David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Posts Tagged ‘Testes em Animais

Porque é cruel usar animais em testes de produtos alimentícios

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Animais também são usados como cobaias pela indústria alimentícia

— Como usar animais em testes de produtos alimentícios pode prejudicá-los? Não tem lógica. Os animais vão apenas consumir os produtos que serão mais tarde vendidos para nós.

— O problema é que esses animais são mantidos confinados, e para avaliar os resultados de algum produto alimentício, eles são obrigados a seguir uma dieta baseada nesses produtos. Ou seja, imagine consumir um produto industrializado várias vezes por dia ao longo de semanas. Será que isso seria bom? Fora o fato de que animais não devem se alimentar como seres humanos. Mesmo que eles sejam parecidos com nós em alguns aspectos, eles são diferentes, logo têm necessidades nutricionais distintas. Seria o mesmo que você participar como cobaia de uma experiência para avaliar a segurança de uma ração industrializada destinada a algum outro animal, por exemplo. Você se sentiria bem consumindo essa ração várias vezes ao dia e por semanas? Outro fator a se considerar é que testes de produtos do gênero alimentício podem envolver inclusive desidratação, reações alérgicas, vivissecção [que significa operar um animal vivo, e o que não raramente é feito sem anestesia] e baixa severa no sistema imunológico em decorrência da deficiência de nutrientes. Sendo assim, sem dúvida, testes de produtos alimentícios em animais podem ser tão nocivos quanto qualquer outro.

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Você gosta dos produtos da L’oreal?

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Realidade dos testes feitos pela L’oreal em um coelho

Você gosta dos produtos da L’oreal (produtos para cabelo, perfumes e protetores solares)? Pois então, a empresa até hoje realiza testes que custam a saúde e a vida de muitos animais. Levando em conta o quanto isso é desnecessário, uma forma de pressioná-la a parar com isso é boicotando todos os seus produtos. Ou seja, não compre L’oreal.

 





Você sabe se o batom que você usa é testado em animais?

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Realidade de um camundongo usado em testes de batom

Você sabe se o batom que você usa é testado em animais? Se for, ele pode ter custado a saúde de um camundongo que chegou ao fim da vida agonizando com alguns tumores. Não contribua com essa crueldade contra os animais. Acesse e tire suas dúvidas sobre produtos testados em animais no site da Pea e da Peta . Outra sugestão é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante, porque ele é obrigado a dar uma resposta honesta, já que corre o risco de comprometer a imagem da empresa caso não seja verdade.





Não voem com a Air France Airlines

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Companhia transporta macacos para laboratórios que realizam vivissecção e outros testes com animais

Não voem com a Air France Airlines. Atualmente é a maior linha aérea a transportar animais retirados de seu habitat. A empresa tem contrato com laboratórios e envia animais para viverem em privação e sofrimento até morrerem em experiências de vivissecção e outros tipos de testes com animais.

Saiba mais no site da Last Chance for Animals

 





Sobre o sofrimento de camundongos e macacos em experiências laboratoriais

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Camundongos e macacos são condicionados a uma vida de privação e sofrimento

Camundongos são os animais mais usados em experiências laboratoriais, e estão excluídos da maioria das leis de proteção animal. Em laboratórios por todo o mundo, milhões desses animais sociáveis, espertos e inteligentes são abusados em testes toxicológicos, em experiências que envolvem queimaduras e condicionamento psicológico e emocional.

Os camundongos estão no mesmo nível de senciência de cães e gatos. Além disso, são capazes de arriscarem suas vidas para salvarem seus companheiros. Outra informação pouco conhecida e realmente relevante é que muitos animais usados em vivissecção e outros testes são capturados em selvas, ou seja, afastados de suas famílias ainda bebês e enviados para viverem em confinamento até o momento em que são encaminhados para os laboratórios. Exemplo dessa realidade são os macacos.

Há casos em que eles são condicionados a se reproduzirem o máximo possível, assim mantendo um constante fornecimento de bebês para os laboratórios. As Filipinas lideram a exportação mundial de macacos com essa finalidade. Porém, se isso é um grande investimento nas Filipinas, isso significa que esse mercado só existe porque há pessoas dispostas a pagar por esses animais. Porém, nenhum laboratório pagaria por eles se não houvesse um mercado consumidor dos produtos testados nesses seres vivos.

Para se ter uma ideia de como essa vida nos laboratórios é terrível para os macacos, há situações em que eles são mantidos confinados em gaiolas com seus companheiros mortos. Isso já foi registrado em fazendas de reprodução no Laos. Quando os macacos enlouquecem em decorrência da privação prolongada, eles se matam ou matam seus companheiros.

Resumindo, se usamos produtos testados em animais, estamos financiando esse mercado que tira animais de seu habitat, de suas famílias, e os condiciona a se reproduzirem e a viverem em privação. Ou seja, a sofrerem o máximo possível até morrerem.

Surpreendente também é considerarmos que estamos em 2017 e já foi comprovado que esses testes são ineficazes, principalmente porque a composição biológica desses animais difere substancialmente da nossa. Não é preciso ser nenhum cientista para perceber isso. Sendo assim, experiências com animais são pouco eficazes quando se trata de avanços no que diz respeito à saúde humana e à medicina. Além disso, há alternativas que dispensam o uso de animais vivos.

Referência

http://www.petaasia.com/news/five-things-about-animal-testing/

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A realidade por trás do Botox

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Vivissecção realizada na fabricação do Botox

Há uma realidade por trás da toxina botulínica (Botox) que muita gente desconhece ou não faz questão de conhecer, que consiste no uso de animais indefesos para testar reações às substâncias contidas nessa neurotoxina. Ou seja, resultados estéticos para a humanidade, morte para seres não humanos. Diga não aos testes em animais e pratique o consumo consciente.

Quem quiser se aprofundar no assunto, sugiro que acesse:

http://www.eceae.org/sv/what-we-do/campaigns/botox/the-truth-about-botox-animal-testing

 





Sobre a realidade dos animais usados como cobaias

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” Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada”

Há experiências com animais que fazem parte da categoria comportamento e aprendizado. Nesse caso, animais usados como cobaias são submetidos a isolamento social, alimentar, desidratação severa e privação de sono que podem durar dias, semanas, meses ou anos. As pesquisas com animais que visam avaliar o comportamento e o aprendizado não humano normalmente são baseadas na abertura do crânio do animal ainda consciente e na instalação de elétrodos no cérebro.

Nesse ínterim, o cérebro da vítima é manipulado como um brinquedo. Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada; e ele é obrigado a encontrar alguma saída em um labirinto, por exemplo, mesmo incapaz de reagir naturalmente. Também é mantido sobre plataformas por dias, mas como sempre há água embaixo, o animal evita dormir com medo de cair e morrer afogado. Somente depois de muitos episódios de vivissecção que culminam em traumas extremos, ele entra em estado vegetativo. Como já não responde satisfatoriamente aos estudos, é descartado como lixo.

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Woody Harrelson: “Todos os anos, dezenas de milhares de animais sofrem e morrem em testes laboratoriais de cosméticos e produtos domésticos”

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Harrelson: “Por favor, junte-se a mim e use sua voz para falar por aqueles cujos gritos estão selados para sempre na porta dos laboratórios.”

Em 2011, o ator Woody Harrelson enviou uma carta para o chefe de gabinete do Exército dos Estados Unidos falando sobre o cruel envenenamento de macacos nas experiências realizadas pelo Exército em Aberdeen Proving Ground, em Maryland. A carta recebida pelo general Raymond T. Odierno descreveu como os macacos sofriam uma overdose forçada que incluía “sintomas de intoxicação química, incluindo convulsões, dificuldades respiratórias e descontrole intestinal”. Ele pediu ao general para interromper essa atividade brutal, a substituindo por simuladores.

“Mil desses seres complexos estão confinados em laboratórios dos Estados Unidos – alguns por até 50 anos – onde foram intencionalmente infectados com HIV/Aids e hepatite, e forçados a suportar décadas de procedimentos invasivos, medo, solidão e dor. Essa experiência infernal deixa cicatrizes emocionais ao longo da vida dos chimpanzés, e muitos deles recorrem à automutilação ou sofrem de depressão. Outros sofrem de transtornos psicológicos por anos após o trauma de ter suas mentes e corpos violados.”

Woody Harrelson em campanha que culminou no fim do uso de chimpanzés em experiências militares nos Estados Unidos.

“Todos os anos, dezenas de milhares de animais sofrem e morrem em testes laboratoriais de cosméticos e produtos domésticos, apesar dos resultados não ajudarem a evitar o uso indevido e acidental desses produtos. Por favor, junte-se a mim e use sua voz para falar por aqueles cujos gritos estão selados para sempre na porta dos laboratórios.”

Woody Harrelson em registro da Animal Liberation Front (ALF).

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A vivissecção também ensina valores antropocêntricos e especistas, de que animais são objetos que podem ser jogados fora

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“Para que a pesquisa continue, é preciso afastar qualquer sinal de compaixão, e acreditar que eles são objetos, não seres vivos”

Os animais vêm sendo usados há cerca de 300 anos em uma prática bastante consolidada dentro das instituições de ensino. A maioria das pessoas não sabe, mas para a formação de biólogos, profissionais da área de saúde, geralmente eles são obrigados a passar pela prática de vivissecção, que consiste basicamente em causar um dano ao animal, ou abri-lo ainda vivo.

Ou então usar o cadáver de um animal que foi sacrificado ou morto para aquele tipo de prática pedagógica, para ilustrar conhecimentos que já são sabidos. Vivissecção quer dizer “cortar vivo”, mas esse termo é aplicado hoje a qualquer forma de experimentação animal. A partir do século XIX essa prática se intensificou, e hoje é uma poderosa indústria que produz equipamentos e o que eles chamam de “produtos”.

É comum o uso de cachorros para ilustrar o sistema cardiorrespiratório. É uma prática de fisiologia bastante antiga e tradicional, que consiste em anestesiar um cão, abri-lo, e injetar algumas substâncias para ver como o sistema cardiorrespiratório responde a diferentes substâncias. Então isso é um exemplo dentro de uma série de outros que implicam técnicas de sutura, injeção de “n” substâncias, provocação de queimaduras, indução de fome, indução de estresse.

Depois que eu cumpro com os objetivos da prática, eu jogo o animal no lixo. Geralmente são animais saudáveis, provenientes de biotérios, que são lugares dentro das instituições que criam os animais para essas finalidades. Em alguns casos, esses animais são provenientes de centros de controle de zoonoses.

Peças, encomendas, produtos, modelo, material de estudo – são resumidos a isso. Para que a pesquisa continue, é preciso afastar qualquer sinal de compaixão, e acreditar que eles são objetos, não seres vivos. No começo, o estudante pega um animal, corta e se sente mal com aquele ato. Um desconforto moral, um desconforto físico. Mas se sente mal. Com a repetição, ele já passa a sublimar isso.
Então no final do curso, ele já está cortando numa boa, sem qualquer problema. Então o que é isso? Isso é um processo de dessensibilização pelo qual o estudante passa. No final, ele está mais frio em relação à vida. Ele já “coisificou” a vida na frente dele.

Quando eu corto um cachorro para estudar anatomia, eu aprendo muito mais do que anatomia. Aprendo os valores antropocêntricos e especistas, de que aquele animal é um objeto que eu posso jogar fora. Existe uma série de conteúdo ocultos que são transmitidos de arrasto à prática, e que não estão explicitados no currículo oficial, mas eu aprendo.

Um dia, a gente estava aprendendo a dar injeção em uma égua. Havia 200 alunos dando injeção nela, até que chegou um momento em que um aluno acertou a jugular dela e estourou uma veia. Começou a sangrar muito, e uma das alunas foi lá e começou a estancar o sangue. Só que veio o resto e começou a aplicar do outro lado, e a professora incentivando: “Não! É assim!” Foi horrível! A gente tem dez professores e sete deles falam: “Gente, tadinha nada! Eles estão aqui pra isso!” Nenhum vem dar uma força e falar:

“Não! Eu também acho que isso é errado.” Nenhum! E falam: “Nós temos que sacrificar alguns animais para que vocês possam salvar outros na profissão.” Isso acontece porque a estrutura da universidade está de tal maneira interpenetrada dessa recomendação atribuída a Claude Bernard, de que o cientista para agir profissionalmente ele tem que ser frio em relação ao trato com os animais, que você falar em piedade, dó, compaixão, não combina.

Fui treinado para salvar vidas, e de repente vou lá e uso um cachorro para um aluno aprender a fazer uma cirurgia no estômago e mato o cachorro. No dia seguinte, estou salvando um cachorro naquela mesma cirurgia. Adiantou eu operar? Matei um para salvar o outro. É como um médico operar um cara lá e matar o sujeito para aprender a salvar outro.

Não tem muito critério para utilizar esse método, usa porque é mais fácil. Tem um canil atrás da faculdade, eles pegam um cachorro onde é conveniente, levam para o laboratório e não precisa fazer nenhum esforço. Atualmente, o pessoal do segundo ano [de medicina] está fazendo a primeira experiência com os ratos, que é aquela de injetar estricnina no estômago ou no intestino, e os ratos começam a ter convulsões; alguns ficam com as entranhas todas para fora – intestino, estômago.

O rato morre, mas antes fica convulsionando até o final. O pessoal está me mandando mensagem [agora] de como foi a experiência, o que isso adicionou. Pelo menos quem está escrevendo aqui não ficou satisfeito com esse tipo de aula. Em síntese, você ensina o aluno a ter preconceito com os diferentes. O animal é diferente dele: “Eu tenho autoridade de sacrificá-lo.”

Thales Tréz, biólogo e professor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

Ana Paula de Sá, estudante de medicina veterinária da Universidade Anhembi Morumbi

Irvênia Prada, professora titular emérita da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

Marco A. Gioso, professor do departamento de cirurgia da FMVZ.

Carlos Bustamante, estudante da Faculdade de Medicina do ABC.

Odete Miranda, cardiologista e professora da faculdade de medicina do ABC.

Excertos de “Não Matarás”, documentário lançado em 2005 pelo Instituto Nina Rosa. O filme critica a vivissecção, os testes em animais, ao revelar como os seres não humanos são explorados de forma desnecessária e cruel em um contexto de banalização da vida animal.

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Quando fizer compras, priorize produtos não testados em animais

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Foto: Jo-Anne McArthur

Quando fizer compras, priorize produtos não testados em animais, e valorize empresas com essa preocupação. Acredite, há opções, inclusive mais baratas. Do contrário, financiamos o sofrimento de outros seres vivos, como o registrado pela fotógrafa canadense Jo-Anne McArthur. Mais do que nunca, a realização de testes em animais é desnecessária, e há inclusive ONGs, como a Cruelty Free International, que oferecem alternativas e dão consultoria para acabar com esse sofrimento imposto aos animais.

Logo abaixo, você pode fazer o download de uma lista de produtos criada e disponibilizada pelo grupo vegano TrollAjuda, do Facebook:

https://www.4shared.com/office/7VaGaKBYei/Lista_Atualizada_de_Produtos_L.html