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Bryan Adams: “Se você ama os animais, não os coma”
“Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais”

Bryan Adams: “Não como eles, e não me visto com eles” (Foto: Reprodução)
Considerado um dos artistas mais bem-sucedidos da história da música, o canadense Bryan Adams, que emplacou sucessos internacionais como “Everything I Do”, “Summer of 69″, Heaven” e “Please Forgive Me”, abandonou o consumo de carne em 1988, depois de comer um grande bife e sentir-se muito mal. “Aquele foi o fim para mim. Nunca mais”, contou em entrevista à June Bird, da organização Animal Liberation Front (ALF) em abril de 2000.
A partir daquele dia, Adams se afastou cada vez mais dos velhos hábitos alimentares. “Se você ama os animais, não os coma. Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais. Não como eles, e não me visto com eles”, declarou em entrevista à Peta.
O compositor, que também é guitarrista, produtor e fotógrafo, tornou-se um ativista pelos direitos animais quando abdicou do consumo de carne. A primeira grande campanha de sucesso que contou com a sua participação foi a construção de um santuário de baleias na Antártica na década de 1990. “Distribuímos 500 mil cartões postais pedindo que as pessoas escrevessem a favor do santuário e encaminhassem cada cartão para diferentes líderes governamentais para votarem a nosso favor. E isso funcionou”, contou à ALF.
A aproximação de Bryan Adams com ações em defesa dos animais sempre lhe trouxe lembranças dos seus companheiros caninos na juventude. “Eles se tornaram parte da família. Ajudaram a moldar a minha compaixão. Também amo cavalos, então não é difícil apreciar a beleza e inteligência das outras criaturas. Eu nunca tinha analisado a crueldade animal na totalidade quando eu era jovem. Mas a partir do momento que comecei a entender o que ocorre na nossa relação com os animais, fui para um caminho fez com que eu me tornasse vegano”, informou.
O músico perdeu as contas de quantas pessoas influenciou a tornarem-se vegetarianas e veganas ao longo dos anos. “Consegui com muita calma convencer a minha mãe, meu irmão e minha banda. Todos eles se tornaram vegetarianos. Veganos têm muitas opções, que incluem massas, sopas, assados, pizzas, saladas e batatas. São infinitas as opções”, enfatizou.

“Não compactuo com o assassinato de qualquer criatura, sejam focas, vacas, cães, qualquer animal” (Foto: Reprodução)
Outro ponto positivo é que Bryan Adams conseguiu se livrar de muitas alergias, como eczema, que o acompanharam por muitos anos. Dentro de duas semanas consumindo frutas pela manhã, e nada mais, elas desapareceram. “Achei que essas alergias me acompanhariam por toda a minha vida. Isso nunca mais retornou. Outra coisa brilhante é que por causa desse estilo de vida nunca mais tive problema de peso, e definitivamente tenho mais energia do que a maioria das pessoas que conheço”, assegurou à June Bird.
O músico também tem ojeriza por circos que usam animais e odeia fazendas industriais, o fato de que bovinos, suínos e aves são confinados para sanarem um prazer efêmero humano, que é o consumo de carne. “As pessoas contraem tantas doenças comendo carne, principalmente câncer no intestino. Na Grã-Bretanha eles alimentavam os animais com excrementos, e foi assim que a doença da vaca louca começou”, lamentou à Animal Liberation Front.
Segundo Bryan Adams, é muito fácil para as pessoas irem ao mercado, comprarem um hambúrguer e simplesmente virarem as costas para a realidade em torno daquele pedaço de carne. “Um dia, aquilo fez parte de uma vaca viva. As pessoas não assimilam as duas coisas. Não compactuo com o assassinato de qualquer criatura, sejam focas, vacas, cães, qualquer animal. Sou totalmente contra”, ponderou.
Adams também se recordou que no passado as pessoas duvidaram que ele conseguiria ser vegano por muito tempo. E muitas dessas pessoas tornaram-se vegetarianas e veganas mais tarde. “Preciso de uma boa recomendação de restaurante vegano ou vegetariano. Sem molho de ostra para mim. Obrigado!”, disse à revista Time Out, de Hong Kong, quando estava em turnê em 16 de dezembro de 2016.
Saiba Mais
Bryan Adams nasceu em Kingston, Ontário, no Canadá, em 5 de novembro de 1959.
Lançou 14 álbuns entre os anos de 1980 e 2015. O disco “Reckless”, lançado em 1984, e que ficou em primeiro lugar na Billboard, é considerado um dos seus melhores trabalhos.
Ele também atua como fotógrafo da Peta.
Referências
http://www.animalliberationfront.com/Saints/Interviews/Interview%20with%20Bryan%20Adams.htm
http://www.peta.org/features/bryan-adams-animal-rights-vegan/
https://www.timeout.com/hong-kong/music/interview-bryan-adams-on-his-get-up-tour-and-returning-to-hong-kong
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Agathocles: “Por que matar animais quando há muitas alternativas de comida saudável ao seu redor?
Jan Frederickx: “A indústria da carne foi construída em cima do abuso de animais, visando apenas dinheiro”
Uma das bandas mais tradicionais de grindcore, o Agathocles surgiu na Bélgica em 1985, com o objetivo de abordar questões políticas, sociais e direitos animais. Dois anos depois, os belgas começaram a tocar com os ingleses do Napalm Death e Extreme Noise Terror, grupos que também trazem vegetarianos e veganos em suas formações.
Após o lançamento da primeira demo em 1987, o grupo excursionou por toda a Europa. Em 1996, enquanto viajavam pela República Tcheca, os integrantes gravaram voluntariamente um vídeo em prol de um grupo tcheco de defesa dos direitos animais.
Em entrevista ao zine Devastation Underground Attack, o vocalista, guitarrista e principal compositor Jan Frederickx contou que há muitas razões para alguém se tornar vegetariano. “Uma importante razão é que você não precisa de carne para ser saudável. Então, por que matar animais para transformá-los em comida quando há muitas alternativas de comida saudável ao seu redor? Uma outra razão é que a produção de carne ajuda a manter os países ricos mais ricos e os países pobres mais pobres”, argumentou.
Jan também justificou que muitos dos vegetais que são consumidos hoje em dia são produzidos em países de Terceiro Mundo, principalmente em nações onde há muita gente faminta, sem acesso à comida. “E isso acontece simplesmente porque grande parte dessa comida é destinada ao gado que vai ser abatido e transformado em carne para os países mais capitalistas. Acredito que isso é o suficiente para que uma pessoa se torne vegetariana ou vegana”, enfatizou.
Em suas letras, o Agathocles que se define como mincecore, costuma abordar questões como direitos animais e humanos, ecologia, política, economia e problemas nos países de Terceiro Mundo. Em entrevista concedida ao zine tcheco Obscene Extreme em maio de 2014, Frederickx sugeriu que as pessoas assistam documentários e busquem informações na internet sobre direitos animais, vegetarianismo e veganismo.
“É importante dizer às pessoas que tomem ciência sobre o consumo de massa e o abate de animais. A forma como os animais são ‘criados’ e tratados é realmente doentia. Por exemplo, a maneira como fazem o foie gras. E nem mencionei o quanto é cruel a forma como os animais são mortos nos matadouros. A indústria da carne foi construída em cima do abuso de animais, visando apenas dinheiro”, desabafou.
Sobre direitos animais, um dos maiores clássicos do Agathocles é a música “Hormon Mob”, faixa número 20 do álbum “Razor Sharp Daggers”, lançado em 1995. Na letra, Jan diz:
Agora ele está morto – uma bala em sua cabeça
Pare a multidão do hormônio
Matar por lucro é o seu trabalho
Prato químico – é isso que você deseja?
Bife e carne – de uma raça mutante
Pelo lucro doentio – você recebe carne contaminada
Essa é a multidão – esse é o trabalho deles
Pare a multidão do hormônio
Matar por lucro é o seu trabalho
O Agathocles costuma realizar shows beneficentes para movimentos de direitos animais, como o grupo belga Gaia, Animal Liberation Front (ALF) e APMA. Também já gravou músicas em prol desses movimentos e participaram de muitos protestos em defesa dos animais. “Há uma boa quantidade de restaurantes vegetarianos aqui na Bélgica, e eles não são caros. Então acaba sendo uma forma de encorajar as pessoas a comerem pratos vegetarianos. Não é nada difícil ser vegetariano aqui, e há toneladas de opções baratas e saudáveis”, garantiu Frederickx.
Saiba Mais
Mincecore significa grindcore puro voltado para direitos animais, questões políticas e sociais.
Referências
http://www.angelfire.com/mt/attack1/ag.html
http://www.obsceneextreme.cz/cs/a/71/fanzin,agathocles-interview
http://www.angelfire.com/nj/apf/agint.html
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Chris Adler: “O problema com a coisa toda é educação e informação. A maioria das pessoas não pensa sobre a exploração de animais”
O baterista estadunidense Chris Adler, um dos fundadores da banda de metal Lamb of God, que compõe a chamada Nova Onda do Heavy Metal Americano, é considerado um dos melhores bateristas de metal da atualidade, de acordo com a Revolver Magazine. Em 2012, ele contou à Peta, organização que atua em defesa dos direitos animais, sua história com o vegetarianismo e como desde a infância ele sente uma real conexão com os animais.
Adler, que já fez parte da banda de thrash metal Megadeth por dois anos, com quem gravou o álbum “Dystopia”, lançado no início de 2016, abdicou do consumo de carne vermelha quando soube o que acontecia com bois e vacas nas fazendas industriais. O que o motivou a refletir sobre o assunto foi o livro “Diet For a New America”, do escritor John Robbins, lançado em 1987.
A mesma obra influenciou o humorista Weird Al Yankovic a tornar-se vegetariano. Após parar de comer carne vermelha, Chris Adler parou de consumir carne de frango quando viu um caminhão cheio de frangos indo em direção a um matadouro. “Era simplesmente nojento. Não comi mais nenhum pedaço de frango desde então. A verdade é que eu meio que sabia o que acontecia, mas não queria pensar a respeito”, disse à Peta.
Para Adler, que depois se tornou vegetariano, é importante incentivar as pessoas a pesquisarem sobre o que acontece nas fazendas industriais e nos matadouros. “O problema com a coisa toda é educação e informação. A maioria das pessoas não pensa sobre isso [a exploração de animais]. Ninguém nasce pronto para comer carne, é um hábito que você tem que desenvolver, e não é algo que você precisa desenvolver. A maior parte das pessoas veem apenas comida, não o que existe por trás disso”, lamentou.
Considerado um exemplo de versatilidade da chamada Nova Onda do Heavy Metal Americano, iniciada nos anos 1990, Chris Adler já tocou e gravou com as bandas Lamb of God, Megadeth, Testament, Burn The Priest, Blotted Science, Protest The Hero, Nitro e Jettison Charlie. “Meu casamento, meu relacionamento com minha família, minhas conquistas com a minha banda e minha escolha em ser vegetariano não são apenas coisas das quais tenho orgulho, elas me definem”, destacou à Peta.
Referências
http://www.peta2.com/heroes/lamb-of-gods-chris-adler/
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Como o lendário baixista do Black Sabbath se tornou vegano
Geezer Butler: “Eu costumava comer carne quando era criança, mas eu não sabia qual era a origem”

Butler: “E um dia, cortei um pedaço de carne e saiu sangue, então perguntei a minha mãe de onde vem a carne, e ela disse: ‘Dos animais’, e foi isso” (Arquivo: Peta)
Um dos músicos mais influentes da história do heavy metal, o baixista inglês Geezer Butler, principal letrista do Black Sabbath, cresceu rodeado de animais. Com três irmãos e duas irmãs, ele se recordou que a casa vivia repleta de gatos, cães, ratos, galinhas, sapos e tartarugas.
“E eles sempre tiveram grande importância na minha vida. Meu cachorro, Scamp, era meu melhor amigo quando eu estava crescendo, e ele era tão meu irmão quanto meus irmãos humanos. Um dia, alguém jogou ácido nele, e ele quase morreu, mas meus pais gastaram as economias de uma vida para pagar por seu tratamento”, disse em entrevista ao Devils Gate Media em março de 2016.
Butler se surpreendeu em saber que as pessoas poderiam ser tão cruéis, e desde então assumiu um compromisso em defender os animais. Ativista e vegano, ele tem usado a sua influência para inspirar jovens de todas as partes do mundo.
“Eu costumava comer carne quando era criança, mas eu não sabia qual era a origem. E um dia, cortei um pedaço de carne e saiu sangue, então perguntei a minha mãe de onde vem a carne, e ela disse: ‘Dos animais’, e foi isso”, relatou.
Geezer Butler também teve uma infância difícil. Havia sete crianças na família e seu pai costumava receber apenas 30 dólares por semana para alimentar todos. “De qualquer modo, já não havia muita carne. Então eu realmente não senti falta. Conforme fui amadurecendo e começamos a pegar a estrada, tão logo você dissesse que era vegetariano, as pessoas, por alguma razão, achavam que você comia peixe. E eu dizia: ‘Como peixe pode ser um vegetal?’ Eu já tinha decidido fazer apenas coisas veganas, nada relacionado com qualquer tipo de animal. Me tornei vegano a partir daí”, informou a Bryan Reesman, do Attention Deficit Delirium.
Em entrevista concedida ao portal Team Rock em outubro de 2016, o lendário baixista admitiu que é um bom cozinheiro vegano. “E também faço uma boa xícara de chá”, emendou. Em outra entrevista concedida ao Peta2, ele disse que gosta de levar amigos para jantar em sua casa e servi-los com carne falsa. “Só depois digo a eles que aquela deliciosa refeição que eles comeram era vegana”, enfatiza.
Geezer e sua esposa Gloria estão há muitos anos envolvidos em batalhas contra criações de animais com finalidades comerciais, levando em conta que esses locais têm contribuído para ampliar a superpopulação de cães e gatos. “Há tantos cães e gatos e todos os tipos de animais que precisam de casas. Você sabe, não há razão para sair por aí e comprar um animal de um pet shop quando você pode simplesmente buscar um deles em um abrigo local”, lamentou Butler.
Saiba Mais
Geezer Butler nasceu em 17 de julho de 1949 em Aston, Birmingham, na Inglaterra.
Gravou 14 álbuns com o Black Sabbath entre os anos de 1970 e 2013; três discos solo; três discos com Ozzy Osbourne; e três discos com o Heaven & Hell.
Referências
http://devilsgatemedia.com/interview-black-sabbaths-geezer-butler/
http://www.blabbermouth.net/news/black-sabbaths-geezer-butler-ive-grown-up-with-animals-in-the-house/
http://www.bryanreesman.com/2014/03/27/geezer-butler-discusses-veganism-religion-politics-surveillance-and-life-lessons/
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Steven Wilson: “Há uma coisa ainda mais preocupante, que é a nossa crueldade desnecessária em relação às outras espécies que compartilham este planeta conosco”

Wilson: “Se fosse para existir como um animal? Acho que gostaria de ser um cavalo” (Foto: Divulgação)
Em setembro de 2013, o portal Metal Obsession, da Austrália, entrevistou o compositor inglês Steven Wilson, mentor da banda de rock progressivo Porcupine Tree. Ao final da entrevista, Gilbert Potts perguntou que animal Wilson gostaria de ser. Então ele respondeu o seguinte:
“Uau! Nunca me perguntaram isso antes. Eu realmente não sei. Quero dizer, eu amo os animais. Sou vegetariano e tenho um cãozinho que é a coisa mais especial da minha vida atualmente. Se fosse para existir como um animal? Acho que gostaria de ser um cavalo, sim, um cavalo é um animal elegantemente belo e ao mesmo tempo sutilmente triste. Eles estão sempre com aquele olhar emanando um tipo de melancolia. É como se carregassem o peso do mundo em seus ombros, mas eles são muito bonitos, criaturas realmente elegantes. Então é isso. Eu seria um cavalo!”
Uma das maiores referências em rock progressivo na atualidade, Steven Wilson é também um multi-instrumentista e engenheiro de áudio. Além da sua carreira solo, ele fundou e integrou projetos conceituais. Alguns exemplos são Altamont, Karma, No-Man, Incredible Expanding Mindfuck, Bass Communion, Blacksfield e Storm Corrosion.
Em 21 de junho de 2015, Wilson publicou um desabafo em sua página no Facebook, externando sua preocupação em relação aos animais: “Faz uma semana que a crueldade desnecessária dos seres humanos contra outros seres humanos tem aparecido bastante na mídia, e com razão, mas para mim há uma coisa ainda mais preocupante, que é a nossa crueldade desnecessária em relação às outras espécies que compartilham este planeta conosco.”
Steven Wilson, que também é produtor musical e trabalhou com grandes bandas de rock e metal, como Yes, Jethro Tull, King Crimson, Opeth, Marillion, Orphaned Land e Anathema, foi entrevistado por Stef Lach, do portal Team Rock, da Escócia, em 1º de agosto de 2016. Na ocasião, ele falou que se tornou vegetariano há muito tempo, mas que fica apavorado com a ideia de parecer que está impondo seu vegetarianismo para as outras pessoas. Por outro lado, age com sutileza:
“Há um ano, fui até o meu gerente de turnê e disse, ‘Como você acha que os outros caras se sentiriam se tivéssemos somente comida vegetariana em nossas viagens futuras?’ Para a minha surpresa, todo mundo amou a ideia”, revelou na matéria “Steven Wilson: I remind fans I’m just an idiot”.
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Steven Wilson nasceu em 3 de novembro de 1967 em Kingston Upon Thames, em Londres, na Inglaterra.
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Weird Al Yankovic: “Espero não fazer com que você se sinta doente, mas os hambúrgueres são feitos de vacas mortas”

Yankovic: “Minha ex-namorada me deu um livro intitulado ‘Diet for a New America’, e aquele foi um argumento muito convincente para que eu logo me tornasse vegetariano estrito”(Foto: P Squared Photography)
Em fevereiro de 2011, na entrevista “My family is the first priority”, publicada pelo Celebrity Baby Scoop, o humorista, cantor, ator e produtor estadunidense Weird Al Yankovic ironizou ao ser questionado sobre o motivo de ser vegetariano:
“Há muitos anos descobri algo sobre os hambúrgueres que me deixou muito enojado. Você pode não saber disso, então eu espero não fazer com que você se sinta doente, mas os hambúrgueres são feitos de vacas mortas. Não estou inventando isso. Assim que descobri a verdade, desisti completamente da carne.”
Mais tarde, em 26 de julho de 2014, ele explicou na matéria “16 Things We Learned After a Day at ‘Weird Al’ Yankovic’s House”, publicada na revista Rolling Stone, que sua jornada começou em 1992, quando se tornou vegetariano estrito:
“Minha ex-namorada me deu um livro intitulado ‘Diet for a New America’ [de John Robbins, publicado em 1987], e aquele foi um argumento muito convincente para que eu logo me tornasse vegetariano estrito”, disse Yankovic, quatro vezes vencedor do Grammy e conhecido principalmente por suas paródias de clipes e músicas da cultura popular dos Estados Unidos.
Aos 57 anos, Weird Al continua chamando a atenção pela enérgica presença de palco, o que ele atribui à sua alimentação vegetariana. “Prefiro legumes, arroz, massas e grãos. Como você pode ver em meu camarim, não falta frutas secas, sucos, húmus, chips e salsa”, informou na entrevista “What does Weird al eat?”, publicada pela Peta em 1º de agosto de 2016. O alimento preferido do artista é o mangostim, uma fruta suculenta com polpa mole e sabor delicado.
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Weird Al Yankovic nasceu em 23 de outubro de 1959 em Downey, Califórnia. Recebeu 13 indicações para o Grammy e foi premiado quatro vezes. Em 2015, o seu disco “Mandatory Fun” foi o eleito o melhor álbum de comédia do ano.
“Diet For a New America“, de John Robbins, discute vegetarianismo, o impacto ambiental das fazendas industriais e direitos animais.
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Alex Greenwald: “Sou vegano e aprecio cada dia desse estilo de vida”

Greenwald: “Se eu puder encorajar as pessoas, definitivamente farei isso. É o que tenho feito com meus amigos” (Foto: Reprodução)
Alex Greenwald, que ficou famoso como vocalista da banda de rock alternativo estadunidense Phantom Planet, é vegano e já participou de algumas campanhas da Peta, ONG que atua em defesa dos direitos animais. Nos tempos da faculdade, sua namorada o desafiou a parar de comer carne vermelha e ele a desafiou a parar de fumar.
Após vencer a aposta, Greenwald gostou tanto da experiência que decidiu não comer mais nenhum tipo carne. “Então um amigo me desafiou a me tornar vegano depois de me emprestar o livro ‘Fast Food Nation’ [de autoria de Eric Schlosser], o que abriu meus olhos para a crueldade contra os animais. Desde então, sou vegano e aprecio cada dia desse estilo de vida”, contou em entrevista ao Peta Kids em 2005.
Em abril de 2008, ele gravou um novo vídeo para a Peta dizendo que as pessoas devem se informar sobre as condições em que vivem as galinhas exploradas pela indústria alimentícia. “Tudo isso acontece atrás de portas fechadas, o que acaba por não chegar ao conhecimento de todos. São mantidas juntas em pequenos espaços ou têm seus bicos cortados. As pessoas precisam saber como as galinhas são animais adoráveis”, disse.
Para Greenwald, ser vegano é um ato de força, de boa vontade; significa defender o que acredita em relação aos direitos animais. “Se eu puder encorajar as pessoas, definitivamente farei isso. É o que tenho feito com meus amigos. Motivo eles a tornarem-se vegetarianos, veganos. Ou seja, a se conscientizarem sobre a forma como vivemos no mundo hoje. Não podemos viver da mesma forma que viviam as gerações anteriores, como nossos pais, nossos avós”, declarou.
Segundo o vocalista, que até hoje atua como voluntário da Peta, o vegetarianismo e o veganismo estão em ascensão. “É algo que as pessoas estão aderindo para serem mais saudáveis e contribuírem com o meio ambiente. E isso vai ser ótimo para seus descendentes”, avalia.
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Alex Greenwald é guitarrista, baixista, tecladista e vocalista da banda de indie pop Phases, que já lançou dois álbuns. Em 2014, ele lançou “Yo”, o seu primeiro disco solo.
Referências
https://web.archive.org/web/20061213140447/http://www.petakids.com:80/grrr2-2005/truthordare.asp
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Ray Cappo: “Recebi um chamado para me tornar vegetariano”
“Sempre me interessei pela espiritualidade e pela busca da verdade. Recebi um chamado para me tornar vegetariano. Então comecei a me empenhar em oferecer ao mundo o que tenho de melhor.
Sou muito cuidadoso em relação ao que como e sempre me questionei se isso afetaria ou não outros seres.” Uma vez, Cappo fez uma declaração pública sobre o seu estilo de vida como vegetariano e isso se tornou parte do estilo de vida straight edge.
Citações de The Raw Interviews with Ray Cappo part IV (NYHC 1980 -1990), concedida ao fanzine Double Cross em março de 2015.
Ray Cappo é um dos fundadores do krishnacore, um subgênero nascido da fusão da cultura punk com o movimento Hare Krishna. Ele é mais conhecido como vocalista e compositor das bandas Shelter, Youth of Today e Better Than a Thousand. No cenário punk/hardcore dos Estados Unidos, Cappo foi uma das figuras centrais na divulgação do veganismo.
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Kanis, uma boa surpresa no cenário musical paranaense
Willian Matos: “A verdade é que nunca me liguei muito em definições de gêneros musicais”
Transformar sensações e situações em música. Esta é a proposta do compositor Willian Mattos, idealizador do projeto Kanis, que une rock psicodélico, indie e pop. Músico desde a adolescência, o paranavaiense gravou o primeiro disco este ano em Curitiba. Intitulado “Parceiros, Amigos, Amores”, o EP reúne atributos que agradam desde os fãs mais puritanos até os mais ecléticos do rock. Com personalidade, o projeto é uma boa surpresa no cenário musical paranaense dos últimos anos.
Na versão em CD, além das músicas “Pequenas Coisas”, “Quem Pegou Você”, “Pra Trás” e “Quem Eu Sou”, Willian presenteia os fãs com as faixas “Mirela”, “Pequenas Coisas (Acústica)” e “Ao Lado Dela”. “Tenho um caso de amor com cada música que escrevo. Depois elas se tornam públicas, e aquela paixão fervorosa reacende nas performances ao vivo”, diz.
Embora as quatro músicas principais do EP abordem algum tipo de nostalgia, Mattos não se considera uma pessoa realmente nostálgica. “Mas, como letrista, são elementos que vêm a somar, ainda mais quando percebo que o meu passado pode ser o presente de outras pessoas”, comenta.
Em “Pra Trás” e “Quem Eu Sou”, a dúvida e a esperança são temas que instigam a reflexão. Segundo Willian, estão relacionadas às infinitas possibilidades oferecidas pela vida. “Sou muito mais anseio que esperança. O anseio pode ser agonizante, mas é um sentimento que, na minha visão, não abre espaço para o medo”, avalia.
Naturalidade e minimalismo são características encontradas na música de Willian Mattos, e refletem muito bem no Kanis. “Sou visto como alguém que mistura rock psicodélico, indie e pop. Sim, a rotulação da música sempre acontece, mas a verdade é que nunca me liguei muito em definições de gêneros musicais, até porque costumam ter conceitos bem confusos”, comenta o compositor que gosta muito de improvisar ao vivo, surpreender o público com novas releituras de suas músicas.
Na hora de compor, Willian preza pela simplicidade. Segundo ele, se não fosse para seguir por esse caminho, provavelmente não se dedicaria à música. “O processo de composição nunca é o mesmo. Pode parecer ridículo para os outros, mas trabalho nos meus limites técnicos para soar simples. A simplicidade é mais difícil de ser alcançada do que muitos imaginam. Já as letras, prefiro deixar para o final justamente por considerá-las tão importantes quanto a música. Só consigo me empenhar em escrever a letra se eu estiver bem confiante em relação à música”, pondera.
Questionado se o estúdio onde gravou o EP “Parceiros, Amigos, Amores” é um quarto escuro curitibano, Willian Mattos ri e explica que o local não é escuro nem curitibano. “Na verdade, é um aglomerado de equipamentos que comprei ao longo dos anos. Levo comigo para onde quiser e puder. Então posso dizer que as gravações foram realizadas tanto na casa da minha avó em Paranavaí quanto no apartamento onde moro em Curitiba. Também aluguei um estúdio com mais estrutura para gravar as baterias. Mas, tirando isso, adoro gravar em casas”, revela.
Enquanto ouve “Princesa”, da banda goiana Carne Doce, uma de suas preferidas da atualidade, Willian confidencia que na sua opinião o melhor do cenário musical paranaense está em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, sua terra natal. “Tem uma cena instigante. Sinto muito orgulho do que está sendo construído musicalmente em Paranavaí”, enfatiza.
No momento, o compositor está preparando a primeira turnê de divulgação do EP. Também vai lançar em breve alguns vídeos do Kanis no YouTube. “Estou em um momento de trabalho muito intenso. Tenho cinco composições que devem entrar no próximo CD. É uma novidade para 2017”, adianta.
Sobre os parceiros
A trajetória de Willian Mattos com a música começou aos 15 anos, quando ele e o amigo Thiago Guglielmi formaram uma banda nos tempos de colégio. “Fomos aprendendo a tocar e escrever músicas. Convidei ele para embarcar comigo no Kanis, ele topou e tem sido ótimo. Trabalhamos juntos na administração do projeto. Na nossa primeira formação ao vivo, o Thiago atua como baixista. Como ele é um guitarrista brilhante, é provável que no futuro ele assuma o posto de guitarrista solo do Kanis”, relata.
Quem também ingressou no projeto para somar foi o baterista e percussionista Hugo Ubaldo, da banda de rock Sub-Versão, de Paranavaí. “Nos conhecemos há poucos meses e tem sido um prazer imensurável essa parceria. Além de ótimo baterista, é um músico completo, tem ajudado muito a elevar o nível da nossa música ao vivo”, reconhece Willian Mattos.
Sobre a capa do EP
A fotografia que estampa a capa do EP “Parceiros, Amigos, Amores” foi tirada em Santiago, no Chile, pelo fotógrafo Vinicius de Oliveira, conhecido como Capitão. “Estávamos à procura de uma foto e o Thiago [Guglielmi] me mostrou o trabalho do Vinicius. Ficamos mais ou menos uma semana tentando escolher uma entre as muitas fotos incríveis que ele tirou. Foi um trabalho difícil”, garante Willian Mattos.
Frase de Willian Mattos
“Tudo que ouço me influencia de algum modo. Até mesmo coisas que não gosto me servem de parâmetro.”
Formação atual do Kanis
Willian Mattos – vocal e guitarra
Thiago Guglielmi – Baixo
Hugo Ubaldo – Bateria
Saiba Mais
Antes do Kanis, Willian Mattos teve uma banda chamada “Use”, formada em parceria com o guitarrista Thiago Guglielmi.
Para comprar o CD “Parceiros, Amigos, Amores”, que custa apenas R$ 15, entre em contato com a banda.
O CD “Parceiros, Amigos, Amores” está disponível no YouTube.
Contatos
(41) 9690-3121 (Willian Mattos) e (44) 9743-2510 (Thiago Guglielmi)
E-mails: contato@kanis.com.br e shows@kanis.com.br
Kanis, uma boa surpresa
“Parceiros, Amigos, Amores” – Não tiro mais este CD do player do meu carro. Música da mais alta qualidade feita pelo brother Willian Mattos. Logo mais sai minha reportagem sobre o Kanis. Uma banda que merece ser ouvida e logo mais deve ocupar posição de destaque no cenário musical independente. Sem dúvida, uma boa surpresa paranaense.
Para quem quiser conhecer: https://www.youtube.com/watch?v=Jnd7eKuQWRk






