David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Elia Kazan, genialidade e macartismo

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Elia Kazan morreu aos 94 anos em 2003 (Foto: Reprodução)

Elia Kazan, um genial e polêmico artista, sempre lembrado pelas suas obras, emblemas do realismo socialista norte-americano. Foi acusado de entregar colegas de trabalho no período negro do macartismo. Quando morreu, aos 94 anos, já não gozava do prestígio do auge da carreira eternizada por películas inesquecíveis como A Streetcar Named Desire (Uma Rua Chamada Pecado), joia de 1951.

Nos anos 1990, Kazan, um turco de origem grega que adotou os Estados Unidos como lar, foi alvo de críticas severas de atores conceituados como Sean Penn, Ed Harris, Richard Dreyfuss, Holly Hunter e Nick Nolte pelo que fez no passado. Até hoje há controvérsias sobre a contribuição de Kazan à lista negra do Comitê de Investigação de Atividades Anti-Americanas do Senado dos Estados Unidos. Partiu, mas deixou um legado que influenciou o cinema de Francis Ford Coppola, John Cassavetes e Martin Scorsese.

Para muitos, um ótimo cineasta, para outros, um traidor; pra mim, também um bom escritor, autor de “America, America”, um livro tornado filme que conheci acidentalmente em um sebo.

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