David Arioch – Jornalismo Cultural

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Nose flap, um artigo usado pela indústria leiteira para forçar o desmame do bezerro

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São raros os bezerros que conseguem encontrar um meio de mamar usando nose flaps

Esses dias, entrei em contato com um grande fabricante de nose flaps, que nada mais são do que abas instaladas nas narinas dos bezerros para impedir que eles consigam mamar. Ou seja, para forçar o desmame do bezerro. O material produzido por eles é leve e de plástico, o que segundo o fabricante garante que o animal não se machuque na tentativa de mamar. Eles relataram que os nose flaps têm eficácia de até 95%.

Ou seja, os filhotes realmente são impedidos de se alimentarem quando usam esse artigo. São raros os bezerros que conseguem encontrar um meio de mamar usando nose flaps. O artigo, que já se tornou um dos preferidos entre produtores de leite do mundo todo, inclusive do Brasil, é usado como um recurso que força o desmame do animal precocemente.

Segundo o porta-voz da QuietWean, do Canadá, a aba que impossibilita o animal de se alimentar é usada como um facilitador da separação entre vaca e bezerro. Ou seja, ela é comercializada para fazer não apenas com que o bezerro não mame, mas também com que a vaca seja condicionada a aceitar o inevitável processo de separação.

Em síntese, pode-se dizer que a vaca é enganada e o bezerro é mantido com fome. Claro, e com algo preso ao nariz que é capaz de causar irritação nas narinas do animal, além de estresse. Afinal, quem não se sentiria incomodado ao ser colocado em uma situação em que é impossível se alimentar ou de ter um contato íntimo com a própria mãe? Ainda mais quando falamos de um animal no início da vida.

O porta-voz da QuietWean também informou que os nose flaps impedem que o bezerro “grite muito” ou reaja de forma muito negativa quando separado da vaca. Mas essa não seria uma reação natural de um animal separado da mãe? Que direito temos de interferir nas ações naturais desses seres vivos?

Basicamente, o nose flap é mais uma criação voltada à naturalização de uma prática que não deveria ser considerada aceitável. Afinal, o leite que seria do bezerro vai ser destinado aos seres humanos, ou seja, a animais de outra espécie e que não dependem de leite para sobreviver. Se o bezerro passa por esse tipo de privação não há como negar que isso acontece porque existe um mercado consumidor de laticínios.

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Abdicar do consumo de laticínios é um ato de justiça em prol dos animais

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A realidade prova que o romantismo na exploração de vacas leiteiras é apenas um mito

Considero um equívoco quando alguém me diz que o problema do sofrimento dos animais nos grandes laticínios poderia ser resolvido se as pessoas comprassem leite de pequenos produtores. Tudo bem, então você compra leite do pequeno produtor e eu também. Daí quando as pessoas perguntarem, explicamos que o ideal é nunca comprar de grandes produtores.

Em pouco tempo, teremos uma infinidade de pessoas indo pelo mesmo caminho, e assim esses pequenos produtores serão obrigados a tornarem-se grandes produtores ou a saírem do negócio, já que eles deverão suprir a demanda ou ceder espaço para quem faça isso. A verdade é que enquanto as pessoas continuarem consumindo leite, inclusive muito mais do que os próprios bezerros, a intensa exploração da vaca vai continuar. Afinal, usa-se leite em quase tudo, até mesmo na composição de adoçantes.

Não há uma solução mais sustentável do que abdicar desse consumo, muito menos como evitar que todas as vacas do mundo passem por algum tipo de sofrimento ou privação enquanto as pessoas consomem quantidades exorbitantes e mesmo nocivas de laticínios. Não existe nem mesmo área para que todas as vacas da indústria leiteira sejam criadas de forma “humanizada”. Afinal, essa é a realidade do sistema industrial predominante, que atua conforme a demanda. E se a demanda é grande, o ritmo de produção é acelerado, o que significa que mais do que nunca o lucro se torna prioritário.

Além disso, os produtores de leite do Brasil descobriram há muito tempo que é possível lucrar até três ou quatro vezes mais criando o gado leiteiro sob regime de confinamento, seguindo o exemplo de países como os Estados Unidos. Logo não vejo por qual motivo eles iriam abdicar desse sistema se não for por força de uma grande desaceleração no consumo, já que o mercado age em conformidade com as reações dos consumidores.

Um fato a se considerar sobre a produção nacional de leite é que em 2015, de acordo com dados da Leite Brasil, somente as 15 maiores empresas do ramo de laticínios do Brasil foram responsáveis por quase 10 bilhões de litros de leite. Só a Nestlé respondeu por 1,8 bilhão de litros. Levando isso em conta, como alguém pode afirmar que não contribui com a exploração industrial das vacas simplesmente porque não bebe o leite comercializado por grandes produtores? Isso não diz nada.

Seria uma grande ilusão, a não ser que a pessoa seja vegetariana ou vegana, porque quem consome laticínios, ou não lê os rótulos dos produtos (que costumam conter derivados lácteos) e os compra, naturalmente contribui para a manutenção desse sistema. Mesmo que alguém afirme que as vacas sejam “bem tratadas”, que não sofrem violência, isso não muda o fato de que elas são submetidas à ordenha natural ou mecânica por anos, até que, com a queda da produção, são vendidas aos frigoríficos, abatidas e reduzidas a pedaços de carne expostos em um açougue. Não podemos ignorar também que muitos bezerros também têm a morte como destino por causa da alta demanda de laticínios. Ou seja, o leite que seria usado para alimentar o filhote da vaca é destinado aos seres humanos.

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Danone, Nestlé e Yakult realizam testes cruéis com animais

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Cães, camundongos e porcos são explorados nos testes da Danone, Nestlé e Yakult

Danone, Nestlé e Yakult são alguns dos grandes fabricantes de gêneros alimentícios que realizam testes em animais, além, claro, de usarem matéria-prima baseada na exploração animal. Há anos as três promovem testes que envolvem alimentação forçada, irradiação, dietas restritas com não mais do que 25% das necessidades nutricionais de cada animal e implantação cirúrgica de tubos. Ao final dos experimentos, não raramente os animais são mortos.

De acordo com a ONG Cruelty Free International, elas realizam esses experimentos principalmente na Ásia. A Yakult, por exemplo, promove experiências com camundongos na Coréia do Sul. Os animais usados nos experimentos têm em média cinco semanas de idade, não têm pelos, e são expostos a irradiação a pouco mais de 12 centímetros de suas peles. Esse procedimento geralmente é realizado por 12 semanas e há um aumento gradual na dose de radiação a cada semana.

Os camundongos normalmente desenvolvem rugosidade profunda e são mortos para que suas peles sejam removidas e analisadas. Em 2015, a Cruelty Free International entrou em contato com o porta-voz da Yakult, e ele disse que esses produtos não são comercializados no Reino Unido, mas em outros países. Porém, segundo a Cruelty Free International, que investiga o uso de animais em laboratórios, o lucro da Yakult na Inglaterra até hoje ajuda a fomentar pesquisas que envolvem exploração animal em outros países. Além de camundongos, a empresa realiza testes em cães e porcos, assim como a Danone que usa suínos para testar reações adversas aos seus novos produtos.

Outro grande conglomerado envolvido na exploração animal é a Nestlé, que também usa camundongos e cães. Em um experimento realizado pela gigante do ramo alimentício, 60 camundongos morreram quando a empresa realizou testes com duração de dez semanas para avaliar a eficácia de um novo extrato de canela. No experimento, os animais foram obrigados a ingerir canela através de um tubo enfiado em suas gargantas.

O porta-voz da Nestlé admitiu o que estavam fazendo e comentou: “O teste em animais é, com razão, uma questão de interesse público e deve ocorrer quando são necessárias demonstrações de segurança como parte do processo de autorização regulamentar de um produto.” Porém, esse mesmo porta-voz ignorou que há opções no mercado de alimentos regulamentados e não testados em animais, o que rebate a sua justificativa. A Nestlé promete desde 2015 a redução de testes em animais, porém muitos de seus produtos continuam sendo testados em animais.

A diretora do departamento de ciência da Cruelty Free International, Katy Taylor, também apresentou uma falha no argumento da Nestlé: “Alguns desses testes [com animais] são realizados em produtos que já estavam no mercado. Acreditamos que não há motivo para que voluntários e consumidores humanos não possam estar envolvidos na avaliação dos efeitos desses produtos na saúde humana.” Assim dispensando o uso desnecessário de animais.

Saiba Mais

Para mais informações sobre testes em animais, acesse o site da Cruelty Free International.

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A violência na indústria de peles de animais

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Se a sua pele é importante para você porque a de um animal não seria para ele?

Não há como negar que a indústria de peles de animais é violenta, isto porque muitos animais que são reduzidos a artigos de vestuário levam uma vida de privação, sofrimento e morte. Algumas espécies são mortas no ato da captura. Outras são mantidas em cativeiro, e até mesmo sem comida e água até o momento em que são mortas. Dificilmente algum animal tem sua pele extraída de forma não violenta. Além disso, se a sua pele é importante para você, por que a de um animal não seria para ele?

No Brasil, há leis que proíbem atos de crueldade contra os animais, porém na prática como elas funcionariam se não há fiscais para realizar esse trabalho? Também é preciso entender que a maior parte dos animais são mortos nesse processo, independente se o tipo de morte é classificada como cruel ou não. Se você acha que lã ou seda são matérias-primas que não envolvem sofrimento, sugiro que se aprofunde nessa questão. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, ovelhas, carneiros e cordeiros geralmente têm suas caudas cortadas e as orelhas perfuradas sem anestesia.

De acordo com o Projeto Esperança Animal (PEA), os machos explorados pela indústria de peles são castrados com duas a oito semanas de vida. Também são obrigados a usar anéis que impedem que o sangue chegue aos testículos, o que é naturalmente muito doloroso. E como os trabalhadores da indústria de extração de pele são mal remunerados e ganham por volume, muitas vezes eles fazem esse trabalho com tanta pressa que acabam por ferir gravemente os animais. Há inclusive casos de desfiguração facial em decorrência da violência nesse processo. O que podemos fazer para evitar isso? Não comprar produtos baseados em peles de animais, porque assim desestimulamos esse mercado.

 

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Você sabe se o batom que você usa é testado em animais?

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Realidade de um camundongo usado em testes de batom

Você sabe se o batom que você usa é testado em animais? Se for, ele pode ter custado a saúde de um camundongo que chegou ao fim da vida agonizando com alguns tumores. Não contribua com essa crueldade contra os animais. Acesse e tire suas dúvidas sobre produtos testados em animais no site da Pea e da Peta . Outra sugestão é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante, porque ele é obrigado a dar uma resposta honesta, já que corre o risco de comprometer a imagem da empresa caso não seja verdade.





Não voem com a Air France Airlines

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Companhia transporta macacos para laboratórios que realizam vivissecção e outros testes com animais

Não voem com a Air France Airlines. Atualmente é a maior linha aérea a transportar animais retirados de seu habitat. A empresa tem contrato com laboratórios e envia animais para viverem em privação e sofrimento até morrerem em experiências de vivissecção e outros tipos de testes com animais.

Saiba mais no site da Last Chance for Animals

 





Sobre o sofrimento de camundongos e macacos em experiências laboratoriais

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Camundongos e macacos são condicionados a uma vida de privação e sofrimento

Camundongos são os animais mais usados em experiências laboratoriais, e estão excluídos da maioria das leis de proteção animal. Em laboratórios por todo o mundo, milhões desses animais sociáveis, espertos e inteligentes são abusados em testes toxicológicos, em experiências que envolvem queimaduras e condicionamento psicológico e emocional.

Os camundongos estão no mesmo nível de senciência de cães e gatos. Além disso, são capazes de arriscarem suas vidas para salvarem seus companheiros. Outra informação pouco conhecida e realmente relevante é que muitos animais usados em vivissecção e outros testes são capturados em selvas, ou seja, afastados de suas famílias ainda bebês e enviados para viverem em confinamento até o momento em que são encaminhados para os laboratórios. Exemplo dessa realidade são os macacos.

Há casos em que eles são condicionados a se reproduzirem o máximo possível, assim mantendo um constante fornecimento de bebês para os laboratórios. As Filipinas lideram a exportação mundial de macacos com essa finalidade. Porém, se isso é um grande investimento nas Filipinas, isso significa que esse mercado só existe porque há pessoas dispostas a pagar por esses animais. Porém, nenhum laboratório pagaria por eles se não houvesse um mercado consumidor dos produtos testados nesses seres vivos.

Para se ter uma ideia de como essa vida nos laboratórios é terrível para os macacos, há situações em que eles são mantidos confinados em gaiolas com seus companheiros mortos. Isso já foi registrado em fazendas de reprodução no Laos. Quando os macacos enlouquecem em decorrência da privação prolongada, eles se matam ou matam seus companheiros.

Resumindo, se usamos produtos testados em animais, estamos financiando esse mercado que tira animais de seu habitat, de suas famílias, e os condiciona a se reproduzirem e a viverem em privação. Ou seja, a sofrerem o máximo possível até morrerem.

Surpreendente também é considerarmos que estamos em 2017 e já foi comprovado que esses testes são ineficazes, principalmente porque a composição biológica desses animais difere substancialmente da nossa. Não é preciso ser nenhum cientista para perceber isso. Sendo assim, experiências com animais são pouco eficazes quando se trata de avanços no que diz respeito à saúde humana e à medicina. Além disso, há alternativas que dispensam o uso de animais vivos.

Referência

http://www.petaasia.com/news/five-things-about-animal-testing/

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Camelo, um animal sensível que há mais de cinco mil anos é subjugado pela humanidade

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Camelo em situação de sofrimento e exploração (Fotos: Animalspirits222 e Veganism is the Future)

Camelo, um animal sensível que há mais de cinco mil anos é subjugado pela humanidade. Se você já passeou ou tem vontade de passear montado sobre esses animais, é importante entender que você também contribui com a exploração e o sofrimento deles.

“As pessoas devem ter renunciado, parece-me, toda a inteligência natural com o propósito de fazer com que os animais sejam vistos somente como máquinas. Parece-me, além disso, que [essas pessoas] nunca observaram com atenção o caráter dos animais, para não distinguir entre eles as diferentes vozes da necessidade, do sofrimento, da alegria, da dor, do amor, da raiva. E de todas as suas afeições. Seria muito estranho que eles expressassem tão bem o que não poderiam sentir.”

Voltaire no “Tratado Sobre a Tolerância”, publicado em 1763.

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Written by David Arioch

August 10, 2017 at 9:17 pm

Se você fuma, repense sua escolha, porque isso também causa um grande mal aos outros animais

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Animais usados nos testes de toxicidade dos cigarros

Se você fuma, repense sua escolha, porque isso também causa um grande mal aos outros animais, e não apenas a você. Em testes de toxicidade, as vítimas são obrigadas a inalar fumaça por até seis horas consecutivas e diariamente ao longo de três anos.

Como muitos animais tentam fugir desse tipo de prática, os ratos, por exemplo, são confinados em pequenos tubos e latas por onde a fumaça é bombeada. Durante muito tempo, animais como cachorros e macacos tiveram seus pescoços perfurados para que um tubo fosse penetrado e a fumaça forçada diretamente até seus pulmões.

Outra prática comum dos laboratórios que realizam testes em animais para a indútria do tabaco é a aplicação de alcatrão na pele nua dos camundongos, assim provocando pequenos tumores. Até mesmo macacas grávidas já passaram por testes de toxicidade de cigarros.

Nesses casos, um fluxo contínuo de nicotina foi mantido nos últimos quatro meses de gravidez para “estudar” que tipo de efeito a substância tem sobre seus bebês. Ao final dessas experiências, os filhotes eram mortos e dissecados para determinar os efeitos da exposição à nicotina.

Referência

Smoking Experiments on Animals

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Sobre a realidade da produção industrial de carne suína

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Sistema industrial impõe privação intensa aos animais

A realidade da produção industrial de carne suína pode ser chocante para quem consome carne e não tem a mínima ideia de como funciona esse sistema. Muitas porcas grávidas são aprisionadas como se fossem culpadas de algo, quando na realidade a privação existe simplesmente porque são animais condicionados a nascer, viver com brevidade e morrer distantes de uma vida natural. Há situações degradantes em que elas dormem sobre as próprias vezes em gaiolas apertadas.

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Written by David Arioch

July 19, 2017 at 1:19 am