do e-mail pmmssi@yahoo.com.br.

Soneto que integra o livro e faz referência ao pássaro que empresta seu nome a uma das áreas históricas de Paranavaí:

O Canto do Surucuá

Voa o lindo passarinho

Ao vento que vem lá,

No quadro, tudo mais belo,

Ao canto do Surucuá

 

As dores vão se afastando,

Em busca d’outro lugar…

Levando mágoas prá longe,

O canto do Surucuá

 

Segue o moço a cavalo,

Batendo o peito por ela

(Um amor que vai buscar)

 

Na fazenda, a donzela

Suspira, lá da janela

Ao canto do Surucuá

Escritor paranavaiense terá obra publicada pelo Governo do Paraná

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O livro “Viagens”, de Altair Cirilo dos Santos, será lançado até o final do ano

Altair Cirilo: “Há desde sonetos até poemas concretos”

Anualmente, a Secretaria de Estado da Cultura seleciona 40 livros de autores paranaenses a serem publicados. Este ano, um dos contemplados é o escritor Altair Cirilo dos Santos com a obra “Viagens” que reúne 50 poemas.

Altair Cirilo dos Santos conta que tudo começou no ano passado, quando recebeu apoio da Fundação Cultural para encaminhar sua obra a apreciação da Secretaria de Estado da Cultura. “Deu tudo certo e meu trabalho foi um dos escolhidos. Agradeço muito a Fundação Cultural porque sozinho seria muito difícil conseguir publicar esse livro”, explica.

Altair Cirilo reuniu vários trabalhos em um. A obra consiste em 50 poemas selecionados pelo próprio autor. “Há desde sonetos até poemas concretos. Tentei dar uma unidade ao trabalho, então peguei aqueles que foram premiados nos concursos que participei”, conta o escritor. A obra “Viagens” soma 75 páginas e deve ser publicada até o final deste ano.

Um apanhado do estilo literário de Santos nos mais diversos períodos da sua trajetória como escritor, o livro sintetiza reflexões políticas e rigor formal poético. “É preciso ter um pensamento sobre o que é poesia”, afirma Altair Cirilo que além de poeta também é cronista.

Conhecido por uma escrita heterogênea, o escritor passeia por diversas correntes literárias, influências que ele admite como referências para o surgimento de um estilo sólido e próprio de escrever. “Da prosa e da poesia posso citar Osman Lins, Rubem Fonseca, António Lobo Antunes, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Mário de Andrade e todos os outros modernistas”, exemplifica.

O interesse de Altair Cirilo pela literatura surgiu na escola, quando visitas regulares a biblioteca despertaram o interesse por contos. “Lembro quando li pela primeira vez ‘A Terra dos Meninos Pelados’, de Graciliano Ramos’”, enfatiza. O interesse pelos contos se deu pelo fato de serem histórias curtas, algo atrativo para crianças e adolescentes. “Desde então se passou muito tempo, já faz 30 anos que escrevo. Quando a gente lê bastante o interesse por escrever sempre aparece”, assinala.

Santos teve suas primeiras obras publicadas no início dos anos 90, a mais conhecida, segundo o próprio autor, é “Passarim, Passarão”, um livro infantil lançado em 2003 que teve o apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc) e Fundação Cultural. Entre as outras obras estão “Viver Enquanto Amar”, de haicai até sonetos, “As Encruzilhadas”, “Por instantes lembrei de mim” e “Um conto, uma espada e uma sombra”.  “Três das minhas obras podem ser encontradas na Biblioteca Municipal Júlia Wanderley”, revela Santos.

Altair Cirilo já participou de pelo menos 25 antologias

O escritor Altair Cirilo dos Santos tem poemas e contos publicados em pelo menos 25 antologias. Além disso, coleciona prêmios em concursos literários de todo o Brasil. “Minha primeira vitória foi em Brasília”, lembra sem esconder o sorriso nostálgico. Dentre as grandes conquistas, Altair cita o primeiro lugar na fase nacional da categoria poesia no Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup) em 2005.

Diariamente, Santos escreve pelo menos um parágrafo. Tal hábito e amor pela literatura permitiu que ao longo dos anos reunisse grande volume de trabalhos inéditos. “Tenho muito material que ainda quero publicar, tanto poemas quanto contos. Penso também em escrever uma novela ou um romance”, declara. Altair Cirilo dos Santos é policial militar, escritor, graduado em letras e direito, além de membro da Academia de Letras e Artes de Paranavaí (A.L.A.P.)

Frase do escritor Altair Cirilo dos Santos

“Quem mexe com arte, sem apoio não é ninguém”