David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

A triste realidade dos carneiros

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Fotos: Jo-Anne McArthur

Ao longo de um dia, a fotógrafa canadense Jo-Anne McArthur, idealizadora do projeto We Animals, testemunhou um leilão de animais na Austrália, onde foram vendidos 32 mil carneiros. A maior parte deles já tinha destino definido – a indústria da carne, inclusive brasileira, onde a oferta nacional é menor que a demanda. Não devemos desconsiderar também que a lã como subproduto torna o negócio ainda mais vantajoso para quem compra esses animais.

Segundo Jo-Anne, nos leilões de carneiros, o barulho nunca cessa. Seres humanos gritam pelos melhores preços, cães perseguem e coagem os carneiros, e os caminhões de transporte vêm e vão. Como consequência, os carneiros ficam extremamente estressados, e alguns quebram suas pernas e pescoços na tentativa de fuga.

“Muito além do estereótipo de animais estúpidos, a verdade é que os carneiros são animais com estruturas sociais altamente desenvolvidas”, declarou Jo-Anne. Eles são capazes de identificar uns aos outros. Também têm facilidade em reconhecer seres humanos, mesmo que não tenham visto o mesmo rosto por até dois anos.

Carneiros podem resolver quebra-cabeças, gostam de brincar e partilham das mesmas emoções que os seres humanos, incluindo tristeza, alegria, desgosto, tédio e raiva. De acordo com a fotógrafa que viaja o mundo registrando a realidade dos animais criados para consumo, carneiros são muito amigáveis, e quando recebem uma nova companhia, gostam de trocar carícias.

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Written by David Arioch

September 1st, 2017 at 1:48 pm

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