David Arioch – Jornalismo Cultural

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Não trate seu corpo como um cesto de lixo

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Foto: Fred Meyer

Há tantas pessoas que confiam tanto na indústria alimentícia que a vida toda consomem muitos ingredientes que não sabem o que são e quais efeitos têm sobre o organismo. Tratar nosso corpo dessa forma é como tratá-lo como um cesto de lixo; deixando-o à mercê da nossa própria displicência. Ao fazer isso de forma inconsequente, além do mal inconsciente que causamos, seguimos por um caminho em que talvez um dia já não tenhamos controle do nosso corpo, de nós mesmos. E se isso acontecer, a única coisa que poderemos fazer é amaldiçoar “a nossa própria sorte”.





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May 25, 2017 at 12:09 pm

Ser inteligente e culto não isenta ninguém de ser pernóstico

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Arte: Paul Chapman

O fato de uma pessoa ser muito inteligente e culta não a isenta de ser pernóstica. Basta que ela se considere melhor do que os outros por isso, e desconsidere qualquer opinião de alguém que, aos seus olhos, não esteja à sua altura.





Written by David Arioch

May 24, 2017 at 11:03 am

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Não comemoro mortes, independente de quem seja

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Arte: Goya

Não comemoro mortes, independente de quem seja. Mas entendo que há pessoas que a buscam incessantemente, ou que provocam reações que podem levá-las a amargar um fim impensado, que não desejavam. Ou seja, consequências da vida que levavam. Sendo assim, se causo um grande mal a alguém, não posso descartar que em algum momento alguém pode cobrar pelo mal que causei.





Written by David Arioch

May 24, 2017 at 1:38 am

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É possível criticar sendo gentil, não sendo rude nem ofensivo

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Arte: Matthew Stutely

Uma coisa intrigante quando você escreve muito é que se você comete um ou alguns erros tolos em um texto, já aparece gente te atacando. Por outro lado, os muitos textos que você escreve corretamente essas mesmas pessoas não dizem nada a respeito.

Quero dizer, pessoas que só estão aguardando você cometer um erro para tentar desqualificar o seu trabalho. Ou pessoas que nunca dispensarão um elogio a você, mas que aparecerão de vez em raramente te condenando. Para criticar, não é preciso desqualificar o trabalho de ninguém. É possível criticar sendo gentil, não sendo rude nem ofensivo.





Written by David Arioch

May 22, 2017 at 3:34 pm

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A vida é muito curta para esconder sentimentos

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“Gostaria de ter demonstrado mais o que sentia, demonstrado mais meus sentimentos” (Foto: Reprodução)

A vida é muito curta para esconder sentimentos. Fiz um trabalho registrando memórias de idosos durante alguns anos. O propósito era outro, mas aproveitei para registrar algumas informações sobre a natureza humana.

Ao final da entrevista, eu sempre perguntava se eles se arrependiam de alguma coisa ou se gostariam de ter feito outras. Mesmo aqueles que não se conheciam convergiam para um mesmo desabafo: “Gostaria de ter demonstrado mais o que sentia, demonstrado mais meus sentimentos.”

Reprimir emoções e sentimentos adoece o ser humano, não tenho dúvida disso. Morre-se um pouco a cada dia quando se nega a si mesmo o direito a existir, porque sentir e exteriorizar é existir.

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Written by David Arioch

May 21, 2017 at 7:31 pm

Frangos sob chuva

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Frangos em caixas com pouco espaço para movimentarem-se (Foto: Reprodução)

Encontrei na rodovia uma carreta transportando frangos na chuva. Centenas dentro de caixas amarelas de plástico, com penas parcialmente molhadas e pouco espaço para movimentarem-se. Tive a impressão de ver uma porção de olhos entre as fendas. Não sei se faziam silêncio ou barulho, porque o tamanho da caixa não permitiu tal distinção. E lá dentro, vidas que logo mais cessarão.

 

 





Breve conversa entre um vegano e um não vegano

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Two Men Talking, de Mike Jones

Um vegano encontrou um não vegano.

— Você sabia que as plantas sentem dor, né?

— Não, elas não sentem. Elas respondem a estímulos sonoros, o que ainda está longe de significar dor.

— Elas sentem sim. Tenho certeza disso. E estão no mesmo nível evolutivo dos animais. Você não tem dó das plantas?

— Tenho dó sim, tanto que eu arranco-as gentilmente da terra para não vê-las sangrar.

— Engraçadão.

— Mas e se um dia for comprovado que todas as plantas sentem dor?

— Eu me adaptaria. Pararia de comê-las. Há sempre uma solução para coisas assim. Mas por que essa preocupação vindo de alguém que se alimenta de tudo que caminha sobre a terra? Quando você vai parar com essa demagogia e deixar de comer seres vivos que sangram como nós e apodrecem como nós? Não há sentido em defender a senciência das plantas enquanto ignora a dor daqueles que agonizam diante de seus olhos. Reflita.

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Quando se fala em amor…

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Arte: Leonid Afremov

Quando se fala em amor, naturalmente as pessoas o associam a ideia do amor longevo, ignorando que amores curtos podem ser tão ou até mais marcantes. Há amores curtos que deixam marcas indeléveis, que naturalmente já não existem enquanto relação, mas que podem sobreviver como tatuagem no coração.





Written by David Arioch

May 16, 2017 at 3:44 am

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Algo não precisa ser ilegal para ser errado

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A Criminal Case, de Honoré Daumier

A materialização imaginativa do crime muitas vezes impede as pessoas de cometerem delitos não porque é errado, mas porque elas têm receio da punição. Justo é quando se reconhece que algo é errado independente de ser considerado ou não ilegal; quando as pessoas mostram com ações que mesmo que algo não seja considerado um crime, ainda assim elas jamais o fariam.

 





Written by David Arioch

May 16, 2017 at 3:26 am

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Que tudo que você não fala ganha vida “na sua cara”

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Berlin Wall East Side Gallery

Quando eu era criança, acredito que por volta dos oito anos, um dia a professora, uma freira, me chamou diante da turma na Escola São Vicente de Paulo e perguntou o que mais gosto de fazer:

— Gosto de escrever.
— O que você escreve, David?
— Histórias…
— Que tipo de histórias?
— Das coisas que vejo na rua, na “cara das pessoas”…
— Como assim na “cara das pessoas”?
— É que a “cara das pessoas” é feita de histórias.
— De que tipo?
— Do tipo que elas não querem contar. Então eu imagino o que é e escrevo…
— Mas isso não é ser mentiroso?
— Não…
— Me explique melhor…
— Se você prestar atenção, muitas vezes a “cara das pessoas” diz aquilo que elas não querem contar.
— E o que elas não querem contar?
— Acho que muita coisa. Meu avô fala que trazemos “na cara” as histórias que não contamos.
— E o que isso significa pra você?
— Que tudo que você não fala ganha vida “na sua cara”.

 

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Written by David Arioch

May 14, 2017 at 11:08 pm