David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Veganos’ tag

O movimento vegano não é um movimento homogêneo

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Se uma pessoa busca no veganismo uma indefectível unissonância, só me resta dizer que talvez esteja procurando isso no lugar errado (Arte: One Green Planet)

O movimento vegano não é um movimento homogêneo, até porque pessoas têm suas idiossincrasias e inclinações que podem ser inclusive antagônicas – em um contexto à parte de convergências. Afinal, ser humano perpassa pela subjetividade e contrariedade, em poucos ou muitos aspectos. Se uma pessoa busca no veganismo uma indefectível unissonância, só me resta dizer que talvez esteja procurando isso no lugar errado.

Acho importante aprender a lidar com a diversidade dentro do veganismo, até porque o mais importante para mim sempre é chegar à consciência e talvez até o coração das pessoas, se possível. Por isso não escrevo para que as pessoas se sintam mais nem menos veganas. Assim como não escrevo com a finalidade de ditar regras nem ofender ninguém que não seja vegano nem vegetariano.

O que tenho como premissa em relação ao veganismo, porém não como construto identitário, na realidade é muito simples – animais não existem para me servir e cabe a mim fazer o possível para não contribuir com essa exploração, e claro que isso significa me abster de consumir qualquer coisa de origem animal independente de circunstância.

Uma galinha poderia botar um ovo na entrada do meu quarto, eu não o pegaria e o comeria, porque simbolicamente representaria o reconhecimento de que um animal pode me alimentar, e nisso há uma associação com a servidão. Eu não concordo com isso. Mas este sou eu na minha concepção tradicional de veganismo, que vai ao encontro da proposta vanguardista ocidental de 1944, ou seja, não consumir nada de origem animal dentro das minhas possibilidades tangíveis.

Não duvido que devo ter inúmeros textos que incomodam as pessoas, mas posso dizer com alguma propriedade que nenhum deles traz qualquer tipo de opugnação verbal, já que não vejo sentido em vituperar para conscientizar. Na minha opinião, acreditar em um veganismo uniforme é definitivamente crer em uma utopia, uma quimera, uma veleidade. Não somos feitos em série, somos pessoas, e cada a qual com bagagens sortidas construídas ao longo da vida.

O que devemos ter em comum é só uma coisa – respeito pelos animais. A literatura animalista prova como a diversidade nesse contexto é imensa, e cada um, independente de antagonismo, tem o direito de manifestar o seu posicionamento, por mais bizarro e púnico que nos pareça. Sim, não cabe a mim o direito de coarctar ninguém, até porque isso não seria direito, somente injunção; e arbitrariedade não me parece algo que combine com o veganismo.

Vejo o veganismo como a luta pela liberdade, um tipo mais abrangente de liberdade, talvez a maior da história da humanidade se considerarmos o tanto de criaturas que visamos libertar da exploração – milhões, trilhões – dependendo da espécie. No entanto, se consoante isso alguém preconiza ou vaticina cerceamento de algum tipo, até mesmo da manifestação de uma opinião, se valendo do veganismo, podemos transmitir talvez uma das piores imagens que não gostaríamos de difundir; ou pelo menos não deveríamos se ponderarmos o impacto disso em um mundo em que pessoas que se preocupam com os animais a ponto de não consumi-los ainda é pequeno, embora crescente e auspicioso, no meu entendimento.

Em síntese, se entendemos o veganismo como liberdade, creio que devemos sim evitar qualquer tipo de cesarismo em relação a quem diverge de nós em alguns pontos. Se uma pessoa não se alimenta de animais por uma questão ética, ela já está do nosso lado, mesmo que haja divergências, e divergências podem ser debatidas. Tento ser cuidadoso em relação ao viés romântico e passional das coisas que me interessam, porque sei que se eu permitir uma visceralização, esse viés pode me engolir e suprimir a intelecção e a capacidade de analisar a realidade sob uma perspectiva menos unilateral.

Sendo assim, ressalto que sempre que produzo conteúdo sobre direitos animais e veganismo, jamais tenho a intenção de impor o que cada um deve ou não fazer, sejam eles veganos ou não. Falo por mim e escrevo por mim. Creio no poder de sugestão e de conscientização, e reverbero também o que foi dito por aqueles sobre quem pesquiso. No entanto, cabe a cada um ver algum valor ou não nisso. Nos meus textos, não é difícil perceber que há sempre pontos de consideração ou reflexão, porque é exatamente esse o meu objetivo. Não nego que tenho mais predileção por despertar dúvidas. Em síntese, meu papel é compartilhar informações sobre a exploração animal, informações que podem ser elucubradas ou não. Logo fique à vontade para simpatizar – ou não. Afinal, creio que isso também é parte do veganismo.





 

Tudo que as pessoas que não gostam de veganos querem é que veganos sintam-se inseguros

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Foto: Peaceful Prairie

Tudo que as pessoas que não gostam de veganos querem é que veganos sintam-se inseguros em relação à suas escolhas e decisões. Alguns tentarão fazer você acreditar que é hipócrita, que na realidade não está contribuindo efetivamente com os animais. Há pessoas capazes de observar os seus hábitos para encontrar alguma falha, esquecendo-se de uma premissa básica – veganismo não significa perfeição, mas sim um aperfeiçoamento constante em franca oposição à exploração animal. Também não faz objeção às questões humanas, já que o veganismo é muito benéfico à humanidade, e inclusive uma questão de justiça social.

Quando me fazem questionamentos sobre o assunto, normalmente de antemão consigo identificar a intenção. A escolha das palavras, o tom e a forma como elas são usadas dizem muito sobre o propósito do interlocutor; se ele realmente está disposto a dialogar. Assim consigo avaliar também se devo responder, sorrir ou ignorar. Não me recordo de nenhum momento em que me senti em risco por qualquer indagação desse tipo.

Porque me sentir em risco significaria amargar dubiedade sobre as minhas próprias decisões; e hesitação e vacilação também são ferramentas de altercação. Bom, não apenas tenho segurança em relação ao que defendo, como também sei que a fragilidade do desconhecimento de quem ataca vem sempre carregada pelos arroubos da ignorância, da ablepsia e da equívoca passionalidade; e isso também costuma suprimir o que deveria florescer.

Mas, claro, aponte-me meus erros respeitosamente, e eu o considerarei, mas se faz isso de forma impolida e debochada, concluirei que estou diante de alguém que tripudia sobre a realidade; que resiste em aquiescer a óbvia razão dos que não aceitam a objetificação animal. E não apenas não aceitam como estão sempre dispostos a mostrar como somos evidentemente arbitrários na nossa relação com os outros animais, tenha tal ação uma acolhida positiva ou negativa.

 

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Written by David Arioch

September 29th, 2017 at 1:17 am

Sobre veganos e vegetarianos que oferecem alimentos com ingredientes de origem animal a quem não é

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Oferecer alimentos sem ingredientes de origem animal é uma forma de aproximar as pessoas do veganismo

Sei que há vegetarianos e veganos que quando realizam algum evento abrem exceção e oferecem alimentos com ingredientes de origem animal para os amigos que não são nem vegetarianos. Bom, fora o fato de que isso também é virar as costas para a exploração animal, perde-se aí uma oportunidade de mostrar como o vegetarianismo ou o veganismo é acessível e tem opções muito boas para todos os gostos. Os clichês e estereótipos surgem exatamente pela desinformação que pode ser combatida neste caso da melhor forma possível.

Afinal, pensemos. Por que uma pessoa se recusaria a consumir comida vegetariana ou vegana por uma noite, por exemplo? Não faz sentido. Além disso, quem te respeita, aceita isso numa boa. Não vejo nenhuma justificativa plausível para uma exceção. Simplesmente, é incoerente com o veganismo e até mesmo com o vegetarianismo ético. Obviamente porque nenhum dos dois se resume basicamente ao que você coloca dentro da sua boca.

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Written by David Arioch

September 10th, 2017 at 2:03 am

Veganos e o compromisso de não contribuir com a exploração animal

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Retratos de um sistema exploratório que objetifica animais, os colocando em condição de privação e sofrimento. São seres vivos que, em muitos casos, nascem e morrem sem saber por que existiram (Fotos: Jo-Anne McArthur)

De vez em quando me deparo com alguém dizendo que veganos são hipócritas porque não estão livres de usarem algo de origem animal. Sim, essa pessoa tem razão ao dizer que não estamos livres de usarmos algo de origem animal, ou testado em animais. Mas sabe por que não somos hipócritas?

Justamente porque tomamos para nós a responsabilidade de não contribuir com a exploração animal. Afinal, nos esforçamos para evitá-la. Sabemos que a exploração existe, e temos conhecimento do mal que ela causa. E é por isso que entendemos que não temos o direito de fazer isso com os animais. Então ser vegano é um esforço constante de se livrar das armadilhas de uma indústria que explora os animais o máximo possível.

Hipocrisia, no meu entendimento, e aproveitando esse discurso agressivo que não raramente encontro por aí, é o fato de saber que a exploração animal existe, que é possível se esforçar para não tomar parte nisso, e ainda assim virar as costas e apontar o dedo para quem tenta contribuir com uma vida mais digna para os animais não humanos.

Muitos veganos se empenham em conscientizar as pessoas sobre as consequências que envolvem a fabricação dos muitos produtos de origem animal. E a partir do momento que a indústria reconhece que as pessoas já não aprovam o uso de animais em um produto, ou que sejam realizados testes em animais, ela é obrigada a rever o seu papel, se não junto aos animais, pelo menos junto aos consumidores, o que já força uma desaceleração que envolve esse tipo de exploração.

É importante não ignorar que se estamos imersos em um universo onde a maior parte dos produtos é de origem animal, ou pelo menos traz algo de origem animal na composição, é porque a maioria da população segue indiferente à exploração e ao sofrimento animal; assim inexistindo uma grande demanda que poderia mudar os rumos das nossas relações com os animais. Sem dúvida, as opções de alimentos e outros produtos isentos de exploração animal vão surgindo conforme as pessoas se recusarem a alimentar esse sistema injusto e mortífero.

 

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Em estudo, veganos com ingestão reduzida de cálcio e proteínas apresentaram bom nível de densidade óssea

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Resultados envolvendo veganos foram positivos

No estudo “Comparison of Nutritional Quality of the Vegan, Vegetarian, Semi-Vegetarian, Pesco-Vegetarian and Omnivorous Diet”, publicado em 2014 na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, foi avaliada a densidade mineral óssea de veganos e onívoros. Os resultados surpreenderam porque mostraram que mesmo veganos com uma ingestão bastante reduzida de cálcio e proteínas apresentaram um bom nível de densidade óssea.

 

Para ler o estudo na íntegra, acesse: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3967195/

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Written by David Arioch

August 19th, 2017 at 1:44 am

Por que consumir mel também é uma forma de contribuir com a exploração animal

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Abelhas exploradas pelos seres humanos não levam uma vida natural

Muitas pessoas estranham o fato de veganos não consumirem mel, isto porque há muito tempo criou-se um mito de que as abelhas produzem mel para nós. Por isso é importante entender como ocorre a interferência humana no estilo de vida das abelhas e como isso é prejudicial para esses animais.

O processo de produção de mel começa quando as abelhas campeiras saem para colher o néctar das flores. Nessa etapa, elas fazem a polinização transferindo os grãos de pólen de uma flor à outra e os armazenam no chamado “estômagos de mel”, ou seja, um segundo estômago.

No retorno à colmeia, elas iniciam a conversão do néctar em mel por meio de uma enzima chamada invertase, que transforma a sacarose em glicose e frutose. Com o auxílio de outra enzima, glicose oxidase, uma pequena porção de glicose é convertida em ácido glicônico, elevando a acidez do néctar e evitando a sua fermentação.

Depois, elas vomitam o néctar semi-digerido na boca das abelhas engenheiras, que terminam de digerir o néctar e o regurgitam nos alvéolos, onde ao longo de dias o mel passa por um processo de desidratação. A secagem é feita pelas próprias abelhas que movimentam velozmente as asas até o mel chegar a apenas 18% da quantidade original de água. Nesse momento, uma prova de que as abelhas não produzem mel para outros seres vivos é o fato de que elas o selam com cera, crentes de que assim estão protegendo o seu alimento dos invasores.

Todo esse processo é feito pelas abelhas e para as abelhas. Afinal, o mel é uma essencial fonte de alimento e de nutrientes essenciais para elas, e torna-se mais importante ainda quando as abelhas são incapazes de sair para buscar mais néctar e pólen, o que é muito comum em períodos de frio, escassez de floradas ou outros tipos de adversidades climáticas.

Sendo assim, esse também é um dos motivos pelos quais veganos, que evitam ao máximo tomar parte na exploração animal, não consomem mel, já que isso significa privar um ser vivo do seu próprio alimento, ou no mínimo obrigá-lo a produzir mais.

É importante ponderar também que a apicultura, que é a cultura comercial de produção melífera, é realizada de forma a subjugar as abelhas, já que apicultores usam fumaça e gás para manipular as colônias. Basicamente, são formas de condicioná-las e afastá-las do curso natural de suas vidas. Em casos em que as abelhas são contaminadas por parasitas, não é raro os apicultores fumigarem e queimarem toda a colmeia, que costuma ter de 30 a 60 mil abelhas, matando inclusive abelhas saudáveis.

Então alguém pode dizer: “Mas imagine o trabalho de separar as saudáveis das que não são.” Bom, basta não explorarmos as abelhas. Afinal, mel não é uma necessidade básica dos seres humanos. Outra informação relevante é que onde o frio é muito rigoroso, se os apicultores considerarem muito caro manter as abelhas vivas, eles destroem as colmeias usando cianeto.

Outro exemplo que revela como as abelhas são enganadas nesse processo é que quando os apicultores removem o mel da colmeia, não raramente eles o substituem por um açúcar barato e pobre em nutrientes. Isso força as abelhas a trabalharem até a exaustão na tentativa de repor o mel perdido. Além disso, durante a remoção do mel nos apiários sempre há abelhas que morrem quando reagem e tentam ferroar os apicultores.

Nos apiários, também não é raro as abelhas rainhas terem as asas cortadas, assim evitando que elas deixem as colmeias para criarem novas colônias em outros lugares, o que diminuiria o lucro e a produtividade.

De acordo com o projeto SOS Bees, a criação em massa de abelhas afeta as populações de outros insetos que concorrem pelo néctar. Prejudicadas pela quantidade imensa de abelhas cultivadas em apiários, as populações de abelhas nativas e de outros animais polinizadores têm diminuído.

Para se ter uma ideia de como é trabalhoso o processo de produção natural de mel, as abelhas precisam visitar pelo menos dois milhões de flores para produzirem 450 gramas de mel. É uma quantidade significativa de mel se levarmos em conta que cada abelha produz em média apenas um duodécimo de uma colher de chá ao longo de toda a sua vida.

Será que vale a pena explorar as abelhas? Creio que não. Afinal, abelhas em apiários são condicionadas a trabalharem fora do seu ritmo natural, logo isso reduz a expectativa de vida delas, assim como acontece com qualquer outro animal explorado por seres humanos.

Mortes nesse processo são inevitáveis. Reflita também sobre o fato de que mel não é uma necessidade básica humana. Vivemos muito bem sem consumi-lo. Acredito que todo mundo já ouviu alguém dizer algo como: “Que lindo como as abelhas produzem mel para nós!” Não, as abelhas nunca produziram mel para consumo humano.

Em síntese, o mel é uma importante fonte de alimento e de nutrientes essenciais para as abelhas, e torna-se mais importante ainda quando elas são incapazes de sair para buscar mais néctar e pólen, o que é muito comum em períodos de frio, escassez de floradas ou outros tipos de adversidades climáticas.

Logo, se consumimos mel, estamos basicamente furtando ou roubando o alimento desses insetos que merecem viver livremente. Claro, as abelhas contribuem ao realizarem naturalmente um processo de polinização que favorece o desenvolvimento de tantos vegetais que consumimos. Porém, isso não significa que elas existem para nos servir.

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Abelhas têm uma forma singular e complexa de comunicação baseada na visão e nos movimentos, e isso é algo que ainda não é bem compreendido por cientistas. Elas têm capacidade de raciocínio abstrato, além de serem capazes de distinguir os seus familiares de outros membros de uma mesma colmeia. Também usam pistas visuais para mapearem suas viagens e retornarem a locais onde já buscaram alimentos. O cheiro também estimula a memória e desencadeia lembranças poderosas nas abelhas.

Referências

http://sos-bees.org/

https://www.vegansociety.com/go-vegan/why-honey-not-vegan

https://www.peta.org/issues/animals-used-for-food/animals-used-food-factsheets/honey-factory-farmed-bees/

 

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Vegetarianos e veganos são sempre motivados pela emoção?

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O que há de tão racional em matar animais para se alimentar de seus cadáveres? (Foto: Reprodução)

Um sujeito, assim como muitos, creio, falou que vegetarianos e veganos são sempre motivados pela emoção e pelo sentimento, por isso estão errados. Bom, há equívocos substanciais nessa afirmação. Não seria racional se negar a se alimentar de um animal pelo simples fato de que ele é senciente? O que há de tão racional em matar animais para se alimentar de seus corpos? Por que eles não têm direito à vida?

Se temos uma grande variedade de alimentos à nossa disposição, por que comer partes de um ser vivo não humano? O que existe de racional na ideia de que um animal deve morrer para saciar o meu apetite, uma prática que simplesmente se perpetuou porque faz parte de uma herança cultural há muito questionável?

Se o vegetarianismo não é praticável ou recomendado, por que temos vegetarianos desde os tempos mais remotos da humanidade? E se o veganismo não é indicado, como Donald Watson, que fundou a Vegan Society em 1944, teve uma morte tranquila aos 95 anos? O antropocentrismo, pelo seu viés especista, foi a corrente filosófica que elevou o ser humano à condição de superior em detrimento de outros seres vivos – que mais do que nunca passaram a ser vistos como objetos ou meios para um fim, ignorando completamente seus interesses em não morrer. Ao mesmo tempo, contribuiu e muito para uma degradação ambiental sem precedentes.

O que existe de tão racional em se opor aos direitos das outras espécies como fazia o antropocentrismo no passado, ainda mais levando em conta que o ser humano é o principal responsável pela destruição da natureza? Ou pode me apontar algum animal não humano que tenha sido mais nocivo ao meio ambiente do que o ser humano?

Por outro lado, posso dizer também que me tornei vegano motivado, de fato, pela emoção e pelo sentimento. Na realidade, as coisas mais importantes da minha vida fiz motivado pelo coração. Não seria racional dar voz ao coração quando ele nos aproxima da nossa vocação natural? Quando ele faz de nós seres humanos mais conscientes e preocupados com a coexistência pacífica em um mundo cada vez mais violento?

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Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:36 pm