David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Meu trabalho é em prol dos animais, não para agradar egos

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Charge que vai ao encontro da filosofia vegana

Me falaram que tem gente me chamando de bem-estarista, só não sei por qual motivo, já que nenhum dos meus textos vai por esse caminho. Se isso é verdade ou não, sinceramente, não é relevante. Como já disse outras vezes, não brigo por títulos. Meu trabalho é em prol dos animais, não para agradar egos (nem mesmo o meu) ou concepções ideológicas. Faço o que faço, respondendo à minha consciência e é isso que importa. Se desagrado alguns ou muitos, isso é apenas parte de um processo natural.

E como já disse outras vezes, quando escrevo, não respondo a ninguém, a não ser a mim mesmo e a minha própria consciência. Discordar das pessoas é natural, e se posicionar sobre isso de forma crítica, porém honesta e ponderada, é muito saudável. Mas é importante ter comedimento o suficiente para não espalhar inverdades ou interpretações equivocadas sobre ninguém, até porque isso é antiético, principalmente quando conjeturamos superficialidades sobre pessoas que na realidade nem conhecemos.

Cada dia que passa tenho me preparado mais para jamais reagir a críticas que não são construtivas, até porque tudo aquilo que é destrutivo ou negativo em essência, não está apto para frutificar. Acho importante ter cuidado com o excesso de passionalidade quando lutamos por algo, porque se fugimos à sombra da realidade, a passionalidade facilmente pode ser transformada em um veneno difícil de dosar. Desse mal, acredito que não sofro, porque sei que quando falo com pessoas estou sempre me direcionando a alguém que, assim como eu, pensa, sente, tem sua própria visão de mundo, sua própria individualidade. Se alguém falar que não sou vegano? Não faço nada, porque isso não importa. O que importa é o resultado das minhas ações.

O que é bem-estarismo?

Basicamente, bem-estarismo ou utilitarismo é uma corrente filosófica que visa a redução da exploração animal, mas que não se preocupa com a libertação desses animais. Inclusive bem-estaristas consideram aceitáveis o abate desde que não seja imposto “sofrimento desnecessário” aos animais. O chamado abate humanitário, por exemplo, é uma proposição defendida pelo bem-estarismo. E muitos bem-estaristas não veem nada de errado em usar animais em inúmeras atividades e até mesmo se alimentar deles, desde que não imponham o que consideram “sofrimento desnecessário”. Em síntese, na premissa bem-estarista há uma crença de que animais são inferiores e podem ser usados pelos seres humanos, porém dentro do que eles chamam de “aceitável”. Chamar de bem-estarista também tem se popularizado como um termo pejorativo entre veganos, principalmente quando acusam alguém de não ser realmente vegano.

 

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