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Flávio Bolsonaro é péssimo para o meio ambiente

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É muita desonestidade criar uma falsa ideia de que em relação ao meio ambiente tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula estão no mesmo patamar. A família Bolsonaro sempre foi vocal contra o rigor nas políticas ambientais e sempre atuou em defesa do autolicenciamento ambiental e do enfraquecimento das fiscalizações, inclusive envolvendo desmatamento.

Bolsonaro não apenas prometeu como desmontou o Ministério do Meio Ambiente. Quem não lembra Ricardo Salles falando sobre “deixar a boiada passar”? E Flávio quer ser presidente para dar continuidade ao mesmo tipo de governo. Tudo em relação ao meio ambiente em seu programa é vago. Também não há metas específicas de redução de emissões de carbono. Na verdade, sequer há um reconhecimento no plano de governo de que a crise climática é real.

Quem vota nessa família nunca pode dizer algo como “eu não sabia”. Sobre o meio ambiente, eles não estão enganando ninguém. Estão deixando claro tudo que vão fazer. A prioridade é a fragilização ambiental para favorecer a bancada ruralista e o empresariado que apoia sua campanha.

Fico surpreso em ver como as pessoas ignoram, inclusive alguns veganos que votam em Flávio Bolsonaro, que ele ter a bancada ruralista ao seu lado é uma sinalização clara de que se trata do pior candidato possível para o meio ambiente. Claro que a bancada ruralista odeia Lula, porque seu governo não é permissivo como o governo de Flávio, que imita o pai, seria.

Não há maior indicativo de piores políticas ambientais do que ter a Frente Parlamentar da Agropecuária ao seu lado. Isso dispensa até pesquisas, porque a FPA existe também para fazer lobby para fragilizar a fiscalização ambiental, desmatar mais para a agropecuária – é o lucro, e para poucos, acima de tudo, e ao custo de um impacto que atingirá cada vez mais a população.

Vale lembrar que durante o governo Bolsonaro o desmatamento na Amazônia atingiu a maior taxa desde 1988 – 45.586 km² derrubados só na Amazônia entre 2019 e 2022. Lula, mesmo com falhas, colocou freios no impacto da bancada ruralista no meio ambiente. O desmatamento na Amazônia teve queda de 51% em comparação ao último ano do governo Bolsonaro, segundo dados consolidados de monitoramento ambiental do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).