David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Testes em Animais’ tag

Breve reflexão sobre testes em animais

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Acervo: Getty Images

Há empresas que não realizam testes em animais no Brasil, mas realizam em países que exigem a realização de testes para que um fabricante atue no mercado externo. Aceitar isso para lucrar é correto? Há empresas que também não realizam testes em animais, mas terceirizam. Isso é correto? Os dois casos me parecem antiéticos.

Written by David Arioch

September 21st, 2017 at 5:11 pm

Como alguém consegue dedicar anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos?

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Acervo: Peta

É difícil entender como uma pessoa, que provavelmente tem família e convive harmoniosamente com animais de estimação, consegue dedicar anos e anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos. Há quem defenda que mais de 50% das experiências realizadas com animais não chegam a lugar algum. Ou seja, quando algo dá muito errado (e aqui volto a reafirmar um mínimo de 50%), não são publicados nem artigos sobre o assunto. Quando digo dar errado significa que não há nem mesmo registros consistentes do que aconteceu com os animais usados nessas experiências. Ou seja, nessas situações, tudo é abafado.

E aqueles estudos que são conclusivos, muitas vezes são desconsiderados quando se trata de comparativos com seres humanos. Hoje de manhã, por exemplo, eu estava lendo sobre uma experiência envolvendo indução à amnésia. Animais recebiam até 300 choques diários. Imagine você falando sobre o seu trabalho e dizendo: “Ah, sou pesquisador. Meu trabalho é dar choque em animais, privá-los de comida e água, entre outras coisas.”

Em testes realizados em animais, sejam de vivissecção ou não, o animal dificilmente é sedado ou recebe anestesia. Afinal, por que iriam fazer isso se o objetivo é exatamente avaliar a reação a dor e a capacidade ou incapacidade de superá-la? Não é à toa que as taxas de mortalidade nesses experimentos são extremamente altas.

 

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O sofrimento dos macaquinhos no trabalho de Harry F. Harlow

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Foto: Revista Time

Há um artigo do psicólogo e professor Harry F. Harlow, mencionado por Peter Singer no livro “Animal Liberation”, de 1975, em que ele fala de experiências de isolamento social com macacos nos Estados Unidos. Eles tentaram fazer com que os animais desenvolvessem algum tipo de psicopatologia. Para tanto, enviavam animais logo após o nascimento para câmaras de aço inoxidável, sem contato com qualquer outro animal, e assim os mantinham por toda a vida.

Uma das técnicas usadas para forçar os macacos ainda bebês a desenvolverem depressão, ou até mesmo algum comportamento psicótico, se baseava em dar-lhes mães falsas de tecido. Os movimentos das falsas macacas eram baseados em ar comprimido de alta pressão. E a força do ar era tão grande que chegava a arrancar pedaços de pele dos macaquinhos. Muitos deles, apegados a ideia de ter uma mãe pela primeira vez, continuavam agarrados às bonecas mesmo diante do risco de dor e morte.

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Written by David Arioch

September 18th, 2017 at 6:02 pm

Laos, um dos maiores fornecedores de animais para laboratórios

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Foto: Jo-Anne McArthur

Conhece o Laos? É um país asiático localizado na Indochina. O país é um dos maiores fornecedores do mundo de animais para laboratórios, para servirem como vítimas de vivissecção e outros testes realizados pela indústria cosmética e alimentícia, além de instituições de ensino, entre outros. Esses animais são condicionados a procriarem em fazendas, nas chamadas breeding facilities. Acredite, nenhum desses animais leva uma vida feliz.

As fotos da canadense Jo-Anne McArthur registram exatamente isso. Pense a respeito quando for comprar aquele produto que antes de chegar às suas mãos foi testado em animais. Talvez você tenha parcela de culpa pelo trauma e temor registrados em fotos como esta, já que essas criaturas jamais seriam criadas se não consumíssemos produtos testados em animais, ou endossássemos a realização de pesquisas com esses seres vivos.





E se fosse você a vítima de vivissecção?

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Inversão de papéis de Derek Chatwood

E se, em vez dos animais, fosse você a vítima de vivissecção? Ou de testes de substâncias, ingredientes e produtos? Se você não gostaria de estar no lugar de um animal usado em laboratório, saiba que ele também não gostaria de ser explorado dessa forma.





Por que é cruel usar animais em testes de produtos alimentícios

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O uso de animais na indústria e em pesquisas gera graves consequências na vida dessas criaturas

— Como usar animais em testes de produtos alimentícios pode prejudicá-los? Não tem lógica. Os animais vão apenas consumir os produtos que serão mais tarde vendidos para nós.

— O problema é que esses animais são mantidos confinados, e para avaliar os resultados de algum produto alimentício, eles são obrigados a seguirem uma dieta baseada nesses produtos. Ou seja, imagine consumir um produto industrializado várias vezes por dia ao longo de semanas. Será que isso seria bom? Fora o fato de que animais não devem se alimentar como seres humanos. Mesmo que eles sejam parecidos com nós em alguns aspectos, eles são diferentes, logo têm necessidades nutricionais distintas. Seria o mesmo que você participar como cobaia de uma experiência para avaliar a segurança de uma ração industrializada destinada a algum outro animal, por exemplo. Você se sentiria bem consumindo essa ração várias vezes ao dia e por semanas? Outro fator a se considerar é que testes de produtos do gênero alimentício podem envolver inclusive desidratação, reações alérgicas, vivissecção [que significa operar um animal vivo, e o que não raramente é feito sem anestesia] e baixa severa no sistema imunológico em decorrência da deficiência de nutrientes. Sendo assim, sem dúvida, testes de produtos alimentícios em animais podem ser tão nocivos quanto qualquer outro.

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Você gosta dos produtos da L’oreal?

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Arte: Ethify.org

Você gosta dos produtos da L’oreal (para cabelo, perfumes e protetores solares)? Pois então, a empresa até hoje realiza testes que custam a saúde e a vida de muitos animais. Levando em conta o quanto isso é desnecessário, uma forma de pressioná-la a parar com isso é não comprando esses produtos testados em animais.

 

Você sabe se o batom que você usa é testado em animais?

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Realidade de um camundongo usado em testes de ingredientes

Você sabe se o batom que você usa é testado em animais? Se for, ele pode ter custado a saúde de um camundongo, mais tarde descartado como se sua vida não tivesse o menor valor. Não contribua com essa crueldade contra os animais. Acesse e tire suas dúvidas sobre produtos testados em animais no site da Pea e da Peta. Outra sugestão é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante. Você também pode fazer um comparativo com outras listas disponíveis em sites que denunciam marcas e produtos que realizam testes em animais.





Não voem com a Air France Airlines

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Companhia transporta macacos para laboratórios que realizam vivissecção e outros testes com animais

Não voem com a Air France Airlines. Atualmente é a maior linha aérea a transportar animais retirados de seu habitat. A empresa tem contrato com laboratórios e envia animais para viverem em privação e sofrimento até morrerem em experiências de vivissecção e outros tipos de testes com animais.

Saiba mais no site da Last Chance for Animals

 





Sobre o sofrimento de camundongos e macacos em experiências laboratoriais

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Camundongos e macacos são condicionados a uma vida de privação e sofrimento

Camundongos são os animais mais usados em experiências laboratoriais, e estão excluídos da maioria das leis de proteção animal. Em laboratórios por todo o mundo, milhões desses animais sociáveis, espertos e inteligentes são abusados em testes toxicológicos, em experiências que envolvem queimaduras e condicionamento psicológico e emocional.

Os camundongos estão no mesmo nível de senciência de cães e gatos. Além disso, são capazes de arriscarem suas vidas para salvarem seus companheiros. Outra informação pouco conhecida e realmente relevante é que muitos animais usados em vivissecção e outros testes são capturados em selvas, ou seja, afastados de suas famílias ainda bebês e enviados para viverem em confinamento até o momento em que são encaminhados para os laboratórios. Exemplo dessa realidade são os macacos.

Há casos em que eles são condicionados a se reproduzirem o máximo possível, assim mantendo um constante fornecimento de bebês para os laboratórios. As Filipinas lideram a exportação mundial de macacos com essa finalidade. Porém, se isso é um grande investimento nas Filipinas, isso significa que esse mercado só existe porque há pessoas dispostas a pagar por esses animais. Porém, nenhum laboratório pagaria por eles se não houvesse um mercado consumidor dos produtos testados nesses seres vivos.

Para se ter uma ideia de como essa vida nos laboratórios é terrível para os macacos, já foram registrados casos na Ásia em que esses animais foram mantidos confinados em gaiolas com seus companheiros mortos. Além disso, quando os macacos enlouquecem em decorrência da privação prolongada, há situações extremas em que eles chegam a se matar ou matam seus companheiros.

Resumindo, se usamos produtos testados em animais, estamos financiando esse mercado que tira animais de seu habitat, de suas famílias, e os condiciona a se reproduzirem e a viverem em privação. Ou seja, a sofrerem o máximo possível até morrerem.

Surpreendente também é considerarmos que estamos em 2017 e já foi comprovado que esses testes são ineficazes, principalmente porque a composição biológica desses animais difere substancialmente da nossa. Não é preciso ser nenhum cientista para perceber isso. Sendo assim, experiências com animais são pouco eficazes quando se trata de avanços no que diz respeito à saúde humana e à medicina. Além disso, há alternativas que dispensam o uso de animais vivos.

Referência

http://www.petaasia.com/news/five-things-about-animal-testing/

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