Archive for the ‘Curiosidades’ Category
Não confunda skinhead com bonehead

Derrick Morgan, até hoje lembrado como um dos maiores nomes do movimento skinhead (Foto: Reprodução)
O rapaz da foto é o jamaicano Derrick Morgan, um dos maiores expoentes do movimento skinhead. Na juventude, ele fez importantes parcerias com músicos como Desmond Dekker, Bob Marley e Jimmy Cliff.
Levando isso em conta, acho válido enfatizar que a cultura skinhead em essência nunca defendeu o uso de violência, muito menos qualquer forma de racismo ou preconceito. Esse tipo de conduta é inerente aos boneheads, um movimento completamente diferente que inclusive se apropria de forma equivocada e ilícita da palavra skinhead, um termo hoje totalmente vulgarizado e descontextualizado por causa da desinformação.
Por isso é muito importante não chamar de skinhead qualquer careca que incentive a violência. Sem dúvida, é uma ofensa tremenda e uma grande injustiça contra muita gente não só do Brasil, mas do mundo todo que contribuiu e continua contribuindo com os ideais de liberdade do movimento. Para quem quiser entender a real história dos skinheads, sugiro que assista ao filme “This Is England”, do cineasta inglês Shane Meadows. Originalmente, os skinheads se identificaram com gêneros musicais como rocksteady, reggae, soul, ska e mais tarde punk-rock.
Um simples relógio pode fazer você parecer um terrorista
Em 1992, meu pai trouxe pra mim de East Lansing, Michigan, um relógio Casio modelo F-91W que eu achava o máximo, afinal, não conhecia ninguém com menos de dez anos que tivesse um relógio parecido. Em 2012, me surpreendi quando fiquei sabendo que o mesmo relógio, que um dia foi muito popular nos Estados Unidos, é considerado até hoje um artigo de terrorista porque supostamente nos últimos 14 anos a Al-Qaeda começou a usá-lo em cursos de fabricação de artefatos explosivos improvisados, o tal do IEDs. Dei uma rápida pesquisada no Google e vi que em algumas fotos Osama Bin Laden aparece usando o mesmo modelo.
Klaus Jost e a docilidade dos tubarões

Engenheiro marítimo não concorda com quem afirma que tubarões são animais agressivos (Foto: Klaus Jost)
Imagem do fotógrafo e engenheiro marítimo alemão Klaus Jost que há anos registra e estuda o estilo de vida dos tubarões. Na foto, Jost estava logo abaixo do dócil tubarão-touro que apelidou de “Vovó”. Ao contrário do senso comum, dos mais de 460 tipos de tubarões existentes no mundo, poucos são agressivos e atacam humanos.
Acesse: http://www.jostimages.com
Joseph Figlock, o homem que salvou um bebê da morte duas vezes
1937 – Em Detroit, nos Estados Unidos, um homem chamado Joseph Figlock estava andando pela calçada quando um bebê caiu da janela de um apartamento no quarto andar. Por sorte, Figlock conseguiu segurá-lo antes que se chocasse contra o chão. Um ano depois, a mesma criança caiu novamente da janela e, mais uma vez, Joseph Figlock que passava pelo local a salvou. A história foi publicada na revista Time em 17 de outubro de 1938.
O primeiro celular
O primeiro telefone celular foi criado nos EUA em 1973. Pesava um quilo e equivalia a duas fitas VHS. A invenção é do engenheiro eletrotécnico Martin Cooper que realizou a primeira ligação no centro de Nova York. Em entrevista à BBC, Cooper disse que a bateria permitia uma ligação com duração de até 20 minutos. “Era o suficiente. O aparelho era tão pesado que ninguém conseguiria segurá-lo por mais tempo”, comentou rindo.
Acesse: news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/2963619.stm
O primeiro caixa eletrônico

Em 1967, o primeiro caixa eletrônico entrou em operação no mundo graças ao inventor britânico John Sheperd-Barron. Tudo começou no Barclays Bank, em Enfield, na Zona Norte de Londres. No Brasil, a “cash machine” só foi implementada nos anos 1980. (Foto: Barclays Bank)
Comentário na entrevista “A trajetória de um homem do campo”

Entrevista fala sobre a história do ex-colono e ex-boia-fria José Alexandre de Freitas (Imagem: Reprodução)
Muito legal ver até que ponto o seu trabalho pode ser valorizado. Pra mim, esse tipo de comentário (publicado na minha entrevista “A trajetória de um homem do campo”) é mais recompensador do que qualquer dinheiro que eu ganhe desempenhando a minha função profissional.
“David, sua reportagem me foi muito útil. Agradeço a Deus todos os dias, por existir gente como você. Estou desenvolvendo uma monografia de mestrado, com o tema central “O homem rural (do campo)”, e seu artigo veio muito em conta. Parabéns! Continue ajudando acadêmicos como eu e outros desse nosso Brasil tão diversificado, principalmente em relação ao trabalhador rural. Abraços, Conceição.”
“De gente importante, quem você entrevistou?”
Nesses dez anos trabalhando como jornalista, fui convidado algumas vezes para conversar com estudantes em escolas. Um dia, há alguns anos, quando uma professora abriu espaço para os alunos fazerem perguntas, uma garotinha com idade entre 13 e 14 anos questionou o seguinte:
“Quais pessoas você gostou mais de entrevistar? De gente importante, quem você entrevistou?” Eu, como alguém que tenta sempre andar na contramão da obviedade, dei uma resposta pouco usual, mas que repito sempre que necessário: “Olha, você seria uma pessoa importante pra eu entrevistar. Todo mundo aqui tem potencial pra render boas matérias. Meus melhores personagens, os mais importantes, são aqueles que ninguém imagina que vale ou rende uma matéria. Na minha profissão, gratificante é transformar em personagem alguém que nunca se viu como um.”
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O lobo solitário
Na minha opinião, Lone Wolf é um dos melhores gamebooks da história. Já joguei demais. Ele é a grande criação do inglês Joe Dever que produziu 32 edições – que eu conto como 30, se avaliar o conteúdo. A primeira foi lançada em 1984.
Conheci Lone Wolf em 1994, e foi exatamente o primeiro livro da franquia que joguei pela primeira vez – Flight from the Dark, de 1984. Até hoje tenho algumas edições, embora tenha perdido outras.
No Brasil, o gamebook chegou a ser comercializado com o nome de Lobo Solitário, embora a produção tenha sido relativamente limitada, não contemplando a franquia na totalidade.
Biblioteca Júlia Wanderley preserva coleções históricas de HQs
Em Paranavaí, na Biblioteca Municipal Júlia Wanderley, ao lado da Fundação Cultural, existe uma sala especial onde são guardados os itens de colecionadores.
Nas inúmeras vezes em que estive lá, encontrei muitas coleções históricas, edições raras que enchem os olhos de qualquer amante de HQs como Fantasma, de Lee Falk; Lobo Solitário, de Kazuo Koike e Goseki Kojima; e edições da Mini-Heróis dos anos 1970 e 1980.
Outra boa surpresa é a coleção de A Espada Selvagem de Conan, lançada em 1984, baseada no personagem bárbaro da Ciméria que o escritor texano Robert E. Howard criou em 1932. Todo esse material está em ótimo estado de conservação. Tem muitas outras raridades por lá.
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