David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

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While She Sleeps: “Tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes”

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“Quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”

Aaran McKenzie: “Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais” (Foto: Divulgação)

Formada em 2006, a banda inglesa de metalcore While She Sleeps traz na formação o baixista Aaran McKenzie, o guitarrista Sean Long, o vocalista Lawrence “Loz” Taylor, o guitarrista Mat Welsh e o baterista Adam “Sav” Savage. Em 2012, a banda foi eleita a melhor revelação britânica pela revista Kerrang!, após o lançamento do álbum “This is the Six”. Além de ter se tornado popular principalmente entre os jovens que gostam da fusão do heavy metal com o hardcore, outro fato que chama a atenção é que o While She Sleeps é uma banda vegana.

“Sempre fomos pessoas livres e espirituosas que se desviam dos valores convencionais. A maioria de nós na banda foi vegetariano por 4 a 23 anos. Por isso, tornar-se vegano sempre foi algo que esteve em nossas mentes. Então, quando relacionamos a nossa preocupação com a nossa saúde e o protesto contra a crueldade animal, e as fazendas industriais, pareceu mais lógico e compassivo dar esse passo”, disse Aaran McKenzie em entrevista ao Vegan Blatt.

Em vídeo gravado para a Organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) e publicado no YouTube em 3 de dezembro de 2015, Aaran e Sean relataram que sempre odiaram a crueldade contra os animais, e citaram o documentário “Earthlings” como referência para quem quiser conhecer a realidade da exploração animal. “Eu disse, ok, é isso, chega!”, declarou o baixista e membro-fundador do While She Sleeps depois de assistir ao documentário.

“Estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta” (Foto: Divulgação)

Ao Vegan Blatt, Aaran contou que o estilo de vida dos integrantes é uma forma de deixar claro que eles não são tolerantes com as atrocidades do mundo, e que esse posicionamento é algo que endossa a mensagem que a banda quer passar para as pessoas. “Não especificamos isso em um sentido literal, mas, como um todo, estamos tentando conscientizar as pessoas sobre toda essa merda que acontece à nossa volta”, informou McKenzie.

Os integrantes do While She Sleeps preferem não confrontar as pessoas. O caminho escolhido por eles é o de servir como inspiração simplesmente vivendo o veganismo ou falando sobre o assunto quando vier à tona naturalmente. “Um dia, alguém veio até mim e disse: ‘Se Deus não quisesse que comêssemos os animais, então por que ele não os fez sem carne?’ Eu não tenho nada a dizer a pessoas como essa”, afirmou.

Saiba Mais

O While She Sleeps foi fundado em Sheffield, na Inglaterra.

Entre os anos de 2012 e 2017,  eles lançaram os álbuns “This is the Six”, “Brainwashed” e “You Are We”.

Referências

https://www.veganblatt.com/while-she-sleeps-vegane-metalcore-band

http://www.peta.org.uk/blog/while-she-sleeps/

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George Harrison: “A coisa que me repeliu em relação a comer carne foi a ideia de matar animais”

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“A carne é uma das piores coisas que qualquer um pode comer”

George Harrison parou de consumir carne em 1965 (Foto: Reprodução)

Conhecido como “O Beatle Calado”, o britânico George Harrison, que fez história com os Beatles de 1960 a 1970, foi o primeiro dos Garotos de Liverpool a aderir ao vegetarianismo. Em 1965, depois de ler um livro que ganhou de um amigo, e que fala sobre a desumana indústria do abate de bezerros, Harrison decidiu começar banindo o consumo de qualquer tipo de carne da sua alimentação.

O que é inclusive uma grande revelação, levando em conta que muita gente achava e ainda acha que ele optou por não se alimentar de animais basicamente por um viés religioso, por ter se encontrado no hinduísmo. Essas informações estão na autobiografia “Wonderful Tonight”, de Pattie Boyd, lançada em 2008. Pattie, que também era vegetariana, foi casada com o guitarrista dos Beatles de 1966 a 1977.

Harrison se tornou tão contrário ao consumo de animais que, em hipótese alguma, permitia que alguém entrasse em sua casa com qualquer tipo de carne. Em entrevista a David Wigg, do Apple Offices, de Londres, em 8 de outubro de 1969, ele foi questionado sobre isso. “A carne é uma das piores coisas que qualquer um pode comer”, declarou e acrescentou que o vegetarianismo não era uma fase, mas sim algo em que ele realmente acreditava.

No Livro “The Beatles Anthology”, lançado em 2000, há citações em que George Harrison também fala da importância que o livro “The Complete Illustrated Book of Yoga”, de Swami Vishnu Devananda, publicado em 1959, teve em sua vida. Porém, ele deixa claro que o vegetarianismo surgiu em sua vida antes do hinduísmo. “Li seu livro depois que me tornei vegetariano. A coisa que me repeliu em relação a comer carne foi a ideia de matar animais”, revelou.

Harrison também comentou que todas as doenças humanas vêm de uma dieta não natural, o que segundo ele, inclui o consumo de alimentos de origem animal. De acordo com o artigo “Beatle George Harrison’s Formula for Spiritual Health”, de Joshua M. Greene, Harrison era vegetariano porque sentia que era contraditório honrar a vida em muitas formas e ainda contribuir com o abate de animais.

O vegetarianismo de Harrison era tanto moral quanto espiritual (Foto: Reprodução)

“Seu prato favorito era Dahl, uma sopa de lentilha que, quando misturada com arroz, forma uma proteína perfeita e um substituto ideal da carne”, escreveu. O vegetarianismo de Harrison era tanto moral quanto espiritual. E para além de uma vida de excessos se tratando do consumo de drogas como cocaína e LSD, ele também buscava ser uma pessoa realmente saudável, embora tivesse dificuldade em abandonar principalmente o álcool e o cigarro.

E foi a inclinação de George Harrison pelo vegetarianismo que o levou ao hinduísmo e mais tarde permitiu que ele estreitasse sua relação com músicos indianos como Ravi Shankar, e gurus como Maharishi Mahesh, fundador da meditação transcendental. Sendo assim, há quem atribua a Harrison o estreitamento das relações musicais entre Ocidente e Oriente, já que a partir daí muitos artistas se interessaram em fazer parceria com músicos indianos, popularizando o uso de sitar no Ocidente.

George Harrison, que teve uma carreira solo exemplar, com o lançamento de 12 álbuns entre os anos de 1968 e 2002, também é considerado o responsável pela popularização do Movimento Hare Krishna no Ocidente. Ao longo de sua vida, ele foi um dos grandes colaboradores da International Society for Krishna Consciousness, conforme informações da edição de 30 de novembro de 2002 do Daily Telegraph.

Saiba Mais

George Harrison nasceu em Liverpool em 25 de fevereiro de 1943 e faleceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, em decorrência de câncer de pulmão em 29 de novembro de 2001. Em 2002, o seu filho Dhani, lançou o último álbum de George Harrison – “Brainwashed”.

O seu álbum “Wonderwall Music”, que faz parte da trilha sonora do filme “Wonderwall”, inspirou a banda Oasis a compor uma música homônima que se tornou um de seus maiores sucessos.

Referências

http://www.yogachicago.com/jan06/harrison.shtml

http://www.neatorama.com/2011/11/29/a-few-things-you-might-not-know-about-george-harrison/

http://www.beatlesinterviews.org/db1969.1008.beatles.html

http://surrealist.org/prayforpeace/harrison.html

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Otep: “Progredimos como sociedade e não precisamos comer carne para sobreviver”

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“Esse animal é um ser senciente, eles entendem, têm consciência, não são um pacote de Doritos”

Otep: “Minha mudança na dieta foi um protesto pessoal contra a crueldade da indústria da carne” (Foto: Divulgação)

Otep Shamaya, vocalista da banda de metal alternativo Otep, que lançou sete álbuns entre os anos de 2002 e 2016, é conhecida por suas opiniões firmes e forte engajamento social. Em 2008, em entrevista para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), ela falou sobre sua transição para o vegetarianismo. “Minha mudança na dieta foi um protesto pessoal contra a crueldade da indústria da carne”, disse.

Em 13 de novembro de 2011, em entrevista publicada pelo Along Your Path, ela contou que não perdeu o interesse pelo gosto da carne, mas o preço a se pagar pelo consumo de alimentos de origem animal é muito caro. “Essas corporações gigantes torturam esses animais antes deles serem mortos para que se tornem o alimento que comemos, digerimos e excretamos uma hora depois – me parece sem sentido”, argumentou.

Ela relatou que não se sente confortável dando sequer um dólar para que indústrias que produzem produtos de origem animal cresçam enquanto animais assustados são subjugados, condicionados a levarem uma vida que pode significar privação, sofrimento e morte. “Esse animal é um ser senciente, eles entendem, têm consciência, não são um pacote de Doritos; é a realidade deles. […] Progredimos como sociedade e não precisamos comer carne para sobreviver”, criticou.

“Essas corporações gigantes torturam esses animais antes deles serem mortos para que se tornem o alimento que comemos” (Foto: Divulgação)

Em 15 de abril de 2016, o Otep lançou o álbum “Generation Doom”, baseado em 12 composições, e que tem entre os destaques a música “Zero” que foi lançada como single. A letra começa com a frase: “I don’t give a fuck”, ou seja, “Eu não dou a mínima”, que faz uma referência ao fato dela não se importar com críticas em relação à sua defesa do meio ambiente e dos animais.

“Conheço muita gente que fica na defensiva quando você fala sobre essas coisas abertamente. Sou uma vegana por uma questão moral. Isso é engraçado porque recebo mais mensagens de ódio por ser uma vegana do que por ser uma lésbica, então os tempos certamente mudaram”, declarou ao Song Facts em 6 de abril de 2015.

Em um trecho de “Zero”, Otep Shamaya grita: “Você me quer para salvar o seu mundo, enquanto seus pulmões ficam pretos, e os oceanos fervem, e você alimenta e cria este reino de merda.”  Ela também fala que enquanto o mundo está morrendo há pessoas reclamando sobre o que não podem comprar com dinheiro que não têm. “Então você vai vender sua alma para estar na última moda”, canta.

Em entrevista publicada no First Order Historians em 13 de novembro de 2015, Shamaya frisou que ela considera a mudança climática como a questão mais importante da humanidade na atualidade, ponderando que se no futuro não houver nenhum lugar habitável na Terra, não haverá espaço para discutir qualquer outra questão. A vocalista afirmou que devemos reconhecer o impacto esmagador que causamos ao nosso planeta e nos afastarmos dos combustíveis fósseis e de empresas destrutivas que lentamente nos envenenam.

““O simples ato de remover a carne da sua dieta não só salva vidas de animais, mas também vidas humanas” (Foto: Divulgação)

“Sei que algumas pessoas ainda lutam contra isso porque [a mudança climática] não está acontecendo apenas de uma vez ou o tempo todo, mas isso não significa que não esteja acontecendo. Há um velho adágio que diz que se você deixar cair uma rã em um pote de água fervente, ela pula imediatamente, mas se você aquecer lentamente a água, a rã permanecerá paralisada e ferverá até a morte. Você pode adivinhar em qual pote estamos?”, questionou.

Shamaya defende que uma dieta vegetariana ajudaria muito a retardar as mudanças climáticas. Segundo ela, teríamos água mais limpa, ar mais limpo, mais comida em regiões atingidas pela fome e menos fazendas industriais degradando o solo e os rios.

“O simples ato de remover a carne da sua dieta não só salva vidas de animais, mas também vidas humanas. Peço a todos que vejam os documentários ‘Cowspiracy’, ‘Racing Extinction’ e ‘Earthlings’. Você não verá o mundo do mesmo jeito, eu prometo”, garantiu em entrevista ao First Order Historians. A vocalista do Otep admitiu em entrevista ao Sonic Cathedral em 2 de maio de 2016, que gostaria de ver o fim da agricultura animal, justificando que isso significaria viver em um mundo mais justo e igualitário.

Saiba Mais

Em 2014, Otep Shamaya foi uma das cinco artistas que fez a dublagem das criaturas do filme “Hobbit: Battle of the Five Armies”, de Peter Jackson.

Referências

https://alongyourpath.com/2011/07/02/interview-otep-shamaya/

http://www.soniccathedral.com/webzine/index.php?option=com_content&task=view&id=1309

http://www.songfacts.com/blog/interviews/otep_shamaya/

http://www.firstorderhistorians.com/2015/11/13/10-questions-with-otep-shamaya/

 

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Alissa White-Gluz: “Você não tem que ser parte do sistema e parte da crueldade [contra os animais]”

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“Sou vegana porque sei que é possível ter uma vida totalmente feliz e saudável sem prejudicar ninguém”

Alissa é vegetariana desde que nasceu e depois tornou-se vegana (Foto: Divulgação)

Vocalista da banda sueca de death metal Arch Enemy, a canadense Alissa White-Gluz é vegetariana desde que nasceu, o que significa que ela jamais consumiu qualquer tipo de carne. A justificativa é que ela foi educada desde muito cedo a respeito do fato de que produtos de origem animal significam a exploração e a morte de seres vivos sencientes. “Sempre fui vegetariana, e ser vegana foi o próximo passo lógico [em 1999]. E no que diz respeito a ser straight edge, bem, se eu me importo o suficiente com a minha vida em geral, por que eu iria querer envenenar o próprio veículo que me permitiu viver – meu corpo?”, disse em entrevista ao Metal Horizons em abril de 2013.

Em junho de 2014, ela participou de um vídeo da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) em que ela foi questionada se era difícil ser vegana. “Absolutamente, não. Seria difícil não ser vegana”, respondeu e acrescentou que a razão pela qual ela é tão apaixonada pelo veganismo é porque é uma filosofia de vida que beneficia os animais, o meio ambiente, os seres humanos em várias partes do mundo e a sua própria saúde. “Fico feliz em ajudar qualquer pessoa interessada nesse estilo de vida”, declarou.

Para quem tem dificuldade em perceber o que existe de positivo em ser vegano, a vocalista do Arch Enemy e ex-vocalista do The Agonist (2004-2014) pede que as pessoas façam uma pesquisa na internet quando tiverem algum tempo disponível. “Os fatos estão lá, é apenas uma questão de aceitar a realidade e ser parte da solução em vez do problema, afirmou à Peta.

Na definição de Alissa, o veganismo é um estilo de vida que envolve fazer um esforço consciente para se certificar de não comprar produtos como alimentos, vestuário e  cosméticos – entre outros que envolvam privação, sofrimento e morte de animais. “Sou vegana porque sei que é possível para mim ter uma vida totalmente feliz e saudável sem prejudicar ninguém”, justificou em entrevista publicada pela Revolver Mag em 31 de dezembro de 2014.

Ela também qualifica o veganismo como o grande motivador de tudo que ela faz em sua vida; um catalisador para a sua paixão pela música e por escrever letras. Ter alcançado um certo nível de notoriedade é visto por Alissa como um grande presente, porque dessa forma ela pode compartilhar informações com o seu público que não são divulgadas pela grande mídia.

“Tenho grande interesse em direitos animais, então compartilho o que é do meu interesse. Não espero que todos se tornem veganos durante a noite, e não espero que ninguém seja perfeito. Mas se for possível despertar um pouquinho de consciência, mesmo algo tão simples como alguém evitando carne uma vez por semana ou não comprando cosméticos testados em animais mais, ou optando por peles falsas em vez de peles de verdade…isso seria uma grande vitória para mim”, enfatizou em entrevista publicada pelo Brave Words em 25 de março de 2013.

““Tenho grande interesse em direitos animais, então compartilho o que é do meu interesse” (Foto: Divulgação)

Alissa White-Gluz diz que todos estamos presos em um estado coletivo de condicionamento, mas que se abrirmos os nossos olhos para a realidade, como aquela que envolve a exploração animal, imediatamente começaremos a nossa fuga. É justamente por isso que Alissa e os outros membros da banda de death metal canadense The Agonist, chamavam seus fãs de “Prisoners” ou “Prisioneiros” – porque somos pessoas em necessidade de despertar. “Você não tem que ser parte do sistema e parte da crueldade [contra os animais]. Você pode trabalhar contra isso”, recomendou em entrevista ao Brave Words.

Ela também vê como positivo o crescimento do veganismo no cenário do heavy metal. Cita como exemplo o fato de estar se tornando difícil encontrar uma banda de metal que não tenha pelo menos um vegetariano ou vegano.

“Tenho sido vegana desde antes de fazer metal. Então isso é 100% do que sou e está 100% gravado na minha personalidade. Sou uma ativista dos direitos animais e dos direitos humanos, mas, você sabe, eu também sou uma música. Então, quando se trata de letras, é claro, me expresso sobre isso. Mas é um campo diferente. Música é arte, e eu acho legal incluir uma mensagem dentro da arte, mas não é a única coisa em que penso quando estou interpretando ou escrevendo”, revelou ao Metal Inside em entrevista publicada em 29 de maio de 2014.

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Alissa White-Gluz, que é vegana desde 1999, nasceu em 31 de julho de 1985 em Montreal, no Canadá.

Ela é membro-fundadora da banda canadense The Agonist, com quem gravou os álbuns “Once Only Imagined, de 2007; “Lullabies for the Dormant Mind”, de 2009; e “Prisoners”, de 2012.

Com o Arch Enemy, Alissa gravou o álbum “War Eternal”, de 2014; e o EP “Stolen Life”, de 2015.

Foi ela que incentivou o namorado Doyle Wolfgang Von Frankenstein, icônico guitarrista do Misfits, a tornar-se vegano.


Referências

http://www.metalhorizons.com/2013/04/interview-time-with-alissa-white-gluz.html

http://www.metalinside.de/interview/arch-enemy-alissa-white-gluz-about-war-eternal-linup-changes-and-psychedelic-dreams

http://www.revolvermag.com/news/arch-enemys-alissa-white-gluz-on-veganism-and-how-to-sing-with-a-broken-rib.html

http://bravewords.com/news/the-agonist-vocalist-alissa-white-gluz-veganism-is-what-drives-me-to-do-everything-in-life

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Doyle von Frankenstein, o guitarrista do Misfits que se tornou vegano por respeito aos animais

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“Gosto de animais, então foi difícil assistir isso. Sou muito mais saudável [agora]. Sinto que é ético. Não é apenas por razões de saúde”

Doyle se tornou vegano em 1º de janeiro de 2014 (Foto: Jeremy Saffer)

Lendário guitarrista do Misfits, uma das bandas que criou e moldou o horror punk, Doyle Wolfgang von Frankenstein ingressou no mundo da música em 1980, por influência do seu irmão, o baixista Jerry Only, e do vocalista Glenn Danzig, que o ensinaram a tocar guitarra. De lá para cá, ele gravou álbuns que se tornaram clássicos, como “Walk Among Us” e “Evilive” de 1982; “Earth A.D./Wolfs Blood, de 1983; e “American Psycho”, de 1997.

Ao longo dos anos, Doyle se tornou uma das faces do Misfits, e não apenas por causa do estilo macambúzio que remete aos clássicos filmes de terror, mas também por sua personalidade irreverente e pelo bom condicionamento físico preservado mesmo depois de décadas.

Acostumado a consumir muita proteína de origem animal, no dia 1º de janeiro de 2014 o icônico guitarrista do Misfits, que segue em carreira solo desde 2007, decidiu tornar-se vegano, o que surpreendeu muita gente, principalmente quem conhecia o seu trabalho, mas acreditava que veganismo e ganho ou manutenção de massa muscular não é uma boa combinação.

A transição dele foi incentivada pela namorada Alissa White-Gluz, vocalista da banda
sueca de death metal Arch Enemy, que já era vegana há muito tempo e jamais consumiu carne, de acordo com uma entrevista feita com Doyle pelo The Vintage Vegans e publicada em 25 de maio de 2016.

Antes de se tornar vegano, sempre que o guitarrista saía com Alissa, eles iam a algum restaurante vegano, e aos poucos ele foi conhecendo um novo universo de possibilidades alimentares. Quando experimentava algo novo, Doyle se surpreendia com o sabor.

“Então ela me mostrou o que eles fazem com os animais, e todas essas malditas fábricas, e como somos uns fodidos para eles [os animais]. Gosto de animais, então foi difícil assistir isso. Sou muito mais saudável [agora]. Sinto que é ético. Não é apenas por razões de saúde”, afirmou em entrevista ao Village Voice em 4 de maio de 2015.

Ele também comentou que desde então não quer deixar “uma trilha de morte e destruição” – em referência ao consumo de produtos que envolvem exploração animal. Um dos alimentos preferidos de Doyle é o seitan, inclusive é uma das suas mais importantes e preferidas fontes de proteínas. ‘Sou um adorador de seitan. Alissa e eu o preparamos muitas vezes em casa. É feito de glúten de trigo vital, muito rico em proteínas. Também tomo suplemento proteico”, revelou ao Vintage Vegans.

“Costumo dizer que os veganos é que são os caçadores” (Foto: Divulgação)

Quando está excursionando com sua banda solo, Doyle usa um aplicativo chamado Happy Cow para localizar restaurantes veganos ou que ofereçam pratos vegetarianos. “Costumo dizer que os veganos é que são os caçadores”, comentou em tom bem-humorado ao Vintage Vegans. O guitarrista garante que o veganismo já faz parte de todos os aspectos de sua vida, tanto que, segundo ele, até mesmo a maquiagem usada no palco é vegana – clown White, da marca Mehron.

Em entrevista à News Noise Magazine em 13 de março de 2017, Doyle von Frankenstein deixou claro que por enquanto não pretende abordar o veganismo em suas músicas, mas nem por isso deixa de motivar os mais jovens a seguirem por esse caminho. Na entrevista à News Noise, Gen Handley brincou com o guitarrista, perguntando se homens de verdade comem carne. Com a sua típica irreverência, ele respondeu: “Não…homens de verdade são veganos, obviamente.”

Saiba Mais

Doyle Wolfgang von Frankenstein nasceu em 15 de setembro de 1964 em Lodi, New Jersey.

Em 2005, Doyle fundou o Gorgeous Frankenstein, que lançou um disco homônimo em 2007. Mais tarde, ele mudou o nome da banda para Doyle, e lançou o álbum “Abominator” em 2013. Este ano, ele vai lançar o álbum “As We Die”.

Em 1990, ele, Jerry Only, The Murp, Jeff Scott Soto e Dave Sabo gravaram o EP “Deliver Us From Evil”, sob o nome Kryst the Conqueror – projeto fundado por Jerry e Doyle.

Referências

http://www.villagevoice.com/music/sex-knives-and-veganism-ten-things-you-didnt-know-about-doyle-from-the-misfits-6630114

http://www.thevintagevegans.com/interview-with-doyle-of-the-misfits/

Home

http://newnoisemagazine.com/interview-doyle-real-men-dont-eat-meat/#

 

 


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Os 30 anos do disco “Animal Liberation”, produzido em prol dos animais

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Mote do disco: “Os animais não são nossos para comermos, usarmos e fazermos experimentações”

O disco foi uma ideia do então diretor de divulgação da Peta – Dan Mathews (Foto: Reprodução)

No dia 21 de abril, “Animal Liberation”, o primeiro disco inteiramente dedicado aos direitos animais, completou 30 anos. Quando foi lançado em 1987, o disco produzido por Al Jourgensen, da lendária banda de metal industrial Ministry, chamou a atenção pela proposta diferenciada. Até então, registros fonográficos com caráter beneficente eram feitos apenas em prol de causas humanitárias. Um clássico e grande exemplo é a música “We Are the World”, escrita por Michael Jackson e Lionel Richie em 1985.

Depois de refletir sobre isso, Dan Mathews, então diretor de divulgação da organização Pessoas Pelo Tratamento Étnico dos Animais (Peta), conheceu Al Jourgensen, que já era diretor da Wax Trax! Records, e pediu sua opinião sobre a ideia de um disco dedicado à causa animal: “Vá em frente!”, disse Jourgensen que se ofereceu para produzi-lo, de acordo com matéria de Tom Popson, publicada no Chicago Tribune em 7 de novembro de 1986.

A inspiração para “Animal Liberation” veio com a música “Skin”, lançada em 1980 pela banda britânica Siouxsie & the Banshees. A composição fala sobre a realidade da indústria de peles. “Pensei: ‘Isso é efetivo!’”, declarou Mathews. Depois de um ano de contato com bandas e artistas em carreira solo, o trabalho ganhou corpo com uma forte proposta baseada no mote: “Os animais não são nossos para comermos, usarmos e fazermos experimentações”.

Disco foi produzido por Al Jourgensen, da lendária banda de metal industrial Ministry (Foto: Allan Amato)

Segundo Dan Mathews, muitos artistas e grupos entraram em contato querendo contribuir de alguma forma, porém, muitos queriam doar músicas com outra temática. “Como suas músicas não falavam diretamente dos direitos animais, realmente não podíamos aceitá-las”, justificou e acrescentou que a Peta visava tanto o aspecto financeiro quanto educacional.

Criticando a vivissecção, indústria de peles, indústria da carne e também a caça, Nina Hagen, Lene Lovich, Attrition, Chris & Cosey, Colour Field, Luc Van Acker, Shriekback, Captain Sensible e Howard Jones doaram não apenas tempo e criatividade, mas também disponibilizaram seus próprios estúdios de gravação para a realização do projeto. Enquanto “Hunter”, de Van Acker critica a caça, Hagen e Lovich abordam os testes em animais e a redução de animais à comida.

O que agradou bastante em relação ao disco é que houve uma preocupação em não parecer hostil nas letras e na temática, o que permitiu que “Animal Liberation” conquistasse bastante aceitação entre pessoas que não eram vegetarianas. “Nina e Lene têm uma canção muito otimista, muito vigorosa. Acho que é a música mais pop que elas fizeram. E não é algo que pareça como uma lição de moral. […] As pessoas podem tirar suas próprias conclusões”, declarou Mathews ao Chicago Tribune.

Embora Al Jourgensen, do Ministry, não toque no disco, ele fez as transições entre as músicas, além de ter criado os clipes de notícias e incluído citações que instigam o ouvinte à reflexão. O trabalho teve a contribuição de Bill Rieflin, Ion Barker e Roland Barker. O disco também foi lançado com uma música bônus e ao vivo – “The Meat is Murder”, do The Smiths. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos discos foi usado na produção e circulação de material para conscientização sobre os direitos animais.

Faixas do disco “Animal Liberation”

Al Jourgensen – “International Introduction” (1:36)

Nina Hagen / Lene Lovich – “Don’t Kill The Animals” (Rescue Version) (6:36)

Al Jourgensen – “Civil Disobedience Is Civil Defence” (0:58)

Attrition – “Monkey In A Bin” (2:26)

Chris & Cosey – “Silent Cry” (3:27)

Al Jourgensen – “Lab Dialogue” (0:24)

Lene Lovich – “Supernature” (5:40)

Al Jourgensen – “Life Community” (0:49)

Colour Field – “Cruel Circus” (3:58)

Luc Van Acker – “Hunter” (3:31)

Shriekback – “Hanging Fire” (3:00)

Captain Sensible – “Wot? No Meat!” (3:11)

Al Jourgensen – “Meat Farmer” (0:28)

Howard Jones – “Assault And Battery” (4:50)

Bônus – The Smiths – “Meat is Murder” (5:53)

Referências

http://articles.chicagotribune.com/1986-11-07/entertainment/8603230771_1_benefit-animals-songs-peta

http://waxtraxchicago.bigcartel.com/product/various-animal-liberation-cd-rare-out-of-print

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Propagandhi: “De alguma forma, todo mundo que come carne sabe que existe algum dano nisso”

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“Não tenho nenhuma necessidade de machucar os animais para o meu próprio prazer ou conforto”

Propagandhi defende os direitos animais e promove o veganismo desde os anos 1990 (Foto: Divulgação)

Fundada no Canadá em 1986, a banda Propagandhi, importante nome do cenário punk rock da América do Norte, tem se destacado desde os anos 1990 por ter como bandeira a defesa dos direitos animais e o veganismo. Em uma de suas músicas, “Nailing Descartes To The Wall/(Liquid) Meat is Still Murder”, que faz parte do álbum “Less Talk, More Rock”, lançado em 1996, eles cantam:

“Pare de consumir animais…da carnificina espalhada pelos pátios, fábricas e fazendas. […] Mas você não pode negar que carne ainda é assassinato, e laticínios ainda são estupro. Eu ainda sou tão estúpido quanto qualquer um, mas sei dos meus erros. Reconheci uma forma de opressão. Agora reconheço o resto. A vida é muito curta para tornar a dos outros mais curta.”

E, desde o princípio, se alguém tentasse criticá-los, alegando que jovens de uma banda de punk rock dificilmente conhecem a verdadeira realidade das fazendas e dos matadouros, era preciso estar preparado. De acordo com o vocalista e guitarrista Chris Hannah, o Propagandhi veio de uma área área rural, de uma cidadezinha chamada Portage La Prairie, de pouco mais de 13 mil habitantes. Então os integrantes da banda viram e tiveram contato com vacas, fazendas, laticínios e matadouros enquanto cresciam.

“Nós somos desse meio. Sabemos o que acontece. Nós vimos isso. E sou meio que feliz por ter esse tipo de munição que me trouxe um desafio. Isso é outra coisa sobre ser do campo no Canadá, você sabe quando as pessoas estão falando merda”, disse Hannah em entrevista a Ian Phillips em 18 de dezembro de 2007, em referência às pessoas que tentam desqualificar as letras da banda, alegando que são “sensacionalistas” ou “apelativas”.

Segundo o baixista e vocalista Todd Kowalski, o Propagandhi é um grupo vegano em essência. “É importante para nós que todos [da banda] acreditem no que estamos dizendo e praticando, senão isso não seria sincero. Definitivamente, usamos a banda para promover o veganismo através da música, entrevistas, artigos, etc. Na minha vida, tento deixar um exemplo, ser a minha mensagem para as pessoas ao meu redor. E funciona. Muitos dos meus amigos, assim como meu irmão, se tornaram vegetarianos depois de ver como é fácil”, declarou em entrevista à revista T.O.F.U.

“É importante para nós que todos [da banda] acreditem no que estamos dizendo e praticando, senão isso não seria sincero” (Foto: Reprodução)

Kowalski se tornou vegetariano após pensar sobre o assunto por um mês ou mais. Depois de uma crise de consciência, o vegetarianismo pareceu a coisa certa a se colocar em prática. “Fui vegetariano por um ou dois anos antes de me tornar vegano, embora não tenha sido um processo lento”, relatou.

Em entrevista a Noisey publicada em 23 de junho de 2015, Todd disse que o Propagandhi já tinha abraçado o veganismo “antes que se tornasse algo legal”, talvez citando a tendência de pessoas que se tornam veganas por acharem “divertido”, e não pelos motivos certos. “Agora há muitos livros de receita e outros materiais, mas, de volta aos anos 1980, se você quisesse fazer algo como hambúrgueres, você tinha que comprar um saco de grãos em pó e misturá-lo com água”, contou em tom bem-humorado.

Por outro lado, a popularidade do veganismo tem agradado bastante aos integrantes do Propagandhi. Todd Kowalski enfatizou que ficou muito mais fácil encontrar comida vegana durante as turn~es. Quando não vão a restaurantes veganos, eles optam pelos tailandeses, que também têm ótimos pratos sem ingredientes de origem animal. “Em casa, normalmente preparo minha comida, e de vez em quando vou ao Merkato, o meu restaurante etíope favorito em Winnipeg”, revelou ao VegNews.

Para os caras do Propagandhi, é razoável, natural e lógico que uma pessoa se torne vegana se ela estiver interessada em provar que defende a justiça para todos os seres vivos. “Não tenho nenhuma necessidade de machucar os animais para o meu próprio prazer ou conforto. Não quero contribuir com as indústrias que estão poluindo o mundo, matando e ferindo animais. Ser vegano é fácil, saudável e muito mais prazeroso do que sofrer de dor depois de comer uma bratwurst [salsicha alemã]”, declarou Kowalski rindo em entrevista à revista T.O.F.U.

Todd reclamou também que não consegue entender como as pessoas são capazes de substituir a compaixão e a justiça por um copo de leite ou um pedaço de queijo, levando em conta que isso significa a exploração das vacas por toda a vida. Ele frisou que as pessoas podem mudar facilmente se elas tiverem vontade o suficiente. “De alguma forma, todo mundo que come carne sabe que existe algum dano nisso. Sinto em algum lugar de mim um pouco de ressentimento por isso. Me pergunto como eles podem continuar contribuindo com isso se eles se consideram justos?”, questionou.

“Me pergunto como eles podem continuar contribuindo com isso se eles se consideram justos?” (Foto: Reprodução)

Entretanto, Kowalski ponderou que é muito fácil generalizar que todas as pessoas do mundo que consomem alimentos de origem animal não têm compaixão. De acordo com o baixista e vocalista do Propagandhi, há certas culturas em que, devido às circunstâncias, as pessoas nem sabem ou cogitam o que seja o vegetarianismo, até por fortes fatores culturais e educacionais.

“Não culpo essas pessoas fortemente. [Mas] nós, na América do Norte, temos a informação e a história cultural para agir de maneira diferente, especialmente considerando que a maioria da ‘nossa carne’ é produzida em revoltantes fazendas industriais. Com isso em mente, carne de animais criados livres [também] não é um substituto justificável”, argumentou e acrescentou que sua reprovação se estende a todos os países onde o consumo de produtos de origem animal foi naturalizado pela indústria.

Sendo assim, as pessoas compram carne diretamente de açougues e mercados, financiando não apenas a morte e o sofrimento animal, mas também a ganância daqueles que veem os animais apenas como um meio de obter lucro. Contudo, Todd Kowalski explicou que se tivesse nascido em Dinka, no Sudão, ou em algum lugar onde comer carne fosse a espinha dorsal de sua vida, provavelmente ele não teria chegado a se tornar vegetariano.

“Porém, se eu mudasse para o Canadá ou Estados Unidos, eu poderia ter me revoltado com isso e me tornado vegetariano. Claro que a sociedade dita como será sua vida e suas escolhas. No entanto, branco ou aborígine, comprando ‘sua carne’ das fazendas industriais é completamente injusto e decididamente contra a natureza e, ao meu entender, contra a cultura aborígine. Não é sustentável, lógico, necessário, justo ou espiritual”, criticou o baixista do Propagandhi em entrevista à revista T.O.F.U..

Formação

Chris Hannah – Vocal e guitarra

Todd Kowalski – Baixo e vocal

Jord Samolesky – Bateria e vocal

David Guillas – Guitarra e vocal

Saiba Mais

O Propagandhi é colaborador de organizações que atuam em defesa dos direitos animais, como Peta e Sea Sheperd, além de outras.

Entre os anos de 1993 e 2012, o Propagandhi lançou os álbuns “How to Clean everything”, “Less Talk, More Rock”, “Today’s Empires, Tomorrow’s Ashes”, “Potemkin City Limits”, “Supporting Castle” e “Failed States”.

Referências

https://noisey.vice.com/en_us/article/propagandhi-winnipeg-interview-2015

http://vegnews.com/articles/page.do?pageId=381&catId=5

#TBT | An Interview With Todd Kowalski (Of Propagandhi)

 

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Mille Petrozza, um vegano no cenário mundial do thrash metal

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“Há um movimento veggie no metal hoje em dia e está ficando maior”

“Piadas idiotas, sexismo, bifes e barbecue – o tratamento completo. Tento evitar esse tipo de companhia” (Foto: Reprodução)

Vocalista e guitarrista de uma das maiores bandas de thrash metal da Europa, o alemão Mille Petrozza leva uma vida pacata e caseira quando não está excursionando com o Kreator. Ele fala com orgulho do dia em que preparou um seitan schnitzel para os seus pais. Eles aprovaram e admitiram que não perceberam que não havia carne no prato. “Acho que sou um cozinheiro razoável. Pelo menos foi o que ouvi”, contou em tom de modéstia.

Vegano há anos, Petrozza vê com bons olhos o crescimento do movimento vegetariano/vegano no cenário do metal. “Piadas idiotas, sexismo, bifes e barbecue – o tratamento completo. Tento evitar esse tipo de companhia, mas para a minha sorte a maioria é pelo menos respeitável [em relação ao fato de ser vegano]. Há um movimento veggie no metal hoje em dia e está ficando maior”, declarou na entrevista “Welcome to Health – A Vegetarian/Vegan Special”, publicada pelo Voices From the Dark Side.

Para o alemão, há uma série de motivos para alguém ser vegano – direitos animais, meio ambiente e até mesmo a saúde, que acaba por ser um bônus. “Está tudo conectado”, comentou. Praticamente distante do álcool, que ele há muito tempo só consome ocasionalmente, o vocalista e guitarrista explicou que não compra nem usa nada feito a partir de couro animal. “Só tomo algum tipo de medicamento [farmacêutico] em último caso”, garantiu ao Voices From the Dark Side.

Mille Petrozza disse que evita “forçar” seu posicionamento sobre os outros, mesmo quando eles falam da “teoria da vaca feliz” – animais que são criados “felizes” até o dia de serem mortos e reduzidos à comida. Mas há situações em que ele admite que é difícil ficar calado. “Já ouvi muitas piadas estúpidas sobre veganos. Se pelo menos fossem engraçadas, eu riria delas. Tento não fazer disso um problema, mas às vezes uma discussão acaba sendo inevitável”, confidenciou.

Além de já ter participado de campanhas da Peta2, em defesa dos direitos animais, ele e sua esposa escrevem para a revista vegana alemã “Kochen ohne Knochen”, que significa “Cozinhando sem Ossos”. “O cara que a dirige é meu amigo, dono da Ox Magazine, a principal revista de hardcore da Alemanha. Também foi um dos primeiros a publicar livros de receitas vegetarianas. Eu meio que o inspirei a se tornar vegano, o que é uma coisa boa, então Kochen ohne Knochen agora é vegana ao invés de vegetariana. Uma grande revista, se você puder ler em alemão”, garantiu em entrevista a Noisey – publicada em 25 de janeiro de 2017.

Questionado se é muito difícil conseguir comida vegana quando está em turnê, Petrozza explicou que normalmente isso não é um problema. “Há uma lista bem detalhada, inclusive com sugestões para aqueles que nunca ouviram falar sobre veganismo antes. 95% das vezes, os organizadores tomam conta de tudo. Mas em uma turnê com quatro bandas e 30 pessoas, às vezes eu sou o único vegano, o que não torna as coisas muito fáceis”, revelou na entrevista “Welcome to Health – A Vegetarian/Vegan Special”.

Petrozza: “Já ouvi muitas piadas estúpidas sobre veganos. Se pelo menos fossem engraçadas, eu riria delas” (Foto: Reprodução)

Mas, se algo der errado, o alemão come nozes, ou simplesmente sai para comprar a sua própria comida, tendo como auxílio o aplicativo Happy Cow, que o ajuda a encontrar locais que preparam pratos vegetarianos. Outra preocupação do músico é a qualidade dos alimentos. “Eu costumava ter o meu próprio pedaço de terra em uma fazenda orgânica. Hoje, faço compras na Vegan Wonderland, que é uma loja de vendas online”, frisou.

Fã de comida indiana, ele criticou que muitas pessoas ainda são vítimas da propaganda da indústria da carne e da indústria farmacêutica. E essas mesmas pessoas já o criticaram por ser vegano, alegando que é loucura não comer carne e outros alimentos de origem animal. “Faça o seu trabalho de casa antes de vir me falar alguma coisa. O engraçado é que a maioria que faz isso não sabe nada sobre comida em geral”, desabafou.

De acordo com o músico, há muita gente ignorante em relação à alimentação. Por isso, quando se sentem mal, dificilmente relacionam isso com seus maus hábitos alimentares. “A comida errada pode causar doenças muito sérias, você pode se tornar diabético. O que você coloca dentro do seu corpo causa isso. Quando estou em turnê, boa comida vegana é a chave para me manter feliz, nivelado e ter energia para dar o meu melhor no palco”, afirmou a Mark Kadzielawa, do 69 Faces of Rock, em outubro de 2012.

Mille Petrozza, que não descarta a possibilidade de um dia criar um hino vegano do Kreator, já levou a questão dos direitos animais para o cenário do heavy metal. Em 2001, a banda lançou o álbum “Violent Revolution”, que traz uma música homônima que ganhou um clipe bem produzido criticando a exploração de animais. No vídeo, eles apresentam uma inversão de papéis, em que seres humanos se tornam vítimas de vivissecção, são enviados para o abate e embalados – numa analogia às bandejas de carne disponíveis em mercados e açougues.

“[O vídeo] foi uma ideia do diretor, mas se encaixa perfeitamente. Filmamos em uma fábrica em Döner-Kebab, e o cheiro era muito desagradável. Ainda é um dos meus vídeos favoritos”, disse ao Voices from the Dark Side. Entre os veganos e vegetarianos que conheceu em turnê com o Kreator, Petrozza cita todos os integrantes do Heaven Shall Burn, alguns do Caliban, John Joseph, do Cro-Mags, e Barney Greenway, do Napalm Death.

Entre as músicas que têm os direitos animais como temática, Petrozza qualificou “Murder”, da banda inglesa de grindcore Extreme Noise Terror como um clássico. A música que faz parte do álbum “A Holocaust in Your Head”, de 1989, fala que 450 milhões de animais eram assassinados a cada ano na Grã-Bretanha, e tudo isso para descer pela garganta e sair pela bunda das pessoas.

Em entrevista publicada pela Noisey em 25 de janeiro de 2017, perguntaram ao vocalista do Kreator o que ele achou da declaração de Donald Trump, alegando que a crise climática, que segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) tem como agravante a agropecuária, é uma farsa.

“Pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, há provas científicas. É outra das coisas estranhas que Trump diz, uma daquelas coisas que não fazem sentido no mundo real. Talvez faça sentido no mundo de Trump. Mas no mundo real, isso é um problema concreto”, respondeu.

Mille Petrozza acredita que o número de pessoas aderindo ao veganismo cresce a cada dia, o que é algo extremamente positivo, embora ele seja cético sobre a possibilidade de ter a chance de viver em um mundo vegano.

Saiba Mais

Mille Petrozza nasceu em 18 de dezembro de 1967 em Essen, na Alemanha.

O Kreator foi fundado em Essen em 1982. Entre os anos de 1985 e 2017, a banda lançou 14 álbuns.

Referências

http://www.voicesfromthedarkside.de/Specials/WELCOME-TO-HEALTH-A-VEGETARIAN-VEGAN-SPECIAL–7789.html

https://noisey.vice.com/en_ca/article/kreators-mille-petrozza-is-still-the-angriest-vegan-in-metal

http://www.blabbermouth.net/news/kreator-frontman-we-always-try-to-re-invent-ourselves-on-every-record/

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Written by David Arioch

March 27th, 2017 at 9:45 pm

Deadlock: “Os animais não podem falar, mas nós podemos”

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“Discordo do preço e da taxa que esses seres têm que pagar para podermos festejar e comer”

“O Deadlock é uma banda vegana e sempre escreve sobre direitos animais e coisas do tipo” (Foto: Divulgação)

Criada em Schwarzenfeld, na Alemanha, em 1997, a banda de death metal melódico Deadlock é formada por músicos que não apenas seguem o veganismo como filosofia de vida, mas também o colocam como prioridade nas letras do grupo.

“O Deadlock é uma banda vegana e sempre escreve sobre direitos animais e coisas do tipo. Sei que pode parecer um ponto de vista extremo, mas queríamos fazer um paralelo com a indústria da exploração animal”, disse o guitarrista Sebastian Reichl em entrevista a Peter Woods, publicada em 3 de agosto de 2016 no Ave Noctum.

Em 2008, a banda lançou o álbum “Manifesto”, inteiramente dedicado à questão dos direitos animais. Ao final da música “Deathrace”, ou “Corrida Mortal”, escrita pelo guitarrista Sebastian Reichl e pelo baterista Tobias Graf, começa um rap com duração de dois minutos falando sobre como os animais são tratados pela indústria da exploração animal e como as pessoas fecham os olhos para essa realidade.

“Os animais não podem falar, mas nós podemos…Olhe para o pico da evolução do líder da cadeia alimentar. Imagine que todos vocês eram canibais e a humanidade o gado do gado, bloqueado em uma caixa pequena o suficiente para entrar em estado de descontrole e violência. […] Discordo do preço e da taxa que esses seres têm que pagar para podermos festejar e comer”, criticam.

Em “Slaughter’s Palace”, ou “O Palácio da Matança”, o Deadlock conta a história de um garoto que não gostava de ir para a escola e também não se considerava bom nos estudos. Sem amigos ou qualquer outra coisa para fazer, um dia ele assistiu seu pai trabalhando como açougueiro e decidiu seguir a mesma profissão. “Não me culpe por matar animais, porque o gado é criado apenas para fazer parte da nossa cadeia alimentar”, justifica o personagem na música, que vê sua função como resultado da demanda criada pela população.

““Temos um relacionamento muito próximo com a natureza” (Foto: Divulgação)

A música “Seal Slayer”, ou “Matador de Focas”, que também faz parte do álbum “Manifesto”, chegou a ser gravada com o título de “Kill, Kill, Kill” para uma campanha de combate a caça às focas. “Eu ainda me lembro como foi matar pela primeira vez, eu devo ter batido cem vezes. E a neve ficou toda vermelha”, diz a letra.

Em entrevista ao Lords of Metal, o então vocalista do Deadlock, Johannes Prem, declarou que acharia melhor morrer do que sustentar uma família com o dinheiro conquistado por meio do sangue e da pele de lindos filhotes. “É inacreditável o quão brutal esses bastardos tratam e torturam bebês focas”, desabafou.

John Gahlert, que era baixista da banda desde 2009 e assumiu como vocalista em 2011, relatou a Kyle McGinn, do Dead Rhetoric, que o álbum “Manifesto” foi lançado como um elemento fundamental na formação da identidade vegana da banda. “Desde o lançamento desse álbum, trabalhamos com frases simbólicas em nossas letras, e há combinações de palavras que você pode encontrar em todos os nossos álbuns. São frases típicas que usamos e vamos continuar usando, porque têm um significado para aqueles com um background vegano”, justificou.

Ao All About The Rock, Gahlert enfatizou que o veganismo está se tornando cada vez mais bem aceito, o que é muito bom também para a banda, já que eles sempre deixaram claro para o público que os direitos animais é um tema prioritário, independente de críticas.

“Temos um relacionamento muito próximo com a natureza. Todos temos smartphones, mas ainda somos hippies [risos]. Quando a banda começou, foi num momento em que o movimento vegano era pequeno na Alemanha. Nosso baterista Tobias [Graff] tinha criado a primeira distribuidora vegana [online] por atacado [na Alemanha]. É um trabalho pioneiro no movimento vegano, e é por isso que o Deadlock estava mais associado com a palavra vegan do que agora”, explicou a Kyle McGinn, do Dead Rhetoric, em 7 de agosto de 2016.

Analisando todos os álbuns do Deadlock, desde o “The Arrival” de 2002, ao “Hybris”, de 2016, é fácil perceber que a questão mais pertinente levantada pela banda é a forma como a humanidade está lidando com os animais, e se ela tem condições de enxergar um futuro livre da crueldade contra seres vivos não humanos. “Claro que todos vivemos na mesma sociedade e somos peças pequenas de uma roda gigante, mas se você tem a possibilidade de dizer o que pensa, você deve fazer isso”, recomendou o vocalista John Gahlert em entrevista ao Infernal Masquerade publicada em 6 de agosto de 2013.

Formação

John Gahlert – Vocalista

Margie Gerlitz – Vocalista

Sebastian Reichl – Guitarra e teclado

Ferdinand Rewicki – Guitarra

Werner Riedl – Bateria

Saiba Mais

Entre os anos de 2002 e 2016, o Deadlock lançou os álbuns “The Arrival”, “Earth Revolt”, “Wolves”, “Manifesto”, “Bizarro World”, “The Arsonist”, “The Re-Arrival” e “Hybris”.

Em 4 de setembro de 2014, o baterista Tobias Graf faleceu em decorrência de um câncer.

Em 2016, a vocalista Sabine Scherer saiu do Deadlock e em seu lugar entrou a vocalista Margie Gerlitz.

Referências

http://allabouttherock.co.uk/deadlock-interview/

http://www.avenoctum.com/2016/08/interview-deadlock/

Deadlock – On Perseverance

http://www.lordsofmetal.nl/en/interviews/view/id/2411

http://www.roomthirteen.com/features/149/Deadlock_Interview.html – 2 de junho de 2005

http://www.infernalmasquerade.com/?q=other/002561-interview-deadlock-john-gahlert-2013

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Prince: “Todos somos membros do reino animal, deixe seus irmãos e irmãs no oceano”

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“Por favor, não mate uma vaca para que eu possa usar um casaco”

Prince se tornou vegetariano nos anos 1980 (Foto: Reprodução)

Em outubro de 1997, o cantor Prince, um dos maiores nomes da história da música pop, deu uma entrevista à revista Vegetarian Times contando que há dez anos ele tinha parado de consumir carne, e que seu próximo passo seria abandonar outros alimentos e produtos de origem animal. “Nós não comemos nada com pais”, disse em referência ao fato de que todo animal reduzido à comida tem ou teve pai e mãe. Ao falar “nós”, ele incluiu Mayte Garcia, com quem teve um casamento que durou quatro anos. Ela foi a responsável por apresentá-lo ao vegetarianismo.

“Sempre tive preferência por coisas vegetarianas, e recentemente descobri como elas são boas, em um sentido físico. […] Nunca fui um grande bebedor de leite de qualquer maneira, mas eu realmente gosto de leite de soja de baunilha”, contou. Prince se identificou tanto com essa filosofia de vida que se tornou um ativista e colaborador de organizações em defesa dos direitos animais.

Em 1998, inspirado em se posicionar contra a exploração animal, ele compôs a música “Animal Kingdom”, que antes de ser lançada oficialmente foi enviada à Peta para que pudesse ser usada em campanhas a favor dos animais. Prince defendia que os animais tinham direito à vida, seus próprios propósitos, e não existiam para nos servir.

Na letra, ele fala que nenhum membro do Reino Animal fez qualquer coisa contra ele, e que não há motivo para ele consumir carne, nem mesmo de peixe. “Não me dê queijo azul, todos somos membros do reino animal, deixe seus irmãos e irmãs no oceano”, pediu. A música também faz referência a uma discussão que Prince teve com o cineasta Spike Lee sobre o consumo de leite.

“Realmente gosto de comer mais agora. Tenho mais energia e, acima de tudo, minha aura está mais forte. Pode-se realmente sentir sua dívida cármica diminuir em cada refeição”, revelou à revista Vegetarian Times em entrevista publicada em 1º de outubro de 1997. No disco “Rave Un2 the Joy Fantastic”, lançado em 1999, surgiu uma polêmica porque Prince aparece na capa usando uma jaqueta que muitos pensaram que fosse de lã, quando na realidade era de material sintético.

“Se esta jaqueta fosse realmente de lã, eu teria levado a vida de sete cordeiros cujas vidas começaram assim. Em poucas semanas após seu nascimento, suas orelhas teriam sido perfuradas, seus rabos cortados, e os machos castrados enquanto estavam completamente conscientes. Taxas extremamente elevadas são consideradas normais [nessa indústria]. 40% dos cordeiros morrem com oito semanas de idade – oito milhões morrem todos os anos em decorrência de doenças e negligência”, avisou no encarte do CD, visando conscientizar os fãs sobre as implicações do consumo de produtos baseados em peles de animais.

Ele defendia que os animais tinham direito à vida, seus próprios propósitos (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Prince costumava dizer que dos dez mandamentos, o mais importante que o ser humano deveria seguir é “Não Matarás”, o que, no seu entendimento, não significava apenas não matar pessoas, mas também animais.
“Nós não temos que matar coisas para sobreviver. Na verdade, acontece o oposto disso. Se você mata, você morre”, enfatizou em entrevista a Catherine Censor Shemo, da Vegetarian Times.

Quando Catherine lhe perguntou se as pessoas não o julgavam, achando que ele estava mais preocupado com os animais do que com o sofrimento humano, Prince respondeu: “A compaixão é uma palavra de ação sem fronteiras. Nunca é demais. Comer um tomate e replantá-lo para a sua nutrição, em vez de matar uma vaca ou um porco para se alimentar, reduz a quantidade de sofrimento no mundo. Além disso, os porcos são bonitos demais para morrer.”

Em um de seus shows em Washington, D.C., um fã tentou dar ao cantor um casaco de couro. Quando ele viu do que era feito, o advertiu: “Por favor, não mate uma vaca para que eu possa usar um casaco.” Muitas vezes, Prince foi apontado como vegano, inclusive em uma entrevista publicada na Vegetarian Times em 1997. Ele mesmo se apresentou dessa forma.

Porém, em outra entrevista, concedida ao Lopez Tonight, estrelado por George Lopez, Prince explicou em 2011 que ele era vegetariano, não vegano. Independente disso, a contribuição do cantor à conscientização em torno dos direitos animais é inquestionável. Ele chegou a declarar que é preciso instituir um Dia dos Direitos Animais: “Não fazer nada sobre isso [direitos animais] é tolice. Temos feriados para presidentes que defendiam tudo menos a liberdade da alma. Precisamos de um dia dos Direitos Animais em que todos os matadouros sejam fechados e que as pessoas não comam nada que não possam substituir. Yeah!”

Questionado se ele não tinha receio de parecer proselitista aos olhos dos fãs ao se posicionar a favor do vegetarianismo enquanto uma filosofia de vida baseada na moralidade, Prince explicou a Catherine que ele não tinha fãs, mas sim amigos. “Meus amigos são indivíduos muito avançados. Não sei quantos deles comem carne, mas logo eles saberão as consequências desse estilo de vida. Chama-se carma! Minha música é ditada pelo espírito. Não me preocupar com a reação das pessoas é o que tem me dado sustentação”, afirmou.

Saiba Mais

Prince nasceu em Minneapolis em 7 de junho de 1958 e faleceu em 21 de abril de 2016 em decorrência de uma overdose acidental de fentanil, um forte analgésico.

Ao longo da carreira, o músico, que lançou mais de 35 discos e flertava com vários gêneros musicais, teve como maior registro de sucesso o álbum “Purple Rain”, de 1984, e que inspirou a produção de um filme homônimo. O disco é considerado um dos maiores lançamentos da história da música pop.

Entre seus alimentos preferidos estavam: homus, pita e chips de vegetais.

Referências

https://sites.google.com/site/prninterviews/home/vegetarian-times-october-1997

https://www.bustle.com/articles/156336-was-prince-a-vegan-he-upheld-his-beliefs-throughout-his-life

http://www.today.com/food/stage-prince-was-passionate-quirky-food-lover-too-t87881

http://www.peta.org/blog/animal-kingdom-lost-prince/

 

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