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O veganismo é muito radical?

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Porém, não é radical o ato de comer animais? Seres que tinham vida, respiravam, se emocionavam? (Foto: We Animals/Jo-Anne McArthur)

Vez ou outra, alguém me diz que considera o veganismo muito radical. Sob a perspectiva de que o veganismo é uma grande mudança na vida de alguém, concordo naturalmente. Porém, não é radical o ato de comer animais? Seres que tinham vida, respiravam, se emocionavam? Claro que é uma questão cultural o consumo de carne, mas ninguém pode dizer que não há diversidade ou boas fontes nutricionais na alimentação vegetariana.

De acordo com o botânico John Warrer, autor do livro “A Natureza dos Cultivos”, há mais de 300 mil alimentos vegetais disponíveis na natureza. Claro que nem todos esses alimentos são acessíveis por diversos fatores, mas não deixa de ser um número surpreendente, que mostra como as pessoas subestimam o potencial de uma alimentação vegetariana. Isso prova também que não é por falta de opções que as pessoas não deixam de comer carne, mas sim porque têm o costume e o paladar como principais justificativas. Por isso, em muitos casos não fazem questão de mudar, já que é mais fácil manter o status quo.

Ademais, uma dieta básica vegetariana, que não prioriza o consumo de produtos industrializados, pode ser muito mais barata do que uma dieta baseada em carnes e laticínios. Creio que não seja necessária nenhuma pesquisa científica para provar isso. Basta passar em feiras, mercados e açougues e fazer as devidas comparações. Eu, por exemplo, às terças-feiras compro até mais de dez quilos de vegetais, frutas, legumes e tubérculos com cerca de R$ 25. Compare isso com o preço da carne, por exemplo, e avalie o custo/benefício.





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