David Arioch – Jornalismo Cultural

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Umberto Eco, “O Eterno Fascismo” e a política

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O Ur-Fascismo, que também é um tipo de culto da tradição, de que falou Umberto Eco em uma conferência na Universidade de Columbia em 1995, ainda me parece bastante atual, até porque não falava apenas do então tempo presente, mas também do futuro, e das armadilhas às quais estamos sempre sujeitos a nos enredar. Eu acredito que nenhuma dessas armadilhas é tão perigosa quanto a passionalidade fundamentada em um desejo imperativo que busca referências até mesmo no desconhecimento. Há muito disso na interpretação do cenário e das nuanças políticas, mas não somente.

Notadamente, quando nossos anseios em externalizar nossas insatisfações, sejam elas singularmente pessoais ou não, passam pelo crivo da nossa latente presunção em nortear a verdade, mesmo que isso custe transmitir algumas impressões um tanto quanto obtusas visando algum tipo de persuasão consciente ou inconsciente. Claro, uma interpretação livre de uma reflexão alicerçada no que Umberto Eco chamava de “O Eterno Fascismo”. Há sempre tentáculos que não enxergamos ou não alcançamos porque estamos preocupados demais com aquilo que nos arranha a superfície.





Written by David Arioch

April 9th, 2018 at 1:50 am

O legado de Umberto Eco

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Umberto-Eco

Umberto Eco, um dos mais notáveis pensadores da atualidade (Foto: Divulgação)

Conheci o trabalho do polivalente Umberto Eco em 2002 e desde então acompanhei seus lançamentos. Há algum tempo, li o seu controverso romance “Número Zero”, conhecido como um “manual do mau jornalismo” – que sem dúvida faz jus à epígrafe não oficial. Comecei a ler suas obras no primeiro ano da faculdade, levando em conta que ele é referência quando se trata de comunicação de massa e disseminação da informação.

Sua importância para a semiótica, filosofia da linguagem e seus conceitos em torno dos termos apocalípticos e integrados são famosos em escolas de comunicação do mundo todo. Mas na minha época de graduando o que mais me chamou a atenção em Umberto Eco foi sua veia romancista. Livros como “O Nome da Rosa”, adaptado para o cinema, “O Pêndulo de Foucault”, “Baudolino” e o Cemitério de Praga” merecem ser lidos a qualquer tempo. Eco, que nasceu em Alexandria, na região italiana do Piemonte, e faleceu em Milão no dia 19 de fevereiro deste ano, sem dúvida foi uma grande perda para todos nós.

Written by David Arioch

February 20th, 2016 at 9:48 am