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Não adianta reclamar dos temporais no Paraná e votar em Flávio Bolsonaro

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O Paraná está enfrentando uma situação extremamente preocupante. Estamos lidando com temporais severos e destrutivos, e com uma recorrência inédita – temporais que duram dias ou que se repetem com intervalos de poucos dias.

Mas o que mais chama atenção é que em vez de refletir sobre isso, a maioria do eleitorado paranaense prefere continuar apostando em um candidato a presidente (Flávio Bolsonaro) que é negacionista climático, que diz que se resolve problemas ambientais com “saneamento básico”.

As pessoas estão subestimando o impacto nocivo de seu voto, achando que está tudo bem em tratar a crise climática dessa forma. Continuem assim. Comprem esse discurso que vai contra a ciência. Ou acham que um candidato negacionista vai investir em políticas ambientais que realmente levem a sério as consequências disso?

Jair Bolsonaro, o pai de Flávio, quase zerou os investimentos federais dedicados à questão climática quando foi presidente – um corte de 93%. E a previsão é de que esses temporais vão piorar no Paraná.

Sinceramente, sinto pelas pessoas que levam isso a sério e que entendem a gravidade da situação. E por isso, também não votam em negacionistas. Enfim, podem se preparar para mais desinvestimentos e cortes em políticas ambientais. Quando a coisa piorar, lembrem-se da fala de “saneamento básico” de Flávio Bolsonaro.

E o plano de governo dele confirma o que o discurso já anunciava. São 76 páginas que não mencionam “aquecimento global” ou “mudança climática”, mas que trazem medidas que desmontam a capacidade do Brasil de enfrentar a crise:

Licenciamento automático para grandes obras, hidrelétricas, mineração e indústria (sem estudo de impacto ambiental); extinção de sobreposições entre Ibama, Funai e ICMBio (na prática, isso significa esvaziamento dos órgãos de fiscalização e proteção); liberação do fracking para exploração de gás (técnica que contamina água e solo); e trava de 20 anos para regras ambientais, impedindo que qualquer governo futuro aperte a fiscalização.

Flávio, com seu programa de governo ultraliberal, está sinalizando que tudo será permitido, sem freios e contrapesos partindo do Executivo, não importando as consequências ambientais.