Archive for the ‘Internacional’ Category
A simplicidade de Faulkner
Sem luxo, era assim que o escritor William Faulkner, um dos maiores nomes da literatura dos EUA, autor de clássicos como “As I Lay Dying”, “Sanctuary”, “The Sound and the Fury”, “A Rose for Emily”, “Light in August” e “Absalom, Absalom!”, gostava de produzir – imerso num estilo de vida que aspirava à simplicidade.
Texaco e a destruição da Amazônia
David Chancellor e a vida selvagem
O fotógrafo inglês David Chancellor tem uma carreira envolvida em controvérsia, consequência de sua especialidade – registrar a vida selvagem sob interferência de caçadores. Na foto polêmica ao lado, um caçador de Dallas, no Texas, mostra com ostentação e altivez os seus “troféus”.
Acesse: www.davidchancellor.com
A ideologia, a mão e o muro

A ideologia na mão, no rosto e no muro. Uma face que representa um ideal coletivo simbolizado por três revólveres. Atrás, entre a arma e o muro, uma criança quase destoada, quase alheia (Foto: Autor desconhecido)
Unlikely Friendships
Imagem do livro “Unlikely Friendships”, da jornalista Jennifer S. Holland, da National Geographic, que aborda a capacidade dos animais de cultivarem “amizades improváveis”. Em um mundo cada vez mais intolerante é algo que realmente faz refletir.
Acesse: unlikelyfriendshipsbook.tumblr.com
Marcos & Mónica
Por mais de três anos o argentino Marcos, de 89 anos, alimentou a mulher Mónica, de 87, que sofria de Mal de Alzheimer. Cada refeição durava pelo menos uma hora. Após 65 anos de casamento, Mónica não resistiu à doença e faleceu. Atualmente o seu túmulo é visitado mensalmente pelo marido que enfrenta dificuldades para reconstruir a vida em função da solidão e da saudade. A luta do casal foi registrada pelo neto, o fotógrafo Alejandro Kirchuk, vencedor do Prêmio World Press Photo 2011.
Acesse: alejandrokirchuk.com
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Por que Russ Meyer é o cara?

São muitos os filmes de Meyer que ainda chamam a atenção pela alta qualidade e criatividade (Foto: Reprodução)
Por que o estadunidense Russ Meyer é o cara? Embora pouco conhecido no Brasil, a resposta é bem simples. O homem entrou para a história do cinema mundial produzindo clássicos com 24 mil dólares, como é o caso de “The Immoral Mr. Teas”, de 1959, que arrecadou mais de um milhão de dólares.
São muitos os filmes de Meyer que ainda chamam a atenção pela alta qualidade e criatividade, apesar do baixo orçamento que sempre o obrigou a adquirir experiência em todas as etapas da produção cinematográfica. Alguns outros exemplos são os clássicos “Faster, Pussycat! Kill! Kill!”, de 1966; “Vixen”, de 1968; e “Beyond The Valley Of The Dolls” de 1970.
Claro, tem muita gente que merece reconhecimento por se destacar em grandes produções, mas quem consegue isso com recursos limitados tem todo o direito de entrar para a história da Sétima Arte. Aqui ouso até parafrasear o grande autor do clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, Glauber Rocha: “Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça!”
Saiba Mais
Russ Meyer faleceu em 18 de setembro de 2004, aos 82 anos, em decorrência de uma pneumonia.
Boardwalk Empire e a Crise de 1929

Série mostra como os mafiosos italianos e irlandeses exploravam as privações da Crise de 1929 (Foto: Divulgação)
Embora tenha chegado ao fim em 26 de outubro de 2014, Boardwalk Empire é uma das melhores séries de TV dos últimos anos. Recomendo para quem gosta de programas que casam entretenimento com história. A série é ambientada no período da Grande Depressão, quando os Estados Unidos passaram por uma de suas maiores crises econômicas.
Um dos pontos mais interessantes de Boardwalk Empire é que a série mostra como os mafiosos italianos e irlandeses atuavam para explorar ao máximo as privações da Crise de 1929. Inclusive fica bem claro que esse período foi tão benéfico para criminosos quanto para políticos.
Há elementos históricos bem contundentes misturados com boa ficção. Outro atrativo são os muitos personagens enigmáticos, inspirados em figuras reais que comandaram o crime organizado nos EUA, principalmente nas décadas de 1920 e 1930.
O mundo onírico de Alison Scarpulla
Em 2012, conheci de perto o belo trabalho da fotógrafa estadunidense Alison Scarpulla. Ela criou um mundo onírico ao revelar fotos com vinho e ácido. É algo avesso às fotos posadas, envolve reflexões existenciais e explora percepções incomuns sobre a vida e o mundo. Enfim, mais do que fotografias, suas imagens parecem pinturas.
Visite www.flickr.com/photos/aliscarpulla
O mito da bruxa voadora

A bruxa voadora é uma referência a um efeito alucinógeno proporcionado por um unguento (Imagem: Reprodução)
Provavelmente uma das imagens mais clichês envolvendo feitiçaria, tanto na literatura quanto no cinema, é a de uma bruxa voando sobre uma vassoura. É algo bem curioso, até porque muita gente que já escreveu sobre o assunto desconhece a origem do estereótipo.
A verdade é que a imagem da bruxa voadora é uma referência a um efeito alucinógeno proporcionado por um unguento à base da erva Datura Stramonium. Ou seja, se na Idade Média as supostas bruxas não tivessem passado o composto nas regiões do ânus e da genitália, o que criava a ilusão de voarem sobre vassouras, jamais teríamos essa referência cultural que atravessa os séculos.
Referência: “The Long Trip: A Prehistory of Psychedelia” (Daily Grail Publishing, 2008), de Paul Devereux.





