David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for June, 2018

Clássico “argumento” ad hominem, Schwarzenegger e Trump

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Clássico “argumento” ad hominem:

Está circulando um vídeo em que Schwarzenegger faz uma crítica ao Trump, que defende a contínua exploração do carvão. As pessoas comentam:
— Falou o cara que dormiu com a empregada e escondeu um filho por 14 anos.
O que tem a ver uma coisa com a outra? Então se cometo um erro no passado, minha opinião sobre qualquer outra coisa não vale nada até o dia que eu morrer? Você é um arauto da moralidade? Eu não, sou realmente falho. Por isso, em uma discussão, ou quando for emitir uma opinião, sempre tento considerar que isso deve ser feito no contexto da discussão, das ideias, não fora dela. Apelação também pode ser uma manifestação de vaidade e fragilidade.

Written by David Arioch

June 29th, 2018 at 4:53 pm

“Juro que pensei que você fosse um velho”

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Pesquisei sobre a história de Paranavaí, do Noroeste do Paraná e do Norte Novíssimo do Paraná com certa assiduidade por dez anos, mas desde 2016, quando comecei a editar o meu primeiro livro de história regional, decidi desacelerar e priorizar outros assuntos. Hoje, participando do evento Cidadania Paraná na Unipar, a convite do Sesc, para falar um pouquinho sobre história local e regional, assim que terminei, ouvi:

— Já ouvi falar muito de você David Arioch, há anos acompanho o seu trabalho, mas juro que pensei que você fosse um velho.

Written by David Arioch

June 28th, 2018 at 10:56 pm

Sobre ser contra o veganismo

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“Qual foi a sua maior realização?”

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“Você gostaria de ter um dardo penetrando o seu cérebro? Particularmente, reconheço que não” (Foto: Halal Slaughter Watch)

Hoje, pensei brevemente no alemão Hugo Heiss, falecido há muito tempo. Ele é o criador da captive bolt pistol, a pistola usada para “atordoar” animais antes da morte desde 1903. Não pude deixar de considerar o pretenso diálogo:

— Qual foi a sua maior realização?
— Criei uma arma que dispara um dardo que penetra o crânio e o cérebro de um animal. No futuro será uma aliada na morte de bilhões de animais por ano.

Acredito que nem Hugo Heiss imaginaria como sua invenção seria tão naturalizada no futuro, e considerada um “ato de humanidade para com os animais”. Então eu te pergunto, você gostaria de ter um dardo penetrando o seu cérebro? Particularmente, reconheço que não.





Ergástulo

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Eu e alguns amigos, que formamos o coletivo de audiovisual Cinesia, produzimos recentemente um curta-metragem intitulado “Ergástulo”. Convido vocês a assistirem e compartilharem suas impressões.

 

Written by David Arioch

June 24th, 2018 at 6:12 pm

Sou tímido

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Sou tímido e reservado. Sou um cara realmente introspectivo. Inclusive no decorrer da minha vida muitas vezes encontrei pessoas que disseram: “Aquele cara é metido, orgulhoso” – ou algo do tipo. Então entendi que isso acontecia por eu ser basicamente tímido, reservado, introspectivo.

Não tenho problema em falar em público, para uma multidão, que seja, nem em expor ou defender minhas opiniões. Quando me convidam para discorrer sobre algo, sempre aceito. Mas tem coisas a meu respeito, sobre quem eu sou, que realmente não partilho abertamente com muitas pessoas, a não ser por meio dos meus textos. Esse é o tipo de ser humano que sou.

Ser tímido pode ser visto como um defeito por muita gente – talvez. Mas pode não ser também. Depende da releitura que você faz e em que você transforma essa timidez. Desde pequeno observo muito mais do que falo. Acredito que inclusive é por isso que escrevo.

Também não costumo interagir tanto em mídias sociais, e simplesmente porque em muitos casos preciso decidir entre produzir ou conversar. Acho que o tempo é sempre mais curto do que eu gostaria. Honestamente, se me falam para escolher uma das duas coisas, sempre opto pela primeira. Sou um cara estranho, não nego e não reprovo, mas também vejo isso como parte das escolhas que fazemos compatíveis com os nossos objetivos e ideais.





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June 24th, 2018 at 6:06 pm

Conheçam o meu novo site

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June 24th, 2018 at 2:12 pm

Novo complexo residencial de Woody Harrelson vai contar com restaurante vegano

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Quem acompanha a trajetória do ator sabe que ele é vegano e há anos atua em defesa dos direitos animais

Woody Harrelson vai abrir restaurante vegano em seu complexo residencial em Baltimore (Foto: Gel Colliguet/Rex/Shutterstock)

Quem acompanha a trajetória do ator Woody Harrelson sabe que ele é vegano e há anos atua em defesa dos direitos animais, inclusive influenciando outros atores hollywoodianos a trilharem o mesmo caminho.

Recentemente, além de ter escrito a introdução do livro de culinária vegana “Wicked Healthy”, lançado pelos chefs Chad e Derek Sarno, o ator anunciou em entrevista ao Baltimore Business Journal que vai abrir um restaurante vegano em seu novo empreendimento – o complexo residencial Point Places em Baltimore.

O restaurante, que recebeu o nome de L’Eu de Vie, vai funcionar o dia todo, oferecendo café da manhã, almoço, jantar e brunch nos finais de semana. Outro diferencial é que somente alimentos frescos e produzidos localmente serão servidos.

Em 2011, Harrelson enviou uma carta para o chefe de gabinete do Exército dos Estados Unidos falando sobre o cruel envenenamento de macacos em experiências realizadas pelo Exército em Aberdeen Proving Ground, em Maryland. A sua atitude teve papel fundamental na campanha que culminou no fim do uso de chimpanzés em experiências militares:

“Mil desses seres complexos estão confinados em laboratórios dos Estados Unidos – alguns por até 50 anos – onde foram intencionalmente infectados com HIV/Aids e hepatite, e forçados a suportar décadas de procedimentos invasivos, medo, solidão e dor. Essa experiência infernal deixa cicatrizes emocionais ao longo da vida dos chimpanzés, e muitos deles recorrem à automutilação ou sofrem de depressão. Outros sofrem de transtornos psicológicos por anos após o trauma de ter suas mentes e corpos violados”, argumentou o ator.

 

 





Written by David Arioch

June 22nd, 2018 at 5:37 pm

Vídeo mostra funcionários torturando frangos e pintinhos em um aviário na Polônia

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“O que documentei nessa fazenda ilustra os aspectos cotidianos da crueldade relacionada à criação de frangos e galinhas no mundo todo”

Adam: “A crueldade que testemunhei ficará comigo para sempre” (Acervo: Open Cages)

Esta semana, um homem, que pediu para ser identificado apenas como Adam, disponibilizou na internet um vídeo que mostra funcionários torturando frangos e pintinhos em uma fazenda no Condado de Strzelce-Drezdenko, na voivodia da Lubúsquia, na Polônia. Adam instalou uma câmera e registrou a violência contra os animais ao longo de seis semanas.

Em uma das cenas, um funcionário ataca os pintinhos e os espanca até a morte com um cano de metal antes de jogar seus corpos dentro de baldes. Um dos animais mortos era um frango de três patas. Uma ave cega também é violentada até a morte.

“O que documentei nessa fazenda ilustra os aspectos cotidianos da crueldade relacionada à criação de frangos e galinhas no mundo todo, como excesso de estoque, fraturas ósseas, insuficiência cardíaca e animais que crescem tão rapidamente que não conseguem andar. Também ilustra o que consideramos abuso ilegal de animais”, declara Adam.

Alguns funcionários da fazenda aparecem recolhendo uma grande quantidade de animais mortos que estão apodrecendo no chão, provavelmente em decorrência de violência. A organização de proteção animal Open Cages analisou o vídeo e disse que aquela realidade pode ser testemunhada em qualquer país que produz e comercializa carne de frango.

“A única diferença é o nível de crueldade e violência”, explica Kirsty Henderson, da Open Cages, acrescentando que animais vivendo em superlotação e em condições imundas em aviários não é nada incomum.

Um funcionário também aparece “ensinando” como matar pintinhos que estão muito doentes ou demorando demais para crescer. Ele os agarra e esmaga seus crânios contra um trilho de metal. “A crueldade que testemunhei ficará comigo para sempre”, enfatiza Adam.

 

 

 




Written by David Arioch

June 22nd, 2018 at 2:48 pm

Queda na demanda por leite está tirando pecuaristas do mercado nos Estados Unidos

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Consumo de leite nos Estados Unidos é 37% menor do que na década de 1970

Laticínio vai encerrar contrato com 52 fazendas no dia 30 (Foto: Animals Australia)

Esta semana a indústria Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut, nos Estados Unidos, anunciou em entrevista à CBS que vai encerrar o contrato com 52 fazendas no próximo dia 30 por causa da queda na demanda por leite.

Atualmente, a população dos Estados Unidos está consumindo 37%menos leite do que nos anos 1970, dado considerado preocupante e que tem feito com que pecuaristas e laticínios migrem para outras atividades – ou até mesmo troquem o leite de vaca pelo leite vegetal.

 

Exemplos são a Arla Foods e Dean Foods, grandes empresas do ramo de laticínios que encerraram contratos com dezenas de pecuaristas do estado de Wisconsin e criaram a marca Good Karma Foods, de leites vegetais. A principal justificativa de quem está deixando esse ramo é a volatilidade do mercado aliada à queda no interesse do consumidor por produtos lácteos.

Outro exemplo que teve grande repercussão no mercado de laticínios nos Estados Unidos foi o da Elmhurst, de Nova York, que fechou a sua indústria de produtos lácteos em 2016, depois de 80 anos. Por outro lado, fundaram a marca vegana Elmhurst Milked, considerando o crescimento desse mercado, que deve representar uma receita de 35 milhões de dólares até 2024.




Written by David Arioch

June 22nd, 2018 at 1:45 pm