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Latifundiários e a política brasileira

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Latifundiários interferem na política brasileira desde sempre e, com tanta naturalidade que tenho a impressão que tornaram-se organicamente parte da política brasileira há centenas de anos. É só analisar como se porta a bancada ruralista, ditando as regras do meio ambiente e interferindo decisivamente em questões envolvendo direitos animais.

O que dizer sobre esses casos de conflitos de interesses? Um político da bancada ruralista jamais poderia tomar parte em decisões ambientais, já que há nisso um conflito de interesses. Desde quando a política brasileira é feita, de fato, por políticos? Não tenho a mínima ideia, de certo. Porque o que temos são pessoas que representam os mais diferentes interesses ocupando espaço para legislarem em benefício próprio.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 12:37 pm

Eduardo Cunha, o “deus de ocasião”

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A expressão no rosto de Eduardo Cunha surpreende pela imutabilidade (Foto: Divulgação)

A expressão no rosto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, surpreende pela imutabilidade. E ela é invariável porque ele propriamente vê a si mesmo como um tipo de deus de ocasião que enxerga a todos como inferiores, súditos ou não.

Quando vi sua fisionomia débil há pouco na TV, na sessão de votação do impeachment, não pude deixar de associá-la à debilidade do nosso próprio sistema político, tão corrompido que bandoleiros e indoutos ganharam a oportunidade de figurarem como arautos da justiça, com direito a discursos apoteóticos.

Hoje minha maior preocupação são as manifestações recheadas de paroxismo daqueles que creem em salvadores da pátria, verdadeiros oportunistas que sabem muito bem como aproveitar o culto à personalidade explorado por tipos como Hitler, Mussolini, Stalin, Mao Tsé, Saddam Hussein, Trujillo, Ceauşescu e muitos outros. Sinceramente, não sei se vivemos a democracia ou se apenas a ensaiamos.

É tudo tão nefasto que chega a ser torpe e angustiante. E a saída parece inexistente, substituída por um caleidoscópio de um conto sem fim digno de Borges.

Written by David Arioch

April 18th, 2016 at 1:58 am