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Um relato sobre a importância da boa alimentação

Um sistema imunológico afetado não vai se recuperar sozinho com deficiência na ingestão de macro e micronutrientes
Desde a minha adolescência, nas poucas vezes em que adoeci, sempre me alimentei normalmente. Nunca deixei de comer bem, porque sei que um sistema imunológico afetado não vai se recuperar sozinho com deficiência na ingestão de macro e micronutrientes.
Me lembro que a última vez que adoeci foi há três anos, quando contraí dengue. Mesmo com dengue, continuei trabalhando e me exercitando. Quantas pessoas você conhece que têm força e disposição para praticar musculação mesmo com dengue? Pode parecer estranho pra muita gente, mas isso foi bom pra mim.
E por que acho que isso não me trouxe nenhuma consequência negativa? Não apenas porque sempre tive uma boa capacidade de recuperação, mas porque dificilmente deixo de me alimentar adequadamente. Mesmo sem fome, não deixo de ingerir o que preciso. Não tenho dúvida de que qualquer recuperação é mais rápida quando uma pessoa não tem uma alimentação deficiente.
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Acredito que o câncer surgiu a partir do momento que nos afastamos da nossa natureza
Acredito que o câncer surgiu a partir do momento que nos afastamos da nossa natureza. Meu pai faleceu em decorrência dessa doença quando eu era criança. Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito para ele fazer uma terapia nutricional, não simplesmente os tradicionais tratamentos agressivos.
Não demonizo os tratamentos modernos de câncer, só acredito que não são tão eficazes sem o reencontro do ser humano com a sua própria natureza. Na realidade, creio que todas as doenças surgiram a partir do momento que nos afastamos de nossa natureza, inclusive aquelas apontadas como resultado de predisposição genética. Afinal, uma doença não se desenvolve facilmente em um ambiente verdadeiramente saudável.
Sobre a indústria do tratamento de câncer

Para entender um pouco mais sobre isso, assista ao documentário “Food Matters”, disponível na Netflix
Sejamos honestos, se o câncer desaparecesse amanhã, milhões de pessoas ficariam desempregadas, teriam que receber um novo tipo de treinamento. A indústria do tratamento de câncer movimenta 200 bilhões de dólares por ano [só nos Estados Unidos], e ela seria desmontada se a verdade a respeito do que realmente precisamos fazer viesse à tona. Na maioria dos países é ilegal o tratamento de pacientes com câncer com terapia nutricional.
Fonte: Food Matters, lançado em 2008.
A estranha cultura de se referir à velhice como algo terrível
Acredito que envelhecer não é ruim quando a pessoa se preocupa com a própria saúde. Temos uma estranha cultura de se referir à velhice como se fosse algo medonho, terrível. Inclusive há sempre uma associação com pessoas usando bengalas, cadeiras de rodas, muletas. Ou que não são capazes de cuidarem de si mesmas. Os comerciais estão aí para provar isso, e nos inundar com essa ideia equivocada.
Sempre ouço, inclusive na rua, pessoas falando: “Quero ver se você vai cuidar de mim quando eu envelhecer.” Isto porque estamos há muito imersos em uma cultura em que velhice é sinônimo de decrepitude. Mas a decrepitude só surge se deixarmos que ela floresça.
Se o ser humano realmente se amar e valorizar a vida como deve ser, ele pode evitar todos esses clichês e estereótipos que envolvem a terceira idade. Acho que já passamos do tempo de acreditar que a velhice é um inevitável período de dependência excessiva, da incapacidade de exercer até mesmo as tarefas mais simples do cotidiano.
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Sugestões de leitura sobre vegetarianismo, veganismo e direitos animais

“Jaulas Vazias” é um dos clássicos e mais importantes livros sobre direitos animais publicados pelo filósofo Tom Regan
Preparei uma pequena lista com sugestões de leitura para quem quer ler ou estudar um pouco sobre vegetarianismo, veganismo e direitos animais:
Comer Animais, de Jonathan Safran Foer
O Exilado Político Vegetariano, de Alexandre Kostolias
Libertação Animal, de Peter Singer
O Dilema do Onívoro, de Michael Pollan
O Estudo da China, de T. Colin Campbell
Skinny Bitch, de Roruy Freedman e Kim Barnouin
Food for Life, de Neal Barnard
Jaulas Vazias, de Tom Regan
The Case for Animal Rights, de Tom Regan
A Política Sexual da Carne, de Carol J. Adams
Ética & Animais, de Carlos M. Naconecy
O Último Teste, de Ricardo Laurino
O Poder e a Promessa da Educação Humanitária, de Zoe Weil
Por Que Amamos Cachorros, Comemos Porcos e Vestimos Vacas, de Melanie Joy
Garfos em Vez de Facas, de Gene Stone
Introdução aos Direitos Animais, de Gary Francione
Galactolatria: Mau Deleite – Implicações éticas, ambientais e nutricionais do consumo de leite bovino, de Sônia T. Felipe
Manifesto pelos Direitos dos Animais, de Rafaella Chuahy
Vozes do Silêncio, de João Epifânio Regis Lima
Educação & Direitos Animais, de Leon Denis
Educação Vegana: perspectivas no ensino de direitos animais, de Leon Denis
Ética e Experimentação Animal – Fundamentos Abolicionistas, de Sônia T. Felipe
Por uma Questão de Princípios: Alcance e Limites da Ética de Peter Singer em Defesa dos Animais, de Sônia T. Felipe
All That Dwell Therein, de Tom Regan
R-209 – Habla el Frente de Liberación Animal
A Vida dos Animais, de J.M. Coetzee
Elizabeth Costello, de J.M. Coetzee
The Vegan Studies Project: Food, Animals, and Gender in the Age of Terror, de Laura Wright
Diet For a New America, de John Robbins
O Primeiro Passo, de Liev Tolstói
An Essay on Abstinence from Animal Food: as a Moral Duty, de Joseph Ritson
A Vindication of Natural Diet, de Percy Shelley
How and Why Become Vegan, de Melissa Lane
Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética, de Robson Fernando de Souza.
Pense no Garfo, de Bee Wilson
New American Vegan, de Vicent J. Guihan
Animal Rights: The Abolitionist Approach, de Gary Francione e Anna E. Charlton
Eat Like You Care: An Examination of the Morality of Eating Animals, de Gary Francione.
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O médico que não prescrevia remédios
Na minha infância, me consultei com um otorrinolaringologista que não acreditava muito na indústria farmacêutica. Todo o trabalho dele era voltado para a nutrição. As pessoas o achavam esquisito porque em vez da sua clínica ser um ambiente branco, como a maioria das clínicas, era colorida. E havia plantas por todos os lados.
Na porta do seu consultório tinha uma frase de Hipócrates: “Que o seu alimento seja o seu remédio, e que o seu remédio seja o seu alimento.” Me recordo que muita gente falava mal dele. Eu era criança, então não entendia o motivo disso, mas o achava incrível.
Soube que ele teve bastante contato com a medicina oriental e estudava mais sobre a medicina antiga do que a contemporânea. Ele nem mesmo usava roupa branca. O chamavam de louco, charlatão, mas foi ele que me ensinou a lidar com a minha rinite alérgica quando eu era criança, depois de passar por cinco médicos da área.
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Charlotte Gerson, uma vegetariana de 95 anos
Charlotte Gerson, de 95 anos, fundadora do Gerson Institute, nos Estados Unidos, que trata de pessoas com câncer, problemas cardíacos e diabetes. Ela não tem nenhum problema de saúde e é defensora da alimentação orgânica e vegetariana.
“Recebemos uma comida tóxica e deficiente em nutrientes”
O tão falado fertilizante é feito de três principais minerais – nitrogênio, fósforo e potássio. Isso é bom. Mas o problema é que o solo necessita de aproximadamente 52 minerais diferentes. Então onde está o cálcio, o magnésio, o manganês, o zinco, o ferro e todas as outras coisas que não mencionei? Estão faltando. Quando o solo é deficiente, as plantas também são deficientes e fracas, e elas perdem os seus defensivos. E as pragas surgem e as atacam.
Charlotte Gerson: “Quando o solo é deficiente, as plantas também são deficientes e fracas”E o fungo e outras doenças surgem e as atacam também. Então os agricultores vão chorando até as companhias químicas e dizem: “Nossas plantas estão morrendo, e elas não crescem e temos pragas.” E claro que as companhias químicas ficam incrivelmente felizes em vender pesticidas, fungicidas e estimulantes químicos de crescimento para eles, além de outras coisas.Então o que estamos recebendo quando comemos? Recebemos uma comida tóxica e deficiente em nutrientes, porque com todos esses pesticidas e químicos, a comida não é verdadeiramente saudável. Ela é deficiente. Então, nos alimentando dessa forma, não podemos evitar que sejamos deficientes em nutrientes.
Charlotte Gerson, de 95 anos, em “Food Matters”, de 2008. Ela é defensora da alimentação orgânica e fundadora do Gerson Institute, fundado em San Diego, na Califórnia, instituição que aplica a Terapia de Gerson, um tratamento de combate ao câncer baseado em uma dieta orgânica e vegetariana.
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106 mil pessoas morrem anualmente em decorrência dos efeitos colaterais dos remédios nos EUA
O The Journal of the American Medical Association publicou dados que indicam que aproximadamente 106 mil pessoas morrem anualmente nos Estados Unidos em decorrência do consumo de drogas farmacêuticas. São drogas que são prescritas por médicos, não são resultados de erros médicos. E esses efeitos colaterais são normalmente esperados, e essas pessoas tomam esses medicamentos exatamente como indicado. Não são casos de overdose ou engano.
Então, se 106 mil pessoas morrem em decorrência de esperados efeitos colaterais dessas drogas apenas nos Estados Unidos, e apenas em um ano, em 23 anos isso representaria uma quantidade enorme de pessoas mortas. Estamos falando de milhões [2.438 milhões] de pessoas mortas por causa de drogas farmacêuticas. E em 23 anos, alegadamente, apenas dez pessoas morreram em consequência do consumo de suplementos de vitaminas. Claramente, temos problemas muito mais sérios em relação à prescrição nutricional. Como Roger Williams disse uma vez, o inventor do ácido pantotênico, em caso de dúvida, use a nutrição primeiro, não remédios.
A indústria farmacêutica está nesse negócio não para fazer drogas farmacêuticas; está nesse negócio para fazer dinheiro. O que acho totalmente razoável, já que há grandes corporações internacionais, e elas têm um dever com seus acionistas; e isso é o que corporações fazem, elas fazem dinheiro. Vivemos em uma sociedade capitalista e não acho que isso seja ruim. Acho que o capitalismo tem grandes vantagens, e acho que é preciso ponderar sobre os dois lados. O problema é a forma como a indústria farmacêutica é regulada. Por um lado, acredito que temos bons reguladores, mas por outro lado péssimos reguladores.
A indústria farmacêutica paga aos reguladores que deveriam inspecionar as drogas, paga os pesquisadores acadêmicos que deveriam realizar pesquisas com essas drogas, e frequentemente remunera os profissionais que vão realizar testes com essas drogas. Eles também colocam publicidade nos jornais de medicina, e muitos dos jornais de medicina recebem dinheiro da indústria farmacêutica.
Se checarmos a literatura médica dos últimos 65, 75 anos, há milhares de provas de que grandes quantidades de bons nutrientes curam doenças. Você não tem como ter acesso a muitos desses artigos, porque eles dizem que a United States Library of Medicine se recusa a indexá-los. Isso não é interessante? Então isso significa que há jornais lá fora que estão em uma espécie de lista negra por dizerem a verdade.
Tudo que foi publicado no Jornal de Medicina Ortomolecular, do qual sou editor-assistente, ao longo de 41 anos, e isso significa centenas de artigos, nada disso foi indexado pela United States Library of Medicine, que se autointitula a maior biblioteca de medicina da Terra. Então, o que parece puramente científico e acadêmico, como jornais, publicações, e toda essa edificação da ciência, atualmente foi transformado em uma extensão do departamento de marketing da indústria farmacêutica.
Depoimentos
Dan Rogers, médico especialista em medicina integrativa.
Ian Brighthope, professor de medicina nutricional.
Phillip Day, jornalista investigativo.
Jerome Burne, jornalista com especialização em saúde e medicina.
Andrew W. Saul, doutor em nutrição terapêutica e editor-assistente do Jornal de Medicina Ortomolecular dos Estados Unidos.
Fonte: Food Matters, de James Colquhoun e Carlo Ledesma, lançado em 2008.
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Os riscos da interpretação pessoal do discurso vegano

Se formos falar de veganismo, creio que o mais importante é manter o foco nos direitos animais, no abolicionismo animal
Interpretação pessoal do veganismo é uma coisa arriscada dependendo do discurso. Às vezes, vejo pessoas o relacionando com questões que não são prioritárias nesse contexto, ou que nem mesmo têm relação direta com o veganismo. Acho importante ter cautela nesse sentido porque isso em vez de unir pode segregar. Seres humanos são muito diversos e querer uma unidade de pensamento é uma coisa muito difícil. Afinal, somos singulares, temos nossas particularidades, perspectivas de vida, de mundo.
Há veganos com quem a única coisa que tenho em comum é a defesa pelos direitos animais, nada além disso. E pra mim está bom assim, já que essa é a base do veganismo. Fazer as pessoas enxergarem que os animais têm direito a vida não é fácil. Se eu complicar ainda mais isso, não creio que o resultado seria mais positivo. Claro, a não ser que haja abertura para uma discussão mais abrangente envolvendo formas de exploração, o que neste caso seria uma iniciativa pessoal minha.
Eu, por exemplo, venho de uma consciência que desde a minha adolescência foi fundamentada no humanitarismo, mas nem por isso acho que todos devem ser iguais a mim. Sou paciente, e espero que pelo menos aos poucos as coisas melhorem. Acredito que é essencial ter calma e, se formos falar de veganismo, creio que o mais importante é manter o foco nos direitos animais, no abolicionismo animal.
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