David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Fuga de Flávio Bolsonaro é covardia

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É irônico ver apoiadores tentando justificar a fuga de Flávio Bolsonaro como se não fosse covardia por saber que responderá por seus crimes com o fim do foro privilegiado. O maior exemplo do quanto isso é covarde é que Lula enfrentou a justiça no Brasil. Nunca fugiu. Ou seja, os Bolsonaro são apenas covardes mesmo.

Falar em recorrer aos EUA também é atitude de lesa-pátria, como se fôssemos colônia dos EUA. Qualquer brasileiro que legitima atitudes como essa ignora e desrespeita o significado de soberania.

Esse é um comportamento inaceitável, porque os Bolsonaro vivem tramando contra o Brasil. E pior, há apoiadores de Flávio que pedem até que os EUA bombardeiem o Brasil. Inclusive enviam esse tipo de mensagem para perfis como de Trump ou da Casa Branca nas redes sociais.

E o exemplo de Jair Bolsonaro? Só não fugiu do Brasil após a trama golpista porque não conseguiu. Vive criando pretextos médicos para não ficar na Papudinha. Lula, que ficou 580 dias preso em Curitiba, foi impedido até de ir ao velório do neto, que era uma criança.

Não existe nada sobre Lula à época em que estava preso que reflita covardia, diferentemente dos Bolsonaro. Lula, mesmo tendo contra ele um julgamento parcial, aceitou todo o processo de cabeça erguida.

Além disso, seria ingênuo ignorar o aspecto antidemocrático da fuga de Flávio Bolsonaro – porque é parte da democracia sermos responsáveis pelos desdobramentos de nossas ações que impactam na coletividade.

Isso é não aceitar o que é inerentemente sistematizado dentro de uma democracia. É dizer que nada importa que não evoque seu próprio interesse. É expressão de autocracia. Enfim, essa é outra ação clara que evoca o comportamento autoritário, de quem não respeita a Constituição e todos os valores institucionalizados que regem o Brasil como nação.

Outra contradição, e irônica, é que a família Bolsonaro sempre debochou e construiu uma bandeira contra o vitimismo. Mas não existe ninguém na história recente da política brasileira que seja mais vitimista do que essa família. Mas essa narrativa só ecoa com seus apoiadores, e que não representam a maioria da população brasileira; nem mesmo a maioria da população votante.