David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

A história do veganismo

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“Enquanto o ser humano for implacável com as criaturas vivas, ele nunca conhecerá a saúde e a paz”

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Pitágoras: “Quem semeia assassinato e dor não pode colher alegria e amor” (Arte: Reprodução)

“Enquanto o ser humano for implacável com as criaturas vivas, ele nunca conhecerá a saúde e a paz. Enquanto os homens continuarem massacrando animais, eles também permanecerão matando uns aos outros. Na verdade, quem semeia assassinato e dor não pode colher alegria e amor”, disse o filósofo grego Pitágoras por volta de 500 anos antes de Cristo.

No mesmo período, Siddhārtha Gautama, o Buda, conversou com seus seguidores sobre a importância da alimentação isenta de ingredientes de origem animal. Assim, Pitágoras e Siddhārtha se tornaram as primeiras referências de uma consciência que mais tarde ajudaria a moldar o veganismo.

Muito tempo depois, no século I, o filósofo grego Plutarco escreveu “Do Consumo da Carne”. No Discurso Primeiro, ele define o apetite humano por carne como uma manifestação de luxúria, lascívia supérflua. “Aos inocentes, aos mansos, aos que não têm auxílio nem defesa – a esses perseguimos e matamos. Só para ter um pedaço da sua carne, os privamos da luz do sol, da vida para que nasceram. Tomamos por inarticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas as direções”, registrou.

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Da Vinci: “Além de ajudá-los, se aproxima deles para que eles possam gerar filhos que saciem seu paladar, assim criando sepulturas para todos os animais” (Arte: Reprodução)

Mas foi só a partir do século XV que houve um crescimento exponencial de pensadores e artistas que viram no vegetarianismo uma filosofia de vida em condições de contribuir para a libertação animal e humana, já que ao se alimentar da carne o ser humano torna-se prisioneiro de si mesmo, das suas próprias incoerências.

“Além de ajudá-los, se aproxima deles para que eles possam gerar filhos que saciem seu paladar, assim criando sepulturas para todos os animais. E devo dizer mais, se me for permitido dizer toda a verdade: Não acha que a natureza já produz alimentos o suficiente para que se satisfaça?”, questionou Leonardo da Vinci em citação publicada na obra Quaderni D’Anatomia, I-VI, preservada na Inglaterra pela Biblioteca Real de Windsor.

Em 1580, o filósofo e humanista francês Michel de Montaigne publicou o livro “Ensaios”, dando origem ao gênero situado entre o poético e o didático. E foi nessa obra que dedicou espaço para comentar que as índoles sanguinárias do ser humano em relação aos animais atestam propensão natural à crueldade.

“Em Roma, depois que se acostumaram aos espetáculos de mortes dos animais, chegaram aos homens e aos gladiadores. A própria natureza, temo, fixou no homem um instinto de desumanidade. Perdera-se o prazer de ver os animais brincando entre si e acariciando-se; e ninguém deixa de senti-lo ao vê-los se dilacerarem e se desmembrarem. Os animais foram sacrificados pelos bárbaros para os benefícios que deles esperavam”, enfatizou.

Para Montaigne, a ideia da superioridade do ser humano diante dos animais corrobora a máxima presunção e um falso direito de violência sobre outras espécies. Ele defende que, como racional, o ser humano tem um dever moral em relação aos animais, seres que têm vida e sentimento.

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Rousseau: “Veja ele pelos seus olhos, sinta pelo seu coração; não o governe nenhuma autoridade, exceto a de sua própria razão” (Arte: Reprodução)

No século XIX, surgiram as primeiras obras dedicadas à filosofia de vida vegetariana. E o que impulsionou a concepção mais moderna de vegetarianismo foi o romantismo, movimento artístico, político e filosófico que fez oposição ao iluminismo e ao racionalismo. Pautando-se na natureza, os românticos exaltavam os animais e apontavam as falhas humanas embasadas na crença supremacista.

“Envolvido em um turbilhão social, basta que ele não se deixe arrastar nem pelas paixões, nem pelas opiniões dos homens; veja ele pelos seus olhos, sinta pelo seu coração; não o governe nenhuma autoridade, exceto a de sua própria razão”, declarou o suíço Jean-Jacques Rousseau, precursor do romantismo e defensor do vegetarianismo, em O Bom Selvagem”.

Em 1802, Joseph Ritson lançou o livro “An Essay on Abstinence from Animal Food: as a Moral Duty”, seguido por “The Return to Nature, or, a Defense for the Vegetable Regimen”, de 1811, escrito por John Frank Newton. Em 1813, Percy Bysshe Shelley publicou “A Vindication of Natural Diet”. Já em 1815, William Lambe endossou o discurso em favor do vegetarianismo com a obra “Water and Vegetable Diet”.

Esses quatro escritores britânicos, que também eram ativistas vegetarianos e lutavam pelos direitos dos animais, se tornaram precursores do que conhecemos hoje como veganismo. Suas inspirações vieram de pensadores como Pitágoras, Plutarco e John Milton.

Percy Shelley, um dos precursores do veganismo (Pintura: Joseph Severn)

Percy Shelley, um dos precursores do veganismo (Pintura: Joseph Severn)

Por causa da estreita relação entre romantismo e vegetarianismo que, influenciada pelo marido Percy Shelley, a escritora britânica Mary Shelley publicou em 1817 o famoso romance gótico “Frankenstein”. Em uma das passagens do livro, o monstro vegetariano criado por Victor Frankenstein, repudia o hábito humano de se alimentar de animais:

“Não tenho que matar o cordeiro e a cabra para saciar o meu apetite. Bolotas e bagas são o suficiente para a minha alimentação. Minha companheira vai ser da mesma natureza que a minha, e vai se contentar com o mesmo que eu. Faremos a nossa cama de folhas secas; o sol vai brilhar sobre nós da mesma forma que brilha sobre os homens, e ele vai amadurecer a nossa comida. A imagem que apresento a vocês é humana e pacífica.”

O filósofo utilitarista britânico Jeremy Bentham também advogou pelos animais até falecer em 1832. Afirmava que eles sofrem tanto quanto os seres humanos e qualificou a defesa da superioridade humana como uma forma de racismo. No entanto, foi somente na Inglaterra de 1847 que surgiu formalmente a primeira Sociedade Vegetariana, presidida por James Simpson e vinculada à Bible Christian Church.

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Carlos Dias Fernandes já tentava difundir o vegetarianismo no Brasil na década de 1920 (Foto: Reprodução)

Três anos depois, Sylvester Graham, inventor da popular indústria Graham Cracker, fundou nos Estados Unidos a Sociedade Vegetariana Americana. Ministro presbiteriano, Graham incentivava seus seguidores a levarem uma vida virtuosa pautada no vegetarianismo, na moderação e na abstinência, assim como já faziam no Oriente os seguidores do budismo, hinduísmo e jainismo. Em 1897, a pioneira Sociedade Vegetariana, sediada na Inglaterra, já contava com cinco mil membros.

No Brasil, um dos divulgadores do vegetarianismo era o jornalista e poeta paraibano Carlos Dias Fernandes, autor do livro “Proteção aos Animais”, de 1914. Na obra, Fernandes, que não era religioso, cita religiões e crenças que endossam o papel do ser humano como protetor dos animais e da natureza. Polêmico, chegou a discutir com profissionais de saúde da época que defendiam o consumo de carne. Talvez o maior exemplo tenha sido a sua rixa com o então conceituado médico José Maciel.

A seu favor, o poeta e jornalista tinha o médico higienista Flavio Maroja que publicou no jornal A União de 30 de agosto de 1916 um artigo intitulado “Hygiene Alimentar: Regimen Vegetariano e Regimen Carneo, confronto de opiniões, como penso a respeito”, que fala dos benefícios do vegetarianismo.

Em 26 de janeiro de 1917, Carlos Dias Fernandes comemorou a fundação da Sociedade Vegetariana Brasileira, sediada no Rio de Janeiro, e publicou matéria sobre o assunto. “Vai ganhando surto em todo mundo civilizado o regime vegetariano como solução prática do problema moral, economico e therapeutico dos povos. (…) Vegetarianismo quer dizer vida de accôrdo com a natureza”, registrou.

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Gandhi fazia parte do comitê executivo da Sociedade Vegetariana (Foto: Reprodução)

Em 1931, e de volta a Londres, o indiano Mahatma Gandhi ingressou no comitê executivo da Sociedade Vegetariana e deu um discurso argumentando que a alimentação livre de carne era uma questão de ética, não de saúde. Sem demora, surgiram discussões sobre o tratamento dado às galinhas e vacas leiteiras. Os debates foram transformados em artigos publicados no boletim informativo Vegetarian Messenger, dividindo opiniões.

Receosos com o que viria a ser o veganismo, muitos vegetarianos enviaram cartas queixosas à Sociedade Vegetariana. Eles entendiam a consistência moral e ética de se abdicar de todos os alimentos de origem animal, porém consideravam o estilo de vida como impraticável. Alegaram que por ser uma forma mais radical de vegetarianismo, seria impossível atrair novos adeptos, assim como seria difícil encontrar comida vegana em encontros sociais.

Donald Watson, criador do veganismo como o conhecemos hoje (Foto: Vegan Society)

Donald Watson, criador do veganismo como o conhecemos hoje (Foto: Vegan Society)

Em agosto de 1944, o marceneiro Donald Watson, secretário da Sociedade Vegetariana de Leicester, tentou garantir a criação de uma seção para publicação de artigos sobre veganismo. A proposta foi declinada pela entidade. Então, no início de novembro do mesmo ano, Watson reuniu cinco vegetarianos estritos no Attic Club, em High Holborn, Londres, para discutir sobre a elaboração de uma filosofia de vida que pudesse beneficiar muito mais os animais. Watson se incomodava com o fato de que muitos vegetarianos da época se alimentavam de ovos e laticínios.

Ele enfrentou forte oposição, mas perseverou. Também inventou um novo termo – vegan (vegano) – para se referir a quem não consome nenhum alimento de origem animal. Além de vegan, uma abreviação de “vegetarian”, entre os nomes sugeridos estavam “dairyban”, “vitan” e “benevore”. “Foi o início e o fim do vegetariano”, disse Donald Watson, fundador da Sociedade Vegana que tinha Elsie Shrigley como co-fundadora.

No início, em vez da pronúncia “vígan”, os adeptos começaram a pronunciar “víjan”. À época, o marceneiro criou o boletim informativo Vegan News, que poderia ser adquirido por uma moeda de dois pence. Na publicação, ele deixou claro qual era a pronúncia correta.

A primeira edição foi lida por mais de 100 pessoas, incluindo o renomado escritor irlandês e defensor do vegetarianismo George Bernard Shaw, que ao saber a verdade envolvendo a produção de leite e ovos, abdicou completamente do consumo. E o que ajudou Watson a popularizar o veganismo foi o fato de que 40% das vacas leiteiras da Grã-Bretanha contraíram tuberculose em 1943.

“Animais são meus amigos…e eu não como meus amigos. Enquanto formos os túmulos vivos dos animais assassinados, como poderemos esperar uma condição ideal de vida nesta terra? Quando um homem mata um tigre, ele chama isso de esporte, mas quando um tigre mata uma pessoa dizem que isso é ferocidade”, registrou Shaw em seu diário.

Bernard Shaw, um dos mais ilustres membros da Sociedade Vegana (Foto: Reprodução)

Bernard Shaw, um dos mais ilustres membros da Sociedade Vegana (Foto: Reprodução)

Em novembro de 1945, a Sociedade Vegana mudou o nome do boletim informativo de Vegan News para The Vegan. Com mais de 500 assinantes, eles publicavam receitas, notícias sobre saúde, classificados e uma lista de produtos livres de ingredientes de origem animal. Com a popularidade do veganismo, surgiram livros como “Vegan Recipes”, de Fay K. Henderson e “Aids to a Vegan Diet for Children”, de Kathleen V. Mayo.

Outra curiosidade é que somente em 1949 a Sociedade Vegana definiu com clareza os objetivos do veganismo, e por sugestão do teólogo e vice-presidente da entidade, Leslie J. Cross, vegano desde 1942. Ele sugeriu que a prioridade seria a luta pelo fim da exploração animal, no que diz respeito a alimentos, commodities, trabalho, caça e vivissecção.

Interessante também é o fato de que Cross, preocupado em oferecer opções aos veganos, fundou a Plantmilk Society em 1956, dando origem à produção de leite de soja, orchata, maionese vegana e barras de chocolate e de alfarroba sem ingredientes de origem animal. Mais tarde, sua indústria se tornaria uma das maiores distribuidoras de leite de soja do Ocidente.

No continente americano, a iniciativa pioneira foi da Sociedade Vegana dos Estados Unidos, fundada na Califórnia por Catherine Nimmo e Rubin Abramowitz em 1948. A princípio, eles se baseavam nas ações da inglesa Sociedade Vegana, inclusive distribuíam boletins informativos do The Vegan, antigo Vegan News. Em 1960, H. Jay Dinshah criou a Sociedade Vegana Americana (AVS), aliando veganismo e ahimsa, princípio ético-religioso, muito comum no budismo e no hinduísmo, que consiste em não causar mal a outros seres vivos.

Watson faleceu aos 95 anos em

Watson faleceu aos 95 anos em 2005 (Foto: Vegan Society)

Em 1979, a Sociedade Vegana informou que, além da exclusão de todas as formas de exploração e crueldade, eles se dedicariam a promover o desenvolvimento e criação de alternativas sem uso de animais, beneficiando também o meio ambiente.

Com o crescimento do veganismo no mundo, a Sociedade Vegana instituiu em 1º de novembro de 1994 o Dia Mundial Vegano em comemoração aos 50 anos de fundação da entidade. No entanto o objetivo maior sempre foi promover a conscientização em torno da exploração animal. Atualmente a estimativa é de que há 250 mil adeptos do veganismo na Grã-Bretanha e dois milhões nos Estados Unidos. No Brasil não há dados sobre o número de veganos, mas, de acordo com informações da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 20 milhões de brasileiros se consideram vegetarianos.

Saiba Mais

Antes de falecer aos 95 anos, em 16 de novembro de 2005, Donald Watson concedeu uma entrevista ao seu amigo George Roger, argumentando que veganismo não se trata simplesmente de buscar alternativas para ovos mexidos ou um bolo de Natal. “É algo realmente grande, que desconhecíamos quando criamos o veganismo, uma filosofia criticada por muitos, mas sobre a qual ninguém tem nenhuma prova contra. Se você é vegetariano, saiba que falta apenas um salto para se tornar vegano”, enfatizou Watson.

A palavra vegan apareceu pela primeira vez em um dicionário em 1962. No Dicionário Ilustrado Oxford o termo era definido como um vegetariano que não consome manteiga, ovos, leite e queijo.

No século 19, Percy Shelley e Willam Lambe já defendiam que laticínios e ovos deveriam ser excluídos da alimentação vegetariana.

Referências

Wynne-Tyson, Jon. The Extended Circle. Paragon House; 1st American ed edition (1989).

Plutarch: Moralia, Volume IX, Table-Talk, Books 7-9. Dialogue on Love (Loeb Classical Library No. 425). Harvard University Press (1961).

Vangensten, Ove C.L. Fonahn A. H. Hopstock. Christiana: J. Dybwad. Leonardo da Vinci. Quaderni D’Anatomia, I-VI. Windsor Castle, Royal Library (1911-1916).

Montaigne, Michel de. Os Ensaios: Uma Seleção. Companhia das Letras (2010).

Fortes, Luis Roberto. Rousseau: o bom selvagem. 2º ed. – São Paulo: Humanistas: Discurso Editorial (2007).

Shelley, Mary. Frankenstein. CreateSpace Independent Publishing Platform (2015).

Shelley, Percy Bysshe. A Vindication of Natural Diet: Being One in a Series of Notes to Queen Mab (Disponível em ivu.org)

Bellows, Martha. Categorizing Humans, Animals and Machines in Mary Shelley ’s Frankenstein – pg. 6. University of Rhode Island (2009).

Williams, Howard. The Ethics of Diet. University of Illinois Press (2003).

Sena, Fabiana. A tradição da civilidade nos livros de leitura no Império e na Primeira República. João Pessoa, PB. Tese de doutorado. PPGL/UFPB (2008).

Sena, Fabiana. A imprensa e Carlos Dias Fernandes: o processo de legitimação como autor de livro didático. Educação Unisinos, vol. 15, núm. 1, enero-abril, 2011, pp. 70-78.

Henderson, Archibald. George Bernard Shaw: Man of the Century. N.Y. Appleton-Century-Crofts (1956).

Vegan Society – History. We’ve come a long way. Disponível em https://www.vegansociety.com/about-us/history

Suddath, Claire. Brief History of Veganism. Time Magazine. Disponível em http://time.com/3958070/history-of-veganism/

A History of Veganism. A Candid Hominid. Disponível em http://www.candidhominid.com/p/vegan-history.html

Davis, John. Were There Vegans In The Ancient World? Veg Source. Disponível em http://www.vegsource.com/john-davis/were-there-vegans-in-the-ancient-world.html.

Dia Mundial do Vegetarianismo: 8% da população brasileira afirma ser adepta do estilo. Disponível em http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Dia-Mundial-do-Vegetarianismo-8-da-populacao-brasileira-afirma-ser-adepta-ao-estilo.aspx

Roger, George. Interview with Donald Watson (2002). Disponível em http://www.abolitionistapproach.com/media/links/p2528/unabridged-transcript.pdf

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12 Responses to 'A história do veganismo'

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  1. […] Fonte: A história do veganismo […]

  2. Parabéns pelo belíssimo texto! Arrasou!

    Erika Lopes

    5 Aug 16 at 11:05 pm

  3. Erika, muito obrigado! Beijo!

    David Arioch

    6 Aug 16 at 1:04 am

  4. ¡Hola amigo, David!… Profundamente agradecido por tu invalorable aporte, aclarando que el vegano va más allá del ser vegetariano… Abarca, el vegano, un concepto ético-filosófico de Vida, pues, es muy sabido que todo aquél practicante o defensor de la cruel NECROFAGIA, es un asesino en potencia… Ya pasó la época de las cruentas guerras de hombre a hombre, para lo cual era irrenunciable el tragar carne que le proveyera la lujuria en el combate, es decir: ALIENARSE POR COMPLETO para no sentir culpa alguna por matar a su semejante. Pero ahora, las guerras la hacen las máquinas fabricadas por empresas de truanes imbéciles que aún siguen consierando que su existencia en este infierno es eterna…. ¡No! ¡No es así!, a la tierra se viene a dejar, no a llevar…. Sugierero que a los glotenes por carne se les aclare que ya las MUJERES-PERSONAS no miden al verdadero hombre como un héroe con espada en mano matando a otro hombre para merecerla, pues ella, aparendió a merecerse a sí misma. Tal hecho ha degenerado en que, la especie humana, ya no está en guerra contra otros que jamás pudieron vencer, sino contra sí mismo. Siendo así, el consumo de carne se ha vuelto tan dañino para la SALUD MENTAL Y ESPIRITUAL porque al no canalizar la energía carne para el combate hasta finales de la segunda guerra mundial, esa fuerza bruta se ha trocado en LUJURIA Y ODIO HACIA SÍ MISMO…. Recordemos al Gran Confucio: “Si tanto has luchado por cambiar al Mundo y no lo has logrado, ¡por lo menos cambia tú!

    ¡GRACIAS DAVID!

    Crisantemodelchaco Crisantemo

    6 Aug 16 at 1:41 am

  5. Crisantemo, eu que agradeço 🙂

    David Arioch

    6 Aug 16 at 12:58 pm

  6. Nasci e fui criada na roça, quando pequena fui ajudar minhs Mãe a pegar uma galinha que seria sacrifcada para alimentar a todos que moravam na mesma casa. Senti uma aflição e falei:
    Ė a última hora de vida da bichinha.

    Acho que muitas pessoas que comem carne também sentem e pensam, todavia por necessidade e costume continuam comendo sem questinar se devem ou podem ou se quer sabem dos malefícios causados pela carne.
    Me alegra ver post como esse e tomara cada vez mais o veganismo seja difundido pela paz e boa saúde neste planeta.

    Maria Raquel

    6 Aug 16 at 11:57 am

  7. Maria Raquel, muito obrigado pelo seu testemunho 🙂

    David Arioch

    6 Aug 16 at 12:58 pm

  8. Obrigado por trazer o apanhado histórico.

    Antonio Brito

    10 Oct 16 at 2:30 am

  9. Antonio, agradeço a leitura!

    David Arioch

    10 Oct 16 at 10:16 am

  10. Assim como Maria Raquel, também eu fui criada testemunhando a matança de porcos na chácara onde vivia com meus pais. Foram precisamente aqueles gritos horrendos dos animais que me despertaram a consciência para a pergunta: “quem somos nós para determinar o término de uma vida?” E, me digam: quem somos nós?

  11. grata pelo detalhamento das informações.Sou vegana e já fui lacto-vegetariana, sem ovos…Mas com o veganismo senti realmente que estou muito mais equilibrada e saudável, além de ter melhorado tudo em minha saúde, e até meu humor! http://www.malurocha.com

    Malu Rocha

    14 Nov 16 at 5:50 pm

  12. Fico feliz em saber disso. Muito obrigado, Malu! 🙂

    David Arioch

    15 Nov 16 at 12:36 am

  13. […] //davidarioch.com/2016/08/05/a-historia-do-veganismo/ […]

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