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A mediocridade de Flávio Bolsonaro
A fala da coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, apenas confirma o problema de caráter de Flávio. Ele está usando o Bolsa Família apenas para conseguir votos. Flávio parece estar combinando mal suas falsidades com sua coordenadora econômica. As mentiras dele vêm à tona exatamente a partir dela.
É irônico também que ele distorceu fatos sobre o governo Lula para dar a entender que ele que é o defensor do Bolsa Família. Mas, logo depois, Daniella deixou claro como a política bolsonarista é incompatível com programas sociais.
O bolsonarismo sempre tratou programas sociais como uma antítese do trabalho. Também ignora que há pessoas que recebem o benefício que nem mesmo têm condições de trabalhar. E o que
Flávio Bolsonaro tem a nos dizer sobre trabalho? Nada. Ele nunca trabalhou. Aos 21 anos, foi eleito deputado estadual e está há mais de 20 anos vivendo de dinheiro público. Sua biografia não existe. O sobrenome é o currículo.
Ele, o pai, os irmãos e a madrasta vivem do dinheiro público. Michelle antes mesmo de ser eleita, já recebia um salário de mais de R$ 40 mil por mês do fundo partidário (como “dirigente partidária”, ou seja, sem mandato, sem função pública). Bolsonaro também passou a receber o mesmo valor desde que não foi reeleito.
Por que Daniella e Flávio não falam de cortar os privilégios fiscais da elite econômica no Brasil? Que beneficiam uma minoria, é absurdamente maior que o Bolsa Família, que ajuda muitas famílias sem renda. Por que não falam de cortar fundo eleitoral, fundo partidário? Por que não falam de reduzir o salário dos políticos? Porque não interessa para eles, que representam os interesses da elite econômica e da velha política.
Até a trajetória política de Flávio é medíocre e apagada. Só ganha votos por causa do sobrenome e de se engajar em uma guerra cultural, não por garantir melhorias à população. E por que insiste nisso? Porque a direita bolsonarista sempre usou a guerra cultural para tirar o foco de ações que prejudicam a população. Eles alimentam o ressentimento para que as pessoas não olhem para onde está o problema real – quem se beneficia das desigualdades.
