David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Vegetarianos’ tag

Compositores de música clássica protovegetarianos e vegetarianos

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Colagem: David Arioch

01 – Richard Wagner
02 – Gustav Mahler
03 – Karl Klindworth
04 – Cécile Chaminade
05 – Hugo Wolf
06 – Alexander Scriabin
07 – Arnold Schönberg
08 – Gustav Holst
09 – Percy Grainger
10 – Frank Merrick
11 – Thomas Pitfield
12 – John Foulds
13 – Leonard Borwick
14 – Elly Ney
15 – Georg Tintner
16 – Fujiko Hemming

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Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 5:17 pm

Importantes nomes do vegetarianismo russo ao longo da história

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Começando desde o vegetarianismo místico e o protovegetarianismo:

Colagem: David Arioch

01 – Prokhor Moshnin (Seraphim Sarovskiy)
02 – Sergey Radonezhsky
03 – Alexander Voeykov
04 – Nikolai Ge
05 – Liev Tolstói
06 – Maxim Gorky
07 – Valentin Bulgakov
08 – Alexander Scriabin
09 – Andrey Beketov
10 – Ilya Repin
11 – Isaac Levitan
12 – Nikolai Leskov
13 – Sergei Yesenin
14 – Nikolai Konstantinovich Rerikh
15 – Uriy Sergeevich Nikolaev
16 – Ivan Poddubny
17 – Tatyana Pavlova
18 – Victor Pelevin

 

 
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Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 4:57 pm

Vegetarianos na filosofia

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Alguns dos maiores filósofos da humanidade, se não eram vegetarianos, pelo menos defendiam ou simpatizavam com o vegetarianismo. A mim, isso diz muito. Não que por terem sido vegetarianos eram superiores ou algo do tipo. Muito pelo contrário. Justamente porque não se viam como melhores que outras espécies que se debruçavam sobre importantes questões da existência que eram ignoradas por outros.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:37 pm

Vegetarianos e veganos são sempre motivados pela emoção?

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O que há de tão racional em matar animais para se alimentar de seus cadáveres? (Foto: Reprodução)

Um sujeito, assim como muitos, creio, falou que vegetarianos e veganos são sempre motivados pela emoção e pelo sentimento, por isso estão errados. Bom, há equívocos substanciais nessa afirmação. Não seria racional se negar a se alimentar de um animal pelo simples fato de que ele é senciente? O que há de tão racional em matar animais para se alimentar de seus corpos? Por que eles não têm direito à vida?

Se temos uma grande variedade de alimentos à nossa disposição, por que comer partes de um ser vivo não humano? O que existe de racional na ideia de que um animal deve morrer para saciar o meu apetite, uma prática que simplesmente se perpetuou porque faz parte de uma herança cultural há muito questionável?

Se o vegetarianismo não é praticável ou recomendado, por que temos vegetarianos desde os tempos mais remotos da humanidade? E se o veganismo não é indicado, como Donald Watson, que fundou a Vegan Society em 1944, teve uma morte tranquila aos 95 anos? O antropocentrismo, pelo seu viés especista, foi a corrente filosófica que elevou o ser humano à condição de superior em detrimento de outros seres vivos – que mais do que nunca passaram a ser vistos como objetos ou meios para um fim, ignorando completamente seus interesses em não morrer. Ao mesmo tempo, contribuiu e muito para uma degradação ambiental sem precedentes.

O que existe de tão racional em se opor aos direitos das outras espécies como fazia o antropocentrismo no passado, ainda mais levando em conta que o ser humano é o principal responsável pela destruição da natureza? Ou pode me apontar algum animal não humano que tenha sido mais nocivo ao meio ambiente do que o ser humano?

Por outro lado, posso dizer também que me tornei vegano motivado, de fato, pela emoção e pelo sentimento. Na realidade, as coisas mais importantes da minha vida fiz motivado pelo coração. Não seria racional dar voz ao coração quando ele nos aproxima da nossa vocação natural? Quando ele faz de nós seres humanos mais conscientes e preocupados com a coexistência pacífica em um mundo cada vez mais violento?

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Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:36 pm

Super Interessante e a abordagem inverídica do vegetarianismo

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Eu não sabia que eles já tinham publicado textos tendenciosos sobre vegetarianismo

Li uma matéria relativamente antiga da Super Interessante. Eu não sabia que eles já tinham publicado textos tendenciosos sobre vegetarianismo. Talvez porque eu não seja muito fã de revistas.

A matéria se chama “Fôssemos vegetarianos?” E a linha fina surpreende pela abordagem tendenciosa e inverídica: “Se fôssemos vegetarianos, nossos ancestrais não teriam evoluído para seres humanos e até mesmo o mapa do Brasil mudaria.” A jornalista faz a afirmação acima baseada em inconsistências e “argumentos” facilmente contestáveis, já que não há dados históricos que corroboram isso, até porque eles não existem.

Quero dizer, eles não existem como fatos, mas tão somente como inferências controversas. Achei válida a leitura, mas no texto não há fontes das informações mais importantes. Me parece relativamente superficial e até mesmo confuso, já que a autora acabou embaralhando as informações. Ademais, o final, assim como o início, ficou extremamente tendencioso:

“O fato é que, para abandonar a carne, precisaríamos saber mais sobre nutrição, porque viver sem bife exige cuidados, sob o risco de ficar anêmico. E teríamos que reeducar o paladar, porque muita gente não vive sem feijoada, moqueca ou churrasco.”

A jornalista diz isso baseado em quais estudos? Me parece simplesmente a opinião dela, sustentada naquilo que ela gosta e no que faria falta a ela. Generalizar isso é um grande equívoco. Tem pratos que ela citou que eu não comia nem antes de ser vegetariano, logo como ela pode chamar de essencial? A autora também teve a oportunidade de discutir sobre o assunto com um nutricionista vegetariano, mas não o fez, relegando a participação dele à curta figuração.

Ou seja, mais desinformação e mais desserviço. Em síntese me pareceu uma matéria patrocinada, a julgar por uma estratégia muito comum no jornalismo que é a de terminar um texto da forma como ele começa, assim fazendo com que o leitor fixe em sua memória exatamente as informações pretendidas.

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Written by David Arioch

November 24th, 2016 at 10:25 pm

Leandro Karnal: “Os vegetarianos são insuportáveis”

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“Eles ficam querendo pregar que a vaca tem direito e a cenoura não”

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Karnal compara os direitos dos animais com os direitos das cenouras (Foto: Reprodução)

Está disponível no YouTube uma palestra do professor Leandro Karnal intitulada “Os Novos e os Velhos Pecados”. Em um determinado momento, o historiador diz que “Os vegetarianos são insuportáveis. Eles ficam querendo pregar que a vaca tem direito e a cenoura não.” Quando você compara um animal com uma cenoura, você está querendo dizer que um animal sofre tanto quanto uma cenoura, ou seja, há uma banalização do sofrimento e da violência. Agora imagine o que isso pode representar na cabeça de um jovem que já não gosta muito de animais.

Bom, achei uma pena vê-lo fazendo esse tipo de comentário satírico e sem embasamento, ainda mais levando em conta que ele costuma viajar pelo país ministrando palestras sobre moral e ética. Pelo jeito, ele precisa estudar sobre direito animalista, que também versa sobre moral e ética. Karnal costuma citar filósofos gregos em suas palestras, e parece-me que ele não sabe que era comum entre eles uma alimentação isenta de carne, e por uma questão moral – o que contrapõe sua observação mais do que irônica.

Em seus artigos e palestras, também há inúmeras citações a Arthur Schopenhauer. Creio que se ele conhecesse profundamente o trabalho do filósofo alemão jamais teria ignorado o fato de que Schopenhauer escreveu que animais não são artigos fabricados para o nosso uso, de acordo com informações da página 375 do livro “Parerga and Paralipomena: Short Philosophical Essays – Volume 2 .

Animais não são meros meios para quaisquer fins. Ao pensarmos que sim, somos coniventes com a violência contra outras espécies e incentivamos a exploração animal em todas as esferas, sendo permissivos inclusive com formas inimagináveis de privação e crueldade. E esse tipo de conduta em detrimento de outros seres vivos leva a um questionamento a respeito da nossa própria moralidade que não contempla ninguém além de nós mesmos.

Schopenhauer via isso como um tipo frequente de moralidade de conveniência. Sendo assim, pode-se dizer que a moralidade conveniente ao homem não é moralidade, já que a moralidade genuína depende de você não observar somente a si mesmo e as conveniências que envolvem apenas aqueles que são de sua própria espécie.

“É uma vergonha essa moralidade digna de párias […], chandalas, mlechchas e que não reconhece a essência eterna que existe em cada coisa viva, e brilha com significado inescrutável em todos os olhos que veem o sol”, escreveu Arthur Schopenhauer na página 173 do livro “O Fundamento da Moral”, publicado em 1840.

Seria mais honesto o historiador Leandro Karnal dizer: “Dane-se os animais e os vegetarianos”, que parece ser o que ele pensa, mas não fazer piadas sobre pessoas simplesmente por serem vegetarianas. É curioso reconhecer que já vi ele falando de moralidade e citando Tolstói. Provavelmente ele não sabe que o autor de “Guerra e Paz” e “O Primeiro Passo” era vegetariano.

A segunda obra que citei, publicada pela primeira vez em russo em 1883, fala justamente da nova concepção moral que Tolstói alcançou com o vegetarianismo. Então observo com certo pesar quando alguém discorre sobre moralidade e faz chacota do vegetarianismo, já que a moralidade vegetariana preza pelo bem-estar animal. Ou seja, tenta expandir a compreensão ética e moral para além daquela que abarca somente seres humanos.

Não é a primeira vez que vejo o Karnal cometendo esse tipo de deslize. Uma vez, quando assisti uma de suas palestras, ele confundiu esteroides anabolizantes com vitamina ADE, e usou a imagem de um rapaz para abordar o tema. Ou seja, é importante termos o cuidado de não abordarmos assuntos sobre os quais não temos conhecimento. Também é ético não expor pessoas à situação vexatória, mesmo que por meio de imagens.

Resposta de Leandro Karnal em que ele confunde veganismo com especismo (Imagem: Reprodução)

Resposta de Leandro Karnal em que ele confunde veganismo com especismo (Imagem: Reprodução)

O problema na atualidade é que há pensadores falando sobre assuntos que desconhecem. Seria muito mais interessante e proveitoso para todos se eles se preocupassem basicamente em transmitir informações sobre aquilo que estudaram e sobre o qual desenvolveram um raciocínio valorosamente crítico.

Algumas pessoas me disseram que o Karnal não disse nada de mais ao fazer piada sobre vegetarianos e os direitos animais, já que ele defende, mesmo que sem argumentos, o ponto de vista dele. Bom, se ele tivesse um programa de stand-up, eu não me importaria com o que ele falou. A diferença é que ele é um formador de opinião que viaja pelo país discutindo sobre moral e ética. Ademais, direitos dos animais tem tudo a ver com moral e ética. Logo se ele vai falar alguma coisa sobre isso, é importante sim estudar sobre o assunto.

Além de desconsiderar meu texto e não apresentar argumentos, Karnal continuou debochando de todos que o questionaram sobre o vídeo em que ele satiriza vegetarianos e os direitos animais. Pelo jeito, o historiador não sabe que vegetarianos e veganos, que se recusam a se alimentar de animais por uma questão moral, naturalmente defendem inclusive o direito à vida dos insetos. Parece que houve uma confusão com um entendimento particularista de especismo. Uma pena, mas cada um conhece a sua própria consciência. 

“Se o problema é dor, bastaria dar sonífero para as vacas e matá-las ao som de Mozart, certo? Seria uma carne sem dor.” Muita sensibilidade vinda de alguém que discorre sobre filosofia. Ainda bem que na contemporaneidade tivemos e temos filósofos como Agostinho da Silva, Sônia T. Felipe, Peter Singer e Tom Regan, só para citar alguns, que foram e vão na contramão disso. Outro fato inesperado é que Leandro Karnal deletou os comentários de veganos e vegetarianos o questionando sobre o assunto.

Passagem em que Leandro Karnal ironiza vegetarianos e os direitos dos animais:

https://www.youtube.com/watch?v=ZAjKScwJvVc

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