Archive for the ‘Música’ Category
Steven Wilson: “Há uma coisa ainda mais preocupante, que é a nossa crueldade desnecessária em relação às outras espécies que compartilham este planeta conosco”

Wilson: “Se fosse para existir como um animal? Acho que gostaria de ser um cavalo” (Foto: Divulgação)
Em setembro de 2013, o portal Metal Obsession, da Austrália, entrevistou o compositor inglês Steven Wilson, mentor da banda de rock progressivo Porcupine Tree. Ao final da entrevista, Gilbert Potts perguntou que animal Wilson gostaria de ser. Então ele respondeu o seguinte:
“Uau! Nunca me perguntaram isso antes. Eu realmente não sei. Quero dizer, eu amo os animais. Sou vegetariano e tenho um cãozinho que é a coisa mais especial da minha vida atualmente. Se fosse para existir como um animal? Acho que gostaria de ser um cavalo, sim, um cavalo é um animal elegantemente belo e ao mesmo tempo sutilmente triste. Eles estão sempre com aquele olhar emanando um tipo de melancolia. É como se carregassem o peso do mundo em seus ombros, mas eles são muito bonitos, criaturas realmente elegantes. Então é isso. Eu seria um cavalo!”
Uma das maiores referências em rock progressivo na atualidade, Steven Wilson é também um multi-instrumentista e engenheiro de áudio. Além da sua carreira solo, ele fundou e integrou projetos conceituais. Alguns exemplos são Altamont, Karma, No-Man, Incredible Expanding Mindfuck, Bass Communion, Blacksfield e Storm Corrosion.
Em 21 de junho de 2015, Wilson publicou um desabafo em sua página no Facebook, externando sua preocupação em relação aos animais: “Faz uma semana que a crueldade desnecessária dos seres humanos contra outros seres humanos tem aparecido bastante na mídia, e com razão, mas para mim há uma coisa ainda mais preocupante, que é a nossa crueldade desnecessária em relação às outras espécies que compartilham este planeta conosco.”
Steven Wilson, que também é produtor musical e trabalhou com grandes bandas de rock e metal, como Yes, Jethro Tull, King Crimson, Opeth, Marillion, Orphaned Land e Anathema, foi entrevistado por Stef Lach, do portal Team Rock, da Escócia, em 1º de agosto de 2016. Na ocasião, ele falou que se tornou vegetariano há muito tempo, mas que fica apavorado com a ideia de parecer que está impondo seu vegetarianismo para as outras pessoas. Por outro lado, age com sutileza:
“Há um ano, fui até o meu gerente de turnê e disse, ‘Como você acha que os outros caras se sentiriam se tivéssemos somente comida vegetariana em nossas viagens futuras?’ Para a minha surpresa, todo mundo amou a ideia”, revelou na matéria “Steven Wilson: I remind fans I’m just an idiot”.
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Steven Wilson nasceu em 3 de novembro de 1967 em Kingston Upon Thames, em Londres, na Inglaterra.
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Alex Greenwald: “Sou vegano e aprecio cada dia desse estilo de vida”

Greenwald: “Se eu puder encorajar as pessoas, definitivamente farei isso. É o que tenho feito com meus amigos” (Foto: Reprodução)
Alex Greenwald, que ficou famoso como vocalista da banda de rock alternativo estadunidense Phantom Planet, é vegano e já participou de algumas campanhas da Peta, ONG que atua em defesa dos direitos animais. Nos tempos da faculdade, sua namorada o desafiou a parar de comer carne vermelha e ele a desafiou a parar de fumar.
Após vencer a aposta, Greenwald gostou tanto da experiência que decidiu não comer mais nenhum tipo carne. “Então um amigo me desafiou a me tornar vegano depois de me emprestar o livro ‘Fast Food Nation’ [de autoria de Eric Schlosser], o que abriu meus olhos para a crueldade contra os animais. Desde então, sou vegano e aprecio cada dia desse estilo de vida”, contou em entrevista ao Peta Kids em 2005.
Em abril de 2008, ele gravou um novo vídeo para a Peta dizendo que as pessoas devem se informar sobre as condições em que vivem as galinhas exploradas pela indústria alimentícia. “Tudo isso acontece atrás de portas fechadas, o que acaba por não chegar ao conhecimento de todos. São mantidas juntas em pequenos espaços ou têm seus bicos cortados. As pessoas precisam saber como as galinhas são animais adoráveis”, disse.
Para Greenwald, ser vegano é um ato de força, de boa vontade; significa defender o que acredita em relação aos direitos animais. “Se eu puder encorajar as pessoas, definitivamente farei isso. É o que tenho feito com meus amigos. Motivo eles a tornarem-se vegetarianos, veganos. Ou seja, a se conscientizarem sobre a forma como vivemos no mundo hoje. Não podemos viver da mesma forma que viviam as gerações anteriores, como nossos pais, nossos avós”, declarou.
Segundo o vocalista, que até hoje atua como voluntário da Peta, o vegetarianismo e o veganismo estão em ascensão. “É algo que as pessoas estão aderindo para serem mais saudáveis e contribuírem com o meio ambiente. E isso vai ser ótimo para seus descendentes”, avalia.
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Alex Greenwald é guitarrista, baixista, tecladista e vocalista da banda de indie pop Phases, que já lançou dois álbuns. Em 2014, ele lançou “Yo”, o seu primeiro disco solo.
Referências
https://web.archive.org/web/20061213140447/http://www.petakids.com:80/grrr2-2005/truthordare.asp
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Heaven Shall Burn: “Comer carne significaria que não estou muito preocupado com o mundo”
Em junho de 2010, o guitarrista Maik Weichert concedeu uma entrevista a Axl Rosenberg do portal Metal Sucks, falando sobre a filosofia da banda alemã Heaven Shall Burn, que faz uma fusão de metalcore com death metal melódico.
“Alguns de nós são straight edge, mas sempre temos um cara festeiro na banda, então straight edge não é uma filosofia da banda. Veganismo é muito mais importante para nós. Comer carne significaria que não estou muito preocupado com o mundo”, afirmou Weichert, em referência à exploração animal e ao impacto ambiental do consumo de carne.
A conscientização de Maik se sustenta no fato de que diariamente a população humana, que chegou a sete bilhões em 2011, consome 20 bilhões de litros de água e 9,5 bilhões de quilos de comida. Enquanto isso, 1,5 bilhão de bovinos, de um total de 70 bilhões de animais criados no mundo todo, consomem 170 bilhões de litros de água e 61 bilhões de quilos de comida.
Em abril de 2015, quem falou em nome do Heaven Shall Burn foi o ex-baterista e porta-voz da banda, Matthias Voigt, em entrevista ao portal Metal Made Fitness. Voight relatou que o HSB sempre foi formado por veganos e vegetarianos.
“Em algum ponto, todos os membros do HSB se tornaram veganos, mas não começamos dessa forma. Foi um processo. No começo, eu estava curioso se conseguiria sobreviver como vegetariano [risos]. Era 1994, e as pessoas diziam que eu morreria dentro de dois meses. Só depois percebi que eu também não queria dar suporte a essa indústria”, revelou.
Para Matthias, hoje em dia é mais fácil ser vegetariano ou vegano, já que as pessoas têm acesso a muitas informações sobre o impacto que as indústrias da carne e de laticínios causam ao meio ambiente. “Claro que li panfletos e artigos sobre direitos animais, mas atualmente faço isso só porque preciso dar respostas quando as pessoas fazem perguntas. Nunca precisei disso para mim mesmo. Simplesmente cortei os produtos de origem animal e nunca mais olhei para trás”, enfatizou.
Uma das músicas mais emblemáticas do Heaven Shall Burn que aborda os direitos animais é “Hunters will be hunted”, do álbum “Veto”, de 2013. Em uma parte da música, o vocalista Marcus Bischoff grita: Você não fará nenhuma criatura sangrar, nunca mais, para todo o sempre/Sem recuar, direto, ações atingem você/Sem compromisso, sem ceder/Defendendo aqueles que não podem lutar/A justiça deve prevalecer.”
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A banda Heaven Shall Burn foi fundada em Saalfeld, na Alemanha, em 1996.
Além dos direitos animais, suas letras também abordam questões como racismo e injustiças sociais.
A cultura straight edge defende a abstinência em relação às drogas lícitas e ilícitas, como tabaco, álcool e narcóticos.
Referências
https://metalmadefitness.com/2015/04/03/metal-made-musicians-german-metal-giants-heaven-shall-burn/
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Mark Greenway: “Me tornei vegetariano e nunca mais olhei para trás”
Barney é o vocalista da banda de metal extremo Napalm Death, pioneira do subgênero grindcore

Greenway: “Vi um vídeo na escola sobre um matadouro. Daquele dia em diante, nunca mais consegui comer carne” (Foto: Mathieu Drouet)
Vegetariano desde os 14 anos, o inglês Mark “Barney” Greenway é o vocalista da banda de metal extremo Napalm Death, pioneira do grindcore. Ainda muito jovem, Greenway já era um ativista em favor dos direitos animais, inclusive discursando contra o consumo de couro e contra a fabricação de produtos que usam animais como cobaias.
“Vi um vídeo na escola sobre um matadouro. Daquele dia em diante, não consegui mais comer carne. Me tornei vegetariano e nunca mais olhei para trás. Eu tinha 100% de certeza de que eu seria vegetariano a minha vida toda. Mesmo depois de muitos anos, vejo que a realidade ainda não mudou”, informa.
Greenway, que mais tarde se tornou vegano, cita o fato de que vacas ainda são abatidas com captive bolt pistols, tiros de pistolas que penetram parafusos em suas cabeças. Imagens como essa o chocaram e o motivaram a abandonar o consumo de carne. “Faz muitos e muitos anos que não uso nenhum tipo de produto testado em animais. Sou um membro da Peta desde os meus primeiros dias [como vegetariano], e eu recebo muitas informações deles, e isso sempre foi muito útil para mim”, diz.
Em 1997, o Napalm Death lançou o EP “In Tongues We Speak” em parceria com a banda de metalcore estadunidense Coalesce. Das quatro composições, “Food Chains” se destaca por falar sobre os direitos animais a partir da perspectiva de que aquilo que as pessoas chamam de “comida”, era antes de tudo um animal que foi subjugado, preso contra a sua própria vontade. Em uma das passagens, Barney berra: “Tão sem conhecimento em seu anonimato/Porque quando você está marcado para a morte/Os ouvidos se apagam aos gritos.”
Quando escreve sobre os direitos animais, Barney gosta de criar jogos de palavras, recurso que ele considera mais eficaz para atingir o ouvinte. “Minha intenção é fazer com que o ser humano se coloque no lugar do animal. Talvez quando uma vaca acordar pela manhã, ele veja um parafuso em sua cabeça. Uma galinha de aviário passa a vida toda em uma gaiola. É uma vida miserável”, lamenta.
Greenway admite que adoraria se todas as pessoas do mundo se tornassem vegetarianas, porém acrescenta que não seria um prospecto realista, pelo menos da noite para o dia. Ainda assim, Barney crê que não há outro caminho que não seja a abolição das fazendas industriais. “As fazendas industriais são brutais. Os animais que nascem lá não têm a sua qualidade de vida diminuída. Na realidade, eles não têm qualquer tipo de qualidade de vida”, reclama.
Mesmo crente de que o mundo seria melhor se todos fossem vegetarianos, o vocalista inglês deixa claro que não se exalta diante de quem não é vegetariano. Por outro lado, acredita que as pessoas devem ser educadas em todos os níveis. “Eles precisam saber de onde vem sua comida”, justifica. Barney perdeu as contas de quantos fãs do Napalm Death se tornaram vegetarianos depois de ouvir suas músicas. “O que é absolutamente fantástico. É por isso que a música é uma ferramenta tão poderosa”, avalia.
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Mark “Barney” Greenway nasceu em Great Barr, Birmingham, na Inglaterra, em 13 de julho de 1969. É conhecido por apoiar muitas causas em defesa dos direitos animais.
Referências
http://www.peta2.com/heroes/napalm-death/
http://www.blabbermouth.net/news/napalm-death-frontman-talks-new-album-animal-rights-and-illegal-music-downloading/
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Arcade Fire e Orfeu Negro
O vídeo da música “Afterlife”, da banda canadense Arcade Fire, que exibe cenas do filme “Orfeu Negro”, do cineasta francês Marcel Camus, é uma boa combinação. Ouvi Arcade Fire pela primeira vez por causa desse clipe. Orfeu Negro é um filme baseado na peça de Vinicius de Moraes, que venceu o Festival de Cannes de 1959. Inspirada no realismo poético, a obra conta uma trágica história de amor. Excetuando os clichês, é uma obra bela e inesquecível.
E a música do Arcade Fire tem tudo a ver com o filme, com o dilema do pós-vida, quando Orfeu não aceita a perda do seu grande amor e recorre a uma sessão espírita para tentar reencontrar sua amada. E o mais intrigante é que Jerry Zucker fez algo parecido décadas depois em “Ghost – Do Outro Lado da Vida”, com Patrick Swayze e Demi Moore. “Quando o amor acaba, para onde ele vai?”, é um dos questionamentos da música do Arcade Fire e que parece reproduzir a indagação que aflige Orfeu no filme.
Mahler acreditava que o vegetarianismo é o caminho para a regeneração da humanidade
“Os efeitos morais desse estilo de vida são imensos. Você pode julgar por si mesmo…”

Mahler adotou o vegetarianismo por influência do compositor alemão Richard Wagner (Foto: Reprodução)
Símbolo do pós-romantismo e considerado um dos mais importantes compositores de todos os tempos, o austríaco Gustav Mahler se tornou vegetariano por influência das teorias de regeneração do compositor alemão Richard Wagner. Em carta escrita a Emil Freund em 1º de novembro de 1880, ele se queixou que precisava de algum tipo de conforto porque via miséria em todos os lugares e das mais diferentes formas.
“Se você conhece uma pessoa nesta terra que seja realmente feliz, diga-me seu nome rapidamente, antes que eu perca os últimos vestígios de coragem que resistem em mim. Qualquer um que tenha observado uma natureza verdadeiramente nobre e profunda lutando contra a mesquinhíssima mesquinhez, e que por isso perece, dificilmente ignora o próprio estremecimento, quando este considera em primeiro lugar a chance de salvar a sua própria e pobre pele”, escreveu Mahler.
Na carta, o compositor diz que no Dia de Todos-os-Santos ele colocaria flores no túmulo de uma amiga que cometera suicídio, uma jovem que ele conheceu aos 18 anos em Seelau, na casa dos pais de Freund, a algumas horas de distância de Jihlava, sua cidade natal. Os dois tinham grande afeto um pelo outro, e ela era fascinada pelo talento de Mahler ao piano. E foi pela fragilidade do seu estado de espírito ao saber da morte da amiga que ele teve contato com as teorias de Wagner e decidiu mudar de vida. Um mês depois de tornar-se vegetariano, ele anotou suas impressões e as enviou para Emil:
“Os efeitos morais desse estilo de vida são imensos. Você pode julgar por si mesmo o quão convencido estou, quando lhe digo que não espero menos do que a regeneração da humanidade”, declarou em referência ao vegetarianismo. Também sugeriu ao amigo que adotasse um estilo de vida mais natural, com nutrição adequada, alegando que logo ele sentiria os benefícios, de acordo com informações das páginas 165 e 166 do livro “Gustav Mahler: New Insights into His Life, Times and Work”, de Alfred Mathis-Rosenzweig.
À época, em transição para o vegetarianismo, mas ainda amargando tristeza recente, ele concluiu a famosa cantata Das Klagende Lied (A Canção da Lamentação) que, embora inspirada em um conto dos Irmãos Grimm, revela o seu próprio estado de espírito. “Minha peça está terminada. Um verdadeiro lamento de criança que me tomou alguns anos de trabalho, mas que acabou por valer a pena. O meu próximo passo é usar todos os recursos disponíveis para executá-la”, revelou em correspondência a Freund.
“Na estalagem, onde os cantores se encontravam à noite, ele era visto como ridículo por consumir água em vez de cerveja ou vinho. Recusando carne, pedia por maçãs e espinafre, e declarou sua lealdade aos princípios vegetarianos de Richard wagner. Os cidadãos desta pequena cidade concordaram que ele era um espécime muito estranho”, registrou o especialista em sociologia da música Kurt Blaukopf em referência à estadia de Gustav Mahler em Olomouc, na República Tcheca, entre os dias 11 e 17 de março de 1883.
Em 1894, Mahler decidiu se aprofundar no trabalho de Schopenhauer quando descobriu que ele foi a principal influência de Wagner no que diz respeito ao vegetarianismo. Para Rosenzweig, o interesse de Mahler se justificou pelo fato de que ele, assim como outros vegetarianos e entusiastas da época, buscava motivações menos místicas sobre o vegetarianismo.
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Gustav Mahler nasceu em Kalischt, na Boêmia, atual República Tcheca, em 7 de julho de 1860 e faleceu em 18 de maio de 1911 em decorrência de endocardite bacteriana.
Referências
Blaukopf, Kurt. Mahler: His Life, Work and World. Thames & Hudson (2000).
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Ray Cappo: “Recebi um chamado para me tornar vegetariano”
“Sempre me interessei pela espiritualidade e pela busca da verdade. Recebi um chamado para me tornar vegetariano. Então comecei a me empenhar em oferecer ao mundo o que tenho de melhor.
Sou muito cuidadoso em relação ao que como e sempre me questionei se isso afetaria ou não outros seres.” Uma vez, Cappo fez uma declaração pública sobre o seu estilo de vida como vegetariano e isso se tornou parte do estilo de vida straight edge.
Citações de The Raw Interviews with Ray Cappo part IV (NYHC 1980 -1990), concedida ao fanzine Double Cross em março de 2015.
Ray Cappo é um dos fundadores do krishnacore, um subgênero nascido da fusão da cultura punk com o movimento Hare Krishna. Ele é mais conhecido como vocalista e compositor das bandas Shelter, Youth of Today e Better Than a Thousand. No cenário punk/hardcore dos Estados Unidos, Cappo foi uma das figuras centrais na divulgação do veganismo.
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O vegetarianismo na vida de John Coltrane
“Dick Bock me contou que John tinha abandonado a carne para se tornar vegetariano”
No final dos anos 1950, John Coltrane, um dos maiores compositores e saxofonistas de jazz da história, passou por uma conversão espiritual e também se tornou vegetariano. Sobre o assunto, o famoso compositor indiano Ravi Shankar escreveu em seu livro “Raga Mala”, publicado em 1997, que John Coltrane era muito diferente de seus contemporâneos:
“Tão limpo, com boas maneiras e humilde. Seis meses antes, ele havia se livrado das drogas e da bebida.” Coltrane foi influenciado pelo compositor de jazz Sun Ra, que o motivou a mudar de vida, aderir ao vegetarianismo e ouvir as composições de Ravi Shankar.
Em seu site oficial, Shankar escreveu que conheceu muitos compositores de jazz, e que a maioria deles tinha algum tipo de vício, mas John Coltrane era uma pessoa diferente. “Dick Bock [Richard Bock, da Pacific Jazz Records] havia me contado que John tinha abandonado a carne para se tornar vegetariano, e estava lendo os livros de Shri Ramakrishna e praticando ioga.”
Nicholas L. Baham III, professor da Universidade Estadual da Califórnia e autor do livro “The Coltrane Church: apostles of Sound, Agents of Social Justice”, escreveu que quando Coltrane se tornou vegetariano, o vegetarianismo se tornou parte dele e de suas crenças, o que refletiu muito bem em sua música. Àquela altura, o compositor também já se posicionava como pacifista.
“A Love Supreme”, lançado em 1965, e considerado um dos maiores discos da história do jazz, manifesta a sua grande transformação de viés espiritual. “Coltrane sentiu que nós temos que fazer um esforço consciente para efetuar mudanças positivas no mundo, e sua música é um instrumento para a criação de padrões de pensamentos positivos na mente das pessoas”, de acordo com o site johncoltrane.com.
Embora tenha sentido os efeitos positivos da filosofia de vida adotada no final dos anos 1950, John Coltrane faleceu precocemente aos 40 anos, vítima de um câncer de fígado. A doença surgiu em decorrência do abuso de álcool e heroína até o início da década de 1950.
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Joe Duplantier: “Nós podemos ser saudáveis e felizes sem explorar os animais”

Duplantier: “O melhor conselho que posso dar para quem quer ajudar o meio ambiente é abandonar a carne e os laticínios”
O guitarrista e vocalista Joe Duplantier e seu irmão, o baterista Mario Duplantier, fundadores da banda de metal francês Gojira, cresceram na pequena cidade de Ondres, no sudoeste francês, um lugar de belas paisagens naturais, com um privilegiado panorama do oceano. Essa relação com a natureza, cultivada desde cedo, fez com que Joe começasse a se preocupar com o meio ambiente.
No entanto, foi só mais tarde que ele percebeu que a melhor forma de contribuir seria começando a mudar os próprios hábitos alimentares. “O melhor conselho que posso dar para quem quer ajudar o meio ambiente é abandonar a carne e os laticínios. Não quero falar muito sobre isso porque as pessoas ficam irritadas, mas ao mesmo tempo eu sei que quero falar sobre isso. Então o primeiro passo é se manter informado”, disse Joe Duplantier em entrevista concedida ao Culture Creature Podcast em 14 de julho de 2016 no Saint Vitus Bar, pouco antes do show do Gojira no mesmo local, no Brooklyn, em Nova York.
Ele recomenda que as pessoas realizem pesquisas na internet, leiam livros, assistam documentários e vejam o que realmente acontece. “De acordo com muitas pessoas, uma alimentação baseada em carne é a causa número um da destruição do meio ambiente”, declarou. Apreensivo em relação ao futuro, Duplantier já escreveu muitas músicas que falam sobre a importância do meio ambiente e a tendência humana de destruir o que deve ser preservado. Um grande exemplo é o álbum “From Mars to Sirius”, lançado em 2005. No geral, algumas composições facilmente lembradas são “Vacuity”, “Flying Whales”, “Global Warming”, “World to Come”, “A Sight to Behold”, “Embrace the World”, “Ocean Planet” e “Toxic Garbage Island”.
Em entrevista ao Metalist Magazine, de Israel, em 5 de julho de 2013, Duplantier declarou que amava carne, mas que o melhor e mais justo caminho era seguir em direção oposta. “Parece um pouco louco quando penso que estamos comendo animais quando poderíamos simplesmente consumir plantas, sementes e feijões, sabe? Podemos ser mais saudáveis e felizes sem explorar os animais. O tratamento que damos a eles é completamente insano”, lamentou.
Para se ter uma ideia do engajamento do Gojira em questões envolvendo o meio ambiente, a banda é parceira da Sea Shepherd Conservation Society, organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da preservação da vida marinha, principalmente baleias, golfinhos e tubarões. Em países onde a Sea Shepherd é atuante, os shows do Gojira contam com um estande da organização para distribuição de material para os fãs da banda.
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Fundada em 1996, e considerada hoje a maior banda de metal da França, Gojira, que sempre fez questão fugir de uma proposta musical mais ortodoxa, surpreende pela criatividade e versatilidade ao enveredar por vários subgêneros do heavy metal, como technical death metal, progressive metal, thrash metal e posthrash metal. Entre as temáticas da banda, outra constante é a espiritualidade.
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Kanis, uma boa surpresa no cenário musical paranaense
Willian Matos: “A verdade é que nunca me liguei muito em definições de gêneros musicais”
Transformar sensações e situações em música. Esta é a proposta do compositor Willian Mattos, idealizador do projeto Kanis, que une rock psicodélico, indie e pop. Músico desde a adolescência, o paranavaiense gravou o primeiro disco este ano em Curitiba. Intitulado “Parceiros, Amigos, Amores”, o EP reúne atributos que agradam desde os fãs mais puritanos até os mais ecléticos do rock. Com personalidade, o projeto é uma boa surpresa no cenário musical paranaense dos últimos anos.
Na versão em CD, além das músicas “Pequenas Coisas”, “Quem Pegou Você”, “Pra Trás” e “Quem Eu Sou”, Willian presenteia os fãs com as faixas “Mirela”, “Pequenas Coisas (Acústica)” e “Ao Lado Dela”. “Tenho um caso de amor com cada música que escrevo. Depois elas se tornam públicas, e aquela paixão fervorosa reacende nas performances ao vivo”, diz.
Embora as quatro músicas principais do EP abordem algum tipo de nostalgia, Mattos não se considera uma pessoa realmente nostálgica. “Mas, como letrista, são elementos que vêm a somar, ainda mais quando percebo que o meu passado pode ser o presente de outras pessoas”, comenta.
Em “Pra Trás” e “Quem Eu Sou”, a dúvida e a esperança são temas que instigam a reflexão. Segundo Willian, estão relacionadas às infinitas possibilidades oferecidas pela vida. “Sou muito mais anseio que esperança. O anseio pode ser agonizante, mas é um sentimento que, na minha visão, não abre espaço para o medo”, avalia.
Naturalidade e minimalismo são características encontradas na música de Willian Mattos, e refletem muito bem no Kanis. “Sou visto como alguém que mistura rock psicodélico, indie e pop. Sim, a rotulação da música sempre acontece, mas a verdade é que nunca me liguei muito em definições de gêneros musicais, até porque costumam ter conceitos bem confusos”, comenta o compositor que gosta muito de improvisar ao vivo, surpreender o público com novas releituras de suas músicas.
Na hora de compor, Willian preza pela simplicidade. Segundo ele, se não fosse para seguir por esse caminho, provavelmente não se dedicaria à música. “O processo de composição nunca é o mesmo. Pode parecer ridículo para os outros, mas trabalho nos meus limites técnicos para soar simples. A simplicidade é mais difícil de ser alcançada do que muitos imaginam. Já as letras, prefiro deixar para o final justamente por considerá-las tão importantes quanto a música. Só consigo me empenhar em escrever a letra se eu estiver bem confiante em relação à música”, pondera.
Questionado se o estúdio onde gravou o EP “Parceiros, Amigos, Amores” é um quarto escuro curitibano, Willian Mattos ri e explica que o local não é escuro nem curitibano. “Na verdade, é um aglomerado de equipamentos que comprei ao longo dos anos. Levo comigo para onde quiser e puder. Então posso dizer que as gravações foram realizadas tanto na casa da minha avó em Paranavaí quanto no apartamento onde moro em Curitiba. Também aluguei um estúdio com mais estrutura para gravar as baterias. Mas, tirando isso, adoro gravar em casas”, revela.
Enquanto ouve “Princesa”, da banda goiana Carne Doce, uma de suas preferidas da atualidade, Willian confidencia que na sua opinião o melhor do cenário musical paranaense está em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, sua terra natal. “Tem uma cena instigante. Sinto muito orgulho do que está sendo construído musicalmente em Paranavaí”, enfatiza.
No momento, o compositor está preparando a primeira turnê de divulgação do EP. Também vai lançar em breve alguns vídeos do Kanis no YouTube. “Estou em um momento de trabalho muito intenso. Tenho cinco composições que devem entrar no próximo CD. É uma novidade para 2017”, adianta.
Sobre os parceiros
A trajetória de Willian Mattos com a música começou aos 15 anos, quando ele e o amigo Thiago Guglielmi formaram uma banda nos tempos de colégio. “Fomos aprendendo a tocar e escrever músicas. Convidei ele para embarcar comigo no Kanis, ele topou e tem sido ótimo. Trabalhamos juntos na administração do projeto. Na nossa primeira formação ao vivo, o Thiago atua como baixista. Como ele é um guitarrista brilhante, é provável que no futuro ele assuma o posto de guitarrista solo do Kanis”, relata.
Quem também ingressou no projeto para somar foi o baterista e percussionista Hugo Ubaldo, da banda de rock Sub-Versão, de Paranavaí. “Nos conhecemos há poucos meses e tem sido um prazer imensurável essa parceria. Além de ótimo baterista, é um músico completo, tem ajudado muito a elevar o nível da nossa música ao vivo”, reconhece Willian Mattos.
Sobre a capa do EP
A fotografia que estampa a capa do EP “Parceiros, Amigos, Amores” foi tirada em Santiago, no Chile, pelo fotógrafo Vinicius de Oliveira, conhecido como Capitão. “Estávamos à procura de uma foto e o Thiago [Guglielmi] me mostrou o trabalho do Vinicius. Ficamos mais ou menos uma semana tentando escolher uma entre as muitas fotos incríveis que ele tirou. Foi um trabalho difícil”, garante Willian Mattos.
Frase de Willian Mattos
“Tudo que ouço me influencia de algum modo. Até mesmo coisas que não gosto me servem de parâmetro.”
Formação atual do Kanis
Willian Mattos – vocal e guitarra
Thiago Guglielmi – Baixo
Hugo Ubaldo – Bateria
Saiba Mais
Antes do Kanis, Willian Mattos teve uma banda chamada “Use”, formada em parceria com o guitarrista Thiago Guglielmi.
Para comprar o CD “Parceiros, Amigos, Amores”, que custa apenas R$ 15, entre em contato com a banda.
O CD “Parceiros, Amigos, Amores” está disponível no YouTube.
Contatos
(41) 9690-3121 (Willian Mattos) e (44) 9743-2510 (Thiago Guglielmi)
E-mails: contato@kanis.com.br e shows@kanis.com.br





