David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Realidade’ tag

Retrato da triste realidade

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Acervo: Animal Freedom Fighter

Realmente, é triste, mas ao mesmo tempo a foto ilustra a realidade de bilhões de animais ao redor do mundo, reduzidos a alimentos e outros produtos. Falo de criaturas que muitos chamam de “animais comuns”, que recebem do especismo o “aval” para morrerem quando não somos capazes de vê-los como realmente são, ou seja, seres com ânsia pela vida.





Written by David Arioch

October 17th, 2017 at 11:42 am

Produção de bacon é uma das principais causas da matança anual de mais de um bilhão de suínos

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O bacon é a gordura subcutânea extraída originalmente das nádegas do porco após o abate. Com o tempo, passou a ser extraído também das laterais. Depois tornou-se mais usual a extração de bacon da barriga desse animal que preserva inúmeras características de seus ancestrais, principalmente a inteligência e a consciência daqueles que viviam livremente em florestas.

Como a demanda mundial de bacon é muito alta, principalmente nos Estados Unidos, onde 70% do seu consumo ocorre no café da manhã, pode-se dizer que a produção de bacon é uma das principais causas da matança anual de mais de 1,1 bilhão de suínos. No mundo todo, cerca de 23 milhões de porcos são mortos por semana, segundo a organização Animal Ethics, do Reino Unido. China, União Europeia e Estados Unidos respondem por mais da metade da morte de suínos. Em seguida, vem o Brasil.

Dos mamíferos reduzidos a alimentos e produtos, os porcos estão no topo. Mata-se no mundo todo pelo menos três vezes mais suínos do que bois e vacas, de acordo com a AE. Sem dúvida, o consumo de bacon contribui substancialmente para a morte desses seres sociáveis que nascem com aptidão para interagir e viver em grupo, e podem ser mais inteligentes do que os cães.





A importância da realidade expressa na escrita

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Balzac e Orwell, vivendo e testemunhando a realidade marginal

Para abordar os aspectos sociais nos seus romances, principalmente nos 17 volumes de “La Comédie humaine”, Balzac vagava à noite pelas mais famigeradas ruas de Paris, hábito que manteve por anos, assim como fez Dickens em Londres. Ele também gostava de sair de madrugada porque a prisão de devedores era proibida entre o pôr e o nascer do sol, e assim ele não corria riscos.

Orwell se colocou entre os oprimidos para tentar entender como era ser um deles. Visitou minas e estaleiros, viveu com andarilhos e vagabundos, aceitou os piores trabalhos e passou fome. São experiências que deram origem ao seu livro de estreia “Down and Out in Paris and London”, de 1933, lançado no Brasil como “Na Pior em Paris e Londres”.

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Written by David Arioch

September 12th, 2017 at 1:55 am

Posted in Literatura

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A realidade por trás do Botox

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Foto: Irish Anti Vivisection Society

Há uma realidade por trás da toxina botulínica (Botox) que muita gente desconhece ou não faz questão de conhecer, que consiste no uso de animais indefesos para testar reações às substâncias contidas nessa neurotoxina. Ou seja, resultados estéticos para a humanidade, morte para seres não humanos. Diga não aos testes em animais e pratique o consumo consciente.

Quem quiser se aprofundar no assunto, sugiro que acesse:

http://www.eceae.org/sv/what-we-do/campaigns/botox/the-truth-about-botox-animal-testing

 





Quando levo pessoas de outras realidades para a Vila Alta

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Quando levo pessoas de outras realidades para a Vila Alta, na periferia de Paranavaí, consigo ver o receio em seus olhos. É um medo que também vem do estranhamento em não perceber que aquela realidade só existe porque não apenas os governantes e legisladores são passivos, mas também nós mesmos.

Written by David Arioch

July 19th, 2017 at 12:17 am

Sobre o novo comercial da Sadia

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A realidade do peru e de outros animais mais tarde fatiados (ou não) e embalados, a Sadia e nenhuma outra indústria alimentícia faz questão de mostrar

Sobre o novo comercial da Sadia. Alegria, família, crianças sorrindo, abraços, confraternização, uma verdadeira lição de harmonia. Muito amor envolvido. Bandejas bonitas, rótulos bem elaborados, tudo para dissociar o que se come da realidade. E claro, um peru feliz divulgando a própria carne, como se estivesse se oferecendo para morrer. Como sempre, uma utopia que vela uma distopia. Afinal, a realidade do peru e de outros animais mais tarde fatiados (ou não) e embalados, a Sadia e nenhuma outra indústria alimentícia faz questão de mostrar.

 





Written by David Arioch

July 7th, 2017 at 6:12 pm

Sobre a realidade da produção de artigos de pele de cordeiro

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Realidade da produção de artigos baseados em pele de animais

Na foto, um carregamento de pele de cordeiro. Muita gente gosta de usar roupas e calçados com esse tipo de “material”. Em algumas casas, já me deparei com tapetes feitos com a pele desse animal; e as pessoas se orgulhando do que ele representa tratando-se de maciez e “requinte”. Não seria isso um exemplo extremo da presunção humana? Ostentar a pele de uma criatura dócil diante da soleira? Onde as pessoas pisam.

 





A ficção pode ser mais real do que a “realidade”

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Guimarães Rosa, que reproduzia magistralmente a realidade por meio da ficção (Foto: Reprodução)

A ficção pode ser mais real do que aquilo que as pessoas muitas vezes entendem como realidade. Pensemos na história dos estados e das cidades brasileiras. Não raramente há mais romantismo nas chamadas “histórias oficiais” do que nas versões qualificadas como ficcionais das histórias dos povos deste país.

Há muitos casos em que um escritor de ficção regionalista tem mais a dizer sobre a realidade do que um livro de história de viés unilateral e ultrarromântico. Além disso, a ficção é uma forma de transcrever a realidade sem o risco de ter que responder a processos impetrados por quem se dispõe a fazer o possível para que certas histórias não venham à tona.

Quando há muitos impedimentos em relação à narrativa fiel dos fatos, a ficção pode ser um belo caminho de reproduzir a realidade, seja ela alegórica ou fidedigna.

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Written by David Arioch

June 24th, 2017 at 5:41 pm

Nem todos os jovens que cometem delitos são irrecuperáveis

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Arte: Banksy

Me recordo que na minha adolescência eu e alguns amigos assistíamos aqueles filmes em que professores realizavam trabalhos de recuperação social dos piores estudantes em escolas dos Estados Unidos. Alguns alunos eram usuários de drogas, ladrões, entre outros. Isso emocionava toda a gente.

Achavam lindo ver aquela transformação na telinha. inclusive quando os filmes eram exibidos nas escolas, todo mundo ficava emocionado. Alguns até choravam. As pessoas amavam esse tipo de filme. Será que é porque era apenas ficção e se passava nos Estados Unidos? Quero dizer, se for algo real e próximos de nós, não devemos cogitar a possibilidade de um trabalho de recuperação?

Acredito que podemos sim. E posso citar como exemplo a minha experiência. Frequento a Vila Alta, um dos bairros mais pobres de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, desde 2009, onde tento contribuir como posso, e de forma voluntária. Quero dizer, não ganho nada pra isso. Nunca ganhei. Claro, a não ser satisfação em contribuir. Inclusive fiz reportagens, artigos e documentários sobre essa realidade.

Lá, conheci dezenas de garotos que já cometeram delitos, e muitos são recuperáveis. Posso citar inúmeros que não praticaram mais nenhum crime. Um deles mudou de vida depois que conseguimos uma mochila e uma porção de materiais escolares. Então, sim, em oito anos mantendo contato com jovens que já se envolveram em “coisas erradas”, posso dizer com alguma propriedade que vale a pena acreditar nessa molecada, nem todos estão perdidos. Se você não acredita, que tal se perguntar o que você pode fazer para ajudar a mudar isso?

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Written by David Arioch

June 18th, 2017 at 8:52 pm

“Suas histórias são reais?”

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“O Leitor”, de Claude Monet

No ano passado, em uma escola, um estudante me perguntou se as histórias que escrevo são reais. Respondi o seguinte:

— Pode ser que sim, pode ser que não. Na realidade, acho que não faz a menor diferença. Uma história para ter poder sobre a mente humana, ou para instigar alguma emoção ou sentimento, não precisa ser real. Nós que precisamos ser verdadeiros em relação ao que sentimos ou ao que acreditamos quando escrevemos ou lemos. Se você lê uma história totalmente real, mas já tem uma predisposição a não acreditar no que lê, naturalmente aquilo já vai ser interpretado com ressalvas por você. Ou seja, penso que a leitura depende basicamente do quanto abrimos nossas mentes e nossos corações.

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Written by David Arioch

June 17th, 2017 at 6:31 pm