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Eduardo Cunha, o “deus de ocasião”

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A expressão no rosto de Eduardo Cunha surpreende pela imutabilidade (Foto: Divulgação)

A expressão no rosto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, surpreende pela imutabilidade. E ela é invariável porque ele propriamente vê a si mesmo como um tipo de deus de ocasião que enxerga a todos como inferiores, súditos ou não.

Quando vi sua fisionomia débil há pouco na TV, na sessão de votação do impeachment, não pude deixar de associá-la à debilidade do nosso próprio sistema político, tão corrompido que bandoleiros e indoutos ganharam a oportunidade de figurarem como arautos da justiça, com direito a discursos apoteóticos.

Hoje minha maior preocupação são as manifestações recheadas de paroxismo daqueles que creem em salvadores da pátria, verdadeiros oportunistas que sabem muito bem como aproveitar o culto à personalidade explorado por tipos como Hitler, Mussolini, Stalin, Mao Tsé, Saddam Hussein, Trujillo, Ceauşescu e muitos outros. Sinceramente, não sei se vivemos a democracia ou se apenas a ensaiamos.

É tudo tão nefasto que chega a ser torpe e angustiante. E a saída parece inexistente, substituída por um caleidoscópio de um conto sem fim digno de Borges.

Written by David Arioch

April 18th, 2016 at 1:58 am

One Response to 'Eduardo Cunha, o “deus de ocasião”'

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  1. Trujillo, do Metallica? 😛

    zoiosilva

    18 Apr 16 at 7:15 pm

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