David Arioch – Jornalismo Cultural

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Brigid Brophy: “Temos a obrigação de reconhecer e respeitar os direitos dos animais”

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“Nós os forçamos a trabalhar; os comemos e os usamos. Nós os exploramos para servir às nossas superstições”

“Uma vez que reconhecemos a vida e a sensibilidade nos outros animais, somos obrigados a reconhecer o que se segue” (Foto: Kate Levey)

Brigid Brophy foi uma escritora britânica que conquistou notoriedade com seus romances “The King of a Rainy County”, “The Finishing Touch” e “In Transit,” e também pela sua dedicação às questões humanas e não humanas. O seu trabalho contra a exploração animal é considerado tão relevante, que ela, assim como o psicólogo e escritor Richard R. Ryder, é apontada como importante personagem da fundação do movimento moderno pelos direitos animais na Inglaterra; inclusive influenciando filósofos como Peter Singer.

Um dos seus artigos mais famosos em defesa dos animais foi publicado em 10 de outubro de 1965 no jornal britânico The Sunday Times. No texto intitulado “The Rights of Animals”, Brigid Brophy diz que a relação dos seres humanos com os animais é de incessante exploração e pede que nos empenhemos em mudar esse cenário. Não simplesmente não contribuindo com isso, mas também tomando parte nessa luta. “Nós os forçamos a trabalhar; os comemos e os usamos. Nós os exploramos para servir às nossas superstições: costumávamos sacrificá-los para os nossos deuses e rasgávamos suas entranhas para prever o futuro, agora os sacrificamos em nome da ciência e fazemos experiências com suas entranhas na esperança – ou sem qualquer chance – de enxergar mais claramente o presente”, escreveu.

Para Brigid, a vivissecção, mesmo que endossada pela ciência com pretensos “bons propósitos”, não deixa de ser um tipo moderno de sacrifício expiatório de animais; já que matamos criaturas que não querem morrer sob a justificativa de um “bem maior” que ignora qualquer interesse não humano. “Você não pode fazer uma aritmética que troque seis direitos de um tipo por dois de outros tipos. Se fosse justificável sacrificar um animal de laboratório pelo bem dos humanos, seria justificável sacrificar um humano de laboratório pelo bem de uma centena de seres humanos”, comparou.

Foi a romancista quem colocou o psicólogo, escritor e ativista pelos direitos animais Richard D. Ryder em contato com Rosalind Godlovitch, Stanley Godlovitch e John Harris, três estudantes de pós-graduação da Universidade de Oxford que editaram o livro “Animals, Men and morals: An Inquiry into the Maltreatment of Non-Humans”, uma coleção de ensaios sobre direitos animais lançada em 1971, e que conta com a participação de Brigid Brophy e Ryder. O livro, considerado a obra pioneira do movimento moderno pelos direitos animais, teve grande influência sobre Peter Singer no desenvolvimento do livro “Animal Liberation”, de 1975.

Pelo seu empenho contra o uso de animais em experiências laboratoriais, Brigid chegou a ser presidente da histórica National Anti-Vivisection Society, fundada em Londres em 1875. Foram também as suas contrariedades em relação às experiências com animais que a motivaram a escrever o romance satírico “Hackenfeller’s Ape”, publicado em 1953. Na obra, o professor Darrelhyde, que estuda os hábitos do casal de macacos Percy e Edwina, que vivem no Regent’s Zoo (London Zoo), faz de tudo para evitar que Percy seja enviado para o espaço dentro de um foguete com fins experimentais. Como sua campanha não recebe nenhum tipo de apoio, nem de cientistas e jornais, nem mesmo de uma liga que supostamente deveria coibir práticas cruéis contra os animais, o professor Darrelhyde decide sequestrar o macaco Percy:

“Eu não sustento que os animais são superiores ou iguais aos seres humanos. Todo o caso de que devemos tratar os animais decentemente subsiste no fato de que somos uma espécie superior. Temos a capacidade da imaginação, racionalidade e escolha moral, e é precisamente por isso que temos a obrigação de reconhecer e respeitar os direitos dos animais.”

Foram também as suas contrariedades em relação às experiências com animais que a motivaram a escrever o romance satírico “Hackenfeller’s Ape”, publicado em 1953 (Foto: Reprodução)

Em seu artigo “The Rights of Animals”, Brigid Brophy escreveu também que o toureiro que atormenta um touro até a morte e depois remove a sua orelha se engana se acredita que está provando ou ampliando a própria virilidade com essa prática bárbara. “Ele simplesmente demonstra que é um carniceiro com tendências performáticas”, criticou.

Brigid Brophy, que era vegetariana, e naturalmente defendia o não consumo de animais, declarou que nem mesmo quando evitamos ao máximo causar dor aos animais temos o direito de matá-los visando o consumo. Ou seja, ela reprovava qualquer forma de abate de animais, e certamente condenaria o que chamam hoje, e estrategicamente, de “abate humanitário”. A escritora acreditava que nenhum “bom tratamento” seria capaz de justificar a morte seguida da mercantilização da carne.

“Sei que eu não teria o direito de te matar, por mais indolor que isso fosse, só porque gosto do seu sabor, e não estou em posição de julgar que sua vida vale mais para você do que a de um animal para ele”, ponderou a escritora no Sunday Times em publicação de 10 de outubro de 1965.

Ao longo de décadas, muitas das frases de Brigid Brophy foram usadas em panfletos e campanhas a favor dos animais na Inglaterra e também em muitos outros países. Excerto de um de seus discursos mais famosos foi publicado pela Voice for Ethical Research at Oxford, e que pode ser confirmado no próprio site da Vero:

“Uma vez que reconhecemos a vida e a sensibilidade nos outros animais, somos obrigados a reconhecer o que se segue; o direito à vida, à liberdade e a busca da felicidade.” Em 9 de outubro de 2015, no aniversário de 50 anos do artigo “The Rights of Animals”, foi realizada na Inglaterra a Brigid Brophy Anniversary Conference, um evento com duração de dois dias que contou com presenças ilustres, como a do seu amigo e defensor dos direitos animais Richard D. Ryder.

A conferência coordenada pelo professor Richard Canning, da Universidade de Northampton, e que teve o apoio da Vegan Society, foi pautada na literatura de Brigid, na sua luta pelos direitos animais, pelo humanismo e pelo feminismo. Na ocasião, o discurso de abertura da conferência foi marcado, entre outras lembranças, pelo incômodo de Brigid Brophy ao ter certeza de que a pesca não era uma preocupação das entidades de bem-estar animal, e exortou mudanças nesse sentido. Graças a ela, surgiu em Londres o Council for the Prevention of Cruelty by Angling (Conselho para a Prevenção da Crueldade da Pesca). Em 1981, na posse do conselho, Brigid fez um discurso celebrando essa conquista: “Este é um dia feliz para os peixes.”

Saiba Mais

Brigid Brophy nasceu em Ealing, Londres, em 12 de junho de 1929, e faleceu em 7 de agosto de 1995.

Referências

Brophy, Brigid. The rights of Animals. The Sunday Times. 10 de outubro de 1965.

Brophy, Brigid. Don’t Never Forget: Collected Views and Reviews. Holt, Rinehart and Winston; First edition (1967).

Brigid Brophy On Vivisection. National Anti-Vivisection Society (1970).

Bekoff, Marc. Encyclopedia of Animal Rights and Animal Welfare. Página 96. Routledge (1998).

Stalwood, Kim. Brigid Brophy Anniversary Conference 2015 Presentation.

Godlovitch, Stanley; Godlovitch, Rosalind; Harris, John. Animals, Men, and Morals: An Enquiry into the Maltreatment of Non-Humans. Taplinger Pub Co. (1971).

 





Como alguém consegue dedicar anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos?

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Acervo: Peta

É difícil entender como uma pessoa, que provavelmente tem família e convive harmoniosamente com animais de estimação, consegue dedicar anos e anos de sua vida a infligir dor a outros seres vivos. Há quem defenda que mais de 50% das experiências realizadas com animais não chegam a lugar algum. Ou seja, quando algo dá muito errado (e aqui volto a reafirmar um mínimo de 50%), não são publicados nem artigos sobre o assunto. Quando digo dar errado significa que não há nem mesmo registros consistentes do que aconteceu com os animais usados nessas experiências. Ou seja, nessas situações, tudo é abafado.

E aqueles estudos que são conclusivos, muitas vezes são desconsiderados quando se trata de comparativos com seres humanos. Hoje de manhã, por exemplo, eu estava lendo sobre uma experiência envolvendo indução à amnésia. Animais recebiam até 300 choques diários. Imagine você falando sobre o seu trabalho e dizendo: “Ah, sou pesquisador. Meu trabalho é dar choque em animais, privá-los de comida e água, entre outras coisas.”

Em testes realizados em animais, sejam de vivissecção ou não, o animal dificilmente é sedado ou recebe anestesia. Afinal, por que iriam fazer isso se o objetivo é exatamente avaliar a reação a dor e a capacidade ou incapacidade de superá-la? Não é à toa que as taxas de mortalidade nesses experimentos são extremamente altas.

 

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Laos, um dos maiores fornecedores de animais para laboratórios

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Foto: Jo-Anne McArthur

Conhece o Laos? É um país asiático localizado na Indochina. O país é um dos maiores fornecedores do mundo de animais para laboratórios, para servirem como vítimas de vivissecção e outros testes realizados pela indústria cosmética e alimentícia, além de instituições de ensino, entre outros. Esses animais são condicionados a procriarem em fazendas, nas chamadas breeding facilities. Acredite, nenhum desses animais leva uma vida feliz.

As fotos da canadense Jo-Anne McArthur registram exatamente isso. Pense a respeito quando for comprar aquele produto que antes de chegar às suas mãos foi testado em animais. Talvez você tenha parcela de culpa pelo trauma e temor registrados em fotos como esta, já que essas criaturas jamais seriam criadas se não consumíssemos produtos testados em animais, ou endossássemos a realização de pesquisas com esses seres vivos.





E se fosse você a vítima de vivissecção?

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Inversão de papéis de Derek Chatwood

E se, em vez dos animais, fosse você a vítima de vivissecção? Ou de testes de substâncias, ingredientes e produtos? Se você não gostaria de estar no lugar de um animal usado em laboratório, saiba que ele também não gostaria de ser explorado dessa forma.





Por que é cruel usar animais em testes de produtos alimentícios

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O uso de animais na indústria e em pesquisas gera graves consequências na vida dessas criaturas

— Como usar animais em testes de produtos alimentícios pode prejudicá-los? Não tem lógica. Os animais vão apenas consumir os produtos que serão mais tarde vendidos para nós.

— O problema é que esses animais são mantidos confinados, e para avaliar os resultados de algum produto alimentício, eles são obrigados a seguirem uma dieta baseada nesses produtos. Ou seja, imagine consumir um produto industrializado várias vezes por dia ao longo de semanas. Será que isso seria bom? Fora o fato de que animais não devem se alimentar como seres humanos. Mesmo que eles sejam parecidos com nós em alguns aspectos, eles são diferentes, logo têm necessidades nutricionais distintas. Seria o mesmo que você participar como cobaia de uma experiência para avaliar a segurança de uma ração industrializada destinada a algum outro animal, por exemplo. Você se sentiria bem consumindo essa ração várias vezes ao dia e por semanas? Outro fator a se considerar é que testes de produtos do gênero alimentício podem envolver inclusive desidratação, reações alérgicas, vivissecção [que significa operar um animal vivo, e o que não raramente é feito sem anestesia] e baixa severa no sistema imunológico em decorrência da deficiência de nutrientes. Sendo assim, sem dúvida, testes de produtos alimentícios em animais podem ser tão nocivos quanto qualquer outro.

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Não voem com a Air France Airlines

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Companhia transporta macacos para laboratórios que realizam vivissecção e outros testes com animais

Não voem com a Air France Airlines. Atualmente é a maior linha aérea a transportar animais retirados de seu habitat. A empresa tem contrato com laboratórios e envia animais para viverem em privação e sofrimento até morrerem em experiências de vivissecção e outros tipos de testes com animais.

Saiba mais no site da Last Chance for Animals

 





Sobre o sofrimento de camundongos e macacos em experiências laboratoriais

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Camundongos e macacos são condicionados a uma vida de privação e sofrimento

Camundongos são os animais mais usados em experiências laboratoriais, e estão excluídos da maioria das leis de proteção animal. Em laboratórios por todo o mundo, milhões desses animais sociáveis, espertos e inteligentes são abusados em testes toxicológicos, em experiências que envolvem queimaduras e condicionamento psicológico e emocional.

Os camundongos estão no mesmo nível de senciência de cães e gatos. Além disso, são capazes de arriscarem suas vidas para salvarem seus companheiros. Outra informação pouco conhecida e realmente relevante é que muitos animais usados em vivissecção e outros testes são capturados em selvas, ou seja, afastados de suas famílias ainda bebês e enviados para viverem em confinamento até o momento em que são encaminhados para os laboratórios. Exemplo dessa realidade são os macacos.

Há casos em que eles são condicionados a se reproduzirem o máximo possível, assim mantendo um constante fornecimento de bebês para os laboratórios. As Filipinas lideram a exportação mundial de macacos com essa finalidade. Porém, se isso é um grande investimento nas Filipinas, isso significa que esse mercado só existe porque há pessoas dispostas a pagar por esses animais. Porém, nenhum laboratório pagaria por eles se não houvesse um mercado consumidor dos produtos testados nesses seres vivos.

Para se ter uma ideia de como essa vida nos laboratórios é terrível para os macacos, já foram registrados casos na Ásia em que esses animais foram mantidos confinados em gaiolas com seus companheiros mortos. Além disso, quando os macacos enlouquecem em decorrência da privação prolongada, há situações extremas em que eles chegam a se matar ou matam seus companheiros.

Resumindo, se usamos produtos testados em animais, estamos financiando esse mercado que tira animais de seu habitat, de suas famílias, e os condiciona a se reproduzirem e a viverem em privação. Ou seja, a sofrerem o máximo possível até morrerem.

Surpreendente também é considerarmos que estamos em 2017 e já foi comprovado que esses testes são ineficazes, principalmente porque a composição biológica desses animais difere substancialmente da nossa. Não é preciso ser nenhum cientista para perceber isso. Sendo assim, experiências com animais são pouco eficazes quando se trata de avanços no que diz respeito à saúde humana e à medicina. Além disso, há alternativas que dispensam o uso de animais vivos.

Referência

http://www.petaasia.com/news/five-things-about-animal-testing/

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A realidade por trás do Botox

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Foto: Irish Anti Vivisection Society

Há uma realidade por trás da toxina botulínica (Botox) que muita gente desconhece ou não faz questão de conhecer, que consiste no uso de animais indefesos para testar reações às substâncias contidas nessa neurotoxina. Ou seja, resultados estéticos para a humanidade, morte para seres não humanos. Diga não aos testes em animais e pratique o consumo consciente.

Quem quiser se aprofundar no assunto, sugiro que acesse:

http://www.eceae.org/sv/what-we-do/campaigns/botox/the-truth-about-botox-animal-testing

 





Sobre a realidade dos animais usados como cobaias

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” Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada”

Há experiências com animais que fazem parte da categoria comportamento e aprendizado. Nesse caso, animais usados como cobaias são submetidos a isolamento social, alimentar, desidratação severa e privação de sono que podem durar dias, semanas, meses ou anos. As pesquisas com animais que visam avaliar o comportamento e o aprendizado não humano normalmente são baseadas na abertura do crânio do animal ainda consciente e na instalação de elétrodos no cérebro.

Nesse ínterim, o cérebro da vítima é manipulado como um brinquedo. Em muitos casos, uma porção do cérebro do animal é cortada e descartada; e ele é obrigado a encontrar alguma saída em um labirinto, por exemplo, mesmo incapaz de reagir naturalmente. Também é mantido sobre plataformas por dias, mas como sempre há água embaixo, o animal evita dormir com medo de cair e morrer afogado. Somente depois de muitos episódios de vivissecção que culminam em traumas extremos, ele entra em estado vegetativo. Como já não responde satisfatoriamente aos estudos, é descartado como lixo.

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Woody Harrelson: “Todos os anos, dezenas de milhares de animais sofrem e morrem em testes laboratoriais de cosméticos e produtos domésticos”

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Harrelson: “Por favor, junte-se a mim e use sua voz para falar por aqueles cujos gritos estão selados para sempre na porta dos laboratórios.”

Em 2011, o ator Woody Harrelson enviou uma carta para o chefe de gabinete do Exército dos Estados Unidos falando sobre o cruel envenenamento de macacos nas experiências realizadas pelo Exército em Aberdeen Proving Ground, em Maryland. A carta recebida pelo general Raymond T. Odierno descreveu como os macacos sofriam uma overdose forçada que incluía “sintomas de intoxicação química, incluindo convulsões, dificuldades respiratórias e descontrole intestinal”. Ele pediu ao general para interromper essa atividade brutal, a substituindo por simuladores.

“Mil desses seres complexos estão confinados em laboratórios dos Estados Unidos – alguns por até 50 anos – onde foram intencionalmente infectados com HIV/Aids e hepatite, e forçados a suportar décadas de procedimentos invasivos, medo, solidão e dor. Essa experiência infernal deixa cicatrizes emocionais ao longo da vida dos chimpanzés, e muitos deles recorrem à automutilação ou sofrem de depressão. Outros sofrem de transtornos psicológicos por anos após o trauma de ter suas mentes e corpos violados.”

Woody Harrelson em campanha que culminou no fim do uso de chimpanzés em experiências militares nos Estados Unidos.

“Todos os anos, dezenas de milhares de animais sofrem e morrem em testes laboratoriais de cosméticos e produtos domésticos, apesar dos resultados não ajudarem a evitar o uso indevido e acidental desses produtos. Por favor, junte-se a mim e use sua voz para falar por aqueles cujos gritos estão selados para sempre na porta dos laboratórios.”

Woody Harrelson em registro da Animal Liberation Front (ALF).

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