David Arioch – Jornalismo Cultural

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“Sicko” mostra a realidade do sistema de saúde cubano

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O documentário “Sicko”, de Michael Moore, que aborda a realidade do sistema de saúde cubano, mostra que nos EUA os custos de saúde chegam a quase sete mil dólares por pessoa, mas em Cuba eles gastam apenas 251 dólares. Ainda assim, os cubanos têm uma taxa de mortalidade infantil mais baixa do que a dos Estados Unidos e uma expectativa de vida mais longa do que a dos cidadãos dos EUA. Os cubanos investem em medicina preventiva e parece que tem um médico em cada quarteirão. Um remédio comercializado por 120 dólares nos EUA custa 3,20 pesos (5 centavos de dólar) em Cuba.

Written by David Arioch

November 18th, 2018 at 7:06 pm

Há um documentário chamado “O Dia que Durou 21 anos”

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Há um documentário chamado “O Dia que Durou 21 anos”, do Camilo Galli Tavares, de 2013, inclusive recomendo, que é sobre o período da ditadura militar. Nesse filme um general é questionado sobre como seria a implantação do “regime militar” hoje. Ele enfatiza que para fazer a ditadura acontecer não seria preciso matar, torturar ou violentar ninguém, já que vivemos na era da guerra da informação. O general deixa subentendido que a implantação desse “regime” seria feita de forma silenciosa, e com a conivência da própria população que, imersa em um cenário de dúvidas e descrença, não resistiria, muito pelo contrário, agradeceria; mesmo sem ponderar as implicações desse incentivo que custaria a democracia e a liberdade em diversos aspectos.

Written by David Arioch

October 20th, 2018 at 12:09 am

Natalie Portman: “Eu não como animais”

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A atriz se tornou vegetariana aos nove anos e vegana há sete anos

Natalie sobre o consumo de animais: “É a fonte número um de poluição, superando carros ou qualquer outra coisa” (Foto: Reprodução)

Na semana passada, a atriz e produtora Natalie Portman, que recentemente lançou o documentário “Eating Animals”, inspirado no livro homônimo de Jonathan Safran Foer, participou do The Late Show with Stephen Colbert.

Depois de comentar que ela agora tem um documentário chamado “Eating Animals”, Colbert a questionou se ela não se alimenta de animais: “Eu não como animais”, respondeu Natalie Portman, acrescentando que se tornou vegetariana aos nove anos e vegana há sete anos.

Colbert admitiu que experimentou uma dieta completamente livre de alimentos de origem animal por sete meses. “Nada que tivesse olhos passou pelos meus lábios. Nada com casco, penas, escamas; sem leite, sem laticínios ou qualquer coisa parecida por sete meses” revelou. O apresentador, que acabou cedendo, relatou que está tentando ser vegano novamente.

Sobre “Eating Animals”, que no Brasil deve receber o título de “Comer Animais”, assim como o livro, Natalie explicou que o documentário todo é voltado para a discussão sobre a agropecuária industrial, que representa 99% de todos os animais criados para consumo nos Estados Unidos, incluindo carnes, ovos e laticínios.

“É a fonte número um de poluição, superando carros ou qualquer outra coisa”, afirmou. Quando começaram a falar sobre “carnes mais sustentáveis”, proveniente de pequenos criadores de animais, Natalie Portman argumentou que, embora pequenas propriedades sejam melhores para o meio ambiente, elas não têm condições de sustentar a demanda dos consumidores por produtos de origem animal – o que indica que a abstenção desse consumo é o melhor caminho.





Documentário “Comer Animais” é lançado hoje nos Estados Unidos

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“De onde vêm os nossos ovos, laticínios e carnes?” 

Documentário discute principalmente a realidade da criação de animais em regime industrial (Arte: Divulgação)

O terceiro livro de Jonathan Safran Foer, “Eating Animals”, de 2009, que foi lançado no Brasil com o título “Comer Animais”, foi transformado em um documentário e lançado hoje nos Estados Unidos. Com direção e roteiro de Christopher Dillon Quinn e narração da atriz Natalie Portman, o filme é definido pela equipe de produção como “a história do início do fim da produção industrial”, e começa com a seguinte pergunta: “De onde vêm os nossos ovos, laticínios e carnes?

O filme traz argumentos contra a pecuária industrial e mostra imagens em que os animais são criados em pequenas, médias e grandes propriedades. Embora seja aberto a diferentes pontos de vista, o documentário é apontado como complacente com pequenos criadores de animais, já que a crítica se volta mais para a realidade da criação de animais em regime industrial, o que pode soar um tanto quanto problemático se você defende o veganismo abolicionista, não o reducionismo ou utilitarismo.

Porém, “Comer Animais” também deixa claro que apenas 1% dos animais criados para consumo na atualidade, pelo menos nos Estados Unidos, representam uma realidade diferente, “violenta, mas não tanto quanto a industrial”. Porém, denuncia que os outros 99% estão inseridos em uma realidade de confinamento que pode ser descrita como o holocausto animal.

O jornalista Ben Kenigsberg, do New York Times, assistiu ao documentário antes do lançamento e relatou que passou as últimas 36 horas pós-filme com dificuldade para consumir carne. Porém, como “Comer Animais” não aborda os animais que vivem no oceano, ele conseguiu comer um pouco de salmão defumado.

Na perspectiva de Kenigsberg, o filme convence reunindo uma mixórdia de filosofia, principalmente epistemologia, e economia. “As fazendas industriais podem permitir que mais pessoas sejam alimentadas, mas seus efeitos ambientais invalidam a sua eficiência. O filme nem sequer defende o vegetarianismo, mas parece impossível sair disso sem querer saber mais de onde vem a sua carne”, avalia o jornalista.

Outros espectadores compararam o filme, inspirado no livro homônimo de Jonathan Safran Foer, com documentários como “Food Inc.” de Robert Kenner, e livros como “O Dilema do Onívoro”, de Michael Pollan. Alguns veganos que assistiram ao filme o classificaram como uma oportunidade perdida de abordar o assunto de forma mais abrangente, inclusive discutindo o veganismo na atualidade e suas possíveis contribuições futuras. Como disse Safran Foer, a interpretação é livre. Então assista e tire suas próprias conclusões.

 





 

Documentário apresenta os equívocos de quem usa as escrituras religiosas para defender o consumo de carne

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“Nossa crença judaica é de que realmente Deus nunca fez com que comêssemos animais”

ANIMA tem o objetivo de mudar a percepção que as pessoas têm em relação aos animais (Foto: Reprodução)

Na semana passada, o Guibord Center lançou um documentário de curta-metragem intitulado “ANIMA: Animals. Faith. Compassion”, disponível no Vimeo, que apresenta os equívocos nas afirmações de quem usa as escrituras religiosas para defender o consumo de carne. O filme conta com depoimentos de autoridades religiosas e propõe uma discussão sobre como objetificamos os animais e os reduzimos a produtos.

As perspectivas apresentadas partem de membros de 12 religiões e credos, incluindo o cristianismo, budismo, islamismo, zoroastrismo, hinduísmo, judaísmo e jainismo. No filme, a reverenda Gwynne Guibord fala que no livro de Gênesis está escrito que Deus deu ao homem o domínio sobre os animais. Porém, aponta que isso é um erro de tradução. “Deveria se ler: ‘E Deus deu ao homem responsabilidade ou intendência. Isso muda toda a noção [da frase]”, defende.

A rabina Suzanna Singer afirma que não temos qualquer necessidade de consumir qualquer alimento de origem animal. “Nossa crença judaica é de que realmente Deus nunca fez com que comêssemos animais. No Jardim do Éden, Deus nos mostra o fruto das árvores, a relva nos campos e diz: ‘Você pode comer algo assim.’ Mas Deus nunca mencionou os animais”, enfatiza.

Lo Sprague, vice-presidente do Guibord Center e uma das idealizadoras do filme, afirma que nunca houve um momento tão importante para desafiar os mal-entendidos que no passado foram usados para justificar a exploração de animais – ponderando que a compaixão é defendida por todas as religiões.

Considerando que milhões de pessoas no mundo todo tratam os animais baseando-se em suas crenças e percepções sobre outras espécies, o objetivo do filme é mudar a maneira como as pessoas interagem com os animais, reconhecendo que eles também são seres vivos sencientes e conscientes.

 

 

 





 

“Sob a Pata do Boi”, novo documentário mostra o impacto da pecuária no desmatamento da Amazônia

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Documentário mostra como a Amazônia tem virado pasto em decorrência da pecuária (Arte: Divulgação)

Dirigido por Marcio Isensee e Sá, “Sob a Pata do Boi” é um documentário brasileiro de média-metragem que mostra o impacto da pecuária no desmatamento da Amazônia. De acordo com informações do filme que já entrou na programação de festivais na França e na Eslováquia, a Amazônia tem hoje 85 milhões de cabeças de gado, três para cada habitante humano. Entre alguns temas abordados pelo documentário estão “o boi clandestino”, “invasão biológica”, “indústria da carne” e “bancada ruralista”.

O documentário informa que na década de 1970 a floresta estava intacta e a quantidade de gado equivalia a um décimo do rebanho da atualidade. Hoje, encontramos uma área que pode ser comparada à extensão territorial da França desmatada. Desse total, 66% transformada em pasto.

“Sob a Pata do Boi” revela que essa transformação no cenário amazônico foi incentivada pelo próprio governo que motivou a chegada de milhares de fazendeiros de outras partes do país. “A pecuária tornou-se bandeira econômica e cultural da Amazônia, no processo, elegendo poderosos políticos para defender a atividade”, denuncia.

Mesmo com o Ministério Público “obrigando” os grandes frigoríficos da região a se tornarem responsáveis por monitorar as fazendas fornecedoras de gado, e não comprar daquelas que têm desmatamento ilegal, isso não significa que hoje a realidade seja auspiciosa.

O documentário é resultado de um trabalho de jornalismo investigado que completou dois anos, e que tem como eixo norteador as reportagens: “O procurador que laçou o desmatamento”, “Guerra e paz por trás de um bife”, “Os portões do desmatamento”, “Boi clandestino não morre de velho”, “O drible do gado: a parte invisível da cadeia da pecuária” e “Origem desconhecida”. “

Sob a Pata do Boi” tem 49 minutos e foi produzido pelo site ((o))eco, de jornalismo ambiental, e pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).





“The Yoyo Effect”, documentário promete mostrar os equívocos das dietas ricas em alimentos de origem animal

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Autor do documentário “Food Choices”, de 2016, que discute os maus hábitos alimentares associados principalmente aos alimentos de origem animal, o produtor e diretor Michal Siewierski está prestes a lançar o seu segundo documentário. Intitulado “The Yoyo Effect”, o filme vai mostrar a epidemia de obesidade que tem atingido os Estados Unidos, além dos equívocos das dietas da moda e das dietas de perda de peso como a dieta paleolítica e a dieta Atkins.

Siewierski garante que o filme contará com inúmeras evidências científicas, e promete apresentar aos espectadores estratégias equilibradas de perda de peso que são sustentáveis e que realmente ajudam a melhorar a saúde, sem riscos de rebote. “O meu objetivo é munir o espectador de informações que podem levá-lo a um caminho de perda de peso saudável a longo prazo por meio de uma mudança no seu estilo de vida”, declarou ao Veg News.

Michal Siewierski, que já foi obeso e teve sua vida completamente transformada depois que abdicou do consumo de “fast food” e de todos os alimentos de origem animal, defende que o melhor caminho é uma dieta nutricionalmente completa e baseada principalmente em vegetais. “Há uma mensagem para não veganos e veganos, já que temos também veganos concentrando suas dietas em alimentos processados e altamente calóricos [sem que haja tal demanda]”, avisa.

Entre os participantes do documentário estão o médico Neal Barnard, do Comitê Médico Para Medicina Responsável dos Estados Unidos (PCRM), o ultramaratonista vegano Rich Roll e o fundador e CEO da Whole Foods, John Mackey. O filme produzido e dirigido por Michal Siewierski foi patrocinado por financiamento coletivo.





 

“Na ditadura militar brasileira, eles [os críticos do Estado] eram chamados de antibrasileiros”

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Documentário aborda os princípios da concentração de riqueza e poder sob a ótica de Chomsky

Essa noção antiamericana é bem interessante. É uma noção totalitária. Não é usada em sociedades livres. Então se alguém na Itália critica o Berlusconi ou a corrupção do governo italiano, ele não é chamado de anti-italiano. Se o chamassem de anti-italiano, as pessoas iriam cair na risada nas ruas de Roma e Milão.

Em Estados totalitários essa noção é usada. Na antiga União Soviética, os dissidentes eram chamados de antissoviéticos. Era a pior condenação. Na ditadura militar brasileira, eles eram chamados de antibrasileiros. É verdade que em quase toda sociedade, os críticos são difamados ou maltratados de várias formas, dependendo da natureza da sociedade. Como na União Soviética, Vaclava Havel seria preso.

Em um Estado parte dos EUA como El Salvador, na mesma época, seus homólogos teriam seus miolos estourados por forças terroristas comandadas pelos Estados Unidos. Em outras sociedades, eles são condenados ou difamados, daí por diante. Nos Estados Unidos, um dos termos de abuso é antiamericano. Há alguns outros, como marxista.

Há uma série de termos de abuso. Mas nos Estados Unidos, você tem um alto grau de liberdade, então, se for difamado por alguns comissários, quem liga? Você continua, faz seu trabalho. Esses conceitos só surgem em uma cultura em que, se você criticar o poder estatal, e por estatal quero dizer em geral, não só o governo, mas também o poder empresarial, se criticar o poder concentrado, você é contra a sociedade, é contra o povo.

Noam Chomsky em “Requiem for the American Dream”, de 2015.

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Written by David Arioch

August 6th, 2017 at 10:28 pm

Documentário denuncia as mazelas da indústria de ração animal

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Documentário está disponível na Netflix

Caso queiram conhecer as mazelas do mercado mundial de ração animal, dominado por cinco grandes conglomerados: Mars, Nestlé, Procter & Gamble, Hills e Big Heart Pet Brands, recomendo que assistam “Pet Fooled”, de Kohl Harrington, disponível na Netfix. O documentário lançado em 2016 mostra como esse mercado funciona sob conveniência e pode não estar tão preocupado com o bem-estar animal.

 

 





Written by David Arioch

August 4th, 2017 at 1:47 pm

A vivissecção também ensina valores antropocêntricos e especistas, de que animais são objetos que podem ser jogados fora

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“Para que a pesquisa continue, é preciso afastar qualquer sinal de compaixão, e acreditar que eles são objetos, não seres vivos”

Os animais são usados há cerca de 300 anos em uma prática bastante consolidada dentro das instituições de ensino. A maioria das pessoas não sabe, mas para a formação de biólogos, profissionais da área de saúde, geralmente eles são obrigados a passar pela prática de vivissecção, que consiste basicamente em causar um dano ao animal, ou abri-lo ainda vivo.

Ou então usar o cadáver de um animal que foi sacrificado ou morto para aquele tipo de prática pedagógica, para ilustrar conhecimentos que já são sabidos. Vivissecção quer dizer “cortar vivo”, mas esse termo é aplicado hoje a qualquer forma de experimentação animal. A partir do século XIX essa prática se intensificou, e hoje é uma poderosa indústria que produz equipamentos e o que eles chamam de “produtos”.

É comum o uso de cachorros para ilustrar o sistema cardiorrespiratório. É uma prática de fisiologia bastante antiga e tradicional, que consiste em anestesiar um cão, abri-lo, e injetar algumas substâncias para ver como o sistema cardiorrespiratório responde a diferentes substâncias. Então isso é um exemplo dentro de uma série de outros que implicam técnicas de sutura, injeção de “n” substâncias, provocação de queimaduras, indução de fome, indução de estresse.

Depois que eu cumpro com os objetivos da prática, eu jogo o animal no lixo. Geralmente são animais saudáveis, provenientes de biotérios, que são lugares dentro das instituições que criam os animais para essas finalidades. Em alguns casos, esses animais são provenientes de centros de controle de zoonoses.

Peças, encomendas, produtos, modelo, material de estudo – são resumidos a isso. Para que a pesquisa continue, é preciso afastar qualquer sinal de compaixão, e acreditar que eles são objetos, não seres vivos. No começo, o estudante pega um animal, corta e se sente mal com aquele ato. Um desconforto moral, um desconforto físico. Mas se sente mal. Com a repetição, ele já passa a sublimar isso.
Então no final do curso, ele já está cortando numa boa, sem qualquer problema. Então o que é isso? Isso é um processo de dessensibilização pelo qual o estudante passa. No final, ele está mais frio em relação à vida. Ele já “coisificou” a vida na frente dele.

Quando eu corto um cachorro para estudar anatomia, eu aprendo muito mais do que anatomia. Aprendo os valores antropocêntricos e especistas, de que aquele animal é um objeto que eu posso jogar fora. Existe uma série de conteúdo ocultos que são transmitidos de arrasto à prática, e que não estão explicitados no currículo oficial, mas eu aprendo.

Um dia, a gente estava aprendendo a dar injeção em uma égua. Havia 200 alunos dando injeção nela, até que chegou um momento em que um aluno acertou a jugular dela e estourou uma veia. Começou a sangrar muito, e uma das alunas foi lá e começou a estancar o sangue. Só que veio o resto e começou a aplicar do outro lado, e a professora incentivando: “Não! É assim!” Foi horrível! A gente tem dez professores e sete deles falam: “Gente, tadinha nada! Eles estão aqui pra isso!” Nenhum vem dar uma força e falar:

“Não! Eu também acho que isso é errado.” Nenhum! E falam: “Nós temos que sacrificar alguns animais para que vocês possam salvar outros na profissão.” Isso acontece porque a estrutura da universidade está de tal maneira interpenetrada dessa recomendação atribuída a Claude Bernard, de que o cientista para agir profissionalmente ele tem que ser frio em relação ao trato com os animais, que você falar em piedade, dó, compaixão, não combina.

Fui treinado para salvar vidas, e de repente vou lá e uso um cachorro para um aluno aprender a fazer uma cirurgia no estômago e mato o cachorro. No dia seguinte, estou salvando um cachorro naquela mesma cirurgia. Adiantou eu operar? Matei um para salvar o outro. É como um médico operar um cara lá e matar o sujeito para aprender a salvar outro.

Não tem muito critério para utilizar esse método, usa porque é mais fácil. Tem um canil atrás da faculdade, eles pegam um cachorro onde é conveniente, levam para o laboratório e não precisa fazer nenhum esforço. Atualmente, o pessoal do segundo ano [de medicina] está fazendo a primeira experiência com os ratos, que é aquela de injetar estricnina no estômago ou no intestino, e os ratos começam a ter convulsões; alguns ficam com as entranhas todas para fora – intestino, estômago.

O rato morre, mas antes fica convulsionando até o final. O pessoal está me mandando mensagem [agora] de como foi a experiência, o que isso adicionou. Pelo menos quem está escrevendo aqui não ficou satisfeito com esse tipo de aula. Em síntese, você ensina o aluno a ter preconceito com os diferentes. O animal é diferente dele: “Eu tenho autoridade de sacrificá-lo.”

Thales Tréz, biólogo e professor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

Ana Paula de Sá, estudante de medicina veterinária da Universidade Anhembi Morumbi

Irvênia Prada, professora titular emérita da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

Marco A. Gioso, professor do departamento de cirurgia da FMVZ.

Carlos Bustamante, estudante da Faculdade de Medicina do ABC.

Odete Miranda, cardiologista e professora da faculdade de medicina do ABC.

Excertos de “Não Matarás”, documentário lançado em 2005 pelo Instituto Nina Rosa. O filme critica a vivissecção, os testes em animais, ao revelar como os seres não humanos são explorados de forma desnecessária e cruel em um contexto de banalização da vida animal.

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